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vidro1Embora não existam dados precisos sobre sua origem, não se pode negar que o vidro foi uma das descobertas mais surpreendentes da humanidade. Arqueólogos encontram seus vestígios há 6.000 anos em terras habitadads pelos antigos egipícios, fenícios, caldeuse e outros povos da época.
Alguns autores apontam como precursores os navegantes fenícios, que ao voltarem do Egito ancoram às margens do Rio Belus, onde desembarcaram as sacas com um produto a base de carbonato ou nitrato de sódio usado para tingir a lã. Acenderam uma fogueira e colocaram ao seu redor, pedaços de natrão[carbonato de sódio] para apoiar os utensílios para o cozimento dos alimentos. Após se alimentarem foram dormir e mantiveram o fogo aceso durante a noite. Ao acordarem, em lugar dos blocos, encontraram um material brilhante e transparente que lembrava pedras preciosas, sem antes de observarem que a areia existente debaixo dos blocos tinha desaparecido. À tarde, fizeram nova fogueira e colocaram os materiais junto a fogueira e viram escorrer umlíquido incandescente que logo se solidificou. Fizeram várias tentativas e conseguiram modelar rusticamente, algumas figuras.
Outros dizem que o vidro foi descoberto pelos mercadores fenícios que atravessavam o deserto e utilizavam placas de nitrato de sódio sob as panelas para o preparo dos alimentos e perceberam no solo um material desconhecido: o vidro. Estudos apontam ainda que os primeiros objetos de vidro que se tem notícia foram encontrados dentro das piramides egípcias.
As técnicas de fabricação só se desenvolveram por volta de 100 a.C. quando os romanos começaram a utilizar o sopro, dentro de moldes, e passaram a produção em série. O ápice do processo se deu no século XII, em Veneza. Por conta de incêndios em fabriquetas de vidros, a atividade foi transferida para Murano, ilha próxima de Veneza. Lá, se desenvolveram os vidros coloridos e espelhos que até hoje garantem a fama dos cristais de murano.
Mas eram ainda em pequena escala comercial, só no século XVIII, Luiz XIV e mestres vidreiros abriram uma indústria de vidros, a Companhia Saint-Gobain, para que fossem feitos os espelhos do Palácio de Versalhes na França. A indústria se notabilizou pelo seu notável grau de perfeição . A empresa existe até hoje, e é uma das mais antigas do mundo.
Durante a Revolução Industrial o processo passou a ser mecanizado. Em 1950, a fabrica inglesa Pilkington começou a providroduzir os vidros tipo Float (planos, de excelente uniformidade e com quase nenhuma distorção óptica) que revolucionaram a tecnologia do vidro e se tornaram padrão mundial de qualidade de vidro plano.
No Brasil
A primeira oficina de vidro no Brasil foi montada por quatro artesãos que acompanhavam o príncipe Maurício de Nassau, durante as invasões holandesas entre 1642 e 1635, em Olinda e Recife (PE). Fabricava vidros para janelas, copos e frascos. Com a saída dos holandeses, a fábrica fechou.
O vidro voltou a entrar no mapa econômico do país a partir de 1810, quando, em 12 de janeiro daquele ano, o português Francisco Ignácio da Siqueira Nobre recebeu carta régia autorizando a instalação de uma indústria de vidro no Brasil. A fábrica instalada na Bahia produzia vidros lisos, de cristal branco, frascos, garrafões e garrafas. Ela entrou em operação em 1812. Em 1825, fechou em função de dificuldades financeiras.
Em 1839, um italiano, de nome Folco, funda no Rio de Janeiro a fábrica Nacional de Vidros São Roque, com 43 operários italianos e brasileiros, com fornos à candinhos e processo inteiramente manual. Sofre a concorrência das importações de produtos da Europa e sobras de consumo que são vendidas a qualquer preço. Já em 1861, a indústria vidreira brasileira apresenta os seus produtos na exposição nacional na Escola Central, no largo São Francisco, no Rio de Janeiro.
Em 1878, Francisco Antônio Esberard funda a fábrica de Vidros e Cristais do Brasil em São Cristóvão (RJ). A fábrica trabalhava com quatro grandes fornos e três menores, e com máquinas a vapor e elétrica. Fabricava vidros para lampiões, janelas, copos e artigos de mesa e importava suas máquinas da Europa para fabricar garrafas e frascos. O seu cristal era comparado ao da tradicional Bacarat. Empregava 600 pessoas entre operários e artistas do vidro. A fábrica de Vidro Esberard esteve ativa até 1940. Outra fábrica de destacada presença foi a Fratelli Vita, da Bahia, fundada em 1902, que produziu garrafas para sodas, refrigerantes, e cristais de qualidade.
Até o século XX, a produção de vidro era essencialmente artesanal, utilizando os processos de sopro e de prensagem, sendo as peças produzidas uma a uma. Foi a partir do início do século XX que a indústria do vidro se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos a recuperação de calor e equipados com máquinas semi ou totalmente automáticas para produções em massa.
Em 1982, a indústria francesa Saint-Gobain e a inglesa Pilkington uniram suas forças para construir a primeira fábrica de vidro float do Brasil, a Cebrace, na região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo.
A primeira linha foi construída em Jacareí(SP) em 1982, a segunda em Caçapava(SP) em 1989, e a terceira também em Jacareí, em 1996. Em 2004, a Cebrace inaugura sua quarta linha em Barra Velha (SC).Em 2012, o C5 entra em atividade em Jacareí com a capacidade produtiva de 920 t/dia. Juntas, as cinco unidades produzem 3.600 t/dia.
Em 2013, a Cebrace inaugura a primeira linha de espelhos da América Latina capaz de produzir em jumbo e o investimento no maior coater dos grupos NSG/Pilkington e Saint-Gobain agora no Brasil, responsável pela produção de vidros de proteção solar e seletivos.
Definição
O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza. O vidro tem incontáveis aplicações nas decoracao-da-sala-vidromais variadas indústrias, dada suas características de inalterabilidade, dureza, resistência e propriedades térmicas, ópticas e acústicas, tornando-se um dos poucos materiais ainda insubstituível, estando cada vez mais presente nas pesquisas de desenvolvimento tecnológico para o bem-estar do homem.
Qualidades
  • Reciclabilidade
  • Transparência (permeável à luz)
  • Dureza
  • Não absorvência
  • Ótimo isolador dielétrico
  • Baixa condutividade térmica
  • Recursos abundantes na natureza
  • Durabilidade
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