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pedofilia1Uma menina gaúcha de 11 anos está prestes a ter bebê após ser estuprada pelo pai adotivo, em caso semelhante ao da gravidez de uma garota de nove anos que foi interrompida em Pernambuco anteontem. A criança é de Iraí (481 km de Porto Alegre) e está no sétimo mês de gestação. Ela está internada desde a semana passada, em Tenente Portela, em ala para grávidas com risco moderado. O hospital e o Conselho Tutelar não dão mais informações sobre o caso.  O pai adotivo, um pedreiro de 51 anos, que é tio da menina, foi indiciado sob acusação de estupro. A Polícia Civil pediu a prisão dele.

Em Alagoinha (a 230 km de Recife), uma menina de 9 anos fez um aborto após ser estuprada e engravidar de gêmeos. Os médicos que realizaram o procedimento e a família da criança foram excomungados da Igreja Católica. A garota realizou o aborto na quarta-feira (4). De acordo com o hospital que realizou o procedimento, o estado de saúde dela é bom. Há suspeita que o padrasto tenha engravidado a menina. Ele mantinha relações sexuais com a garota há cerca de três anos. O rapaz confessou o crime e, em depoimento, admitiu também ter estuprado sua outra enteada, de 14 anos de idade, portadora de deficiências física e mental, afirma a polícia.

O secretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Roldão Joaquim, caracterizou o estupro e a gravidez da menina como uma “selvageria” que precisa ser punida. Rodrigo Pellegrino, secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos da pasta, disse que o papel da secretaria é prestar segurança à família caso ela venha a sofrer algum tipo de ameaça. “A pedofilia deve ser combatida de forma contundente e estruturalmente, mas nesse caso, especificamente, tem uma natureza mais cruel. Isso se trata de uma situação de barbárie, de bestialidade. O caso choca o povo de Pernambuco”, disse Pellegrino.

PedofiliaEstes casos que chocam a sociedade colocam em discussão a pedofilia. Esses são casos de pedofilia ou são crimes contra criança?

A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual[, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou não. A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια < παις (que significa “criança”) e φιλια ( ‘amizade’; ‘afinidade’; ‘amor’, ‘afeição’, ‘atração’; ‘atração ou afinidade patológica por’; ‘tendência patológica’ – segundo o Dicionário Aurélio). Em suma, a Pedofilia é o desvio sexual “caracterizado pela atração por crianças ou adolescentes sexualmente imaturos, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos” (Croce, 1995).

Algumas outras definições de pedofilia requerem uma diferença de idade de no mínimo cinco anos. O uso do termo pedofilia para descrever criminosos que cometem atos sexuais com crianças é visto como errôneo por alguns indivíduos, especialmente quando tais indivíduos são vistos de um ponto de vista clínico, uma vez que a maioria dos crimes envolvendo atos sexuais contra crianças são realizados por pessoas que não são clinicamente pedófilas (e sim, realizaram tal ato por outras razões, tal como para aproveitar-se da vulnerabilidade da vítima), e não por pessoas que sentem atração sexual primária por crianças.

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Caio Carvalho

esporteÉ muito comum dizermos que sexo é nosso esporte quando somos criticados sobre a falta de prática de exercícios. Ou então aliarmos a vontade de fazê-lo com um sintoma no corpo, quando dizemos “Ela é de tirar o fôlego.” Seguindo esse raciocínio, Rita Lee fez até uma comparação, metafórica, é claro, em uma de suas músicas na qual sexo seria equivalente ao esporte. (“O amor é um livro, Sexo é esporte”) Mas afinal, o que tem de esporte na relação sexual?

Pesquisas foram realizadas e demonstraram que muitos benefícios proporcionados pela prática esportiva, se encontram também no ato sexual. A queima de calorias na prática de 40 minutos de sexo são as mesmas 160 calorias consumidas em meia hora de caminhada. No momento de excitação, a circulação sanguínea é estimulada e o coração tem de se esforçar para bombear melhor o sangue e garantir a ereção nos homens e a lubrificação vaginal nas mulheres. Além disso, alguns hormônios são liberados em ambas atividades, como por exemplo a endorfina, que aumenta a sensação de bem-estar e regula a percepção da dor sendo considerada um “analgésico natural”, capaz também de reduzir o estresse e a ansiedade.                 

Mas é importante fazer sexo de forma saudável e não abusar da sorte. Todos já estão cansados de saber os possíveis efeitos de um ato sexual feito sem os devidos cuidados. Além de correr o risco de ser contaminado por uma DST (doença sexualmente transmissível), ninguém gostaria de ter um filho sem o planejamento necessário para tal.

Fonte: Diálogos Universitários

:: Richard A. Friedman ::
Tradução: Eloise De Vylder

Como todo mundo sabe, sexo é bom.

Será? Nos últimos anos, recebi vários pacientes para quem o sexo não apenas não é prazeroso; mas de fato parece fazer mal.

Um deles, um jovem de 20 e poucos anos, descreveu dessa maneira: “Depois do sexo, eu me sinto literalmente dolorido e deprimido por cerca de um dia inteiro”.

Do contrário, ele tem uma ficha limpa de saúde, tanto médica quanto psiquiátrica: bem ajustado, trabalhador, com muitos amigos e uma família unida.

Acreditem, eu poderia ter fabricado uma explicação muito facilmente. Ele tinha conflitos escondidos em relação ao sexo, ou tinha sentimentos ambivalentes em relação a sua parceira. Quem não tem?

Mas pesquisei o quanto pude para encontrar uma boa explicação, e não consegui achar nenhuma. Apesar de seus sintomas e ansiedade serem bastante reais, disse que ele não tinha nenhum problema psiquiátrico importante que necessitasse de tratamento. Ele ficou claramente desapontado ao deixar meu consultório.

Não pensei muito sobre o caso até algum tempo depois, quando conheci outra paciente com uma queixa similar. Era uma mulher de 32 anos que passava por períodos de quatro a seis horas de depressão intensa e irritabilidade depois de um orgasmo, sozinha ou com um parceiro. Era tão ruim que ela estava começando a evitar o sexo.

Recentemente, um colega psicanalista – um homem conhecido por sua capacidade de desvendar psicopatologias – telefonou para mim sobre outro caso. Ele estava intrigado com uma mulher de 24 anos que ele considerava psiquiatricamente saudável, exceto por uma intensa depressão que durava várias horas depois do sexo.

Não há nada estranho em sentir um pouco de tristeza depois do prazer sexual. Conforme diz o ditado, depois do sexo os animais ficam tristes. Mas esses pacientes experimentavam uma intensa disforia que durava muito tempo e era muito perturbadora para ser descartada como simples tristeza.

Ainda assim, é difícil resistir à tentação de especular sobre explicações psicológicas em relação ao comportamento sexual. Os psiquiatras gostam de brincar que tudo está relacionado ao sexo, exceto o próprio sexo, o que é outra forma de dizer que praticamente todo comportamento humano é permeado por um significado sexual escondido.

Talvez, mas eu me perguntava se nesses casos, não seria algo menos profundo como um simples desvio na neurobiologia do sexo que fazia com que esses pacientes se sentissem tão mal.

Pouco se sabe sobre o que acontece no cérebro durante o sexo. Em 2005, o Dr. Gert Holstege da Universidade de Groningen na Holanda usou a tomografia por emissão de pósitrons para escanear o cérebro de homens e mulheres durante o orgasmo. Ele descobriu, entre outras mudanças, uma diminuição drástica de atividade na amígdala, a região do cérebro envolvida no processamento dos estímulos de medo. Além de causar prazer, o sexo claramente reduz o medo e a ansiedade.

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