Posts com Tag ‘Saúde’

diabetesNa semana em que se comemora o Dia Mundial do Diabetes (14/11), estudo nacional realizado pela Toledo & Associados em 11.528 domicílios das cinco regiões do país aponta que 11% da população são portadores da doença; as mulheres são maioria com 69,3% contra 30,7% de homens

Realizada em 11.528 residências de diversos municípios espalhados por todo país, a pesquisa entrevistou pessoas pertencentes às classes A/B/C/D/E, com idades entre 18 e 75 anos, residentes nas capitais, regiões metropolitanas ou Interior, nas 5 regiões do país.  apontou que há 21 milhões de diabéticos no Brasil, sendo que desses 19% tem diabetes tipo 1 (já nascem com a doença) e 78,7% com diabetes tipo 2. Desse universo, 69,3% são mulheres e 30,7% são homens, sendo que 59,% têm entre 56 e 75 anos.

diabetes_insulinaUma constatação que desperta interesse é que a maioria dos diabéticos não são obesos, 67,6% têm peso normal (IMC de 18,5 a 24,9) ou sobrepeso (IMC de 25 a 29,9). “A pesquisa revela que nem sempre há relação entre a obesidade e o diabetes, muitos pacientes que sofrem com a doença estão dentro dos limites de peso considerados normais ou poucos quilos acima do ideal”, afirma dr Cohen, um dos coordenadores do estudo.

Outro dado que surpreende é o número de diabéticos. “A experiência de consultório já demonstrava um crescimento de pacientes com diabetes, mas não esperávamos que a doença atingisse 11% da população. Trata-se de um problema de saúde pública”, afirma dr. Berti, que também coordenou a pesquisa e preside o Congresso da SBCBM.

Ainda sobre o perfil do diabético, 60,6% deles são casados, 42% têm baixa escolaridade e cerca de 78% estão nas classes C, D e E. Geograficamente, a região Norte lidera o número de casos com 13,49%, seguido pela região Sul (13,23), Nordeste (13,19), Sudeste (10,31%) e Centro-Oeste (8,52%).

Gastos de R$ 817 milhões/mês – Entre as doenças associadas ao diabetes, a hipertensão predomina em 68% dos diabéticos, seguido pelo colesterol (39%), doenças no joelho (31%), doenças vasculares (28%), depressão (17%) e doenças cardíacas (13%). Mesmo diante desse quadro clínico, 55% dos diabéticos vão ao médico apenas uma vez a cada quatro meses. O gasto médio mensal com a doença é de R$ 107,08, o que representa um custo aproximado de R$ 817 milhões/mês.

Anúncios

A saúde pública está em risco devido as contaminações, principalmente em reservas de água potável, em especial por conta da ingestão ou contato com organismos patogênicos, substâncias cancerígenas e tóxicas

Segundo a médica Telma de Cássia dos Santos Nery, da Divisão de Doenças Ocasionadas pelo Meio Ambiente do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, “os problemas ocasionados pelos contaminantes químicos ou toxinas presentes na água para consumo humano, derivam do fato de que as microdoses, com características cumulativas e tóxicas, provocam efeitos adversos à saúde ao serem ingeridas por tempo prolongado”.

Os principais riscos à saúde humana gerados por estas degradações derivam, basicamente, de dois grupos, de acordo com a médica: “àqueles relacionados às substancias presentes nos efluentes de grandes áreas urbanas (lixo, esgotos, etc), provenientes de matéria orgânica, e aqueles provocados pelos poluentes de origem industrial, mineração, etc”. Sendo a maior parte dos contaminantes provenientes de atividades urbanas, industriais e agrícolas.

Como todas estas atividades atingem diretamente as águas subterrâneas, ainda que menos visíveis e de forma mais lenta que as águas superficiais, elas se tornam disseminadoras dos agentes contaminantes, ampliando a abrangência da área atingida rapidamente.

A doutora alerta que “a poluição da água subterrânea tende a ser insidiosa”, sendo necessário um trabalho multidisciplinar para a prevenção, controle e gestão das áreas de saneamento, saúde e meio ambiente.

Para discutir o assunto, especialistas farão um debate sobre os “Riscos à saúde humana decorrentes da contaminação”, durante o I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS), na Fecomércio, em São Paulo, Capital, dia 17 de setembro. Telma, que será uma das moderas da mesa redonda, explica que o objetivo é debater as responsabilidades e ações do poder público na gestão e vigilância do recurso, além de encontrar uma proposta de modelo de gestão mais eficiente para poços de usos particulares, para que eles contemplem ações preventivas e corretivas.

Os interessados em participar do evento, podem fazer a inscrição pelo site: www.abas.org/cimas.

Fonte: Revista Ecotour

lazerUm estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, concluiu que quanto maior o tempo reservado para atividades de lazer, melhor para a saúde física e mental.

A pesquisa foi elaborada com 1.400 adultos e observou-se que aqueles que dedicavam maio tempo para visitar amigos, praticar esportes ou tirar férias, tinham pressão arterial mais baixa, menor circunsferência abdominal e menores taxas de cortisol (hormônio do estresse) no sangue.

Fonte: Folha de S. Paulo

(do grego: pistia e do latim: Fides) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem fé em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles, é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado,uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica. É, geralmente,associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais[carece de fontes?]. Pode estar direccionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

Ter fé faz bem a saúde

Diversos estudos comprovam a eficácia da fé na recuperação da saúde. Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico

:: Por Dr. Joel Rennó Jr. ::

Muitos autores estudam as possíveis relações entre religião e saúde. Embora haja opiniões e conclusões díspares, o que serve para polemizar ainda mais o tema, observamos uma certa tendência na aceitação de que a fé e a religião melhoram a saúde.

Um estudo realizado por Byrd em 1988, concluiu que pacientes religiosos sob cuidados de uma unidade coronariana tinham uma evolução melhor durante o período de internação. Sicher e colaboradores em 1998, publicaram um estudo com pacientes portadores de AIDS avançada. Eles constataram que no grupo de pacientes religiosos, havia um menor número de doenças oportunísticas, menor severidade da doença, menos hospitalizações e dias de internações. Apesar de ter sido um estudo com apenas 40 pacientes, e portanto, não definitivo, é um importante fator de adição à eficácia da religião.

Pesquisa recente elaborada pela Universidade de Duke (EUA) comprova que pessoas que adotam práticas religiosas apresentam uma chance 40% menor de terem hipertensão arterial, são menos hospitalizadas, tendem a sofrer menos de depressão nas diversas fases do tratamento e recuperação, além de terem um sistema imunológico mais fortalecido.

Em uma grande revisão sistemática, com cerca de 11mil estudos, baseados na relação religião- saúde (300 estudos na saúde física e 800 estudos na saúde mental) , comprovou-se uma correlação positiva entre maior envolvimento religioso, melhor saúde mental e física, e menor utilização de serviços de saúde. Em uma amostra americana de cerca de 20 mil adultos, atribuiu-se ao envolvimento religioso um prolongamento no tempo de vida em torno de sete anos.

A mentalidade dos médicos e algumas condutas profissionais, envolvendo fé, espiritualidade e saúde precisarão ser revistas. Um estudo recente (2004) realizado pela Universidade de Ohio (EUA), com 798 pessoas, constatou que cerca de 85% gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.

Os religiosos geralmente estão mais interessados na imortalidade de suas almas, do que na mortalidade de seus corpos. Alguns acreditam ser a morte um verdadeiro marco, levado ao extremismo em determinados cultos. Isso pode ser um fator de confusão também nos estudos envolvendo mortalidade e religião. Muito mais do que a melhora da saúde física em si, os médicos deveriam estar mais preocupados com a melhora da qualidade de vida. Um estudo realizado por Reyes-Ortiz comprova a melhora da qualidade de vida em idosos religiosos.

A verdade é que algumas pessoas espiritualistas quando ficam doentes, aumentam suas participações em comportamentos que possam melhorar sua saúde, inclusive através de cultos religiosos que ensinam hábitos de vida mais saudáveis, como largar o tabagismo e o álcool, evitando-se, dessa forma, o desenvolvimento de cânceres de pulmão, estômago, cavidade oral, faringe, esôfago, laringe e bexiga. A sensação de pertencer a um grupo social, mantém os pacientes amparados com melhoria significativa da qualidade de vida.

Por que a fé ajuda na recuperação da saúde?Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico, prevenindo dessa forma o estresse. A alteração imunológica do indivíduo poderá levá-lo a maior propensão de apresentar doenças mediadas por fatores de imunidade. Um estudo concluiu que um aumento de interleucina-6 (fator imunológico) está aumentado no sangue de pessoas que não frequentam regularmente cultos religiosos, quando comparadas com pessoas praticantes. A interleucina-6, geralmente se encontra elevada no plasma de indivíduos submetidos ao estresse constante. Dessa forma, pessoas religiosas teriam mais “resistência” ao fatores estressores do dia-a-dia, ou seja, melhor adaptação psicológica.

As crenças ou atividades religiosas também podem produzir um estado de relaxamento do Sistema Nervoso Central (SNC), associado a uma diminuição da atividade do Sistema Nervoso Simpático, aumentando assim a resposta imunológica, e evitando-se dessa forma várias doenças picossomáticas. Por outro lado, estudos de neuroimagem recentes demonstram modificações significativas na produção de neurotransmissores com atuação em locais como o sistema límbico, que rege as emoções.

Benefícios da religião em relação à saúde
A religião pode melhorar a saúde promovendo práticas saúdáveis de vida, melhorando o suporte social, oferecendo conforto em situações de estresse e sofrimento e até alterando substâncias químicas cerebrais que regulam o humor e a ansiedade, levando-nos ao relaxamento psíquico. Portanto, a religião parece ser um fator psicossocial e até biológico benéfico na recuperação das doenças físicas e mentais.

luz2Independente dos possíveis mecanismos, se indivíduos recebem benefícios à saúde através de práticas religiosas, essas devem ser incentivadas, respeitando-se a individualidade de crença, contribuindo dessa forma, preventivamente, contra uma série de doenças e amenizando o sofrimento de vários pacientes.

Não cabe ao médico prescrever uma religião em particular ao paciente, e sim, encorajá-lo em trabalhos espirituais de sua escolha. As nossas crenças religiosas não devem ser prescritas aos pacientes que atendemos. Porém, nunca devemos ignorar o aspecto importante e positivo que a religiosidade apresenta nas saúdes física e mental do ser humano. Quando os profissionais não souberem como lidar com essas questões religiosas, deve haver um encaminhamento para padres, pastores ou rabinos de acordo com a escolha religiosa do paciente.

Concluindo, em função do grande interesse na espiritualidade da população geral, deve-se incentivar pesquisas científicas de qualidade na área, despindo-se sempre de valores individuais e voltando-se sempre ao apoio da escolha religiosa do paciente. Posturas extremistas, por parte de alguns pacientes, devem ser desaconselhadas pelos médicos, porque não adianta em nada substituir um tratamento médico por apenas práticas espirituais. O correto é sempre a perfeita integração e união com a medicina tradicional.

Dr. Joel Rennó Jr – Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP

Alho: um santo remédio

Publicado: 01/06/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Saúde
Tags:, , ,

 :: Por: Edvaldo Tavares::

Se as pessoas soubessem as virtuosidades terapêuticas presentes numa despercebida cabeça de alho, fariam do dente de alho um talismã que usariam pendurado ao pescoço, num cordão de ouro, junto com as demais jóias.
Não se perca pelo excesso ao enaltecer as qualidades divinas do alho. Sua importância medicamentosa é tão grande que médicos especialistas o consideram uma aspirina vegetal, por ser redutor em 20 a 30% da ação da coagulação sanguínea.

Convoco os leitores a um pequeno esforço para conhecer um pouco do alho. Inicialmente, é preciso ser apresentado a ele e saber o seu nome. É um vegetal, popularmente chamado de cabeça, por causa da forma de bulbo. É uma raiz da família Liliacerae, de uso indispensável na culinária e foi batizado pela comunidade científica como Allium sativum.

É bem antigo o conhecimento de suas virtudes medicamentosas. Registros assinalam o seu uso entre os egípcios no tratamento da diarréia e entre os gregos antigos para a obtenção da cura de doenças intestinais e pulmonares. Louis Pasteur, cientista francês, criador da técnica de pasteurização, em 1858, relatou a atividade antibacteriana do alho, até hoje confirmada. Pesquisas laboratoriais atestaram que o extrato fresco do alho inibe o crescimento de 14 espécies bacterianas, entre elas: Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Stafilococcus aureus, Salmonella typhimurium e Helicobacter pylori que é causadora de úlceras gástricas e duodenais e câncer gástrico.

Estudos realizados na China concluíram que quem se alimenta com mais alho apresenta menor risco de ter câncer do estômago. Já o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos da América do Norte confere posição de destaque ao alho, entre os primeiros lugares, como possível alimento protetor contra o câncer, principalmente o gástrico.

O alho é rico em vitaminas C e B e colina. São também encontrados em sua composição os minerais, cálcio (Ca), Magnésio (Mg), Ferro (Fe), Cromo (Cr) , Fósforo (P), e os antioxidantes, zinco (Zn) e Selênio (Se).

Aqui estão algumas ações terapêuticas do alho que poderiam ser de uso mais eficaz, caso a classe médica dedicasse maior atenção a esse medicamento natural, tão presente nas cozinhas e ausente dos hospitais e consultórios, totalmente desprezado nos prontuários e receituários médicos:

  • combate as infecções bacterianas, viróticas e fúngicas; gastrenterites, gripes, bronquites, afecções de pele, herpes simples e etc.;
  • em diabéticos reduz a glicemia;
  • ativa a tireóide, combatendo o hipotireoidismo e melhora o funcionamento digestivo gástrico, hepático e intestinal.
  • atua no sistema imunológico, melhorando as defesas do organismo, reduzindo a fadiga, estresse, depressão e ansiedade;
  • reduz o processo inflamatório nos infartados cardíacos;
  • é diurético, reduzindo a pressão sanguínea quando empregado no tratamento da hipertensão arterial;
  • é ativo contra diversos parasitas e vermes intestinais quando empregado em forma de supositórios e clisteres em crianças.

As pessoas obteriam significativos benefícios caso ingerissem uma ou duas cápsulas diárias de óleo de alho, fortalecendo, no conjunto, o sistema imunológico e reduzindo a suscetibilidade a doenças e mal-estar.

:: Médico. Diretor Executivo e Técnico do Sistema Raiz da Vida.

:: Por Julliane Silveira e Cláudia Collucci  ::

Um estudo divulgado no “Jama” (revista da Associação Médica Americana) aponta relação entre o consumo de carne vermelha e carnes processadas e maior número de mortes por câncer e problemas cardiovasculares. A pesquisa, uma das maiores já realizadas, analisou dados de 500 mil norte-americanos de 50 a 71 anos de idade.

Em dez anos de acompanhamento, morreram 47.976 homens e 23.276 mulheres. Para os pesquisadores, 11% das mortes em homens e 16% das mortes em mulheres poderiam ser adiadas se houvesse redução do consumo de carne vermelha para 9 g do produto a cada 1.000 calorias ingeridas -o grupo que mais ingeriu carne vermelha (68 g a cada 1.000 calorias) foi o que apresentou maior incidência de morte.

No caso das doenças cardiovasculares, a diminuição dos riscos chegaria a 21% nas mulheres se houvesse redução. “A carne processada tem mais sal e gordura saturada, o que aumenta chances de doenças cardiovasculares”, diz Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração.

Para o cardiologista Marcos Knobel, coordenador da unidade coronária do hospital Albert Einstein, além da gordura da carne, o problema é o preparo e os outros alimentos que são somados à refeição. “Se a pessoa come um bife à milanesa ou um bife com ovo frito, já estourou de longe a cota de colesterol.”

Além disso, ele alerta para os condimentos. “O sal aumenta o risco de hipertensão arterial sistêmica. Se a carne for processada, é pior porque, além do sódio, geralmente tem óleos para a conservação.”

Câncer
Os riscos de câncer estão principalmente relacionados à forma de preparação de qualquer tipo de carne. Sabe-se que, durante o cozimento em altas temperaturas, são formadas aminas heterocíclicas, substâncias reconhecidamente cancerígenas. As maiores temperaturas são atingidas ao grelhar na chapa e fritar com pouco óleo o alimento. Por esse motivo, indica-se a preparação no forno ou em um cozido.

O churrasco também traz perigo. Durante a preparação, a fumaça do carvão libera alcatrão e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias também cancerígenas. “A associação é feita principalmente com as carnes vermelhas, porque elas são preparadas mais frequentemente em churrasco ou na chapa”, afirma Fábio Gomes, nutricionista do Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Segundo o cirurgião oncológico Benedito Mauro Rossi, do Hospital A.C. Camargo, a relação entre consumo de carne e câncer está muito estabelecida, inclusive no Brasil. A distribuição geográfica do câncer do intestino, por exemplo, mostra que no Amapá, a incidência do tumor é de 1,51 caso por 100 mil habitantes, enquanto no Rio Grande do Sul, a terra do churrasco, a incidência é de 28,5 por 100 mil habitantes.

Outro mecanismo desencadeante de câncer seria o excesso de ferro no organismo, ocasionado pelo alto consumo de carne vermelha, importante fonte do mineral. Muito ferro pode causar danos oxidativos e agredir as células do intestino grosso, o que leva ao câncer.

Já as carnes processadas, como linguiças, charque e hambúrgueres, são conservadas com nitritos e nitratos, substâncias, que, no estômago, são transformadas em nitrosaminas, que aumentam as chances de ocorrer um câncer no estômago e no intestino. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que a ingestão de carne (excluindo frango e peixe) não ultrapasse os 300 g por semana.

Como a carne vermelha é boa fonte de ferro, é indicado aumentar o consumo de vegetais folhosos verde-escuros, também ricos no mineral.

Fonte: Folha de S. Paulo

obesidade_balancaA obesidade poderia ser “uma coisa mental”, em vez de uma disfunção metabólica, afirma um novo estudo que revela a existência de seis genes vinculados a essa condição.

No total, cinco dos genes estão ativos no cérebro, motivo pelo qual os cientistas crêem que a descoberta poderia possibilitar novos tratamentos com o objetivo de modificar a atitude mental das pessoas diante dos alimentos, e não o desejo de comer.

O estudo, publicado na revista “Nature Genetics”, tomou como base a análise genética de 90 mil pessoas cujo DNA foi analisado em busca de mínimas mutações e comparado com seu índice de massa corporal.

Os especialistas descobriram seis variantes genéticas que parecem estar na origem de um pequeno, mas significativo, aumento do peso.

Se uma pessoa possuísse as seis variantes, pesaria de um quilo e meio a dois quilos a mais que um indivíduo médio.

O fato de cinco dessas variantes estarem vinculadas a genes ativos no cérebro permite crer que a obesidade tem a ver com esse órgão.

“É surpreendente que seja o cérebro -e não o tecido adiposo ou os processos digestivos- o mais influenciado normalmente pela variação genética na obesidade”, afirma Inês Barroso, do Wellcome Trust Sanger Institute, perto de Cambridge, Reino Unido.

obesidadeCalcula-se que entre 40% e 70% da variação do índice de massa corporal seja causado pelos genes, mas até pouco tempo atrás acreditava-se que os genes vinculados à obesidade eram os que modificavam a fisiologia do corpo, como o LEP, responsável pelo hormônio leptina, que modula o consumo e gasto energético.

Segundo Ruth Loos, da Unidade de Epidemiologia do Conselho de Pesquisas Médicas do Reino Unido, as mutações que acontecem nos genes ativos no hipotálamo têm forte influência no peso das pessoas.

“As pessoas portadoras dessas mutações são muito obesas. Tais mutações podem ser consideradas excepcionais, mas achamos que pode ocorrer algo similar no caso da obesidade comum. Muitos, se não a maioria dos genes associados ao aumento do índice da massa corporal, estão ativos no cérebro”, ressaltou Loos.

Fonte: EFE