Posts com Tag ‘Saúde’

caminhar-620x330Caminhar é uma atividade aeróbica perfeita: fácil, leve, melhora o seu astral e é capaz de proporcionar saúde, beleza e boa forma. Pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade e do condicionamento físico. Além de ser a mais segura de todas as atividades aeróbicas — tanto sob o ponto de vista cardiovascular como ortopédico. Dificilmente sobrecarrega o coração e o risco de lesionar as articulações — em especial nos joelhos e tornozelos — é bem menor.

Especialistas afirmam que caminhar durante 30 minutos, 3 vezes por semana, pode ser tão eficiente no tratamento de depressão aguda quanto a utilização de medicamentos. Além de evitar doenças e melhorar a qualidade de vida. Para evitar dúvidas, é importante consultar um profissional da área de Educação Física e fazer uma avaliação médica.

Benefícios da Caminhada

  • Melhora a circulação sanguínea
  • Diminui os riscos de problemas cardíacos
  • Melhora a ansiedade e o estresse
  • Auxilia nas dietas de emagrecimento
  • Ajuda a tonificar e fortalecer os músculos
  • Reduz a pressão sanguínea e os níveis de colesterol no sangue
  • Evita o aparecimento da osteoporose
  • Combate o diabetes
  • Melhora o nível de condicionamento físico
  • Aumenta a imunidade do organismo
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gula (1)A vontade de comer algo que não se sabe, mesmo depois de uma refeição pode não ser gula e sim a síndrome da fome oculta, um alerta do seu corpo sobre um déficit nutricional. Ela é chamada de oculta porque sinaliza a fome do organismo por nutrientes e o organismo dá sinais da falta de elementos importantes para o seu bom funcionamento. “Pequenas quantidades de certas vitaminas e minerais, também conhecidos como micronutrientes, são componente essenciais de uma boa saúde. A fome oculta é uma crônica falta destes nutrientes, que pode levar a defeitos de nascimento, deficiência física e mental e impedir o crescimento. Mesmo quando as pessoas comem calorias suficientes, as vitaminas e minerais essenciais na dieta podem estar faltando”, explica o Dr. Eric Cohen, representante no Brasil do GAIN para o projeto Ultra Rice –PATH, onde colidera esforços para tornar o arroz fortificado amplamente acessível no Brasil por meio de parcerias público-privadas
A fome oculta afeta o crescimento físico e cognitivo da criança, assim como o seu sistema imunológico durante os primeiros anos de formação. Anemia e carência de vitamina A afetam milhões de brasileiros, quase a metade da população de crianças e mulheres grávidas. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, no mundo, ela afeta uma em cada quatro pessoas.
Gula pode ser um sinal do corpo alertando para a falta de nutrientes.Até mesmo uma dieta adequada em calorias, proteínas e carboidratos pode ter sérias deficiências de vitaminas e minerais. Países desenvolvidos têm combatido a fome oculta desde a década de 40, erradicando com sucesso muitas doenças na América do Norte e na Europa.
Embora o Brasil registre melhorias nos índices sociais, a fome oculta ainda afeta 40% das crianças brasileiras. As deficiências em minerais e vitaminas essenciais possuem efeitos desastrosos na saúde e economia do Brasil e de outras nações ao redor do mundo.
Segundo a nutricionista Alessandra Rocha Lopes, em entrevista ao CyberDiet, entre os fatores causadores da Síndrome da Fome Oculta, soma-se à alimentação deficiente em nutrientes o estresse diário e o consumo de álcool, cigarro e outras drogas. Quem sofre de doenças crônicas, está com a saúde debilitada ou passou por tratamento cirúrgico acaba por não absorver devidamente os sais minerais e vitaminas dos quais precisa e termina desenvolvendo a síndrome.
Outros sintomas como dores musculares, cãibras, cansaço intenso, fraqueza, palpitações e irritabilidade também podem indicar a presença da Síndrome da Fome Oculta, sendo que a falta de vitaminas pode provocar sangramento vaginal, pele opaca, ressecamento das mucosas, queda de cabelo, flacidez, unhas manchadas e quebradiças, entre outros sinais. “A fome oculta também pode ser diagnosticada através de exames clínicos e de sangue, pois permitem a detecção de deficiências específicas de micronutrientes essenciais como a vitamina A, B e ferro”, segundo Eric Cohen.
Fonte: Paula Furlan – Consumidor Moderno

Seja como ovo frito, cozido, estalado na água, na salada, compondo pratos como tortas e bolos, no café da manhã, nas refeições principais ou no lanche, os ovos são um dos ingredientes chave para a alimentação. 

Os ovos são alguns dos alimentos mais completos presentes na dieta da maioria das pessoas, sendo tão ricos em proteínas que cada dois ovos correspondem a 100 g de carne vermelha.

A proteína mais importante encontrada no ovo é a albumina, que faz parte da clara e tem papel fundamental no crescimento, na formação dos tecidos e no fortalecimento do sistema imunológico.

Possui ainda outros componentes nutritivos, como as vitaminas A, B1, B2 , B12, D, E, ácido fólico, cálcio, ferro, fósforo, zinco, iodo, selênio, niacina, biotina, calorias, gordura, ácidos graxos saturados e insaturados.

Ao comprar o produto, dê preferência aos que têm a casca mais espessa, menos quebradiça e conseqüentemente maior tempo de validade e qualidade. Só lembrando que como a gema possui grande quantidade de colesterol, quem tem problemas com isso deve reduzir ou mesmo cortar o consumo de ovos.

Há muitas maneiras em que podem ser preparados. Em vez de sempre servi-los cozidos, fritos ou mexidos, para variar pode consultar livros de culinária que apresentam muitas formas interessantes de prepará-los. Por exemplo, ovos cozidos poderiam ser servidos com um molho cremoso feito de farinha, leite e manteiga. Cortam-se em pedacinhos as claras e misturam-se estas no molho e daí derrama-se o molho em torradas. Ralam-se em cima disso as gemas amarelas. Tal prato de ovos é atraente e saboroso.

Pode-se tornar atraente uma omelete por se adicionar coisas tais como um punhado de pedacinhos de presunto ou um pouco de queijo fresco ou geléia antes de enrolá-la. Como atração adicional, poderia ser colocada num pãozinho torrado.

Ovos escaldados são fáceis de se preparar, e há vários modos em que podem ser servidos. Um é servi-los em torradas. Outro seria usar metade de um sonho tostado, tipo inglês. Poder-se-ia colocar uma fatia redonda de presunto sobre o sonho e a seguir o ovo mexido em cima disso. Pode-se derramar em volta de todo ele molho hollandaise (feito de gemas de ovo, manteiga e suco de limão, e servido quente).

Já teve o problema de os ovos cozidos racharem e parte de seu conteúdo sair para fora enquanto ainda estão na água? Pode evitar isso por permitir que os ovos se aqueçam à temperatura ambiente antes de jogá-los dentro d’água. É também útil furar os ovos por inserir na extremidade maior uma agulha de serzir. Enfie a agulha por cerca de meio centímetro. Daí, não deverá ter mais o problema de rachar.

Ao invés de cozinhar ovos em alta temperatura, o que amiúde endurece as claras e desfaz as gemas tente cozinhá-los numa temperatura mais baixa. Use 80° C. por um período de tempo mais longo. Isto permitirá que se cozinhem mais uniforme e cabalmente.

Ao comprar ovos não precisa se preocupar com a cor. Nem a cor nem o tamanho afetam sua qualidade ou valor alimentício. Pode-se determinar se os ovos grandes, médios ou pequenos são a melhor compra por lembrar-se do seguinte: se o preço dos ovos médios for sete oitavos do dos ovos grandes, o custo é praticamente o mesmo para ambos os tamanhos. Embora o preço do tamanho médio seja menor, está também recebendo menos ovo. Se os ovos pequenos forem vendidos por três quartos do preço dos grandes, o custo é o mesmo que para os grandes.

Os ovos de galinha são os que mais comumente se comem, mas há outros ovos que algumas pessoas apreciam. Ovos de pata, por exemplo, são populares em certos países. Em certas partes do mundo, ovos de tarambola são considerados papa-fina. Os ovos de muitas outras aves são também usados como alimento em vários lugares. Mas, para o café, é bem provável que prefira ovos de galinha.

Se decidir acrescentar mais proteína ao seu café da manhã, talvez deseje experimentar ovos, se não forem muito caros onde vive. Os que realmente os comem no café acham que estes lhes dão algo substancial com que agüentar até a próxima refeição.

No Brasil, estima-se que cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a doença.

O clima de inverno pode agravar várias doenças típicas da época. Uma delas é a Síndrome do Olho Seco, que afeta cerca de 10% da população adulta em todo o mundo, muitas das quais sofrem desnecessariamente porque não sabem que o problema tem tratamento. Olho Seco é a segunda maior causa de atendimento nos consultórios oftalmológicos, depois de refração, e quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até a perda da visão.

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Os sintomas são de ardor, irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia.

No Brasil, estima-se que cerca de 18 milhões de pessoas sofrem com a doença. A doença está relacionada à exposição a determinadas condições no meio ambiente (poluição, computador), idade avançada, menopausa nas mulheres, medicamentos (anti-histamínicos, anti-hipertensivos, antidepressivos), uso incorreto de lentes de contato, trauma (queimaduras térmica e química), doenças reumatológicas e outras doenças do sistema imunológico (Pendigóide e Síndrome de Stevens-Johnson).

“Embora pareça um aborrecimento menor, a Síndrome do Olho Seco é potencialmente séria, pois pode causar processo inflamatório crônico, perpetuando a falha da lubrificação pelos componentes da lágrima, essencial para a manutenção da vitalidade das células da superfície ocular. Este distúrbio pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e córnea, o que facilita o aparecimento de lesões”, explica o oftalmologista Gladston Paiva.

Uma das causas do olho seco é a Síndrome de Sjörgren, uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva.

“A doença também está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição e computador). Lugares fechados com aparelhos de ar condicionado podem aumentar a evaporação dos líquidos dos olhos e causar a doença”, alerta o médico.

Fonte: Comunique-se

O Genoma e a Saúde

Publicado: 10/06/2010 por Kakao Braga em Atualidades
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:: Por Vania Caldeira ::

“O que chamamos sorte nada mais é do que a projeção das
nossas qualidades e dos nossos defeitos.” (Bento Galdós)

A Genética tem uma íntima relação com a Saúde, já que muitas das patologias mais comuns estão relacionadas com o material genético que cada um possui. É importante distinguir, a este nível, o tipo de doenças genéticas de que podemos padecer, já que elas podem resultar do processo de hereditariedade ou de mutações.

A hereditariedade é o processo através do qual herdamos parte do material genético dos nossos progenitores. Assim, para um mesmo caráter, herdamos dois genes (com informação igual ou diferente), um do pai e outro da mãe – genes alelos. O conjunto destes dois genes forma o Genótipo e, consoante a sua constituição (tipo de genes), ele expressar-se-á de determinada forma nesse caráter. Assim, dizemos que o Fenótipo é a expressão do Genótipo.

Por exemplo, quando um indivíduo sabe que é do tipo sanguíneo  A (no sistema ABO), esta informação refere-se ao fenótipo, é a manifestação de um genótipo que tanto pode ser heterozigótico (AO), como homozigótico (AA). No entanto, se uma pessoa for do tipo O (fenótipo), sabemos automaticamente que ela tem como genótipo OO (pois estes genes são recessivos).

Na descoberta dos genótipos a partir dos fenótipos, a Genética apóia-se, muitas vezes, em árvores genealógicas que facilitam o processo, graças ao conceito de hereditariedade, que assegura que os genes de um determinado indivíduo têm de estar obrigatoriamente no genótipo de um dos progenitores.

Desta forma, existem doenças de transmissão genética hereditária. Esta transmissão pode ser autossômica (se relacionada com os cromossomas autossômicos, e assim com caracteres somáticos) ou sexual (relacionada com o par de cromossomas sexuais – XX ou XY).

Consoante o gene que codifica a doença seja dominante (manifeste-se fenotipicamente, tanto em genótipos homozigóticos, como heterozigóticos dominantes), ou recessivo (só se manifeste fenotipicamente em genótipos homozigóticos recessivos) varia a incidência da própria doença na população e nas gerações de uma família.

A Doença de Huntington, por exemplo, é uma doença neurodegenerativa genética hereditária autossômica dominante, resultante de um encurtamento do cromossoma do par 4. Tem uma evolução crônica que começa por afetar as mãos e o rosto e depois a musculatura e perturbações das funções superiores, com início muitas vezes insidioso: depressão, irritabilidade, diminuição da memória e da atenção, que conduzem à demência.

A acondroplasia é uma condrodisplasia hereditária (autossômica dominante) grave no lactente que se traduz por insuficiência do crescimento (nanismo), acompanhada por diversas anomalias: macrocefalia, cifose, membros curtos e grossos, …Outros exemplos são o retinoblastoma, neurofibromatose de Von Recklinghausen, polidactilia, etc…
 
A maior parte das doenças autossômicas recessivas são muito raras. A incidência depende da frequência de mutações na população em geral, a qual é normalmente muito baixa. Na maioria dos bebés diagnosticados com uma doença autossômica recessiva não há antecedentes do problema nas gerações anteriores. Contudo, em famílias cujos primos ou outros familiares são casados uns com os outros ou em populações isoladas geograficamente, devido ao aumento de cruzamentos entre indivíduos próximos, aumenta a taxa de incidência destas doenças. Exemplo dessas doenças é a fibrose hepática congênita, que se revela, na maior parte dos casos, por sinais de hipertensão e angiocolite. Regista-se hepatomegalia e endurecimento do fígado. Também existem anomalias metabólicas caracterizadas por genes autossômicos recessivos, como é o caso da deficiência em glicose-6-fosfato ou glicerol cinase.

As doenças hereditárias relacionadas com o cromossoma X resultam de mutações nos genes do mesmo e afetam quase exclusivamente os homens. É o caso da Distrofia muscular de Duchenne (miopatia pseudo-hipertrófica – doença recessiva), que é uma forma de miopatia progressiva que atinge sucessivamente os membros inferiores, os superiores e a musculatura do tronco. Provoca hipertrofia progressiva.

Nas doenças ligadas ao cromossoma Y apenas os homens são afetados.

No entanto, também existem doenças genéticas, não resultantes da hereditariedade, mas sim de mutações nos genes. O genoma humano é constituído por 23 pares de cromossomas. Uma anomalia cromossômica pode alterar o número, o tamanho ou o ordenamento de parte dos cromossomas.

O desenvolvimento da Genética atualmente, permite que se recorra a uma análise cromossômica (num feto ou recém-nascido) em casos específicos como: se a mulher gestante tem mais de 35 anos, se o feto apresenta uma anomalia anatômica detectada numa ecografia, se o recém-nascido tem muitos defeitos congênitos ou tem órgãos genitais tanto masculinos, como femininos.

Um exemplo destas mutações é a Síndroma de Down (Trissomia 21), em que ocorre uma alteração cromossômica, que leva à presença de um cromossoma adicional no par 21 (existem no total 3 cromossomas), que provoca atraso mental e anomalias físicas. Esta Síndrome tem uma incidência de 1 em cada 700 recém-nascidos, embora o risco aumente com a idade da mãe. Mais de 20% dos bebés são filhos de mães com mais de 35 anos. Apesar desta condição, na maioria dos casos, trata-se de um mero “erro genético”. Há também mutações genéticas que apenas afetam raparigas, como é o caso da Síndroma de Turner, em que elas não têm, total ou parcialmente, um dos cromossomas X; ou a Síndroma do Triplo X, que por vezes provoca esterilidade. A Síndroma de Klinefelter afeta homens, que nascem com um cromossoma X a mais e esta anomalia (XXY), afeta 1 em cada 700 recém-nascidos rapazes e provoca dificuldades na fala e leitura, alguns caracteres femininos e esterilidade. Na Síndroma XYY, um bebé do sexo masculino nasce com um cromossoma Y extra, o que faz com que tenham tendência a ser altos e ter dificuldades na linguagem.

Concluindo, a Genética tem um papel importantíssimo, enquanto condicionante da Saúde, tanto no que toca a hereditariedade de parte do material genético dos progenitores, como a mutação do material genético de um indivíduo.

Fonte: Diário da Medicina Preventiva

As bitucas de cigarro são extremamente danosas. Elas são altamente tóxicas, demoram 15 anos pra se decompor e, a cada ano, 4,5 trilhões delas vão parar no meio ambiente. Para tentar combater esse mal, cientistas chineses acabam de anunciar que criaram uma nova técnica para reciclar as bitucas.

Segundo a Popular Science, as bitucas de cigarro contêm muitos produtos químicos. Num trabalho publicado na revista Industrial and Engineering Chemistry Research, os cientistas chineses dizem ter conseguido extrair nove desses produtos para criar um componente anti-corrosivo para ser usado pelas companhias de petróleo.

A troca constante de tubulações danificadas é um grande problema para essa indústria, que sempre buscou um novo produto que previna a corrosão de certos tipos de aço empregados. Tudo bem que os ambientalistas não adoram o pessoal das companhias de petróleo, mas, pensando no estrago causado pelas bitucas, até que não a técnica não vem em má hora.

Pesquisa
A nicotina pode permanecer nas superfícies por meses depois da fumaça ter se dissipado. Um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, analisou os resíduos encontrados no táxi de um motorista fumante e descobriu uma quantidade muito grande de produtos químicos danosos, incluindo o cancerígeno NNK. Segundo o site da New Scientist, o NNK é produzido quando a nicotina entra em contato com o ácido nítrico do ar.

Para testar a teoria, os cientistas sujaram com fumaça de cigarro algumas folhas de papel e depois expuseram elas a ácido nítrico. Foram encontradas as mesmas substâncias do táxi. Segundo Hugo Destaillats, o chefe da pesquisa, a nicotina pode permanecer nas superfícies por meses depois da fumaça ter se dissipado. O grande perigo é para as crianças pequenas, que se arrastam pelo chão e podem acabar absorvendo as substâncias. Para Destaillats, a solução é não fumar mais no carro ou em casa, só em lugares abertos.

Fonte: Revista Galileu

:: Por Jaime Leitão ::

Tem gente que gosta de praticar um estranho esporte: “bebêbol”. E o pior é que quem faz isso geralmente é o pai ou a mãe da criança de poucos meses de idade. Justo eles, que deveriam tomar mais cuidado, acham o filhinho tão maravilhoso que querem fazer malabarismo com o recém-nascido. Essa prática consiste em sacudir a criança ou mesmo jogá-la para cima como se fosse peteca ou bola. Nunca apreciei essa prática. Para dizer a verdade, sempre considerei-a uma brincadeira imbecil e perigosa.

Agora os cientistas divulgaram uma pesquisa e deram um nome à doença provocada por essa mania: Síndrome do Bebê Sacudido. O nome não deixa de ser curioso. E a conclusão é que, pelo fato de o peso da cabeça da criança ser muito grande em relação ao resto do corpo, que é bastante frágil, sacudir ou jogar o bebê pode provocar lesões cerebrais graves e outras sequelas. Segundo eles, em 25% dos casos, as crianças morrem e muitas vezes os pais nem ficam sabendo a causa.

Não importa se a sacudida é para brincar ou para dar uma bronca no filho que não para de chorar. O resultado é o mesmo: faz mal de um jeito ou de outro. Há pais inquietos e ansiosos que não param de mexer nos filhos. Já vi vários jogando as crianças para cima. Atitude totalmente imprópria.

Deveriam praticar vôlei, basquete ou handebol.

Ser sacudido em qualquer idade não é nada agradável, mas o período mais delicado vai até os dois anos, quando um maior número de crianças sofre da síndrome. Se você que está lendo esta crônica tem a mania de sacudir o seu bebê, não se sinta culpado, mude essa prática a partir de agora.

Outra descoberta científica caminha no sentido inverso. Uma pesquisa concluiu que crianças muito limpas, que não têm contato com terra e algum tipo de sujeira são mais suscetíveis a adquirir alergia porque não desenvolvem anticorpos, que é a defesa do organismo, que aumenta quando a criança está exposta a germes, sem excesso, é claro.

Há mães que deixam os filhos numa redoma, sem contato com o ambiente. Isso também não é bom. Um pouco de sujeira nunca é ruim. Essa pesquisa foi divulgada agora, mas há muito tempo já sabemos disso.
Todo exagero é negativo. Deixar a criança imóvel no berço, cheia de travesseiros, para que ela não se mova, é tão negativo quanto sacudi-la como se fosse urso de pelúcia ou uma boneca.

A ciência não para de pesquisar e de descobrir novas síndromes. Podemos evitá-las levando uma vida normal, dentro do possível. Porque exigir normalidade total numa época maluca como a nossa é totalmente inviável.
E normalidade cem por cento também é algo entediante. O cérebro humano não segue uma lógica cartesiana por mais que imaginemos que ele funcione dessa maneira. Ele tem o poder de nos surpreender e de desmontar as nossas verdades.

::  Jaime Leitão é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação. (jaimeleitao@linkway.com.br)

Fonte: Portal Jornal Cidade