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Flavio Neves)

Terça-feira foi quente e chuvosa em Floripa (foto: Flavio Neves)

Entre a noite de hoje e amanhã, uma nova frente fria atinge o sul do Brasil e provoca pancadas de chuva forte em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, informou a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério do Interior. Há risco de descargas elétricas e rajadas de vento entre 50 e 70 km/hora, especialmente do oeste ao sul de Santa Catarina. Também pode ocorrer precipitação de granizo localizado no centro-sul e oeste do Rio Grande do Sul.

A Sedec também enviou alerta de chuva forte às defesas civis dos Estados de Alagoas e Sergipe, provocadas por áreas de instabilidade vindas do mar. Deve chover forte entre o litoral e o agreste de Alagoas e no litoral e leste de Sergipe. Os alertas preventivos emitidos para os Estados de Sergipe e Alagoas foram baseados em informações do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). Os demais alertas tiveram como base as informações do Cptec e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Fonte: G1

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Dionatan Daniel Giusti-04.jan.2009

Foto: Dionatan Daniel Giusti-04.jan.2009

Desde o final de 2008, as chuvas castigam diversos Estados do Brasil. Embora a Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Naciona, não tenha um número de mortes exato sobre as provocadas pelas chuvas no país, um levantamento feito pela Folha Online junto às Defesas Civis estaduais aponta que ao menos 158 pessoas morreram desde setembro último.

Desse total, 135 ocorreram em Santa Catarina –onde a Defesa Civil ainda procura por seis desaparecidos–, e 23 em Minas. O número pode ser bem maior uma vez que alguns municípios não tem uma Defesa Civil municipal. Até o último dia de 2008, dos 5.563 municípios brasileiros, aproximadamente 1.360 não contavam com uma Defesa Civil municipal.

Dados do Sedec revelam que o Brasil é o país com o maior número de pessoas afetadas pelas chuvas e enchentes no Hemisfério Sul, não só em 2008, mas anualmente. No ano passado, as chuvas afetaram 1,5 milhão de pessoas em Santa Catarina e 1,5 milhão de pessoas no Nordeste. Apesar dos números serem alarmantes são um relato de como não há ações preventivas eficazes para lidar com as catástrofes naturias, apesar dos esforços implementados.

Segundo Sérgio José Bezerra, coordenador geral do departamento de Minimização de Desastres da Sedec, um dos motivos é a falta de “percepção de riscos” dos brasileiros. “Porque não fomos educados para reconhecer os riscos. Muitos não têm nem noção da gravidade, e se arriscam a morar em morros e em áreas que já estão condenadas a cair desde o início”, diz.

Tanto em Santa Catarina, quanto em Minas, estima-se que a maioria das pessoas morreu soterradas em suas casas. Bezerra declara que a ocupação de áreas de risco no Brasil é um problema “crônico”, e não afeta somente a população de baixa renda, mas também a classe média e alta. “Isso foi um processo de omissão do Estado, das instituições que tinham por responsabilidade reprimir a ocupação, em alguns casos, foi até  incentivada em áreas que se tornaram de riscos depois. Inúmeros desastres poderiam ter sido evitados se tivéssemos educados essas pessoas para não ocupar essas áreas de riscos”, afirma.

Outro fator que prejudica a população é a picuinhas políticas entre algumas prefeituras e os Estados.  Hoje para se evitar tais situações, em situações extremas, o prefeito deve comunicar-se diretamente ao Sedec para pedir ajuda.
 
Mudanças climáticas
Enquanto alguns Estados são afetados pelas chuvas, outros sofrem com a seca, como é o caso do Rio Grande do Sul, onde 46 cidades estão em situação de emergência devido à falta de água –segundo informações divulgadas na última terça-feira (6). Segundo a Defesa Civil do Estado, não chove no noroeste e na região do Planalto há cerca de três meses e 85 mil pessoas já foram afetadas.  De acordo com Bezerra, o fenômeno da estiagem no Estado se intensificou a partir de 2004, e pode ser justificada pelas mudanças climáticas registradas no planeta. Para sustentar seu argumento, o coordenador do departamento de Minimização de Desastres da Sedec chama a atenção para o número de fenômenos naturais ocorridos no período.

Fonte e matéria completa: Folha Online

16joinDiversos municípios do leste catarinense sofrem novos problemas, em decorrência de chuvas que atingem a região há dois dias. De acordo com a Defesa Civil do Estado de Santa Catarina, a situação é mais grave em Joinville, São Francisco do Sul, Ilhota, Itajaí, São José e Palhoça. Não há registro de novas mortes.

Santa Catarina registra 128 mortes devido às enchentes no Estado, segundo a Defesa Civil. Vinte e seis pessoas ainda estão desaparecidas. O número de desalojados e desabrigados chega a 33.479, sendo 6.243 desabrigados e 27.236 desalojados.

Estradas interditadas
Uma queda de barreira interditou completamente a Rodovia SC-416, entre Jaraguá e Pomerode. A SC-438 está com tráfego em meia pista no trecho entre Bom Jardim e Lauro Müller.

O Departamento Estadual de Defesa Civil recomenda a atenção da população devido aos riscos de deslizamento e mais alagamentos e solicita que qualquer sinal de deslizamento, como inclinação de árvores, movimentação do solo ou rachaduras, seja imediatamente comunicado à Defesa Civil do município.No caso de alagamento, a população deve evitar o contato com a água, já que pode estar contaminada e provocar doenças. Também é aconselhável não dirigir em lugares alagados.

Chuvas devem diminuir
De acordo com o Epagri/Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina), em Joinville e São José choveu, de domingo (14) até hoje (16), entre 15% e 20% a mais do que a média histórica (últimos 50 anos) para o mês de dezembro inteiro. Em Florianópolis e Itajaí, somente nos últimos três dias choveu 75% da média histórica para dezembro. A presença de um sistema meteorológico conhecido por Vórtice Ciclônico sobre a Região Sul do País está provocando chuvas fortes e contínuas em algumas localidades de Santa Catarina, inclusive nas áreas mais atingidas pela tragédia no mês de novembro, que deixou 128 pessoas mortas.

A tendência é que a chuva prossiga, com menor intensidade, na maioria dos municípios do leste do Estado até amanhã de manhã. Situação preocupante, já que o solo encharcado possibilita a ocorrência de novos deslizamentos. De quinta-feira a sábado, entretanto, a previsão é que a chuva pare ou reduza bastante, segundo o Epagri/Ciram.

Furto de Donativos
Os soldados e o sargento do Exército flagrados furtando donativos para vítimas das enchentes de Santa Catarina, em Blumenau, foram afastados, segundo o general Manoel Luiz Narva Pafiadache, da 14º Brigada de Infantaria Motorizada do Exército. O inquérito policial militar já foi aberto e tem prazo de até 20 dias para ser concluído. A sindicância vai apurar se houve transgressão disciplinar e as penas, de acordo com o grau de responsabilidade de cada um, vão de uma advertência até a expulsão do Exército.

A Polícia Civil também já instaurou inquérito na tarde de ontem para investigar as pessoas que aparecem nas imagens da RBS TV,  retirando produtos do pavilhão de Blumenau sem autorização. O secretário de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, admitiu que houve falhas no acompanhamento e na fiscalização do trabalho de triagem dos donativos, e disse que serão tomadas novas medidas.

A prefeitura de Blumenau e a Defesa Civil do Estado já tomaram algumas providências para evitar novos furtos de donativos. Entre elas está a contratação de uma empresa de logística, que deve começar a atuar até a próxima quinta-feira, para assessorar a coordenação dos trabalhos da central de donativos, desde a chegada das doações até a distribuição dos materiais para as prefeituras.

Doações em Dinheiro
As doações bancárias ao Fundo Estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, que irão atender a população afetada pelas chuvas no Estado, alcançaram R$ 25.217.799,09  até ontem, dia 15. As doações bancárias ao Fundo Estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, que irão atender a população afetada pelas chuvas no Estado, alcançaram R$ 25.217.799,09 na tarde desta segunda-feira (15). Os recursos arrecadados serão distribuídos entre os municípios pela Comissão Intermunicipal de Reconstrução de necessidades de cada localidade.

Após uma reunião nesta terça-feira, 16, entre os prefeitos e o secretário de Estado, chegou-se ao consenso de que a Defesa Civil deverá repassar R$ 1 milhão para municípios da Regional de Jaraguá do Sul atingidos pelas chuva.  Os municípios de Corupá e Massaranduba devem receber R$ 50 mil, cada. Já Schroeder vai contar com R$ 100 mil. Guaramirim, a segunda mais atingida da região, receberá R$ 300 mil. Para Jaraguá do Sul, a cidade mais castigada pelas enxurradas, será destinada a maior quantia, R$ 500 mil.

(Fontes: UOL e Agência Estado)