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Gripe ou Resfriado???

Publicado: 09/06/2009 por Elisa em Atualidades, Saúde
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Arrepio. Garganta inflamada. Nariz entupido. Tosse. Espirro. Todo mundo conhece esses sintomas. Mas, será gripe ou resfriado? Há diferença? Existe sim.

Resfriado

É uma infecção branda das vias aéreas. Pode ser causado por vários tipos de vírus, sendo o Rinovírus o mais comum. É extremamente contagioso e a transmissão é feita através de aerossóis da tosse ou espirro, e pelo contato com mãos infectadas. Os sintomas surgem 48h após o transmissão do vírus. Costuma durar de 5 a 7 dias e a maioria das pessoas apresentam de 2 a 5 infecções por ano.

Os sintomas mais comuns são a rinite, tosse e espirros. Pode acontecer dor de garganta de curta duração. A tosse seca pode durar até semanas depois do fim dos sintomas. Em adultos raramente ocorre febre.

As complicações são raras e incluem exacerbação de asma e presença de infecção bacteriana associada.

Gripe

A gripe é causada pelo vírus Influenza. Apresenta um quadro clínico mais rico que o resfriado, com febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, mal estar, dor de garganta e tosse. Na gripe os sintomas costumam aparecer subitamente ao contrário do resfriado, onde eles surgem gradualmente. A tosse e a febre são sintomas precoces.

O modo de transmissão e igual ao resfriado. O tempo de doença costuma ser de até 2 semanas.

A gripe também apresenta uma maior taxa de complicações, como pneumonia pelo próprio Influenza ou por bactérias oportunistas.

Além da vacina contra a gripe, já existem remédios específicos contra o influenza que devem ser administrados com no máximo 48h do início da doença. O tratamento específico é indicado em crianças, idosos e pessoas com comprometimento do sistema imune (imunocomprometidos). Não cura a gripe, mas reduz bastante seu tempo de duração.

O tratamento de 5 dias sai por mais ou menos 150 reais. A boa notícia é que ano que vem a patente expira e os preço vão cair.

Perguntas e Respostas:

É verdade que os vírus da gripe estão em constante mutação e por isso não conseguimos criar uma defesa imunológica permanente ? – Sim, Inclusive a vacina contra a gripe é alterada frequentemente, levando em contas esses novos vírus mutantes.

Posso pegar gripe através da vacinação? –  Não, os vírus usados são mortos e incapazes de causar doença.

Algumas pessoas dizem que nunca tiveram gripe e depois da vacinação começaram a tê-la frequentemente, isso é possível? – Não, além de não fazer o menor sentido. O que acontece é que 10% dos subtipos de Influenza não são cobertos e por isso alguns pacientes vacinados podem pegar gripe. Muitas pessoas apresentam resfriados e o confundem com gripe.

A vacina da gripe cobre os vírus do resfriado? – Não.

Pode se pegar resfriado ou gripe sendo exposto ao frio? – Em geral os meses mais frios são aqueles onde há maior circulação de vírus, e as pessoas ficam mais tempo em contato umas com as outras em locais fechados. Não existe relação direta entre pegar frio e pegar gripe ou resfriado. Ninguém pega gripe porque pegou chuva ou abriu a geladeira com o corpo molhado. Para se pegar a doença é necessário contato com o vírus.

Vitamina C previne viroses? – Não há provas.

Canja de galinha é bom para curar gripe? – Não é bom, nem é ruim. Como um dos tratamentos é aumentar a ingestão de líquidos, a canja de galinha serve a esse propósito. Alimentos quentes aliviam os sintomas de dor de garganta. Mas a galinha em si, não tem nada com isso.

Fonte: Site de Curiodades

Pesquisadores acreditam que a falta de sono compromete o sistema imunológico, deixando as pessoas mais vulneráveis ao resfriado comum

Estudos realizados pela Carnegie Mellon University, em Pittsburg (Pensilvania) mostraram que pessoas que dormem sete horas por noite são três vezes mais suscetíveis a resfriados que as que passam mais de oito horas dormindo. “O que mais intriga nesse estudo é como pequenas diferenças no sono podem ter impacto na nossa vulnerabilidade aos vírus”, observa Sheldon Cohen, psiconeuroimunologista e líder do grupo com trabalho publicado nos Archives of Internal Medicine.

Pesquisas anteriores já haviam comprovado que a falta de sono pode criar mudanças no sistema imunológico deixando as pessoas mais vulneráveis a infecções. Por exemplo, um sono de má qualidade pode provocar queda no número de células-T ─ de defesa ─ que destroem vírus e bactérias, e também nos níveis de interleucina-2, uma proteína que estimula a produção e o crescimento de células que combatem infecções, incluindo a célula-T. Este é um dos primeiros estudos a relacionar deficiências no sono com aumento da suscetibilidade aos rinovírus, que provocam resfriado.

Foram 153 homens e mulheres saudáveis, com idade entre 21 e 55 anos, suficientemente corajosos, se submeteram deliberadamente ao rinovírus. Todos os dias, durante duas semanas, os pesquisadores perguntaram aos participantes, por telefone, como tinha sido a noite anterior, a hora em que foram dormir e qual a qualidade do descanso. Posteriormente, Cohen e seus colegas colocaram os voluntários em quartos separados de hotel, com instruções para ficarem, pelo menos a alguns passos de distância um do outro, de modo a limitar o contágio; e cada um recebeu gotas de um fluido nasal contaminado com rinovírus. A equipe acompanhou os sintomas do resfriado como congestão nasal, espirros e coriza; e mediu a quantidade de muco que os participantes produziram nos cinco dias seguintes. Para verificar se os participantes tinham mesmo sido infectados, foram realizados exames de sangue, a procura de anticorpos ou proteínas do sistema imunológico, produzidas em resposta ao rinovírus.

O resultado da pesquisa indicou que pessoas que dormiam menos de sete horas foram 2,94 vezes mais suscetíveis ao resfriado que aquelas que dormiram oito horas ou mais. Os participantes que tiveram um sono mais eficiente ─ definido como a porcentagem de sono tranqüilo e de sono interrompido por tosse e nariz congestionado ─ foram menos infectadas.  Participantes com eficiência de sono entre 92% e 98%”, segundo Cohen, “são quatro vezes mais propensos a pegar resfriados que pessoas com eficiência entre 99% e 100%”. Então, o que é mais importante: a quantidade ou a qualidade do sono? Cohen acredita que os dois são importantes. Uma pessoa que tem um sono reparador tem maior probabilidade de dormir por períodos mais longos.

Cohen, que pesquisa o assunto há três décadas sugere que dormir é apenas um dos vários fatores do estilo de vida que afetam a sensibilidade ao resfriado comum. Outro fator importante é o estresse, que atinge o sistema imunológico e aumenta o risco a várias doenças.

Fonte: Scientific American Brasil