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cidadesO consumidor que teve aparelhos eletroeletrônicos (televisores, geladeiras, dvds, computadores) danificados pela interrupção de energia, ocorrida na noite desta terça (10), pode solicitar ressarcimento dos valores contabilizados em prejuízo.

A pessoa deve registrar na empresa qual foi o problema que ele teve e qual equipamento foi danificado. Há uma resolução do setor elétrico que determina que a empresa deve instaurar um processo administrativo interno. O consumidor tem um prazo de até 90 dias após ocorrido para registrar o pedido de ressarcimento de aparelhos danificados ou queimados.

É importante que o consumidor verifique os equipamentos e apresente essa relação à empresa que distribui energia na sua região. O consumidor deve responder algumas perguntas da empresa, que terá 10 dias corridos para fazer uma vistoria dos equipamentos a partir da data da solicitação.

A vistoria poderá ser feita em casa ou numa assistência técnica autorizada. Após a inspeção, a distribuidora tem 15 dias para fazer a análise do pedido e responder se a solicitação do consumidor é pertinente. Depois do resultado da análise, a empresa tem mais 20 dias para efetuar o ressarcimento.

Cálculo

foto10A empresa não pode considerar se o aparelho era antigo ou não. Eles devem reembolsar o valor de um modelo novo, similar ao que o consumidor tinha. Caso o consumidor não consiga uma resposta satisfatória da empresa, ele deve recorrer na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ou ao Procon.

Reclamações

Segundo Lemos, houve um grande aumento no número de consultas e reclamações no Procon. A fundação ainda não tem um número concreto, mas informou que irá divulgar um balanço em breve. Os consumidores podem entrar em contato com o Procon pela internet ou pelo telefone 151.

Fonte: Procon

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Após três anos seguidos de queda, a taxa anual de desmatamento na Amazônia voltou a aumentar. Entre agosto de 2007 e julho de 2008 foram desmatados 11.968 quilômetros quadrados – 3,8% a mais que os 11.532 km2 do período anterior. A notícia foi divulgada pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, na sede da instituição em São José dos Campos (SP).

Especialistas Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e por 29 instituições de pesquisa em todo o mundo alertam para os possíveis prejuízos gerados pelo desmatamento da floresta amazônica. “O Brasil precisa pensar a preservação da Amazônia como uma questão econômica e que terá impacto direto em suas exportações e produção agrícola nos próximos 50 anos”, afirmou Pavan Sukhdev, chefe da divisão econômica do Pnuma e ex-banqueiro do Deutche Bank. “Os cálculos apontam para prejuízos a médio e longo prazo de US$ 1 trilhão para a região, o que acarretaria uma queda drástica nas exportações, na produção, a necessidade de importar alimentos, perda de postos de trabalho e queda em geral nas economias das regiões mais afetadas”, disse.

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.

“A Amazônia não é uma questão ambiental. É uma questão econômica”, disse Sukhdev. “O governo brasileiro precisa entender que preservar a floresta não é um luxo, mas logo será uma necessidade econômica”, afirmou. Entre 2000 e 2005, 48% da perda de cobertura florestal no mundo ocorreu no Brasil. 13% da perda ocorreu na Indonésia.

Os estudos apontam que substituir a Amazônia custaria pelo menos US$ 100 bilhões apenas em projetos para o fornecimento de água no restante do país. Para os especialistas, apenas o valor da Amazônia gerando as chuvas no sul e centro do continente já seria um motivo suficiente para proteger a floresta. A avaliação dos cientistas é de que a Amazônia seria a melhor “bomba de água” e o mais eficiente projeto de irrigação do planeta.

Os estudos foram feitos por uma rede de institutos de pesquisa de 19 países conhecida como Global Canopy Programme e pela ONU. O levantamento, usando dados do cientista brasileiro Antônio Nobre, aponta que 20 bilhões de toneladas de água evaporam todos os dias da região amazônica. Parte dessa água acaba chegando ao Cone Sul do continente, área mais fértil da América do Sul e considerada como celeiro do mundo nas próximas décadas. A água também abastece uma quantidade importante de rios que vão garantir a qualidade de terras na Argentina e Paraguai.

Para compensar a perda da floresta, os especialistas alertam que o Cone Sul teria de contar com 50 mil das maiores usinas de energia trabalhando 24 horas por dia para garantir o abastecimento de água a todo o território cultivável. “A floresta faz isso de graça”, alertou Sukhdev.

A Amazônia é um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, dezenas de tribos que espalham-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos. Antropólogos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos, vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis. As características do clima e do solo da região amazônica, pouco propícias à conservação de materiais, não deixaram muitos vestígios sobre a vida dos povos pré-colombianos. Mas o patrimônio arqueológico é precioso, com registros que chegam a 10.000 a.C. A riqueza da cerâmica, com suas pinturas elaboradas, demonstra que muitos desses povos atingiram um estágio avançado de organização social, sempre guiados por uma forte relação com a natureza.

(Fontes: Ambiente em Foco, Greenpeace, Socioambiental)