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O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), criado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicou que os preços altos, barreira social e distância são os grandes fatores responsáveis pela falta de acesso às atividades culturais no país.

Os obstáculos ao acesso à oferta cultural são os preços altos para 71% dos entrevistados e a barreira social imposta pelo perfil do público que frequenta espaços culturais foi apontada por 56%. Já, 62,6% ressaltaram que uma fator impeditivo é a localização dos equipamentos culturais, distantes de onde moram. Apenas para 35,3% a localização não é um problema significativo. Quanto maior rendimento, maior proximidade e acesso a equipamentos urbanos de cultura e lazer, diz a pesquisa. A falta de tempo também foi apontada como um obstáculo pela não-opção por atividades culturais. Para 35,4%, o tempo é insuficiente para fazer tudo o que se desejam.

Já 44,9% disseram que o tempo é suficiente, mas que sempre há alguma atividade ainda a ser feita, como compromissos, cuidados com a casa, compras, entre outros. São apenas 18,4% os que percebem ter grande parcela de tempo disponível, mas afirmam não encontrar nada de interessante para preenchê-lo. Se tivessem mais tempo, os entrevistados disseram que procurariam, em primeiro lugar, fazer cursos (33,3%), seguido de práticas esportivas (16,1%); não fazer nada (15,1%); cuidar dos filhos, da família e da casa (13%). A realização de atividades mais próximas das práticas culturais como estudar, pesquisar e ler foi indicado por apenas 9,9% dos entrevistados; e frequentar espaços culturais e de lazer, por 7,7%. Por fim, a opção de praticar atividades artísticas foi apontada por 3,6%.

Hoje, a maioria dos brasileiros tem como atividade cultural assistir televisão. São 78% os que afirmaram assistir televisão ou DVD todos os dias. Música é outra prática disseminada: 58,8% afirmaram que a frequência da prática é diária, e outros 25,5% ouvem rádio/música pelo menos uma vez por mês. Quanto a ir ao teatro, circo e shows: 59,2% disseram nunca ir e 25,6% afirmaram ir raramente. Apenas 4,2% visitam museus e centros culturais pelo menos uma vez por mês.

O Ipea analisou dados sobre a organização urbana para a prática cultural, com a percepção sobre os espaços verdes, equipamentos culturais e esportivos, comércio e locais de encontro; as disposições culturais para o uso do tempo, com dados sobre o que a população gostaria de fazer no tempo livre; a oferta cultural, com a percepção sobre preço, distância, horários, interesse e público; e a frequência com que a população tem práticas culturais, com a divisão por tipo de atividade.

Segundo o Ipea, o objetivo do novo sistema é permitir ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais eficaz, de acordo com as demandas da população brasileira. Além dos indicadores de justiça e cultura, haverá, nas próximas edições, percepções sobre segurança pública; serviços para mulheres e de cuidados das crianças; bancos; mobilidade urbana; saúde; educação; e qualificação para o trabalho. A pesquisa foi feita presencialmente, com visitas aos domicílios. Foram ouvidos 2.770 brasileiros em todos os Estados do país.

Fonte: UOL Notícias

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Uma em cada cinco pessoas em todo o mundo sofre com enxaqueca. Muitas vezes, a dor de cabeça vem acompanhada de náusea e de sensibilidade à luz. Em outros, ela é precedida por um distúrbio sensorial conhecido como aura, identificado pela percepção de uma luz ou de um cheiro estranho.

Cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) e uma equipe canadense identificaram um gene, chamado Tesk, que controla a sensibilidade dos nervos da dor no cérebro, após estudar o DNA de 110 pessoas que sofrem de enxaqueca e seus familiares. Os cientistas descobriram que se este gene apresentar algum defeito pode ativar esses nervos e produzir as graves dores de cabeça da enxaqueca. Os resultados da pesquisa foram divulgados na revista Nature Medicine, e esses dados devem facilitar o desenvolvimento de medicamentos para combater a doença.

A enxaqueca é uma condição clínica configurada por vários graus de dores internas na cabeça. Por vezes uma dor no pescoço ou na zona cervical é também interpretada como enxaqueca. A enxaqueca resulta da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vasoconstritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.

Um estudo realizado pela comScore demonstra que no Brasil os usuários de internet na faixa de 6 a 14 anos passam 60% do tempo online em sites de entretenimento, programas de mensagem instantânea e de redes sociais. Esse grupo representa 12% dos usuários dos 40,7 milhões de usuários brasileiros que acessam a internet em casa ou no trabalho. A pesquisa foi realizada com base nos acessos em maio último e divulgado ontem, dia 30.

O levantamento apontou que desse grupo, 25% gastaram tempo em sites de entretenimento, 22% em programas de mensagem instantânea (como MSN e Google Talk) e 15% em mídias sociais. O que significa que as atividades mais acessadas por esse grupo estão ligadas a diversão e entretenimento.

Os internautas de 15 a 34 anos, que são maioria, representam 56,1% da amostragem, já com idade superior a 35% representam 32,1%. A região que detém maior porcentagem de visitantes únicos é a Sudeste com 67%. Na sequência vem a Sul com 14,2%, Nordeste com 10,7%, Centro-Oeste com 6,1% e a Norte com 2%. O estudo não considerou acessos móveis à rede e acessos a computadores públicos (de cybercafés, por exemplo). No entanto, a comScore estima que há mais de 73 milhões de usuários no país.

Fonte: Uol Tecnologia

O tamanho do cérebro de uma mulher muda durante seu ciclo menstrual, com algumas áreas crescente até 2% na véspera da ovulação, quando as mulheres estão no pico da fertilidade.

Belinda Pletzer e sua equipe da Universidade de Salzburg, na Áustria, obteve imagens cerebrais de mulheres durante seus ciclos menstruais usando um aparelho de ressonância magnética.

Em mulheres que não estavam tomando contraceptivos, a equipe encontrou um aumento no volume de massa cinzenta cerebral nos giros para-hipocampal e fusiforme, ambos no lado direito do cérebro. Essas áreas estão envolvidas em atividades de localização espacial e reconhecimento de faces.

Segundo Pletzer, as mudanças no cérebro aumentam as habilidades de mulheres reconhecerem faces, corpos e paisagens, o que poderia ajudá-las a encontrar um parceiro.

No entanto, as mudanças duram pouco. Após a ovulação, o aumento nos níveis de progesterona fazem com que os giros cerebrais voltem para seus tamanhos originais.

A equipe também descobriu que mulheres usando contraceptivos tinham hipocampo e cerebelo, áreas ligadas a memória e movimento, maiores que um grupo controle.

“A pílula pode exagerar comportamentos típicos de mulheres, como habilidades linguísticas e de memória superiores”, diz Pletzer.

O estudo foi publicado na revista especializada “Brain Research”.

Fonte: New Scientist

Os homens são mais propensos a mentir e se sentem menos culpados em mentir para mulher. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Museu da Ciência (Science Museum), em Londres, que  analisou depoimentos de três mil britânicos. O estudo indicou que cada homem britânico mente em média três vezes por dia, o que equivale a 1.092 mentiras por ano. Já as mulheres parecem mais honestas: segundo a enquete, as britânicas mentiriam em média duas vezes por dia, ou 728 vezes por ano.

Segundo os depoimentos, a pessoa a quem o britânico tende a contar mais mentiras é sua própria mãe. Um quarto dos homens (25%) admitiu ter mentido para a mãe, em contraste com apenas um quinto (20%) das mulheres. Mentir para o parceiro ou parceira, no entanto, parece menos comum entre os britânicos: apenas 10% admitiram fazer isso.

Segundo eles, a mentira mais comum contada é dizer que não beberam muito. Entre as mulheres, a mentira mais comum é a clássica “está tudo bem”, usada com frequência para esconder seus sentimentos.

As mulheres se revelaram mais propensas a sentir culpa após dizer uma mentira: 82% delas disseram que a mentira pesa em sua consciência, em contraste com 70% dos homens. Para a maioria, 82%, existe sim uma mentira aceitável. Setenta e um por cento dos entrevistados mentira tranquilamente se fosse para proteger alguém. Já, 57% disseram que mentiriam a respeito de um presente de que não gostaram para não ofender quem lhes presenteou. Com relação à qualidade da mentira, 55% dos britânicos entrevistados acham que as mulheres contam mentiras melhores, embora mintam menos.

A pesquisa foi encomendada para marcar a inauguração de uma nova galeria, chamada “Who Am I?” (em tradução livre, “quem sou eu?”), dedicada às ciências do cérebro, genética e comportamento.

Uma das curadoras do Museu da Ciência Katie Maggs, disse que não há consenso sobre possíveis origens genéticas, evolutivas ou culturais da mentira.”Mentir pode parecer uma parte inevitável da natureza humana, mas também tem um papel importante nas interações sociais”, disse Maggs.
Fonte: BBC Brasil

traicaoA infidelidade é real ou coisa de uma pessoa com baixa auto estima? Cientistas da Universidade do Novo México entrevistaram em sigilo 48 casais para descobrir o índice de fidelidade entre eles. Em seguida, analisaram genes do sistema imunológico de cada mulher e compararam com os do parceiro. Resultado: encontraram uma espécie de “equação da traição”. Eles descobriram que a probabilidade de uma mulher trair o parceiro aumenta diretamente com o número de genes iguais entre os dois. Ou seja, os opostos se atraem e os iguais se traem.

Segundo a psicóloga americana Christine Garver-Apgar, da equipe que fez a pesquisa, a resposta está debaixo do seu nariz: “Quase certamente isso tem a ver com o cheiro”. É que as mulheres percebem, de alguma forma, o odor de homens com genes parecidos com os delas e ficam instintivamente tentadas a pular a cerca.

Casais com sistemas imunológicos bem diferentes têm filhos mais saudáveis. E, quando as defesas do organismo do marido são parecidas com as da mulher, ela tende a corrigir a situação fazendo sexo fora do casamento. Tudo em nome de uma prole melhor. O instinto, afinal, não sabe que existem pílulas e camisinhas. Ele dá a vontade de arranjar um amante e pronto. Já quando fizeram o mesmo teste com homens, não deu nada.

Fonte: Super Interessante

cuidados_da_peleO brasileiro só procura o dermatologista, em média, pela primeira vez após os 26 anos, quando tem algum problema de pele, como manchas e micoses. E não tem o hábito de encarar a prevenção para situações que vão de uma simples acne até o envelhecimento precoce e o câncer de pele. Os resultados fazem parte do Projeto DermaBrasil, um extenso estudo sobre os hábitos da população em relação aos cuidados com a sua pele.

A pesquisa envolveu 1.500 pessoas, com idades de 18 a 55 anos, das classes A/B/C, em 11 cidades brasileiras (São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Recife e Goiânia). O trabalho de campo e análise dos dados foi realizado pelo Resulta, instituto especializado em pesquisas na área de saúde.

De acordo com o estudo, 88,6% dos entrevistados procuram o dermatologista quando estão com algum problema de pele. Prevenção, não foi um termo sequer lembrado durante as entrevistas. Quando decidem procurar pelo especialista, em geral por conta própria, os brasileiros o fazem, em média, após os 26 anos. “É tarde, pois a maioria dos problemas de pele, como a acne e os efeitos cumulativos do sol já aconteceram nesta idade”, explica o dermatologista Omar Lupi, presidente d42-20114806a Sociedade Brasileira de Dermatologia Nacional.

Segundo Lupi, estes resultados explicam os motivos pelos quais acnes e espinhas são os problemas de pele mais citados pelos brasileiros (tanto homens quanto mulheres) em todas as idades. “Acne é um problema mais comum na adolescência. Se o brasileiro depois dos 35 anos ainda sofre com isso, temos duas explicações: eles utilizam produtos incorretos para sua pele, facilitando ainda mais o aparecimento das espinhas, ou sofrem por não ter procurado tratamento mais cedo”, explica.

O Projeto DermaBrasil também avaliou como o brasileiro classifica sua pele. Para as mulheres mais jovens, a pele tende a ser sempre mais oleosa ou mista. Já os homens de praticamente todas as idades tendem a classificar sua pele como oleosa. “Vale lembrar que a população classifica sua pele por conta própria e, a partir daí, compra produtos indiscriminadamente”, diz Omar. “O resultado disso são alergias, irritações e até intensificar problemas já existentes, caso da acne”, alerta.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia Nacional