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Por Ana Paula Adachi

A pele é importante quando o assunto é beleza. Afinal todos gostam de uma pele macia, hidratada, sem espinhas e imperfeições. Ao mesmo tempo é uma camada de proteção para o nosso corpo; a primeira barreira do organismo com o meio externo.

As células da pele produzem uma secreção natural, o manto hidro-lipídico, responsável pela hidratação adequada. Essa lubrificação a protege de ressecamentos, irritações, envelhecimento precoce e até mesmo de infecções. Porém, quando a lubrificação natural não é suficiente para mantê-la em boas condições, é importante adotar algumas precauções para prevenir o desgaste e mantê-la bonita e saudável por mais tempo.

O sol e a poluição são os grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce. A falta do uso de protetor solar e hidratante podem causar danos irreversíveis aos tecidos. No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest com 1959 pessoas, pertencentes às cinco regiões do País, avaliou a preocupação com o uso do protetor solar.  O resultado foi surpreendente: 79% dos entrevistados usam protetor solar. Entre eles, 76% utilizam o produto tanto no corpo quanto no rosto, 10%, de maioria masculina, passam o protetor somente no corpo, e 14% protegem apenas o rosto.

A pesquisa ainda revela que 61% compram e utilizam um protetor solar e a sua maioria pertence ao público feminino e é da região Sul, em contraste com os 15% dos que não compram e não utilizam protetores, a maioria homens, da região do Nordeste.

Dicas para manter a pele bonita e saudável por mais tempo:

  • beber bastante água todos os dias
  • manter a pele sempre limpa e hidratada comer alimentos saudáveis, como verduras, legumes e frutas
  • praticar exercícios regularmente
  • ter boas noites de sono
  • usar protetor solar antes de se expor ao sol
  • evitar alimentos gordurosos, cigarro, álcool e poluição

Tratar e cuidar
Além da fotoproteção e dos cuidados diários, a limpeza de pele é indicada para livrar o tecido do rosto de substâncias que a limpeza normal do dia-a-dia, com água, sabonete e loção de limpeza, não conseguem eliminar.

A cirurgiã plástica Edith Horibe, dirigente da clínica Skin Health, explica que a limpeza é realizada com massagem facial, cosméticos e cremes especiais para cada tipo de pele, com eliminação de saliências e uso de loções cicatrizantes e máscaras calmantes.

Além da limpeza, é importante não descuidar da hidratação. Muito mais do que simplesmente tratar a pele ressecada, ela busca tonificar o tecido do rosto, deixando-o sempre radiante.

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cuidados_da_peleO brasileiro só procura o dermatologista, em média, pela primeira vez após os 26 anos, quando tem algum problema de pele, como manchas e micoses. E não tem o hábito de encarar a prevenção para situações que vão de uma simples acne até o envelhecimento precoce e o câncer de pele. Os resultados fazem parte do Projeto DermaBrasil, um extenso estudo sobre os hábitos da população em relação aos cuidados com a sua pele.

A pesquisa envolveu 1.500 pessoas, com idades de 18 a 55 anos, das classes A/B/C, em 11 cidades brasileiras (São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Recife e Goiânia). O trabalho de campo e análise dos dados foi realizado pelo Resulta, instituto especializado em pesquisas na área de saúde.

De acordo com o estudo, 88,6% dos entrevistados procuram o dermatologista quando estão com algum problema de pele. Prevenção, não foi um termo sequer lembrado durante as entrevistas. Quando decidem procurar pelo especialista, em geral por conta própria, os brasileiros o fazem, em média, após os 26 anos. “É tarde, pois a maioria dos problemas de pele, como a acne e os efeitos cumulativos do sol já aconteceram nesta idade”, explica o dermatologista Omar Lupi, presidente d42-20114806a Sociedade Brasileira de Dermatologia Nacional.

Segundo Lupi, estes resultados explicam os motivos pelos quais acnes e espinhas são os problemas de pele mais citados pelos brasileiros (tanto homens quanto mulheres) em todas as idades. “Acne é um problema mais comum na adolescência. Se o brasileiro depois dos 35 anos ainda sofre com isso, temos duas explicações: eles utilizam produtos incorretos para sua pele, facilitando ainda mais o aparecimento das espinhas, ou sofrem por não ter procurado tratamento mais cedo”, explica.

O Projeto DermaBrasil também avaliou como o brasileiro classifica sua pele. Para as mulheres mais jovens, a pele tende a ser sempre mais oleosa ou mista. Já os homens de praticamente todas as idades tendem a classificar sua pele como oleosa. “Vale lembrar que a população classifica sua pele por conta própria e, a partir daí, compra produtos indiscriminadamente”, diz Omar. “O resultado disso são alergias, irritações e até intensificar problemas já existentes, caso da acne”, alerta.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia Nacional