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vidro1Embora não existam dados precisos sobre sua origem, não se pode negar que o vidro foi uma das descobertas mais surpreendentes da humanidade. Arqueólogos encontram seus vestígios há 6.000 anos em terras habitadads pelos antigos egipícios, fenícios, caldeuse e outros povos da época.
Alguns autores apontam como precursores os navegantes fenícios, que ao voltarem do Egito ancoram às margens do Rio Belus, onde desembarcaram as sacas com um produto a base de carbonato ou nitrato de sódio usado para tingir a lã. Acenderam uma fogueira e colocaram ao seu redor, pedaços de natrão[carbonato de sódio] para apoiar os utensílios para o cozimento dos alimentos. Após se alimentarem foram dormir e mantiveram o fogo aceso durante a noite. Ao acordarem, em lugar dos blocos, encontraram um material brilhante e transparente que lembrava pedras preciosas, sem antes de observarem que a areia existente debaixo dos blocos tinha desaparecido. À tarde, fizeram nova fogueira e colocaram os materiais junto a fogueira e viram escorrer umlíquido incandescente que logo se solidificou. Fizeram várias tentativas e conseguiram modelar rusticamente, algumas figuras.
Outros dizem que o vidro foi descoberto pelos mercadores fenícios que atravessavam o deserto e utilizavam placas de nitrato de sódio sob as panelas para o preparo dos alimentos e perceberam no solo um material desconhecido: o vidro. Estudos apontam ainda que os primeiros objetos de vidro que se tem notícia foram encontrados dentro das piramides egípcias.
As técnicas de fabricação só se desenvolveram por volta de 100 a.C. quando os romanos começaram a utilizar o sopro, dentro de moldes, e passaram a produção em série. O ápice do processo se deu no século XII, em Veneza. Por conta de incêndios em fabriquetas de vidros, a atividade foi transferida para Murano, ilha próxima de Veneza. Lá, se desenvolveram os vidros coloridos e espelhos que até hoje garantem a fama dos cristais de murano.
Mas eram ainda em pequena escala comercial, só no século XVIII, Luiz XIV e mestres vidreiros abriram uma indústria de vidros, a Companhia Saint-Gobain, para que fossem feitos os espelhos do Palácio de Versalhes na França. A indústria se notabilizou pelo seu notável grau de perfeição . A empresa existe até hoje, e é uma das mais antigas do mundo.
Durante a Revolução Industrial o processo passou a ser mecanizado. Em 1950, a fabrica inglesa Pilkington começou a providroduzir os vidros tipo Float (planos, de excelente uniformidade e com quase nenhuma distorção óptica) que revolucionaram a tecnologia do vidro e se tornaram padrão mundial de qualidade de vidro plano.
No Brasil
A primeira oficina de vidro no Brasil foi montada por quatro artesãos que acompanhavam o príncipe Maurício de Nassau, durante as invasões holandesas entre 1642 e 1635, em Olinda e Recife (PE). Fabricava vidros para janelas, copos e frascos. Com a saída dos holandeses, a fábrica fechou.
O vidro voltou a entrar no mapa econômico do país a partir de 1810, quando, em 12 de janeiro daquele ano, o português Francisco Ignácio da Siqueira Nobre recebeu carta régia autorizando a instalação de uma indústria de vidro no Brasil. A fábrica instalada na Bahia produzia vidros lisos, de cristal branco, frascos, garrafões e garrafas. Ela entrou em operação em 1812. Em 1825, fechou em função de dificuldades financeiras.
Em 1839, um italiano, de nome Folco, funda no Rio de Janeiro a fábrica Nacional de Vidros São Roque, com 43 operários italianos e brasileiros, com fornos à candinhos e processo inteiramente manual. Sofre a concorrência das importações de produtos da Europa e sobras de consumo que são vendidas a qualquer preço. Já em 1861, a indústria vidreira brasileira apresenta os seus produtos na exposição nacional na Escola Central, no largo São Francisco, no Rio de Janeiro.
Em 1878, Francisco Antônio Esberard funda a fábrica de Vidros e Cristais do Brasil em São Cristóvão (RJ). A fábrica trabalhava com quatro grandes fornos e três menores, e com máquinas a vapor e elétrica. Fabricava vidros para lampiões, janelas, copos e artigos de mesa e importava suas máquinas da Europa para fabricar garrafas e frascos. O seu cristal era comparado ao da tradicional Bacarat. Empregava 600 pessoas entre operários e artistas do vidro. A fábrica de Vidro Esberard esteve ativa até 1940. Outra fábrica de destacada presença foi a Fratelli Vita, da Bahia, fundada em 1902, que produziu garrafas para sodas, refrigerantes, e cristais de qualidade.
Até o século XX, a produção de vidro era essencialmente artesanal, utilizando os processos de sopro e de prensagem, sendo as peças produzidas uma a uma. Foi a partir do início do século XX que a indústria do vidro se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos a recuperação de calor e equipados com máquinas semi ou totalmente automáticas para produções em massa.
Em 1982, a indústria francesa Saint-Gobain e a inglesa Pilkington uniram suas forças para construir a primeira fábrica de vidro float do Brasil, a Cebrace, na região do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo.
A primeira linha foi construída em Jacareí(SP) em 1982, a segunda em Caçapava(SP) em 1989, e a terceira também em Jacareí, em 1996. Em 2004, a Cebrace inaugura sua quarta linha em Barra Velha (SC).Em 2012, o C5 entra em atividade em Jacareí com a capacidade produtiva de 920 t/dia. Juntas, as cinco unidades produzem 3.600 t/dia.
Em 2013, a Cebrace inaugura a primeira linha de espelhos da América Latina capaz de produzir em jumbo e o investimento no maior coater dos grupos NSG/Pilkington e Saint-Gobain agora no Brasil, responsável pela produção de vidros de proteção solar e seletivos.
Definição
O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza. O vidro tem incontáveis aplicações nas decoracao-da-sala-vidromais variadas indústrias, dada suas características de inalterabilidade, dureza, resistência e propriedades térmicas, ópticas e acústicas, tornando-se um dos poucos materiais ainda insubstituível, estando cada vez mais presente nas pesquisas de desenvolvimento tecnológico para o bem-estar do homem.
Qualidades
  • Reciclabilidade
  • Transparência (permeável à luz)
  • Dureza
  • Não absorvência
  • Ótimo isolador dielétrico
  • Baixa condutividade térmica
  • Recursos abundantes na natureza
  • Durabilidade
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Hoje é dia de Primavera

Publicado: 22/09/2009 por Elisa em Atualidades
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Primavera“Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.” Cecília Meireles

Hoje começa oficialmente a primavera. Considerada a estação mais bonita do ano, ela traz cores, flores, perfumes e um clima ameno. É associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres. É a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão.  No hemisfério norte é chamada de “Primavera boreal”, vai de 20 de Março e termina a 21 de Junho. Já no nosso hemisfério, Sul, tem o nome de “Primavera austral” tem início, vai de 23 de Setembro a 21 de Dezembro.

O nome não é uma homenagem a nenhuma prima de nome Vera. O significado vem da Roma Antiga, a palavra verão vem do latim vernum, com o significado de “tempo primaveril”, derivado de ver, veris, que significava primavera. A expressão primo ver, que originou o termo primavera, aplicava-se apenas ao começo da estação: primeiro verão

Primavera1Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul começa no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro. No equinócio o dia e a noite têm a mesma duração, doze horas cada. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo. Embora, as divisões das estações por equinócios e solstícios possam ser fonte de equívocos, deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.

As flores que se destacam na primavera: rosa, girassol, margaridinha, orquídea, jasmim, hortênsia, helicônia, alamanda, clívia, gérbera, hibisco, gazânia, jasmim-estrela, lágrima-de-cristo, boca-de-leão, crisântemo, frésia, estefânia, narciso, violeta, dedaleira, dama-da-noite. Muitos animais aproveitam a temperatura ideal da estação para se reproduzir.

primavera3No Brasil, a chegada da primavera propicia uma mudança no regime de chuvas e temperaturas. Na maioria das regiões começam a aparecer as primeiras pancadas de chuva pelo final da tarde, resultado do aumento de calor e umidade característico da primavera. No entanto, no Sul ocorrem poucas alterações em relação à quantidade de chuvas; no Nordeste permanece a seca. Com a forte radiação solar, as temperaturas aumentam consideravelmente na região Centro-Sul, mas a chegada de massas de ar frio também podem ocorrer.

Fontes: Wikipédia, Brasil Escola, Sua Pesquisa

Em junho, comemoram-se as festas juninas. Não só no Brasil, mas também em Portugal também. A festa é uma herança européia que chegou ao Brasil por intermédio dos portugueses, na época da colonização (1500/1822).

Das missões francesas (século XIX), o povo brasileiro incorporou a “quadrille” (quadrilha), que é uma dança de pares, característica dos casamentos da França na Idade Média. Às tradições, o povo brasileiro acrescentou elementos locais, como forró, milho, jenipapo, aipim, tapioca.

Para os católicos, as festas juninas são uma homenagem aos santos com aniversário em junho – Antônio (13), João Batista (24) e Pedro (29).

Na Europa Antiga, antes do Cristianismo, os povos faziam festas com danças, comidas e bebidas, para reverenciar o Sol e a chegada do verão. Era a celebração do solstício de verão – momento em que o sol atinge sua maior declinação em latitude, e o dia se torna o mais longo do ano. No hemisfério Norte, ocorre no dia 21 de junho e, no hemisfério Sul, em 21 de dezembro.

No Nordeste, os festejos coincidem com o solstício de inverno e com a época da colheita do milho. Por isso, a maior parte dos quitutes é feita com o grão, a exemplo da canjica, da pamonha e do bolo de fubá.

Estados mais festeiros

Festa Junina em Caruaru

Os Estados que realizam os maiores eventos são: Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. As comemorações são feitas com concursos de quadrilhas, queima de fogos de artifício, fogueiras, barracas de comida espalhadas pelas ruas e brincadeiras, como o pau-de-sebo (pessoas tentam subir num mastro untado com sebo de boi) e cabra cega (adultos e crianças de olhos vendados tentam romper com pauladas um pote de doces e brinquedos que é amarrado no alto de um pau).

Um costume antigo ainda é realizado nas cidades pequenas do Nordeste brasileiro – o de visitar as casas. Amigos se reúnem em grupos e vão por toda a cidade, batendo de porta em porta e perguntando: “São João passou por aí?” Quem responde sim, convida os visitantes para comer, beber e dançar forró.

As mesas costumam ser fartas com amendoim e milho assados e cozidos, canjica (doce feito com farinha de milho, leites de vaca e de coco, canela, cravo, sal e açúcar), pamonha (doce feito com milho verde, açúcar e coco ralado), bolos de aipim, de milho e de fubá (massa feita com milho), cuscuz de tapioca, pipoca e licores variados – os mais populares são os de maracujá, de jenipapo e de coco.

Atualmente, multidões tomam as ruas de cidades como Caruaru (Pernambuco), Campina Grande (Paraíba) e Senhor do Bonfim (Bahia), para assistir a shows de grandes estrelas do forró e da música caipira.

Nas grandes festas de rua e nas quadras, as barracas de alimentos acrescentaram ao cardápio junino uma bebida popular chamada de “quentão” (mistura de cachaça com açúcar, cascas de limão e de laranja, gengibre, cravo, canela e maça). Também costumam vender sanduíche de pernil de porco, cachorro quente e pastel.

Símbolos

bandeirinhasNo Brasil, as festas juninas são marcadas por música, dança e também por tradições. Os festejos incluem arraiá, casamento caipira, quadrilha, fogueira, fogos de artifício, balões, bandeirinhas, pau-de-sebo, puxada de mastro e simpatias.

O Arraiá é o nome caipira que se dá onde as quadrilhas são encenadas. Deriva da palavra arraial, que significa lugarejo de caráter provisório. Deve lembrar o ambiente de uma roça. Normalmente é enfeitado por bandeirinhas e balões coloridos e tem uma fogueira ao centro.

A quadrilha vem da tradição francesa de dançar em pares durante as festas de salão e os casamentos na corte. É formada por grupos de casais e encena a história de um casamento caipira – dois jovens simples do interior se unem porque a moça está grávida, e seu pai obriga o rapaz a se casar com ela.

Para os cristãos, a fogueira está relacionada ao nascimento de São João Batista. Contam os católicos que Santa Isabel acendeu uma fogueira para avisar à Maria, mãe de Jesus, do nascimento de seu filho, João Batista, no dia 24 de Junho. Para os pagãos, a fogueira espanta os maus espíritos. Segundo a tradição, no aniversário de Santo Antônio, a fogueira é montada em formato quadrangular; no de São João, tem forma de pirâmide; no de São Pedro, formato de triângulo.

Os católicos explicam que os fogos de artifício servem para despertar São João, e os balões, para levar os pedidos dos devotos aos céus. Os supersticiosos acreditam que é mau presságio o balão não subir. A prática de soltar balões foi proibida no Brasil pela Lei Federal 9.605/98, que, em seu artigo 42, trata da fabricação, venda, transporte ou soltura de balões. O ato é considerado crime ambiental, porque oferece risco de incêndio. A pena para os infratores é de detenção de um a três anos ou multa.

A puxada do mastro é o ritual de levantamento das bandeiras de Santo Antônio, São João e São Pedro. Normalmente, marca a abertura das festas juninas e é acompanhada de queima de fogos de artifício. Na crença popular, a bandeira vira na direção de uma casa ou de uma pessoa que será abençoada.

As simpatias juninas versam geralmente sobre dinheiro, fartura e casamento. A mais comum é a de colocar Santo Antônio de cabeça para baixo, pendurado pelos pés, na noite do dia 12 de junho – véspera de seu aniversário de morte. No dia seguinte, a pessoa que fez a simpatia deve conhecer um amor.

Para que nunca falte comida, é costume no Nordeste brasileiro colocar um pãozinho dentro da farinheira. É conhecido como pão de Santo Antônio.

Segundo a crença popular, para saber se o ano será próspero, basta colocar uma folha de louro no telhado da casa, no dia 23 de junho – data anterior à comemoração do São João. No dia seguinte, se a folha ainda estiver verde é sinal de dinheiro.

Há muitas outras simpatias, que variam de um município para outro.

Santo Antonio, São João e São Pedro

Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), no ano provável de 1195 e foi batizado como Fernando. Freqüentou a escola até os 15 anos e iniciou seus estudos teológicos no Mosteiro de São Vicente de Fora. Aos 24 anos, foi ordenado padre na Escola Monástica de Santa Cruz, em Coimbra. Viajou pelo Marrocos em trabalho missionário. Teve problemas de saúde e voltou para a Europa. Passou a viver na Itália, onde desenvolveu suas habilidades para a oratória e ampliou estudos bíblicos. Foi nomeado pregador da Ordem Geral. Seus sermões eram famosos por cativar cristãos de todas as classes sociais. Morreu em Pádua (Itália), aos 35 anos, no dia 13 de junho de 1231. Sob seu túmulo, a Igreja Católica construiu uma basílica. A fé em Santo Antônio foi difundida no Brasil pelos padres franciscanos. Sua imagem o mostra sempre com um menino Jesus no colo, para lembrar que era um santo adorado pelas crianças. Sua fama de santo casamenteiro teria surgido na Idade Média, depois de sua morte, por meio de uma história propagada pelos devotos. Uma mulher pobre teria pedido ajuda ao santo para se casar e logo conseguiu o dote de que precisava.

São João Batista nasceu no dia 24 de junho, de ano incerto, antes de Cristo. Seu nascimento foi considerado um milagre, porque seus pais – Zacarias e Isabel, parente de Maria, mãe de Jesus – já haviam passado da idade fértil. Segundo a Bíblia, João Batista teria como missão anunciar a chegada do Messias, Jesus. Ficou conhecido pelas cerimônias que realizava no Rio Jordão, onde batizou Jesus. O local, que fica em território israelense, no Oriente Médio, é hoje visitado por milhares de turistas e devotos. Em 29 de agosto de 29 d.C, João Batista foi degolado a mando do rei Herodes Antipas e a pedido de Salomé, filha de Herodíades. Diz a Bíblia, que João Batista criticou o casamento do rei com Herodíades, que era sua cunhada, e que, por isso, Salomé teria sido instigada pela mãe a pedir a cabeça de João Batista numa bandeja.

Conhecido pelos católicos como Príncipe dos Apóstolos, São Pedro (10 a.C – 67 d.C) nasceu na Galiléia e é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica. Teve sua história registrada nos evangelhos de João, Lucas, Mateus e Marcos. Teria sido o escolhido de Jesus para propagar a fé cristã.

São Pedro foi preso pelo rei Agripa I e enviado a Roma, onde liderou uma comunidade religiosa que seria a base da Igreja Católica Romana. Teria sido executado por ordem de Nero. Acredita-se que está enterrado sob a Catedral Basílica de São Pedro, no Vaticano (Itália).

São Pedro é considerado um santo especial no Nordeste, por ser o santo que traz as chuvas da estação e  “irriga” as plantações. Há uma crença popular que diz que se no dia de São Pedro, 29 de junho, chover, a colheita será farta. 

Fonte: Hsw

Os benefícios do Chá

Publicado: 12/05/2009 por Elisa em Atualidades, Saúde
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O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis. Geralmente é preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.

A palavra “chá” é também usada popularmente para referenciar qualquer infusão de fruto ou erva como a camomila ou a cidreira, mesmo não contendo folhas de chá. Este artigo debruça-se sobre o verdadeiro chá.

Os quatro tipos de chá são distinguíveis pelo seu processamento. Camellia sinensis é um arbusto sempre verde cujas folhas, se não são logo secas depois de apanhadas, rapidamente começam a oxidar. Este processo lembra a maltização da cevada; as folhas ficam progressivamente escuras, assim que a clorofila se quebra. O processo seguinte no processamento é parar o processo de oxidação num estado predeterminado removendo a água das folhas via aquecimento. O termo fermentação é frequente e erroneamente usado para descrever este processo, mesmo que na verdade nenhuma verdadeira fermentação aconteça (ou seja, o processo não é digerido por microorganismos).

O chá é tradicionalmente classificado em quatro grupos principais baseados no grau de oxidação:

  • Chá branco: folhas jovens (novos botões que cresceram) que não sofreram efeitos de oxidação; os botões podem estar escudados da luz do sol para prevenir a formação de clorofila.
  • Chá verde: a oxidação é parada pela aplicação de calor, quer através de vapor, um método tradicional japonês, ou em bandejas quentes — o método tradicional chinês).
  • Oolong (烏龍茶): cuja oxidação é parada algures entre o chá verde e o chá preto.
  • Chá preto: oxidação substancial. A tradução literal da palavra chinesa é chá vermelho, o que pode ser usado entre os fãs de chá.
    variações pouco comuns: estão disponíveis várias preparações de chá que não se enquadram na nomenclatura usual.

Origem e disseminação do chá
Historicamente, a origem do chá como erva medicinal útil para se manter desperto não é clara. O uso do chá, enquanto bebida social data, pelo menos, da época da dinastia Tang.

Os primeiros europeus a contactar com o chá foram os Portugueses que chegaram ao Japão em 1560.

Em breve a Europa começou a importar as folhas, tendo a bebida tornado-se rapidamente popular, especialmente entre as classes mais abastadas em França e Países Baixos. O uso do chá em Inglaterra é atribuído a Catarina de Bragança, princesa portuguesa que casou com Carlos II de Inglaterra) e pode ser situado cerca de 1650.

O carácter chinês para chá é 茶, mas tem duas formas completamente distintas de se pronunciar. Uma é ‘te’ que vem da palavra malaia para a bebida, usada pelo dialecto Min-nan que se encontra em Amoy. Outra é usada em cantonês e mandarim, que soa como cha e significa ‘apanhar, colher’.

Pronúncia
Esta duplicidade fez com que o nome do chá nas línguas não chinesas as dividisse em dois grupos:

  • Línguas que usam derivados da palavra Te: alemão, inglês, dinamarquês, hebraico, húngaro, finlandês, indonésio, italiano, letão, tamil, sinhala, francês, neerlandês, espanhol, arménio e latim científico.
  • Línguas que usam derivados da palavra Cha: hindi, japonês, português, persa, albanês, checo, russo, turco, tibetano, árabe, vietnamita, coreano, tailandês, grego, romeno, swahili, croata.

Influência sobre a saúde
O chá é tradicionalmente usado nos seus países de origem como uma bebida benéfica à saúde em vários aspectos. Recentemente, cientistas têm se dedicado aos estudos dos efeitos do chá sobre o organismo, bem como a conhecer melhor as substâncias que promovem esses efeitos. Todos os tipos de chá possuem praticamente as mesmas substâncias, porém em concentrações muito diferentes devido aos processos de preparação.

Estudos sugerem que o chá tem muitas propriedades benéficas importantes, por exemplo: é anticancerígeno, aumenta o metabolismo, ajuda o sistema imunológico, reduz o mau-hálito, diminui o stress, tem efeitos sobre o HIV. É no entanto necessária alguma precaução em relação a estas conclusões, porque não existem praticamente resultados científicos conclusivos e além disso alguns dos estudos feitos (particularmente na China) têm por detrás grandes interesses económicos.

É no entanto de salientar que o excesso de consumo, ou o consumo de chá mal conservado ou mal preparado, têm também efeitos negativos para a saúde. Em particular, o chá possui fluoretos (provocam osteoporose e artrite e são cancerígenos), cafeína (provoca doenças do sono), e oxalatos (provocam problemas renais). Mas, em geral, pode-se dizer que o chá tem sobretudo efeitos benéficos, porque todas estas substâncias têm efeitos benéficos se ingeridas em pequenas quantidades.

Chá e Saúde
Segundo o folclorista Alceu Maynard Araújo, o chazinho é um remédio para todas as idades. É preparado com água fervida, plantas é geralmente adoçado e tomado morno ou quente. Não há pelo Brasil afora comadre ou avó que não tenha a receita de um chazinho para curar qualquer tipo de mal estar.

  • Chá de folha de abacateiro – persea gratíssima – para os rins e bexiga.
  • Chá de canela – sinnamonun zeylanicum – para suadouro
  • Erva doce – pimpinella anisum L. – para dor de barriga
  • Folha de figo – ficus carica – para o fígado
  • Hortelã – mentha viridis L. – contra gases e vermífugo
  • Losna – arthemísia abisinthium – para dor de barriga e vesícula
  • Louro – laurus nobile L. – contra insônia
  • Cabelo de milho – Zea mays – diurético. Ajuda a arrebentar sarampo e catapora
  • Quebra pedra – phyllantos niruri L. – diurético, contra pedras nos rins e ácido úrico
  • Flor de ibisco – rosa cinensis L. – diurético e adstringente.
  • Boldo do chile – peumus boldus – estimula o fígado e vesícula
  • Camomila – matricaria chamomilla – digestivo e calmante
  • Capim-cidreira – cymbopogon citratus – calmante e digestivo
  • Erva-cidreira – melissa officinalis – sedativo, ajuda a dormir
  • Flor de laranjeira – citrus aurantium – calmante, ajuda a dormir
  • Folhas de maracujá – parsiflora edullis – calmante, diminui a ansiedade
  • Broto de goiabeira – psidium guajava – contra diarréia
  • Tanchagem – plantago major – adstringente, hemostática, bom para o aparelho digestivo
  • Chá de alho – alium sativus – contra vermes e, com mel, é ótimo contra gripes

Fonte: Wikipedia

Termo de origem chinesa, cuja tradução literal é vento e água. Sua pronúncia correta em mandarim é “fon xuei”.

Feng Shui é uma milenar arte/ciência chinesa que existe a mais ou menos 4.000 anos que busca a harmonia e o sucesso dentro de um determinado ambiente, através dos cinco elementos da Astrologia chinesa e o equilíbrio do Yin e Yang.

O Feng Shui estuda e analisa as energias Chi (energia vital) do ambiente visando melhorar o local onde as pessoas habitam ou trabalham.

O Feng Shui trabalha e manipula o Chi, que é a energia vital que está em tudo e em todos, dando vida.  O ser humano possui o seu próprio Chi e esse está interligado com o Chi do universo e da terra e essas energias estão se relacionando umas com as outras o tempo inteiro.  Todos os seres vivos emitem e absorvem energia, por isso se o ambiente estiver desequilibrado ou desenergizado irá refletir nas pessoas que ali vivem. 

O Feng Shui é aplicado em residências ou empresas para equilibrar as energias e ativá-las para proporcionar um equilíbrio que irá refletir em nossa vida, alterando o destino dos ocupantes para uma vida mais próspera, cheia de saúde, amor, sucesso, seja na carreira ou nos relacionamentos, enfim, uma vida melhor em todos os sentidos.

A origem do Carnaval

Publicado: 16/02/2009 por Elisa em Atualidades, História
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Embora não se saiba com certeza, acredita-se que o  carnaval é  uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Nessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era condenado pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.

A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada em cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo já que fugia das reais origens da festa como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular.

Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência européia.  Em alguns países, como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias e saíam pelas ruas comemorando. Certos personagens têm origem européia, mas mesmo assim foram incorporados ao carnaval brasileiro como, por exemplo, rei momo, pierrô, colombina. As pessoas decoravam seus carros, se fantasiavam e em grupos desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem assim aos carros alegóricos. A partir desse período, aos primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos cortejos de automóveis (corsos) foram criados, mas só se popularizaram no começo do século XX e teve um crescimento considerável que ocorreu devido às marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval ficar mais animado).

A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e se chamava “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para Estácio de Sá. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas de Samba e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como Recife e Olinda. Já na Bahia, o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o axé. Veja a seguir os Estados que mais celebram o carnaval:

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. A esta favorável recepção, acrescentou-se as famosas marchinhas carnavalescas que incrementou a festa e a fez crescer em quantidade de participantes e em qualidade.

Rio de Janeiro
A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiais do carnaval. Já no mês de setembro começam os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade.
No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.

Pernambuco

Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiada e ao som do frevo (ritmo marcante do estado).

O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.

Bahia

O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localiza os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha.

Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de 2 milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

São Paulo

O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile ocorre em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer.

Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.

Em outros países

O carnaval é comemorado em boa parte do planeta, além do Brasil veja a seguir as principais comemorações do carnaval pelo mundo.

Reino Unido
No período do carnaval brasileiro, no Reino Unido acontece o Shroveitide (Shrive que significa confessar ‘pecados’) é a comemoração do carnaval britânico.

Estados Unidos
Nos Estados Unidos o carnaval se resume basicamente na celebração do Mardi Grass (Terça-Feira Gorda), vários estados celebram o carnaval.

Mas o estado mais tradicional de tal comemoração é New Orleans. Neste estados, durante o Mardi Grass, desfilam pelas ruas da cidade mais de 50 agremiações. A agremiação mais conhecida é a do Bacchus (que possui gigantescos e originais carros alegóricos).

Alemanha
Na Alemanha a celebração do carnaval acontece tanto nos grandes centros urbanos, quanto na Floresta negra e nos Alpes.

A festa mais tradicional é a da cidade de Bonn lá organizam desfiles com pessoas fantasiadas com época, o diabo fica solto, por esse motivo as pessoas usam máscaras para esconder seus rostos.

Veneza
Por muito tempo, o carnaval veneziano foi um dos mais fortes e alegres do mundo. Durante o período do carnaval eram desenvolvidos bailes e festas nas praças e ruas da cidade. Com o passar do tempo o carnaval de Veneza foi enfraquecendo chegando a quase extinguir-se.

Fonte: Brasil Escola

A origem da sexta-feira 13

Publicado: 13/02/2009 por Kakao Braga em Atualidades, História
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A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.

Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

O número 13
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta – até em países cristãos – é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Índia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, “E pluribus unum” (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

Fonte: Universia