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:: Por Edvaldo de Azevedo Tavares ::

O Atacama é o mais desfavorável, dentre todos os desertos do planeta, à existência da vida humana por seu terreno extremamente árido, por sua altitude que não permite que as nuvens originárias das correntes marítimas do oceano Pacífico passem para o deserto. O Deserto de Atacama está localizado na região norte do Chile e se prolonga até as fronteiras com o Peru, Bolívia e Argentina. A temperatura varia de 25 graus negativos no período noturno à 40º positivos no diurno. É o lugar do planeta que passou mais tempo sem chuvas, havendo registro de 1400 anos sem chuvas. Este ano que resolvemos  ir visitá-lo foi o que choveu torrencialmente, havendo destruição de caminhos, passagens e estradas, impedidindo a nossa ida a diversos lugares atraentes e turísticos porque as autoridades chilenas não permitiam a ida de ninguém para esses lugares. As fotografias anexadas nos arquivos são uma amostragem da coleção fotográfica referente ao norte do Chile, especificamente o deserto e algumas mostram a localidade de São Pedro de Atacama onde encontramos gente de diversas partes do mundo, muitas esquisitas, motociclistas brasileiros e de uma maneira geral, brasileiros em profusão, aventureiros dos mais variados matizes – nacionais do Brasil e estrangeiros do resto do mundo.

De forma mais objetiva, o nosso turismo não abrangeu apenas esta condição, turística, mas estava estendido para as de aventura. estudo, aprendizado e aquisição de experiência – para o próximo ano está planejado outro turis-aventura para os altiplanos bolivianos (Lago Titicaca e outras regiões).

Estivemos na base do vulcão ativo Vilarrica, 2840m, Parque Nacional Vilarrica – o mais feroz de todos os do Chile – soltava a sua sarcástica e impiedosa fumacinha (fumarola) que atraia as nuvens para encobrir as suas malévolas intenções -, segundo informações colhidas em Pucón (bela e pequena cidade a margem do Lago Vilarrica). Não o subimos por falta de mais tempo para a continuação das aventuras e na verdade, as condições de tempo em que estivemos na base variava a todo instante com sol, nuvens pesadas, chuva e ventos muito frios.

Eu soube das mortes do brasileiro e do mexicano e, do resgate do guia chileno, no dia seguinte a chegada em Brasília foi um triste acontecimento e manifesto o meu pesar pelo triste acontecimento e somo a minha tristeza a dos pais e demais familiares desses jovens, pois também sou pai.

O Brasil e o povo brasileiro, entregues as baratas, são dignos de pena. Não vi: favela, meninos de rua, carros barulhentos com som no último volume, barbeiragens no trânsito, estradas esburacadas e mal sinalizadas (fomos de Santiago para Viña del Mar e Vaparaíso de carro alugado;  rodamos de carro alugado em Puerto Varas e adjacencias e também por Pucón e localidades vizinhas indo até próximo ao vulcão Vilarrica). Não vi também: avacalhação, pichação e registrei somente pouquíssimos casos de mendicância no Chile. Nós brasileiros temos de aprender com o povo chileno, como se administra e coloca um país na direção do progresso.

É isso aí, gente! Foi uma viagem e tanto. Do calor do Deserto abrasador e seco do Atacama ao frio e chuvas do sul do Chile, próximo a Patagônia, passando pela sensação de falta de ar devido a chegada atrasada e quantidade contada do oxigênio aos pulmões a mais de 4.300 metros de altitude na Cordilheira dos Andes, podemos dizer com uma ponta de nostalgia: “Foi uma aventura que já deixa saudade”. Dormimos nos aviões, ônibus e, refeição e ingestão de água, de formas irregulares, quando as condiçoes e circunstâncias permitiam, mas… VALEU A PENA!

Breve mandarei mais notícias sobre as peripécias no Chile e mais fotos.

Abraço e hug para os meus amigos e baiser, kiss, peto, petonet, bajo para as adoráveis amigas.

:: Eadweal (Edvaldo em anglo-saxão, de onde se originou o meu nome) Tavares

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