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Hoje se comemora o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Mas, por que a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido?

Apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Devido à poluição, distribuição desigual e ao tratamento inadequado dos recursos hídricos, mais de um bilhão de pessoas no planeta não têm acesso à quantidade mínima de água tratada para suprir as necessidades básicas diárias. Dados da ONU apontam que, se não houver mudanças no padrão de consumo, dois terços da população mundial podem sofrer com a falta de água até 2025. O Brasil tem papel preponderante neste debate, já que concentra 13,7% das bacias hídricas mundiais, a maior parte na Amazônia. Além disso, o Pantanal, maior área úmida continental do mundo, é prioridade global em termos de conservação de biodiversidade aquática, já que abriga sistemas hídricos de enorme biodiversidade.

A data deve ser comemorada todos os dias do ano com atitudes diárias que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

 Fonte: Wikipédia e Sua Pesquisa

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Sobre uma montanha, um vento forte começa a soprar, anunciando grandes transformações. O corpo estremece, a boca se escancara e os versos se lançam num vôo rasante sobre as águas do inconsciente. Imagens surgem nos céus, se esparramam em tons de branco e azul enquanto a mensagem segue o seu curso. Incisiva, feito flecha certeira que se apruma nas réstias de sol que as nuvens carregadas deixam passar…”.

Este é o argumento de Epílogo, o novo videoclipe de HI-BRAZIL. Produzido para o lançamento do segundo volume da saga A Canção das Esferas, o vídeo é composto por imagens da Natureza, capturadas pelo trio de artistas e por colaboradores que também utilizam licenças Creative Commons para lançar seus trabalhos. Foram utilizadas imagens de 51 artistas de 15 países, como Brasil, Estados Unidos, Coréia do Sul, Islândia e Japão.

planeta_terraA ONG World Wildlife Fund acaba de divulgar um relatório alarmante sobre as condições do consumo dos recursos naturais pelo homem. Apesar da abundância das riquezas naturais, a organização alerta que a humanidade supera em 30% da capacidade do planeta em recuperá-los.

Nos últimos 45 anos, a demanda de recursos naturais dobrou. A exploração abusiva do planeta tem provocado vários problemas: a cada ano desaparece uma área de floresta equivalente a duas vezes o território da Holanda; três espécies animais (foca-monge-do caribe, sapo dourado panamenho e rinoceronte-negro) desapareceram nos últimos dois anos.

Outros dados da exploração do planeta:

Água Doce – Só 1% é apropriada para o consumo. Hoje se consome 50% da água disponível. Em 40 anos se consumirá 80%. Só que 50% dos rios do mundo estão poluídos.

Terras Cultiváveis – Dos 15 bilhões de hectares da terra do planeta, só 12% são cultiváveis. As demais são cidades, pastos, desertos, zonas montanhosas e geleiras. Nas últimas três décadas dobrou as terras atingidas pelas secas severas, por conta do aquecimento global. Sem água, terras cultiváveis, peixes estamos a beira do colapso.

Peixes – Há 200 espécies de peixes comercializáveis. Desses 120 são exploradas além do nível sustentável. Dessa forma, em 2050, o volume do pescado disponível terá diminuído 90%.

Oceanos – Estima-se que 40% do mares estejam degradados pelo homem. Nos últimos 500 anos, as zonas mortas nos oceanos aumentaram na proporção de três para 150. Das 1.400 espécies de coral conhecidas, há dez anos treze estavam ameaçadas de extinção, hoje são 231.

Atmosfera – Desde 1961, a quantidade de CO2 despejada na atmosfera cresceu duas vezes.

O relatório alerta também é possível evitar um colapso, mas o grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a preservação de recursos. Segundo especialistas são necessárias soluções tecnológicas e políticas. É necessária a adoção de hábitos sustentáveis, evitando que se utilizem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.

(Baseado em matéria da Veja – 5 de novembro de 2008)