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As conquistas femininas vêm deixando um rastro de solidão para aquelas que conquistam cargos de liderança. Isso é o que afirma um estudo Schooling Can’t Buy me Love (Escolaridade não pode me comprar um amor, em tradução livre) de Ina Ganguli, Ricardo Hausmann e Martina Viarengoos da Universidade de Harvard.

O levantamento se baseou no senso de mais de 40 países e identificou seis aspectos da relação casamento X amor. Um deles mostra que as mulheres mais qualificadas (em nível de escolaridade) têm menos probabilidade de se casar do que as não qualificadas. Em um outro, que mulheres tem menos chances de casar com homens igualmente qualificados. Com relação a América Latina, constataram que 40%  das latinas têm maior tendência de se casar com homens de menor escolaridade que em outras regiões do mundo.

“Essa diferença é realidade. Nas últimas décadas, quando o sexo feminino adquiriu direitos de igualdade, elas passaram a estudar mais. O que vemos agora é que o índice de mulheres mais escolarizadas chega a ser maior que o de homens mais escolarizados. Finalmente, a tendência é de essas se casarem com aqueles”, ressalta a psicóloga e professora da PUC-Minas Stella Tozo.

Por outro lado, como também mostrou o levantamento, essas mulheres tendem a trabalhar mais. “Quando termina uma faculdade, a mulher não quer ficar somente ali. Pensa na pós-graduação, num mestrado. Elas têm uma carreira e pensam em alavancá-la. Com isso, trabalham mais”, explica.

A especialista destaca ainda que as mulheres mais estudadas não têm a preocupação de manterem um casamento por questões financeiras. “Elas são independentes, não dependem do marido nesta área. Assim, outras características do parceiro sobressaem”, analisa.

Fonte: O Estado de S. Paulo e Hoje em Dia

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Os casos Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, e da advogada Mércia Nakashima não são os únicos que comprovam a violência contra a mulher. O estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), aponta dez mulheres são mortas por dia no Brasil.

O levantamento entre 1997 e 2007 mostra que nesse período  41.532 mulheres foram vítimas de homicídio, ou seja 4,2 mulheres para 100 mil habitantes. Um índice baixo se comparado com os homens (92% das vítimas), mas alto em termos de assassinato feminino para os padrões internacionais. Na Europa, esse número não ultrapassa 0,5 caso por 100 mil habitantes.
 
As cidades brasileiras campeãs em homicídio feminino, segundo o estudo, são Alto Alegre (Roraima), Silva Jardim (Rio de Janeiro), Tailândia (Pará), Serra e Jaguaré (Espírito Santo), Montemor (São Paulo). Em 50 municípios, os índices são maiores a 10 por 100 mil habitantes. Contudo, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos. Os dados mostram que a concentração de homicídios é homogenia.
 
O Estado em primeiro lugar no ranking é o Espírito Santo, seguido por Maranhão. São Paulo é o quinto menos violento. Segundo a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência. “quanto mais machista a cultura local, maior será a tendência de violência contra a mulher”.

Motivação
Ainda são raros os estudos que analisam as motivações dos assassinos de mulheres. De maneira geral, homens se matam por temas urbanos como tráfico de drogas e desordem territorial e os crimes ocorrem principalmente nas grandes cidades. Mulheres são mortas por questões domésticas em municípios de diferentes portes.

“No caso das mulheres, os assassinos são atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros, inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar”, explica Wânia Pasinato Izumino, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP.

Em um estudo das motivações de 23 assassinatos contra mulheres ocorridos nos cinco primeiros meses deste ano e investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP), em 25% dos casos o motivo foi qualificado como torpe. São casos como negativas de fazer sexo ou de manter a relação.

Em 50% das ocorrências, o motivo foi qualificado como fútil, como casos de discussões domésticas. Houve 10% de mortes por motivos passionais, ligados a ciúmes, por exemplo, e 10% relacionado ao uso ou à venda de drogas. “Por serem ocorrências domésticas, às vezes a prevenção a casos como esses são mais difíceis”, afirma a delegada Elisabete Sato, chefe da divisão de Homicídios do DHPP.

Casos que ganharam destaque:

  • O promotor de justiça Igor Ferreira da Silva que assassinou Patrícia Aggio Longo, sua mulher grávida de oito meses (1998)
  • Antonio Marcos Pimenta Neves, ex-diretor de redação do jornal o Estado de São Paulo que assassinou sua namorada Sandra Gomide (2000).
  • O cirurgião Farah Jorge Farah mata a amante Maria do Carmo (2003)
  • Eloa Pimentel é morta pelo ex-namorado depois de um sequestro televisionado em sua casa no ABC. (2008)
  • A cabeleireira Maria Islaine Morais é vítima do ex-marido e sua morte é registrada por circuito interno de vigilância (2010)
  • Íris Bezerra de Freitas encontrada morta dentro de uma mala no canal do Leblon, no Rio de Janeiro e que teria sido assassinada por seu ex-marido, Rafael da Silva Lima, hoje foragido. (2010)
  • A advogada Mércia Nakashima é morta e jogada numa represa (2010)

Fonte: O Estado de S. Paulo

Os homens são mais propensos a mentir e se sentem menos culpados em mentir para mulher. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Museu da Ciência (Science Museum), em Londres, que  analisou depoimentos de três mil britânicos. O estudo indicou que cada homem britânico mente em média três vezes por dia, o que equivale a 1.092 mentiras por ano. Já as mulheres parecem mais honestas: segundo a enquete, as britânicas mentiriam em média duas vezes por dia, ou 728 vezes por ano.

Segundo os depoimentos, a pessoa a quem o britânico tende a contar mais mentiras é sua própria mãe. Um quarto dos homens (25%) admitiu ter mentido para a mãe, em contraste com apenas um quinto (20%) das mulheres. Mentir para o parceiro ou parceira, no entanto, parece menos comum entre os britânicos: apenas 10% admitiram fazer isso.

Segundo eles, a mentira mais comum contada é dizer que não beberam muito. Entre as mulheres, a mentira mais comum é a clássica “está tudo bem”, usada com frequência para esconder seus sentimentos.

As mulheres se revelaram mais propensas a sentir culpa após dizer uma mentira: 82% delas disseram que a mentira pesa em sua consciência, em contraste com 70% dos homens. Para a maioria, 82%, existe sim uma mentira aceitável. Setenta e um por cento dos entrevistados mentira tranquilamente se fosse para proteger alguém. Já, 57% disseram que mentiriam a respeito de um presente de que não gostaram para não ofender quem lhes presenteou. Com relação à qualidade da mentira, 55% dos britânicos entrevistados acham que as mulheres contam mentiras melhores, embora mintam menos.

A pesquisa foi encomendada para marcar a inauguração de uma nova galeria, chamada “Who Am I?” (em tradução livre, “quem sou eu?”), dedicada às ciências do cérebro, genética e comportamento.

Uma das curadoras do Museu da Ciência Katie Maggs, disse que não há consenso sobre possíveis origens genéticas, evolutivas ou culturais da mentira.”Mentir pode parecer uma parte inevitável da natureza humana, mas também tem um papel importante nas interações sociais”, disse Maggs.
Fonte: BBC Brasil

Por Isabella Bertelli

Meninos gostam de carrinhos, meninas gostam de bonecas. Esses gostos são facilmente explicáveis pela cultura; afinal, desde que nascem as crianças são estimuladas pela sociedade a adotarem o comportamento típico de seu gênero. Será então que as meninas brincam de boneca e os meninos de carrinho porque são dados a eles esses brinquedos?

Se eles vivessem em um mundo sem diferenciação, em que pais não estimulassem seus filhos a brincar de certas formas e com determinados brinquedos, o que aconteceria?

Antes de responder à questão, gostaríamos que você imaginasse o seguinte experimento. Suponha que pesquisadores dessem a macacos fêmeas e machos brinquedos humanos, tais quais bonecas, carrinhos e livros. O que você acha que aconteceria?

Esse experimento foi feito. Pesquisadores deram esses brinquedos a 44 macacos-vervet machos e 44 fêmeas e depois avaliaram as suas preferências por cada brinquedo, medindo quanto tempo passavam com cada um. As análises estatísticas demonstraram que os machos mostraram um interesse significativamente maior pelos brinquedos considerados masculinos e as fêmeas, pelos femininos. E os dois sexos não demonstraram diferenças na preferência pelo livro (Miller & Kanazawa, 2007).

O velho domínio masculino
De acordo com uma história antiga o homem foi feito primeiro por Deus e a mulher era apenas parte de seu corpo, mais precisamente sua costela. A grande ironia nessa história é que a Biologia moderna mostrou que o default do programa genético fetal é o desenvolvimento de um corpo feminino, ou seja, se seis semanas após a concepção o cromossomo Y não desencadear uma certa proteína, um feto feminino será gerado automaticamente (Pinel, 2005). Sim, nesses termos, é como se o homem saísse da “costela” da mulher.

A lenda bíblica revela a supremacia masculina que têm ocorrido há tempos, em que homem é sinônimo de ser humano. O feminismo do século passado foi uma reação a esse domínio, e graças a esse movimento e a outras mudanças sociais as mulheres alcançaram grandes conquistas. Junto com tudo isso, porém, surgiu uma tendência que continua até hoje: a de se negar as diferenças entre homens e mulheres. As únicas diferenças que não estão envolvidas em polêmicas acaloradas são as que se referem aos aparelhos genitais.

A negação da natureza humana
O gênero de um indivíduo é uma de suas dimensões mais essenciais. Trata-se da primeira característica que notamos em outro indivíduo, e isso nos fornece modos de nos comportar frente ao outro. Cada gênero tem uma forma de se vestir, de agir, de se relacionar e ele é um referencial para a nossa identidade. Tamanha é esta importância, não se limitando somente à nossa cultura, que em grande quantidade dos idiomas da Terra os pronomes são declinados com base no gênero do substantivo ao qual se referem. Em todas as culturas humanas, homens e mulheres são vistos como possuidores de naturezas diferentes.

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