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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup e divulgada pela revista Forbes mostrou que o brasileiro é mais feliz que espanhóis, argentinos e americanos. O Brasil está em 12º lugar, ao lado do Panamá. A liderança está com os europeus: Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda.

O estudo foi realizado entre 2005 e 2009 em 155 países (Tongo na África ficou em último). No Brasil, 58% se disseram felizes, 40% em busca da felicidade e apenas 2% sofrendo.

Segundo a pesquisa, os dados mostram que riqueza influencia, mas questões sociais e subjetivas ajudam a definir muito mais a felicidade.

Por: Márcia Homem de Mello©

Dicionário: Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.

Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.

A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.

Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.

Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.

Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.

A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.

Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.

Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.

Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado…, não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.

Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.

A maneira de ser de muitos, é pura representação.

É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.

Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.

Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são  individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.

A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz.

A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.

Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.

Para Refletir:

“Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade.”  (Charles Chaplin)
“A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.” (Confúcio)
 “Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade.” (Friedrich Nietzsche)
“Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria.” (S. Brown)
“És precária e veloz, felicidade. Custas a vir, e, quando vens, não te demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas.” (Cecília Meireles)
“Aprendemos que é possível ser feliz simplesmente pelo fato de estarmos vivendo.” (Wilheim Schürmann)
“A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir.” (Voltaire)
“Onde estás, felicidade ?… Em tudo quanto, acabado, me faz dizer:  ‘Foi bom, mas tão bom que nem senti o tempo passar.” (Alfredo Bosi)
“A meta da existência é encontrar felicidade, o  que significa encontrar interesse.” (Alexandre Sutherland Neill)
“Somos muito mais infelizes na infelicidade do que felizes na felicidade.” (Armand Salacrou)
“A infelicidade pura e completa é tão impossível quanto a pura e completa alegria.” (Tolstoi)
“Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz.” (Abraham Lincoln)
“Creio que Deus nos colocou nesta vida para sermos felizes.” (Baden Powell)
“A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos.” (Thomas Hardy)
“Felicidade é uma boa saúde e uma má memória.” (Ingrid Bergman)
“A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido.” (Marxwell Maltz)

Márcia Homem de Mello© – Ex Diretora Presidente ABRAPSMOL – Psicóloga e Psicodramatista(http://www.homemdemello.com.br/psicologia/felicidade.html)

Entre os dois momentos de felicidade (quando temos um sonho e quando o realizamos) há muita incerteza.

Entre os dois momentos de felicidade (quando temos um sonho e quando o realizamos) há muita incerteza.

O Dr. Jean-Louis Etienne, explorador do Pólo Norte, explica o que essas incursões nos gelos e neves lhe proporcionaram:

“Há dois grandes momentos de felicidade: quando temos um sonho e quando conseguimos concretizá-lo. Entre esse dois momentos, há uma grande dose de incerteza, uma grande vontade de desistir. Mas, temos que perseguir os sonhos até o fim. Há bicicletas abandonadas em todas as garagens porque os donos ficaram demasiado doloridos nas primeiras vezes em que a usaram. Eles não entenderam que a dor faz parte do aprendizado. Estive 1000 vezes preste a desistir, antes de atingir aquele momento de felicidade em que me esqueci do frio. Consegue-se isso na pintura ou na música, desde que se admita que, antes de podermos tocar uma sonata de Bach, temos de aprender primeiro as escalas. Só com perseverança poderemos descobrir-nos a nós próprios. Cabe a cada um de nós encontrar seu próprio Pólo.” L’Express, Paris
O relato completo sobre a aventura do Dr. Etienne está no livro: “Transantártida – A Travessia do Último Continente”, da Editora José Olympio. É um dos melhores livros sobre uma aventura na Antártica. Escrito logo após o final de uma expedição que durou seis meses, do verão de 1989 à primavera de 1990, e que percorreu 6.300 km de gelo desértico e isolamento voluntário. Jean-Louis Étienne é um dos grandes nomes da exploração moderna francesa. Médico e especialista em nutrição e biologia do esporte, participou de expedições ao Himalaia, à Groenlândia e à Patagônia. Seu maior feito foi ter se tornado, em 1986, o primeiro homem a atingir o Pólo Norte Geográfico, sozinho, sem a companhia de cães ou apoio externo.
O dr. Etiénne no Pólo Norte.O dr. Etienne no Pólo Norte.

O objetivo da expedição Transantártida foi o de alertar ao mundo sobre a riqueza da Antártica e a urgência de se proteger um dos ambientes mais puros e intocados que existe. Jean-Louis questiona o lado negativo das nações que lutam por um pedaço de terra (leia-se gelo) no único continente realmente descoberto pelo homem, em 1820, e reflete sobre a importância de se chegar a acordos diplomáticos sobre a preservação de uma área de 14 milhões de km quadrados de água doce, petróleo, gás natural e ouro.  Lembrando que todos os grandes projetos polares foram conduzidos por expedições privadas, as únicas que se dão direito a correr riscos, a Transantártida chegou onde intencionava: a travessia integral de um continente gigantesco, uma das últimas aventuras inéditas possíveis no final do século XX.