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As conquistas femininas vêm deixando um rastro de solidão para aquelas que conquistam cargos de liderança. Isso é o que afirma um estudo Schooling Can’t Buy me Love (Escolaridade não pode me comprar um amor, em tradução livre) de Ina Ganguli, Ricardo Hausmann e Martina Viarengoos da Universidade de Harvard.

O levantamento se baseou no senso de mais de 40 países e identificou seis aspectos da relação casamento X amor. Um deles mostra que as mulheres mais qualificadas (em nível de escolaridade) têm menos probabilidade de se casar do que as não qualificadas. Em um outro, que mulheres tem menos chances de casar com homens igualmente qualificados. Com relação a América Latina, constataram que 40%  das latinas têm maior tendência de se casar com homens de menor escolaridade que em outras regiões do mundo.

“Essa diferença é realidade. Nas últimas décadas, quando o sexo feminino adquiriu direitos de igualdade, elas passaram a estudar mais. O que vemos agora é que o índice de mulheres mais escolarizadas chega a ser maior que o de homens mais escolarizados. Finalmente, a tendência é de essas se casarem com aqueles”, ressalta a psicóloga e professora da PUC-Minas Stella Tozo.

Por outro lado, como também mostrou o levantamento, essas mulheres tendem a trabalhar mais. “Quando termina uma faculdade, a mulher não quer ficar somente ali. Pensa na pós-graduação, num mestrado. Elas têm uma carreira e pensam em alavancá-la. Com isso, trabalham mais”, explica.

A especialista destaca ainda que as mulheres mais estudadas não têm a preocupação de manterem um casamento por questões financeiras. “Elas são independentes, não dependem do marido nesta área. Assim, outras características do parceiro sobressaem”, analisa.

Fonte: O Estado de S. Paulo e Hoje em Dia

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Um estudo realizado pela Universidade de Buffalo (Estados Unidos) e publicado no periódico científico “Journaul of Clinical Orthodontics” revelou que colocar piercing na língua pode alterar posição dos dentes.

Um dos casos acompanhados, uma mulher de 26 anos, que usa piercing há 7, mostrou que o acessório abriu um espaço entre os dentes incisivos superiores. Esse distanciamento entre os dentes não existiam anteriormente. Outra conclusão do estudo é que o piercing muda a posição da língua além de deixá-la hipotônica.

Segundo o ortodontista Everson Schwietzer, uso do acessório pode afetar ainda a fala e provocar deglutição. Ouros problemas decorrentes do uso do piercing na língua são as infecções e hemorragias. “O piercing é contraindicado para quem usa aparelho para correção dos dentes. Shcweitzer afirma que tiver alguns casos que a língua foi rasgada porque o piercing se prendeu ao aparelho.

Fonte: Folha de S. Paulo

Universidades Britâncias observaram 300 pares de gêmeos, dos sete aos dez anos de idade e concluiram a falta de sono em crianças é um prenúncio de depressão no futuro. A conclusão do estudo foi publicado na revista ” Sleep”.

Os autores da pesquisa afirmam que a ligação entre os dois distúrbios se deve a fatores genéticos. Ao final do período observatório, eles detectaram sinais de depressão e distúrbios do sono simultâneos em 250 pares de irmãos.

O resultado do estudo comprova teorias anteriores que afirmam que o tratamento contra insônia em crianças, logo que apresentam o problema, pode afastar o risco de que desenvolvam depressão.

Menos de 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 em tratamento estão atingindo o nível desejado de glicose no sangue, sendo que 40% apresentam complicações associadas à doença. Os dados fazem parte do Diabetes Impact Survey, um estudo encomendado pela Merck Sharp & Dohme com o objetivo de avaliar o impacto socioeconômico da doença.

Considerado uma epidemia global, o diabetes avança vertiginosamente. Segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), mais de 246 milhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a 6% da população global, têm a doença. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que, em 2007, 3,8 milhões de mortes foram causadas pelo diabetes. De acordo com projeções, se medidas para conter seu avanço não forem tomadas urgentemente, o total de diabéticos chegará a 380 milhões em menos de 20 anos e as mortes crescerão mais de 50% nos próximos 10 anos.

Os dados do Diabetes Impact Survey – baseados em entrevistas com 866 profissionais de saúde e 607 pacientes da Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, México e Índia – revelam ainda que, nos últimos anos, os médicos receitaram mais terapias adicionais nos estágios iniciais de tratamento, como estratégia para retardar a progressão da doença.

A conduta é defendida por um dos médicos que participaram do desenvolvimento da pesquisa, o diabetologista e professor de Medicina da Universidade Birmingham (Reino Unido), Anthony Barnett. “É importante reavaliar os protocolos de tratamento para assegurar que os pacientes recebam as mais efetivas terapias o mais cedo possível, atingindo os níveis desejáveis de glicose no sangue de forma a prevenir as complicações antes que se desenvolvam”, frisa. A opinião do especialista é reforçada pela dos pacientes: 31% dos entrevistados declararam que o acesso a tratamentos mais eficazes lhes permitiria controlar melhor o diabetes tipo 2.

Os resultados demonstram ainda a necessidade crescente de combater o ônus econômico associado ao diabetes. A maior parte dos médicos entrevistados (75%) estimou o impacto econômico do diabetes em seu país abaixo de US$ 5 bilhões. No entanto, em muitos países o ônus excede de longe a estimativa. Por exemplo, no México os custos de diabetes são de US$ 15 bilhões e no Canadá são de US$ 9 bilhões.

O diabetes também representa um ônus significativo para os pacientes e suas famílias. Um entre 10 pacientes entrevistados foi internado devido ao diabetes nos últimos 12 meses; um entre cinco informa que sua capacidade de trabalhar foi afetada; um entre seis informa que não está trabalhando no momento ou parou de trabalhar devido à doença; e três entre quatro declaram que foram afetados financeiramente como resultado da doença.

Adesão ao tratamento
Dada à natureza progressiva do diabetes, com o passar dos anos, os pacientes requerem um tratamento com diversos medicamentos para alcançar o controle glicêmico. Os médicos ouvidos na pesquisa apontaram a hipoglicemia (84%) e o ganho de peso (69%) como as principais barreiras a serem contornadas na hora de escolher um tratamento. Segundo os profissionais, 39% de seus pacientes fazem dieta e exercício e usam dois ou mais medicamentos, enquanto 31% fazem dieta e exercício, tomam injeções de insulina e usam medicamentos.

A pesquisa revelou ainda que 37% dos médicos acreditam que seus pacientes regularmente esquecem de tomar uma dose. A maioria dos pacientes entrevistados aponta a ingestão de muitos comprimidos ao dia e o medo dos efeitos colaterais como as principais causas para a não adesão ao tratamento. A maioria dos pacientes concorda que medicamentos de dose única diária seriam de grande ajuda na adesão ao tratamento.

Educação dos pacientes
Os profissionais de saúde entrevistados reconheceram a necessidade de melhorar a educação para o paciente, pois acreditam ser um fator capaz de ajudar os diabéticos a controlar a doença com mais eficácia e prevenir as complicações associadas.

As diretrizes recomendam aos pacientes uma meta de HbA1c (glicose no sangue) de 6,5% a 7%. No entanto, quando indagados a respeito de níveis específicos de HbA1c, menos da metade (43%) dos pacientes estava ciente de qual seria seu nível desejável. Além disso, mais de um quarto dos pacientes que estavam cientes de sua contagem atual de HbA1c citaram um nível superior a 7% (que está acima do nível recomendado pela Associação Americana de Diabetes e pela IDF).

Os achados da pesquisa permitem ainda traçar outras estratégias que poderiam contribuir para amenizar o impacto do diabetes tipo 2: tratamento multidisciplinar e contato mais frequente do médico com o paciente; ampliação do acesso aos medicamentos para reduzir custos de hospitalização e de tratamento das complicações associadas; prescrição de um tratamento efetivo o mais cedo possível; melhoria da adesão ao tratamento com o desenvolvimento de medicamentos de dose única diária e baixos efeitos colaterais; emprego de recursos governamentais na prevenção das complicações e não no seu tratamento.

Informações no visite www.msdonline.com.br

Estudo inédito realizado e divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, na capital, revela que uma em cada dez manicures ou pedicures possui hepatite. E o pior: elas não adotam medidas de segurança necessárias para evitar o contágio e sequer sabem dos riscos de saúde relacionados à atividade que exercem.

Foram avaliadas 100 participantes, dos quais metade trabalhava em shopping centers e a outra metade em salões de beleza localizadas em ruas de bairros da capital. A pesquisa foi realizada ao longo dos anos de 2006 e 2007, incluindo coleta de sangue e aplicação de questionário. Dez profissionais deram positivo para hepatite, das quais oito para o vírus do tipo B da doença e outras duas para o tipo C.

A pesquisa verificou também que só 26% das manicures entrevistadas faziam esterilização dos instrumentais com autoclave, método considerado o mais seguro, mas que ninguém sabia utilizar o equipamento adequadamente. Outras 54% utilizavam estufa, mas a grande maioria não sabia o tempo e a temperatura corretas para esterilizar os materiais. Oito por cento usavam forninho de cozinha, o que é totalmente inadequado, e 2% simplesmente não utilizavam nenhum método de esterilização. Somente 8% faziam a limpeza dos instrumentais antes de esterilizá-los, e mesmo assim de forma inadequada.

Embora 74% das profissionais tenham afirmado que sempre lavam as mãos antes e depois de fazer mão e pé das clientes, foi constatado que ninguém adotou esse procedimento enquanto a pesquisadora permaneceu no salão observando o atendimento. Das entrevistadas, 20% disseram que usam luvas no trabalho, mas só 5% foram observadas utilizando a proteção.

Das 100 manicures entrevistadas, 72% desconheciam as formas de transmissão de hepatite B, e 85% não sabiam como se pega hepatite C. Noventa e três por cento desconheciam formas de prevenção contra o tipo B, e 95%, contra o tipo C. E 45% acreditavam que não transmitiriam nenhuma doença a seus clientes.

O estudo apontou, ainda, que 74% das manicures não estão imunizadas contra a hepatite B, embora a vacina esteja disponível para esta categoria profissional, gratuitamente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A enfermeira Andréia Cristine Deneluz Schunck de Oliveira, do Instituto Emílio Ribas, que é responsável pela pesquisa, alerta que essas profissionais usam o mesmo instrumental de trabalho para tirar a própria cutícula e, como em geral não adotam os cuidados adequados, é bem provável que estejam se contaminando com a hepatite e transmitindo o vírus também às clientes.

A pesquisadora sugere que as clientes dos salões de beleza procurem observar as condições de higiene e esterilização dos materiais e, se possível, levem seus próprios instrumentais quando forem fazer as unhas dos pés e das mãos.

Fonte: Ciência e Saúde

Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

A pesquisa acompanhou por dois anos o progresso de 225 mulheres com o peso acima da média e obesas que, divididas em três grupos, participaram de programas diferentes que incluíam meditação e visualização positiva; exercício físico e nutrição e folhetos com informações nutricionais.

Cada programa tinha a duração de dez semanas. O primeiro grupo foi o que teve mais sucesso na perda de peso – uma média de 2,5 quilos.

“Nós descobrimos que a intervenção mais bem sucedida envolveu o intenso treinamento em técnicas de relaxamento ao mesmo tempo em que equipamos as mulheres para reconhecerem e evitarem estresse que leva (uma pessoa) a comer”, disse a co-autora da pesquisa, Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana.

Longo prazo

Horwath disse que o fato de os programas “terem sucesso em impedir o aumento do peso por 12 meses é um resultado muito positivo”.

A pesquisa mostrou que mostrou que a abordagem dietética tradicional de restringir tanto calorias quanto tipos de alimento traz poucos resultados em se conseguir a perda de peso no longo prazo, afirmou Horwath.

“Dentro de cinco anos, várias pessoas em dieta recuperaram o peso que perderam e acabam mais pesadas do que quando começaram. Elas também tendem a desenvolver atitudes muito insalubres em relação a comida e perdem sua habilidade natural para reconhecer quando estão com fome ou saciadas.”

A abordagem sem dieta se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso, disse a pesquisadora.

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obesidade_balancaA obesidade poderia ser “uma coisa mental”, em vez de uma disfunção metabólica, afirma um novo estudo que revela a existência de seis genes vinculados a essa condição.

No total, cinco dos genes estão ativos no cérebro, motivo pelo qual os cientistas crêem que a descoberta poderia possibilitar novos tratamentos com o objetivo de modificar a atitude mental das pessoas diante dos alimentos, e não o desejo de comer.

O estudo, publicado na revista “Nature Genetics”, tomou como base a análise genética de 90 mil pessoas cujo DNA foi analisado em busca de mínimas mutações e comparado com seu índice de massa corporal.

Os especialistas descobriram seis variantes genéticas que parecem estar na origem de um pequeno, mas significativo, aumento do peso.

Se uma pessoa possuísse as seis variantes, pesaria de um quilo e meio a dois quilos a mais que um indivíduo médio.

O fato de cinco dessas variantes estarem vinculadas a genes ativos no cérebro permite crer que a obesidade tem a ver com esse órgão.

“É surpreendente que seja o cérebro -e não o tecido adiposo ou os processos digestivos- o mais influenciado normalmente pela variação genética na obesidade”, afirma Inês Barroso, do Wellcome Trust Sanger Institute, perto de Cambridge, Reino Unido.

obesidadeCalcula-se que entre 40% e 70% da variação do índice de massa corporal seja causado pelos genes, mas até pouco tempo atrás acreditava-se que os genes vinculados à obesidade eram os que modificavam a fisiologia do corpo, como o LEP, responsável pelo hormônio leptina, que modula o consumo e gasto energético.

Segundo Ruth Loos, da Unidade de Epidemiologia do Conselho de Pesquisas Médicas do Reino Unido, as mutações que acontecem nos genes ativos no hipotálamo têm forte influência no peso das pessoas.

“As pessoas portadoras dessas mutações são muito obesas. Tais mutações podem ser consideradas excepcionais, mas achamos que pode ocorrer algo similar no caso da obesidade comum. Muitos, se não a maioria dos genes associados ao aumento do índice da massa corporal, estão ativos no cérebro”, ressaltou Loos.

Fonte: EFE