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Comer durante o trabalho faz mal

Publicado: 15/10/2009 por Elisa em Atualidades, Saúde
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comer-no-trabalho-300x225A correria do dia a dia, a pressão, a tensão e a falta de tempo fazem com que a pessoa se alimente mal. Comer depressa, pular refeições ou comer fora de hora alteram e dificultam o processo digestivo.

A mastigação é uma das fases mais importantes. Para quem não sabe, os alimentos começam a ser digeridos na boca, com a ajuda das enzimas digestivas presentes na saliva. Quando não se mastiga direito, essa primeira etapa da digestão é prejudicada.

Normalmente, quem se alimenta rápido engole pedaços de comida. Quanto maior o alimento engolido, mais suco gástrico é necessário para digeri-lo. Isso causa o aumento do PH do sangue, que fica mais alcalino. A reação seguinte é a moleza e o sono. A gordura, por demorar muito tempo para ser absorvida pelo organismo, consome muita energia. É por isso que a sensação de sono geralmente acompanha quem acabou de comer um rissole ou uma coxinha.

brigadeiro-mordido1-300x225Beliscar uma bolachinha ou comer um chocolate durante o trabalho não faz bem ao organismo. O ideal, em vez de “beliscar”, é se alimentar durante uma pausa de 15 a 20 minutos, num lugar adequado, e não em frente ao computador, por exemplo. Além de sujar o seu local de trabalho e às vezes até incomodar um colega, você pode nem sentir o gosto da comida direito. E ainda corre o risco de comer mais do que o necessário, um problemão principalmente para quem sofre ou tem tendência à obesidade.

O que desperta a fome no meio da tarde?

As causas podem ser de fundo físico e/ou emocional. A ansiedade, a preocupação excessiva, a depressão e o estresse são os fatores emocionais que mais levam à alimentação durante o trabalho, mesmo que não haja fome. Duas soluções para esses problemas podem ser a prática de esportes e comer sempre nos mesmos horários.

Se ainda assim for difícil se livrar do impulso de se alimentar sem que o corpo peça, é aconselhável procurar um terapeuta. “A compulsão por comer entrega um fundo de insatisfação em algum setor da sua vida”, afirma a psicóloga Maria Lúcia Contreras.

Já quanto às causas de ordem orgânica, independentemente do tipo de trabalho, há o movimento corporal, o raciocínio, a fala e o metabolismo (não importa se a pessoa está praticando alguma atividade, os órgãos têm funções a realizar 24 horas por dia). Isso tudo consome muita energia que precisa ser reposta.

O que comer?

O açúcar (aquele dos chocolates, balas e afins) só deve ser ingerido logo após o almoço ou jantar. Se ele for deliciosamente saboreado depois de um certo tempo das grandes refeições, ou seja, quando já fez a digestão, a energia e o ânimo são praticamente instantâneos. Mas, como ele é absorvido muito rápido pelo organismo, o cansaço e moleza logo aparecem.

beber-aguaPara não se render quando bater a vontade, tome uma água, converse com alguém, dê uma navegada na Internet, para se distrair, ou simplesmente coma o que é mais saudável.

Quando sentir fome, o ideal é ingerir alimentos nutritivos e de fácil digestão, como um iogurte desnatado, frutas, barrinhas de cereais ou um sanduíche de peito de peru bem leve.

Tomar muita água também é importante. O organismo precisa ser hidratado constantemente. Ande com uma garrafinha e beba sempre que sentir vontade.

Quanto aos sucos, para quem pensa que eles substituem as frutas, um alerta: é melhor comê-las do que tomá-las, porque a fibra alimentar que possuem é destruída no liquidificador.

Fonte: Folha Equilíbrio

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:: Por Tatiane Leal ::

Você conseguiria resistir a esse hambúrguer? A chance é menor se for uma mulher, segundo cientistas americanos. O padrão de ativação cerebral dos homens indica que eles conseguem controlar melhor a vontade de comer.

Pense na sua comida preferida – aquela deliciosa lasanha, um bife suculento ou um irresistível brownie de chocolate. Agora, tente suprimir a sua vontade de comer. Você terá mais sucesso nessa difícil tarefa se for homem, segundo um estudo americano que monitorou a atividade do cérebro de indivíduos diante de suas comidas preferidas.

Mesmo proibidas de nutrir desejo pelo alimento, as mulheres não conseguiram deixar de ter vontade de comer, ao contrário dos homens, que conseguem controlar melhor a fome. Os resultados, publicados esta semana na revista PNAS, poderiam explicar a maior incidência de obesidade entre elas.

Durante o experimento, 10 homens e 13 mulheres que estavam em jejum foram expostos às suas comidas preferidas – delícias como pizza, hambúrguer, churrasco e sorvete. Depois, cada um recebeu a ordem de suprimir qualquer desejo de comer. Durante essas duas etapas, os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral dos indivíduos com tomografia por emissão de pósitrons.

Nos voluntários de ambos os sexos, a visão do alimento provocou aumento do metabolismo cerebral e da fome. Mas quando os indivíduos foram orientados a suprimir a vontade de comer, apenas o cérebro dos homens apresentou diminuição da ativação de um conjunto de regiões relacionadas à regulação da satisfação e da motivação para comer, entre elas a amídala e o córtex orbitofrontal.

Já nas mulheres, não houve queda na ativação dessas regiões e elas continuaram com desejo de comer, mesmo ao tentar suprimi-lo. Os autores acreditam que o padrão de desativação verificado nos homens mostra que várias regiões do cérebro precisam ter a atividade reduzida para que o indivíduo vença o desejo de comer. Como isso não ocorre no cérebro das mulheres, elas têm mais dificuldade de resistir aos alimentos.

“Elas têm um controle cognitivo mais fraco das respostas do cérebro quando estimuladas pela comida em comparação aos homens”, diz à CH On-line o médico Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional de Brookhaven (Estados Unidos), autor principal do artigo.

Mulheres são mais obesas
Segundo os autores, as descobertas feitas na pesquisa explicam porque a obesidade atinge principalmente as mulheres. “A dificuldade de suprimir o desejo de comer faz com que as mulheres tenham mais dificuldade de controlar o peso”, afirma Wang. “Isso contribui para que a incidência de obesidade e de outros distúrbios alimentares seja maior entre elas.”

Wang lembra que o estudo amplia o conhecimento sobre a obesidade, o que ajuda na prevenção e no tratamento da doença. “Vimos que o desenvolvimento da obesidade envolve múltiplos circuitos cerebrais”, ressalta. “Isso sugere que a prevenção e o tratamento dessa doença deveriam ter uma abordagem ampla, que poderia combinar terapias com remédios e mudanças de estilo de vida.”

Fonte: Ciência Hoje On-line