Posts com Tag ‘aquecimento global’

untitledUm pesquisador israelense criou um “termômetro” para diagnosticar os efeitos do aquecimento global sobre a agricultura e os recursos naturais. O professor Eyal Ben-Dor, da Universidade de Tel Aviv, desenvolveu uma vareta de solo ótica (Optical Soil Dipstick, OSD) que, inserida no solo, analisa as propriedades químicaslooking_down_on_earth e físicas e envia os dados para um computador. “É um instrumento para diagnosticar a saúde da terra”, diz Ben-Dor. “Com ele, poderemos finalmente ter um quadro acurado das condições da crosta terrestre”, conclui.

De acordo com especialistas, os cientistas sabem muita coisa sobre os efeitos do aquecimento global sobre as geleiras, por exemplo, mas desconhecem as conseqüências desse fenômeno sobre a agricultura e os mananciais. O equipamento já começou a ser usado na Califórnia (EUA), onde funciona como comprovação de que determinados cultivos estão livres de agrotóxicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Nasa/NSIDC/Boulder University

Nasa/NSIDC/Boulder University

Um estudo elaborado por cientistas do Centro Hadley na Grã-Bretanha, alerta para o aumento da temperatura da Terra em 4ºC nos próximos 50 anos.

Os especialistas acreditam que previsões climáticas podem sim, se concretizar num futuro próximo, caso os níveis atuais de emissões de carbono não sejam reduzidos. Os novos dados resultam de uma análise do ciclo de carbono e emissões de gases de países desenvolvidos.

Algumas consequências serão inevitáveis. No Ártico, o derretimento da neve e do gelo elevará a temperatura em até 15,2ºC.

Secas severas que afetarão o oeste e sul da África comprometendo a segurança alimentar e a saúde da população. A América Central, o Mediterrâneo, zonas costeiras da Austrália poderão sofrer com chuvas mais reduzidas.

Já a Índia que todos os anos sofre com as chuvas de monções e graves inundações, poderá ter um aumento de preciptação em cerca de 20% o que vai aumentar o risco das cheias.

O relatório foi encarado pelos especialistas como o alerta mais grave sobre o aquecimento global. Para alguns estudiosos o aumento da temperatura pode alcançar até 7ºC em cinco décadas.

Diminuir essa previsão para um aumento de 2ºC na temperatura poderia evitar consequências mais dramáticas na Terra. Mas isso, só será possível se as emissões globais causadas pela queima de combustíveis fósseis pararem de crescer antes de 2020.

Fonte: Apolo11

Um recente estudo britânico, publicado no “Journal of Biogeography”, adverte sobre as conseqüências para as aves migratórias, que com o aquecimento global, deve ampliar as distâncias percorridas entre a África e o norte da Europa.

A distância percorrida por alguns pássaros migratórios em direção ao norte, em busca de alimentos e condições climáticas favoráveis, pode aumentar em até 400 km, destaca o estudo dirigido por Stephen Willis, da Universidade de Durham. Ele cita como exemplo o papa-amoras-comum (Sylvia communis).

O estudo analisou a migração de 17 espécies de garriças comuns na Europa. Com a ajuda de modelos informáticos, os pesquisadores descobriram que as zonas de reprodução das garriças se deslocarão mais para o norte com o aquecimento global, enquanto suas regiões de invernação permanecerão no mesmo local, o que significa rotas de migração mais longas.

passaro2Ao menos 500 milhões de aves migratórias, algumas pesando apenas 9 gramas, percorrem milhares de quilômetros entre a África e a Europa a cada ano. Para suportar essas distâncias, algumas chegam a duplicar seu peso antes da partida, enquanto outras conseguem reduzir seus órgãos internos para consumir menos energia.

“Estas pequenas aves realizam viagens incríveis, chegando ao limite de sua resistência, e qualquer ampliação da distância as colocará em perigo”, destaca um dos autores do estudo, Rhys Green.

Atualmente, algumas espécies de aves, como a toutinegra-de-barrete-negro (Sylvia atricapilla), já estão se adaptando e não migram mais, passando todos os invernos na Inglaterra, mas este comportamento é algo excepcional, destaca o estudo.

Fonte: France Presse

AFRA BALAZINA

A agricultura pode ser um grande aliado para evitar o aquecimento global. E uma forma “realista e prática” para combater a mudança climática é optar por cultivar as variedades de plantas que refletem mais a luz solar. A ideia é defendida por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, na revista científica “Current Biology“.

Segundo eles, a iniciativa poderia esfriar em 1ºC a temperatura média do verão na América do Norte, na Europa e na Ásia. Pode parecer pouca coisa, mas cientistas preveem que, se houver um aumento da temperatura em mais de 2ºC, por exemplo, poderão ficar mais frequentes as secas graves, tormentas e inundações.

Segundo os pesquisadores, algumas plantas cultiváveis têm mais “albedo” –refletem mais luz solar de volta para o espaço– do que outras. Ampliá-las ajudaria a resfriar a Terra.

Uma plantação cultivada normalmente já tem mais albedo do que uma floresta nativa, mas derrubar árvores não é bom negócio porque quando elas se decompõem provocam uma grande emissão de carbono e gases de efeito estufa para a atmosfera. A substituição de uma planta cultivada por outra, porém, não teria esse efeito negativo, e pode ser considerada.

O novo estudo afirma que a adoção de plantas mais reflexivas não prejudicaria a produção de alimentos no mundo. A escolha poderia se dar entre variedades da mesma planta, levando em conta o albedo de cada uma, e não a troca de uma espécie por outra.

Essa “biogeoengenharia” é mais barata e viável do que planos mirabolantes de lançar partículas resfriadoras na atmosfera ou construir um guarda-sol gigante no espaço, afirmam os cientistas.

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