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As cores dos alimentos e seus benefícios

Publicado: 25/06/2010 por Elisa em Atualidades, Saúde
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A cor de cada alimento representa uma predominância de certos nutrientes e ou fitoquímicos, isto é, princípio ativo contido no alimento capaz de trazer benefícios e prevenções das doenças.

Quanto mais cor houver no prato seu prato, mais tipos de substâncias que ajudam a combater os radicais livres vão ser ingeridas, pois cada alimento nos dá um tipo diferente de antioxidante. Segundo a nutricionista funcional, Daniela Jobst, o ideal é que se atinja no mínimo de 3-4 cores diferentes nas refeições principais como café da amanhã, almoço e jantar.

É importante evitar a monotonia das cores. Caso já tenha pego uma folha verde escura, não perca tempo se esforçando para pegar outra, tente acrescentar cores e não quantidades no seu prato. “Ao final da montagem do prato certifique-se que as cores estão variadas, além de mais nutritivo, as cores deixam o prato mais atrativo”, explica a nutricionista.

Daniela Jobst listou os benefícios de cada cor:

Os alimentos laranja (cenoura, abóbora, batata doce, manga, tangerina), são ricos em vitamina A, vitamina C, betacaroteno assim como alguns fitoquímicos chamados de bioflavonóides, excelentes no auxílio de retenção hídrica e nos processos inflamatórios. A vitamina C atua como antioxidante e ajuda na síntese do colágeno da pele.

Já os amarelos são ricos em vitamina A e antioxidantes como betacaroteno e luteína. Eles são ótimos para ajudar na manutenção dos tecidos e dos cabelos, além de beneficiar a visão noturna e aumentar a imunidade do organismo.

A vitamina C também está presente nos alimentos amarelos, e atua como antioxidante e ajuda na síntese do colágeno da pele. Dos alimentos amarelos, podemos destacar o abacaxi, ameixa, caju, carambola, damasco, mamão, milho, pimentão amarelo, melão, limão e grapefruit.

O pimentão, tomate, beterraba, repolho roxo, maçã, morango, uva vermelha, melancia e cereja estão na classificação dos alimentos vermelhos e apresentam antioxidantes como o licopeno e a vitamina C. Ainda apresentam flavonóides, que são fitoquímicos antioxidantes que ajudam a prevenir as doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Os alimentos vermelhos atuam na proteção contra diversas doenças e o stress. Além dos citados acima, podemos destacar também o caqui, framboesa, goiaba, pitanga e romã.

Para o espinafre, uva verde aspargos, brócolis, repolho, escarola e kiwi, que são os alimentos verdes, destaca-se a quantidade de clorofila, que é um potente energético celular, betacaroteno e luteína, ambos antioxidantes, folatos, vitaminas C e E, cálcio, ferro e potássio.

Outros alimentos, além dos citados acima que podem ser destacados são: a acelga, alface, repolho, salsa, agrião, chicória, couve, rúcula, pimentão verde, manjericão, abacate, abobrinha, quiabo, vagem, ervilha, limão e pepino.
Por fim, temos os alimentos brancos, que são ricos em substâncias antiflamatórias, antifúngicas e antitumorais (protegem contra cânceres). Além disso, possuem substâncias como os compostos organossulfurados. Os alimentos que podem ser destacados são o alho e a cebola, que são da família das liláceas.

A nutricionista funcional Daniela Jobst, está a disposição para falar mais sobre os benefícios de um prato colorido, além de como a alimentação pode influenciar em diversos fatores de nossa saúde.

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Guardar comida pode causar intoxicação

Publicado: 17/09/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Saúde
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nhe5nxAlimentos devem ser preparados e consumidos no mesmo dia. Esta é a opinião da pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz , Cristiane Miranda da Silva. Segundo a especialista mesmo comidas saborosas podem conter bactérias e provocar intoxicação alimentar. Depois de prontos, os alimentos devem ser levados a geladeira ou ao freezer imediatamente e consumidos em 24 horas.

A comida resfriada deve ser mantida na geladeira em temperatura inferior a 4º C e com espaços livres para que o ar circule e esfrie-a. Os alimentos prontos devem ser acondicionados nas prateleiras superiores, os semi preparados nas intermediárias e os crus nas inferiores.

Fonte: Folha Equilíbrio

:: Por Edvaldo Tavares* ::

“Se o alimento é puro, a mente também será pura; se a mente é pura, o espírito será também.” ( Sabedoria Hindu)       

Progresso Duvidoso

frutasNa civilização ocidental é pouco conhecida a importância dos alimentos. De modo geral, a função mais importante de um ser vivo, que é a de se alimentar diariamente, não é encarada com seriedade pelo ser humano, resultando em inúmeras doenças que quando inadequadamente tratadas recebem o rótulo de incuráveis ou de difícil cura.

Ultimamente os centros de pesquisa científicas em diversas partes do mundo vêm dedicando atenção especial aos alimentos e sua ação sobre o organismo humano. A importância de uma dieta saudável tem despertado o interesse em todo o mundo. Cada vez mais estudos têm sido publicados valorizando o uso dos alimentos naturais na conquista e manutenção de uma boa saúde. Por outro lado, essas publicações denunciam a ação deletéria para a saúde dos alimentos popularmente arraigados, tradicionalmente ingeridos por adultos e crianças.

Necessário torna-se, empreender uma campanha ampla que divulgue o valor de uma dieta saudável rica em alimentos integrais, sem aditivos e que não tenham sido refinados. Na verdade, bom seria um retorno ao estágio do uso dos cereais integrais quando a industrialização ainda não causava malefícios alimentares. A produção de alimentos integrais era natural, isenta de produtos químicos que alterassem o valor nutritivo e contribuíssem para o surgimento de qualquer doença decorrente de intolerância orgânica aos seus nutrientes naturais.

Alimentos Saudáveis

Para que o leitor deste artigo tenha uma noção mais direta e possa, de acordo com o grau de interesse por uma boa saúde, optar por uma alimentação mais saudável aqui estão alguns alimentos integrais produzidos pela sabedoria da natureza sem que tenham sofrido alteração humana:

  1. cereais integrais, frutos secos (amendoim, castanha do Pará, amêndoas, nozes, castanha de caju, etc.) e sementes (de abóbora, gergelim e etc.);
  2. frutas (banana, manga, pêra, uva, maçã, mamão, abacate, melancia, pêssego, melãograos, caju, laranja e etc.);
  3. verduras e legumes frescos (alface, agrião, coentro ou cheiro verde, brócolis, couve, couve-flor, tomate, beterraba, abóbora, cenoura, nabo, aipim ou macaxeira, pimentão, rúcula e etc.);
  4. carnes de aves, bovinos e caprinos, originárias de animais que tenham sido criados e alimentados em ambiente livre o mais naturalmente possível, o mesmo deve ser entendido quanto à origem dos laticínios;
  5. os peixes, de preferência, que não tenham sido cultivados em cativeiro são excelentes para a recuperação e manutenção da boa saúde e os frutos do mar criados sob as condições somente ditadas pela natureza são igualmente alimentos ideais.

Esta é uma “tintura” do ideal alimentar que pode ser extraordinariamente ampliada e que, de certa forma, pode orientar os leitores mais sensíveis que manifestam desejo de corrigir o erro alimentar em que vêm incorrendo há anos e anseiam por adotar orientações alimentares mais saudáveis.

O Progresso degradou o homem

A era da “Segunda Onda de Desenvolvimento”, também conhecida como da “Revolução Industrial”, ora em franco processo da finalização, impôs um alto custo à humanidade em nome do progresso e do advento da tecnologia.

Viu-se, ao esplendor de mais de 200 anos desse “progresso”, a passagem do ser humano e seus valores para um plano inferior em importância, podendo até ser dispensado como habitante do planeta.  Este foi o resultado do entender distorcido do duradouro quase 300 anos que o ser humano poderia ser desnecessário. As criações tecnológicas poderiam substituí-lo em qualquer atividade, até nas de maiores perigos e ter, sem atrapalhar (erros, doenças e direitos humanos), o máximo da eficiência e produção, bastando apenas ao retorno da produtividade máxima, em caso de defeito, a substituição de peças do robô ou do maquinário inteiro.

Os alimentos, como não podia deixar de acontecer, sofreram a ação desta “Segunda Onda” e foram industrialmente deteriorados. Hoje, o que se vê, doenças decorrentes do maciço processo aplicado em nome da lucratividadBatatasfritassequinhase financeira na indústria alimentícia e a humanidade sofrendo de uma degradação geral orgânica, mental e moral, desconhecida das gerações de séculos passados, pré-industriais. A humanidade está envenenada por substâncias tóxicas das mais diversas, acrescentadas aos alimentos em nome de maior rentabilidade econômica e competitividade entre as nações.

Agrotóxicos, antibióticos, corantes, acidulantes, hormônios, conservantes, gorduras trans, adoçantes, energéticos, refrigerantes, sal e açúcar refinados, beneficiamento de cereais e inúmeros outros processos aplicados aos alimentos têm contribuído e aumentado a degradação do ser humano, substituindo vida saudável por doentia, miserável, sem objetivos, profusa em sofrimento.

Alimentos que podem causar doenças, tumores e deformidades

As carnes de animais, aves e gados, criados em cativeiro em muitos casos podem ser responsabilizadas como causadoras de doenças. Estes animais recebem uma infinidade de drogas e rações artificiais para que não sejam atacados por germes causadores de doenças e parasitos e, para que tenham desenvolvimento mais rápido. Recebem também dietilestilbestrol (hormônio sintético não-esteróide aplicado no tratamento da menopausa e distúrbios pós-menopausais) que é causador de tumores, inclusive malígnos. Na carne vermelha é aplicado o sulfito de sódio que acentua esta cor e o nitrato de potássio ou salitre para que a conservação dure um maior prazo.

O uso diário de açúcar refinado tem sido responsabilizado pela queda da resistência orgânica. Este tipo de açúcar rouba o magnésio do corpo e expõe o seu usuário à ação dos microrganismos causadores de doença. Também é atribuído ao veneno branco a perda de vitaminas do complexo B e ação desmineralizante por seqüestro de cálcio do organismo. Portanto, diabetes, osteoporose, cáries dentárias, depressão, melancolia, ansiedade, arteriosclerose, alterações visuais, hipertensão arterial, enfarte cardíaco, podem ter como causa o açúcar refinado.

O “pão nosso de cada dia” não escapa do rol de nocividades porque é preparado, não com cereais integrais (trigo e centeio), mas com cereais destituídos dos seus princípios nutritivos.

Sal refinado ou de cozinha é outro veneno branco. Durante o seu refino são extraídos aproximadamente 80 elementos importantes. Há durante a sua transformação para produto industrializado a adição de substâncias químicas desidratantes e estabilizantes nocivas à saúde. No final, o sal passa a ser vilão do funcionamento normal dos rins, coração e circulação sangüínea, causando síndrome pré-menstrual, cálculos renais e biliares, desequilíbrios hormonais e nódulos tireoidianos. 

salsichaSalsicha, lingüiça, mortadela, presunto, patês e demais; os chamados frios em geral ou carnes embutidas, são ricos em produtos químicos diversos e conservantes, antibióticos e aditivos. Igualmente nocivos são os frangos de granja, peru temperado, pato, chester e etc.

Os farináceos brancos, “beneficiados”, são parte das causas da obesidade. Descorticados, sem a película rica em vitaminas, e sem o germe nutritivo, perderam as vitaminas do complexo B e o ácido glutâmico. Este ácido favorece o desenvolvimento cerebral, indispensável ao metabolismo das células nervosas. O ácido glutâmico é responsável pela rapidez do raciocínio e retenção de informações, atuando para o alto desenvolvimento do QI (Quociente de Inteligência).  

:: *Médico. Diretor Executivo e Técnico do Sistema Raiz da Vida.

Do total de alimentos produzidos, 40% vai para o lixo no Brasil.

Todos os dias, no mundo todo, são produzidas enormes quantidades de alimentos, no entanto, a fome mata uma pessoa a cada 3,5 segundos. Segundo o Relatório Mundial Sobre a Fome 2006 da ONU, estima-se que hoje existam 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo. O documento revela que 300 milhões de crianças passam fome no planeta e 25 mil pessoas morrem por dia de má nutrição ou doenças associadas ao problema.

Um dos agravantes dessa situação é o alto índice de desperdício de alimentos registrados todos os dias em todo o mundo. Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que o brasileiro joga fora mais do que come. Em hortaliças, por exemplo, o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, nas dez maiores capitais do País, o cidadão consome 35 quilos de alimento por ano, ou seja, dois quilos a menos do que o total que é jogado no lixo. A média de desperdícios no Brasil está entre 30% e 40%. Nos Estados Unidos, esse índice não chega a 10%. Estima-se que em restaurantes, o índice de desperdício chega a 15% e nas casas, a 20%.

A Organização Não-Governamental Banco de Alimentos tem como matéria-prima o alimento que cujo destino era o lixo. É como se a Organização colhesse pela segunda vez esse alimento. Surge então o conceito de “Colheita Urbana”.  O Banco de Alimentos distribui mantimentos fornecidos pelas empresas doadoras entre instituições beneficentes cadastradas a pessoas assistidas pela ONG.

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