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No futuro, Água será causa de guerras

Publicado: 19/04/2010 por Andrew em Atualidades
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:: Edvaldo Tavares (*) ::

Esse mineral líquido, surgido no início da formação do planeta Terra, permitiu o aparecimento da vida na sua superfície.

 Os primeiros seres vivos que se estabeleceram no planeta há 3,8 bilhões de ano, iniciaram a sua existência nos oceanos primitivos. De bactérias e algas azuis unicelulares, evoluíram e se reproduziram ao longo do correr dos milhões de anos e se espalharam por todo o seu ambiente.

Não pode existir vida sem a água, pelo menos esta forma conhecida. Esse precioso bem é indispensável à existência humana, tornando-se, portanto, imperiosa a sua economia, preservação e uso zeloso.

Apesar de ser o bem mais precioso para a humanidade, é tratada de forma negligente, sem salvaguarda da sua pureza e reservatórios naturais, não somente no Brasil, mas no mundo todo. O planeta Terra por ter dois terços de sua superfície coberta pela água, distribuída nos oceanos, mares e rios, poderia apropriadamente ser chamado de planeta “Água” – sem mencionar a existente no subsolo.
 
Esbanjando privilégios, o Brasil tem quase 15% da água doce, não congelada, correndo na Amazônia, concedendo a região o status de reserva do mineral líquido do planeta para os vindouros mil anos. A situação torna-se mais dramática se for entendido que a água doce representa apenas 3% de toda a água que existe no planeta e que destes menos de 1% pode ser utilizado.

Como se formam os aquíferos
 
O restante cobre os picos das grandes cordilheiras, formam as geleiras polares e é subterrânea constituindo os aqüíferos, sendo que 90% dos 3% compõem o conglomerado branco do continente antártico.
 
O Brasil, de natureza privilegiada, podendo ser denominado como “O Rei das Águas”, tem o aqüífero Guarani na região centro-leste da América do Sul, em azul, abrangendo os Estados brasileiros de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse aqüífero era considerado o maior do mundo, tendo a sua maior localização em território brasileiro. Após descoberta bem recente dos pesquisadores da Universidade do Pará de um aqüífero, maior ainda, localizado no Pará, Amapá e Amazonas a segunda posição.
 
O planeta Terra com predominância da cor azul, representando 97,2%, dois terços, da sua cobertura em água, visto do espaço. No pólo norte, de cor branca, está o continente Ártico e no pólo sul, igualmente de cor branca, está o continente Antártico com suas geleiras.

A importância da água para os árabes e o descaso do brasileiro
 
Em 1932, após conquistar a maior parte da península arábica com a ajuda dos guerreiros islâmicos de Muhabe, Iben Saud cria o reino da Arábia Saudita. Em 1933, a casualidade contribui para a descoberta de petróleo quando o objetivo de uma expedição americana era encontrar água, iniciando, então, a produção comercial com a autorização do rei, sendo formada em 1938, a primeira companhia entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos (Arabian American Oil Company – ARAMCO).

A água para os países árabes é um problema dramático. Debaixo das areias do deserto, em busca constante de água, nas perfurações do solo, em vez de brotar o precioso líquido, jorra o petróleo, ao contrário do que ocorre no Brasil. Diversos países do Oriente Médio, entre eles Israel, Kuwait e Arábia Saudita, quando dão a sorte de encontrar água no subsolo, é salinizada exigindo procedimento caríssimo para a dessalinização.
 
Escassez de água na África. Sudaneses bebendo água
 
A foz do rio Amazonas, costa do Estado do Amapá, vem sofrendo captação da água por petroleiros estrangeiros no processo de contrabando internacional típico da hidropirataria. Isto ocorre nas barbas das autoridades brasileiras que não tomam a iniciativa de estabelecer rigorosa fiscalização na área. Para as empresas da Europa e do Oriente Médio, a água contrabandeada do rio Amazonas, embora no estado bruto, tem o custo do beneficiamento do metro cúbico mais barato do que o tratamento de retirada do sal da água obtida dos lençóis subterrrâneos e dos oceanos.

Rios, a benção divina que os brasileiros ainda não souberam agradecer.

O contrabando de água brasileira

Missões religiosas, empresas multinacionais e pesquisadores estrangeiros têm contribuindo com interferências externas, coletas de dados e transporte da água brasileira para o exterior. Segundo publicação na revista Veja, edição 2036, de 26 de novembro de 2007, na seção O apelo exótico da selva, página 106, foi veiculada a matéria A guerra contra a água mineral. A revista afirma que a água mineral Equa é originária do meio da floresta amazonica brasileira e que passará a ser distribuída nos USA a partir de abril de 2008. Análises efetuadas em laboratórios americanos dão a essa água de origem amazônica como sendo a água mineral mais pura do mundo. Esta é mais uma questão que tem que ser bem avaliada pelo governo brasileiro. 
 
Equa Water: a mais nova água superpremium (artigo do blog Manalais)

O empresário americano, Jeff Moats descobriu que vender água pode ser muito lucrativo. Ele está investindo US$ 12 milhões para lançar um nova marca de água mineral na categoria superpremium: a Equa Water. E advinhem da onde vem essa água? A fábrica está sendo construída uma área de 1.500 hectares perto de Manaus, no coração da nossa Amazônia. Jeff quer extrair a água de um aquífero muito antigo situado 200 metros abaixo da superfície. Segundo ele, a água desse aquífero tem o maior grau de pureza do mundo, porque está envolto por quartzo rosa, que atua como um guardião da pureza da água.

A idéia é posicionar a marca como a mais pura dentre as águas da terra e explorar na comunicação o mistério que envolve a Amazônia, uma das últimas fronteiras exploradas pelo homem. Ele sabe e irá construir sua marca com base em três pilares: pureza da água, design da garrafa (minimalista) e no branding, este último fundamental. Mas mesmo assim, a tarefa não vai ser fácil, pois a Equa Water terá que competir com outras águas superpremium, como a Evian, a Tynant, a Fiji e a Vittel. Mas acredito que o exotismo da origem da água pode dar um bom empurrãozinho. Como os americanos adoram a Amazônia, pelo menos na terra do Tio Sam as chances de sucesso são boas. O mercado de água mineral cresce a uma taxa de 25% ao ano e já é um mercado que movimenta US$ 60 bilhões no mundo. Que tal você tomar a água mais pura, mais cristalina e mais misteriosa do mundo?
 
O Brasil tem que sair da indiferença. Há necessidade da tomada de decisão imediata, ou assumimos a posse da Amazônia como território brasileiro ou, a entregamos logo, sem pestanejar, para os países hegemônicos que a cobiçam e nos livramos de uma vez por toda deste problemão.

Que fique bem sabido que, se decidirmos pela sua integração à Federação, temos que investir maciçamente nas Forças Armadas, tanto em efetivos militares e equipamentos de guerra, para que possamos encarar qualquer tentativa de tomada da região pela força das armas desencadeada por forças internacionais coligadas invasivas. Porém, ainda resta a opção dos covardes e traidores, entregar a região aos cobiçosos países, europeus e americano, e viver em paz, confortavelmente com a bolsa-Amazônia.

A guerra que a carência da água causará no mundo

Dos círculos de debates internacionais sobre os bens comuns, entre eles as florestas e a água doce, pode ser extraído futuras ingêrencias na Amazônia para gerenciamento da região por potências estrangeiras.

A Global Business Network, californiana, especializada em tendências de negócios, apontou o rio Amazonas como palco de guerra, em futuro próximo, por causa da água. Esta afirmação consta do relatório de 2004 encomendado pelo Pentágono.

O Brasil não está isento da guerra.

Guerra

Portanto, os brasileiros têm que romper o trato que sempre tiveram com a ilusão de que ser pacífico é garantia permanente de viver em paz.
 
Os militares brasileiros têm no pórtico de seus quartéis a máxima que garante a paz permanente, “se queres a paz, prepara-te para a guerra” (si vis pacem para bellum).

Está na hora dos brasileiros conquistarem a verdadeira garantia de paz, investindo nos avançados equipamentos de guerra, tais como armamentos e submarinos nucleares, e preparo de ferozes guerreiros das três Forças Armadas, em consonância com o seu gigantismo e potencial de influência, dirigidos à manutenção da paz na Humanidade.

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(*) Membro da Associação Médica de Brasília (AMBr) e da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). Ex-Diretor do Hospital de Guarnição de Tabatinga, Tabatinga/AM. Diretor Executivo do Sistema Raiz da Vida.

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Deputados cobaram explicações da área de inteligência

A Câmara vai apurar as denúncias de tráfico de água doce dos rios da Amazônia. Denúncias dão conta que navios-tanques de várias nacionalidades estariam roubando sorrateiramente águas de rios brasileiros para vender no exterior. A investigação foi pedida pelos deputados Lupércio Ramos (PMDB-AM) e Francisco Praciano (PT-AM). No requerimento pedem a realização de audiência com os ministérios do Meio Ambiente, da Defesa, e os diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Polícia Federal.

A denúncia foi feita na edição 310 da revista jurídica Conselux. Num texto sobre a Organização Mundial de Água e o mercado internacional de água, a revista afirma: “Navios-tanques estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. A publicação relata ainda que o comércio estaria tão avançado ao ponto de empresas internacionais, entre as quais a norueguesa Nordic Water Supply Co., terem desenvolvidos modernas tecnologias para a captação da água. A Nordic teria inclusive até firmado contratos de exportação de água a partir do emprego dessas técnicas para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Segundo a denúncia da revista, a captação geralmente é feito no ponto que o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico. Os indícios são de que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce que, depois, seria engarrafada na Europa e no Oriente Médio.  A Consulex explica que a procura pela água farta do Brasil ocorre por um motivo simples: o baixo custo de beneficiamento.  Para tratar a água retirada dos rios da Amazônia os hidropiratas gastam US$ 0,80 em média para tirar a turbidez da água. A dessalinização das águas oceânicas sai por US$ 1,50 o metro cúbico.

Há três anos, a Agência Amazônia denunciou a existência da prática, mas, até onde se sabe, nada de concreto foi feito para coibir a prática. Essa também é a mesma constatação da revista Consulex. E alerta: “essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras”. De acordo com o artigo 20, inciso III, da Constituição Federal, os rios, os lagos e quaisquer correntes de água em território nacional são bens da União e por esta devem ser protegidos.

Fonte: Agência Amazônia

Hoje se comemora o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. Mas, por que a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido?

Apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Devido à poluição, distribuição desigual e ao tratamento inadequado dos recursos hídricos, mais de um bilhão de pessoas no planeta não têm acesso à quantidade mínima de água tratada para suprir as necessidades básicas diárias. Dados da ONU apontam que, se não houver mudanças no padrão de consumo, dois terços da população mundial podem sofrer com a falta de água até 2025. O Brasil tem papel preponderante neste debate, já que concentra 13,7% das bacias hídricas mundiais, a maior parte na Amazônia. Além disso, o Pantanal, maior área úmida continental do mundo, é prioridade global em termos de conservação de biodiversidade aquática, já que abriga sistemas hídricos de enorme biodiversidade.

A data deve ser comemorada todos os dias do ano com atitudes diárias que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

 Fonte: Wikipédia e Sua Pesquisa

Por que camelos têm corcovas?

Publicado: 17/06/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Pets & Animais
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Os camelos são animais ruminantes, oriundos do Centro e do Leste da Ásia, que têm corcovas no dorso, pescoço longo e calosidades nas juntas dos joelhos. Existem duas espécies de camelos: o dromedário (de uma só bossa ou corcova) e o camelo bactriano (de duas bossas) é bem maior que o outro.

Adaptado à vida no deserto, o camelo desafia as areias, o vento, o sol e as altas temperaturas. A suave pelagem que o cobre permite uma certa refrigeração e impede que o Sol ou as areais batidas pelo vento possam ferir a sua pele. As patas largas e chatas suportam o seu peso na areia, impedindo que o animal se enterre, e as longas pestanas protegem os olhos das partículas que as tempestades levantam.

Os camelos domesticados são usados como animais de carga e deles aproveita-se ainda a carne, o leite e a pele. São também usados como uma forma de divertimento, como por exemplo nas tradicionais corridas de camelos que se realizam nos Emirados Árabes Unidos. Existem camelos domesticados na África, Médio Oriente e Ásia central. Apenas na Austrália vivem em estado selvagem.

Eles são herbívoros. A base da sua alimentação são ervas, capim e, onde houver, árvores, folhas e ramos. Ao contrário do que se acredita as corcovas não armazenam água, mas sim gordura, que pode ser usada como reserva de energia e chegam a pesar até 35 kg. Sempre que podem, comem em grandes quantidades, sobretudo alimentos ricos em líquidos como os cactos ou outros vegetais, de forma a criar reservas de gordura. Essa gordura é armazenada nas bossas e utilizada sempre que o animal não pode comer ou beber. Por isso ele é capaz de andar mais de 100 km num só dia sem se alimentar.

Os camelos armazenam a água por todo o corpo, em particular na corrente sanguínea. Podem passar uma semana sem beber e quando o voltam a fazer podem ingerir até 200 litros de água de uma só vez. Um camelo pode perder até 40% do seu peso antes de ficar desidratado. Um dromedário sedento pode tomar até 140 litros de água em apenas 10 minutos.

A altura média varia entre 1,80 e 2,50 metros, o peso entre os 450 e os 700 kgs e podem viver até 40 anos. Eles caminham a uma velocidade de 4 a 6 km/h, e podem carregar até 180 kg de peso (os dromedários) e 250 kg de peso (os camelos).

Fonte: Girafamania, Sotão da Inês e Bicharada

A quantidade de água no organismo sofre mudanças à noite. Primeiro é importante saber o quanto a água pesa. Um galão (3,78 litros) de água pesa 3,6 kg, e 47 litros de água pesam 45 kg (no sistema métrico, 1 litro de água pesa 1 kg). Ou seja, quando se bebe uma garrafa de um litro de refrigerante, ganha-se 1 kg instantaneamente por causa da água. É uma grande mudança de peso, e acontece muito rapidamente.

Durante a noite, existem dois processos acontecendo que colaboram para a perda de peso gradualmente. O primeiro é a respiração. Cada vez que você expira, você perde um pouquinho de água (expire sobre um pedaço de vidro frio e você vai conseguir ver essa umidade). O segundo é a transpiração, também conhecida como suor, através da pele. Durante a noite, esses dois processos eliminam uma boa quantidade de água.

Pesar-se após usar o banheiro, pode representar meio quilo a menos de água. Uma pessoa elimina em média, em urina, cerca de 1,2 litros de água por dia, assim como 1 litro através da transpiração e da respiração. Isso equivale a 2,2 kg de alteração de peso acontecendo durante o dia. Por esse motivo é importante tomar oito copos de água durante o dia. A respiração, a transpiração e a excreção são os motivos.

Fonte: Saúde HSW

O arsênio ou arsênico é conhecido por ser uma substância letal e, supostamente, foi o responsável pela morte de grandes nomes de nossa história como: Alexandre, o Grande; Napoleão; Shakespeare; o imperador chinês de Guangxu; Dom João VI, o compositor Tchaikovsky entre tantos outros.

É um semi-metal, elemento químico sólido, cristalino, acinzentado, ou arsênio branco, trióxido de diarsênio, pó branco, cristalino, sem odor, com aspecto de açúcar. Sua toxidade e seus efeitos no organismo humano são conhecidos desde a antiguidade. Não pode ser visto ou sentido.

O arsênico é encontrado no solo, na água e no ar e é um poluente ambiental comum. Essa substância chega aos sistemas de água potável através de depósitos na terra ou utilização na agricultura e indústria. Ainda que o arsênio se associe com a morte, é um elemento químico essencial para a vida e sua deficiência pode gerar diversas complicações.

Historicamente, o arsênio foi empregado com fins terapêuticos já praticamente abandonados pela medicina ocidental. Recentemente renovou-se o interesse principalmente pelo uso do trióxido de arsênio para o tratamento de pacientes com leucemia promielocítica aguda. A ingestão de arsênico pode causar: câncer de pele, diabetes, doenças vasculares, digestivas, hepáticas, nervosas e renais.

Grandes doses da substância pode causar efeitos agudos entre 30 minutos e 60 minutos. O primeiro sintoma do envenenamento são cortes ou manchas no rosto, assim como problemas respiratórios ou cardiovasculares. O efeito inicial é gastrointestinal, iniciando com gosto metálico ou de alho na boca associado a sensação de boca seca e queimação dos lábios. Casos graves podem até resultar em diversas formas de câncer. O veneno pode levar à falência dos órgãos.

Apesar de proibido, é utilizado como raticida de distribuição clandestina, mas utilizado em algumas medicações homeopáticas ou alopáticas antigas, no tratamento de determinadas doenças tropicais. As águas de poços em algumas regiões da América Latina e países da Ásia contêm elevadas concentrações de arsênico, que provocam freqüentes intoxicações agudas. A aplicação de herbicidas e pesticidas que contêm arsênico aumentou sua dispersão no meio ambiente.

Verdadeiras catástrofes tornaram-se conhecidas no mundo, como as de Bangladesh, Mongólia e Bengala Ocidental, a partir de exposição prolongada ao arsênio, por consumo de água contaminada. Após algum tempo, nestes locais verificou-se que milhões de pessoas apresentavam doenças causadas pela contaminação. Bebido regularmente em pequenas doses, o arsênio pode causar envenenamento crônico.

O arsênico, especialmente na água potável, é uma ameaça global à saúde, um sério problema de saúde pública, afetando mais de 137 milhão de pessoas em 70 países como: China, índia, Argentina, Hungria, Nova Zelândia, Chile, Estados Unidos, Bangladesh e o Vietnã. Ainda não existe um tratamento específico contra o envenenamento.

Nos seus estágios iniciais ele pode desaparecer quando a pessoa evita beber água contaminada. Frutas e vegetais tratados com arsenicais são fontes desse elemento, bem como peixes e moluscos, porém em doses não letais e que são eliminadas pelo organismo. Proteínas e algumas vitaminas também podem ajudar o corpo a combater a substância. Porém subnutrição torna o corpo mais suscetível aos efeitos do arsênio, o que faz com que as populações mais pobres sejam as mais atingidas.

Segundo especialista da Universidade Federal de São Carlos, não há registro de contaminação na água por arsênico aqui no Brasil. Enfim, nunca se sabe, né! Seguro morreu de velho.