Arquivo da categoria ‘Viagens & Passeios’

Esse tipo de turismo movimenta milhões de pessoas em todo mundo. Segundo a Analise Regional do Turismo Brasileiro, o turismo religioso, que é um parente próximo do esotérico, foi listado em mais de 50 localidades no Brasil: padrão, ritual e de espetáculo. Comunidades inteiras vivem do turismo esotérico seja oferecendo hospedagem, alimentação, guias, lembrancinhas, etc.

As pessoas que buscam esse tipo de roteiro além dos aspectos místicos, buscam fortalecer suas crenças, “matar” a curiosidade, e ampliar seus horizontes. Várias são as cidades brasileiras que despertam a atenção dos esotéricos e místicos que procuram, além de belezas naturais, o magnetismo e as energias de lugares. O que faz uma cidade virar um centro de turismo místico ou esotérico? No caso das cinco cidades aqui selecionadas, os fatores variam: há a energia emanada por minérios (São Thomé das Letras, Aiuruoca e Alto Paraíso de Goiás), a concentração de pessoas com mediunidade (Vale do Amanhecer) e o uso de um chá em rituais (Céu do Mapiá). Em comum, há o espaço para que as pessoas atinjam um nível diferente de consciência, através de práticas como a meditação, e todas colecionam histórias e lendas muito além da imaginação.

Confirmando a tendência do homem de privilegiar determinados lugares para manter contatos com o sobrenatural, os místicos e esotéricos elegeram o sul de Minas Gerais, especialmente as cidades vizinhas à Serra da Mantiqueira, como o núcleo cósmico do planeta, ou seja, o que abriria as portas para a Nova Era ou a Era de Aquário. Cidades como são Lourenço, além das propriedades medicinais de suas águas, atrai um grande número de turistas por ser conhecida hoje como a capital espiritual do terceiro milênio. Lá está a sede da Sociedade Teosófica Brasileira – atual Sociedade Brasileira de Eubiose – que se dedica ao estudo do ocultismo, do espiritismo e das religiões. Os teósofos ou eubióticos consideram São Lourenço a capital espiritual do mundo e crêem que deverá surgir ali, no ano 2005, o Avatar Maytréia, que sintetizará os sete Avatares precedentes, dos quais Jeshua Bem Pandira (o Jesus bíblico) foi o sétimo. Seria inaugurada, assim, a Idade do Ouro e o Ciclo de Aquário, estabelecendo-se na face da Terra uma nova civilização, livre das misérias materiais e morais.Um destaque nesse Estado é a cidade de São Tomé das Letras, um dos sete pólos energéticos da Terra.

São Thomé

Muitas são as lendas e mistérios que cercam esta localidade mineira na Serra da Mantiqueira. São Thomé das Letras, que fica 1.290 metros acima do nível do mar, converteu-se no local preferido pelos ufólogos, místicos e aventureiros, que passaram a procurar a cidade em busca de energias cósmicas e telúricas, experiências extra-sensoriais e contatos com discos voadores. Para muitos dos moradores ela faz parte do seleto grupo das sete cidades sagradas do mundo (há controvérsias sobre quais seriam as outras seis) e exerce, há séculos, o papel de campo de pouso de naves extraterrestres. Para reforçar os argumentos esotéricos, moradores citam uma colina que “prende” os visitantes num labirinto e uma ladeira que faz os carros subirem quando deviam descer. Há até quem garanta haver uma conexão direta, via uma complexa rede de grutas e cavernas, entre São Thomé das Letras e Macchu Pichu, no Peru.

De concreto mesmo, há rochas, muitas rochas: a cidade foi construída sobre um imenso bloco de quartzito, daí suas construções serem todas em pedra e a região possuir uma energia diferente e muito forte, dizem os esotéricos. Hoje, São Thomé tem várias pousadas (quase todas bem rústicas) e é sede de grupos esotéricos e ufológicos. Mas o desenvolvimento teve seu preço: pedreiras chegaram muito próximas do vilarejo e acabaram até mesmo com uma cachoeira, no Vale das Borboletas.

Chapada dos Veadeiros

O coração magnético do Brasil fica aqui, dizem os esotéricos. Muita gente se mudou para lá para usufruir dessa energia emanada, segundo eles, dos cristais de quartzo que brotam em toda a cidade. Alguns abriram pousadas, outros têm lojas de cristais, outros ainda promovem meditação e experiências transcendentais. Muitos juram ter visto discos voadores. Mas não confunda: as pirâmides e cúpulas metálicas da cidade são terrenas mesmo. Essa arquitetura típica de Alto Paraíso procura guardar as boas energias – e dá um horizonte diferente a esta que é a mais alta cidade do Planalto Central, a 1700m do nível do mar. Nos arredores, a paisagem é belíssima: afinal, Alto Paraíso de Goiás é a porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, repleto de cachoeiras, piscinas naturais, paredões e formações rochosas estranhas. Uma delas, veja só, chama-se Vale da Lua.

Lá estão instalados mais de 40 grupos místicos, filosóficos e religiosos, é reconhecida pelos espiritualistas de todo mundo como uma das regiões do planeta destinadas a receber seres escolhidos pelos planos superiores da vida e que podem ser classificados como os artífices da Era de Aquário. É o santuário da ecologia, do misticismo, das terapias naturais, do espiritualismo e da paz. Desde 1970, sob influência de filosofias alternativas baseadas na iminente chegada da Nova Era ou Era de Aquário, o município vem recebendo pessoas de diversos lugares do mundo, interessadas em criar as bases de uma sociedade mais voltada para a espiritualidade. Ali, pedras e flores compõem um cenário místico, originando fantásticas histórias sobre a aparição de discos voadores e seres extraterrestres na região.

Situada a 1.300 metros de altitude, Alto Paraíso fica no paralelo 14, o mesmo que atravessa a lendária cidade de Machu Picchu, no Peru. Não se trata de mera coincidência. Alto Paraíso é tida pela comunidade esotérica mundial como um dos berços da civilização do Terceiro Milênio. Considerado portão de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o município de Alto Paraíso de Goiás, localizado no distrito de São Jorge, agrega ao redor de si inúmeras cachoeiras, piscinas naturais, minas de cristais de quartzo, recantos e comunidades místicas, constituindo-se uma autêntica Trilha Astral, capaz de deixar bem “zen” o mais estressado dos viajantes. Atualmente, abriga dezenas de grupos místicos, holísticos, filosóficos e religiosos.

Serra do Roncador

A história da Serra do Roncador é marcada por aventuras, lendas e mistérios, e atrai expedições do mundo inteiro. A origem da civilização inca, o paralelo 16, o templo de Ibez, o caminho de Ió, Agartha, Shamballah, o chácra do planeta, o Portal de Aquarius, vulcões extintos, fósseis de dinossauros e discos voadores são atrativos para cientistas, curiosos e místicos de toda parte. A cidade é conhecida mundialmente como santuário místico e metafísico.

Formada por chapadões como um típico planalto, a Serra do Roncador começa na cidade de Barra do Garça, a 500 quilômetros de Cuiabá, e se estende até a Serra do Cachimbo, no Pará. É considerada por estudiosos e místicos como berço do Quinto Império, um período regido por forças etéricas que num futuro próximo marcará uma nova era, onde os conceitos espirituais prevalecerão sobre os materiais. Os sinais de antigas civilizações estão por toda a parte, o que estimula a curiosidade e imaginação das comunidades místicas instaladas na região.

Estudiosos dos mistérios da humanidade advertem que tanto brasileiros como estrangeiros devem começar a olhar o Brasil como ponto central de uma nova civilização na Terra. O nome da serra se deve ao ronco ininterrupto ouvido por toda região, que segundo os esotéricos, seria sinal de atividade intraterrestre de uma antiga civilização formada por remanescentes da Atlântida e do Império Inca. Estes últimos, prevendo a queda de seu império, refugiaram-se em bolsões no interior da Terra, lá se unindo harmoniosamente aos descendentes dos Atlantes ou fundando civilizações em outras partes do centro da Terra. Tais seres teriam uma estrutura atômica diferente da nossa, que lhes permite viver no interior do planeta. Eles formam um povo auto-suficiente, com população numerosa e alto grau de desenvolvimento mental e espiritual.

Vale do Amanhecer
Próximos de um lago, rumo a uma colina enfeitada por uma escultura vertical, centenas de homens e mulheres em roupas coloridas entoam cânticos e orações num ritual que não se vê em nenhum outro lugar do país. Seguidores de uma seita fundada no final dos anos 60 e baseada no espiritismo, eles fizeram do Vale do Amanhecer, a 25km de Brasília, um núcleo de 30 mil habitantes transbordante de fé. Rezam pela cartilha da médium e ex-caminhoneira Tia Neiva (1925-1985), que prega a devoção a espíritos diversos, incluindo os de índios, pretos-velhos e até de seres provenientes de outros planetas. Os trabalhos no templo local acontecem diariamente, a partir das 10h da manhã. Com o propósito de purificar espíritos atormentados, as sessões costumam ser bastante concorridas.

Aiuruoca
Muitos dizem que Aiuruoca, também no sul de Minas, é como a São Thomé das Letras de 20 ou 30 anos atrás: natureza intocada e energia forte emanando das muitas rochas locais. Na comparação, Aiuruoca ganha em belezas naturais – tem muito mais cachoeiras, vales e montanhas – e perde em quantidade e densidade de lendas. A parte esotérica do lugar é defendida por uma comunidade Daime e por várias pousadas que promovem encontros de meditação, vivências e mentalizações. Nada tão sobrenatural, mas a cidade tem a vantagem de oferecer serviços de melhor qualidade e de ter escapado da degradação de São Thomé.

O ponto mais famoso entre os esotéricos em Aiuruoca é o Vale do Matutu, região bem preservada que acolhe a seita Daime, templos e restaurantes vegetarianos. As atrações da cidade são em geral bem distantes entre si e para algumas trilhas e cachoeiras é preciso ter bastante fôlego. Até o Pico do Papagaio, principal cartão-postal da cidade, são quase três horas de caminhada.

Céu do Mapiá
Entre os moradores não nativos de Céu do Mapiá, no meio da Floresta Amazônica, é comum encontrar gente que foi parar no vilarejo apenas para conhecer o local e acabou encontrando uma religião e um sentido para a vida. Os cerca de mil habitantes levam uma vida comunitária (fazem mutirão semanal para grandes obras) e sustentável. Mas o que os une, principalmente, é a doutrina do Santo Daime, na qual o consumo do chá alucinógeno de ayahuasca leva a experiências divinas. A comunidade foi fundada em 1982 pelo Padrinho Sebastião (1920-1990), discípulo direto do Mestre Raimundo Irineu Serra, o criador da doutrina do Santo Daime. Por isso, é considerada a mais tradicional entre os daimistas.

A comunidade de Céu do Mapiá foi fundada pelo Padrinho Sebastião, discípulo direto do criador da doutrina do Santo Daime.

Há muitos outros roteiros a serem explorados no Brasil, mas só destacamos alguns.

O setor de turismo já é responsável pela geração de 7,2 milhões de empregos no Brasil. Desse total, 870 mil estarão na linha de frente na Copa do Mundo de Futebol em 2014, lidando diretamente com os turistas. No mês do Campeonato Mundial, o número de visitantes deverá alcançar a marca de 3,6 milhões, sendo 600 mil estrangeiros. Os dados foram divulgados no dia 29 de março (terça-feira),pelo ministro do Turismo, Pedro Novais.

Novais disse que, atualmente, o setor de turismo já responde por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que a meta é chegar ao final da década com 8% de participação. O ministro esteve no lançamento de um programa do Serviço Social do Comércio (Senac) que vai oferecer 1 milhão de oportunidades para capacitação profissional dos trabalhadores que pretendem atuar no Mundial de 2014.

Serão oferecidos cursos profissionalizantes nas áreas de turismo, gastronomia, idiomas, hotelaria, segurança, saúde e informática.

Fonte: Fator Brasil

Festividades incluem inauguração do Parque Histórico de Carambeí em abril

De 01 a 04 de abril de 2011, a colônia holandesa do país estará literalmente em festa. Mais especificamente na cidade de Carambeí (PR) – um dos seis pólos batávicos no Brasil, a 150 km de Curitiba, onde será celebrado o Centenário da Imigração. As festividades ocorrerão dentro do Parque Histórico de Carambeí (PHC – http://www.parquehistóricodecarambei.com.br), com área de 100 mil m2, que será inaugurado para a ocasião. Estão programados festival de tortas e artesanato, show musical e aéreo, entre outras atrações.

O parque será composto por diversas alas, como parque de exposições e espaços museológicos que contam um pouco da colonização do município. A Casa da Memória, por exemplo, reunirá registros da vida cotidiana dos imigrantes por meio de objetos, roupas e móveis que eles usavam. Já a Vila Histórica representará as casas da primeira vila de Carambeí, assim como a Estação de Trem Carambeí da Brazil Railway Company.

Para homenagear a tecnologia e a arquitetura desenvolvidas pelos holandeses, o parque terá a ‘Engenharia das Águas’, ala que representará as principais soluções aprimoradas por esse povo, como diques e os famosos canais da capital holandesa. O Centro Cultural Amsterdã, por sua vez, reproduzirá um quarteirão com as típicas construções da cidade, incluindo uma réplica de ponte doada pelo governo de Amsterdam.

Outro motivo de celebração é a recente sanção da presidenta Dilma Roussef sobre o projeto de lei que instituiu 2011 como Ano da Holanda no Brasil. Ele foi apresentado em 2010 pelo secretário da Fazenda do Estado, Luiz Carlos Hauly.

A Festa do Centenário
Não há dúvidas de que, durante os dias destinados à festa, Carambeí será opção certa de passeio para moradores dos distritos vizinhos ou até mesmo turistas de outros estados e do exterior. O evento terá início com o Fórum Empresarial na sexta-feira, dia 01.

No segundo dia, o parque abrirá as portas às 9h15. Estão programados desfile temático com Banda Marcial, inauguração da Vila Histórica de Carambeí com show aéreo, apresentações culturais e show de fogos piromusical com balonismo, entre outros.

O domingo começará com a Cavalgada dos Imigrantes, no centro de Carambeí, e término no Parque Histórico onde será celebrado culto ecumênico para toda a população e convidados da festa, além da meia maratona do Centenário da BRF.

No dia 4 de abril, será lançado o segundo livro da Coleção Imigrantes. A publicação esclarecerá detalhes da trajetória da Associação do Parque Histórico de Carambeí, cuja diretoria é formada por Dick Carlos de Geus, Franke Dijkstra e Gaspar João de Geus. Além de descendentes de holandeses, todos possuem forte vínculo com o agronegócio da região.

Para que todos os brasileiros e holandeses possam acompanhar e participar do calendário de eventos programados para 2011, a embaixada da Holanda no Brasil disponibilizou o seguinte endereço eletrônico: http://www.anodaholandanobrasil.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Os Estados Unidos chamam cada vez mais a atenção dos turistas brasileiros. De acordo com pesquisa realizada mensalmente pelo site de hospedagem Hoteis.com, Orlando, na Flórida, é o destino com maior aumento na procura dos internautas durante o mês de fevereiro deste ano. Com um crescimento de 483% em relação ao mesmo período de 2010, a cidade aparece seguida de outros dois destinos norte-americanos: Las Vegas, que registrou aumento de 388%, e São Francisco, com 380%.

“Com a boa cotação do dólar e a valorização do real, os Estados Unidos tornam-se um destino atraente para os brasileiros”, explica Javier Escobedo, presidente do Hoteis.com para a América Latina. Além das opções de hospedagem, o país ainda reúne uma variedade de atividades culturais e centros comerciais.

Após as três cidades norte-americanas, em quarto lugar está Itacaré, na Bahia, com um aumento de 373%, seguida por Lima, no Peru, com 367%. Guarujá (339%), Veneza, na Itália (307%), Gramado (295%), Kissimmee, nos Estados Unidos (289%), e Paris, na França (287%), completam o ranking dos dez lugares mais procurados no site.

De acordo com a análise do Hoteis.com, dos 20 destinos que mostraram um crescimento maior durante fevereiro, nove são nacionais, três são da Europa, cinco da América do Norte e dois da América Latina.

Fevereiro 2011 (vs 2010)
1. Orlando, EUA ► 483%; 2. Las Vegas, EUA ► 388%; 3. São Francisco, EUA ► 380%; 4. Itacaré, Brasil ► 373%; 5. Lima, Peru ► 367%; 6. Guarujá, Brasil ► 339%; 7. Veneza, Itália ► 307%; 8. Gramado, Brasil ► 295%; 9. Kissimmee, EUA ► 289%; 10. Paris, França ► 287%; 11. Miami, EUA ► 279%; 12. Costa do Sauípe, Brasil ► 275%; 13. Curitiba, Brasil ► 272%; 14. Santa Monica, EUA ► 262%; 15. João Pessoa, Brasil ► 260%; 16. Cartagena, Espanha ► 254%; 17. Porto das Galinhas, Brasil ► 254%; 18. Campinas, Brasil ► 252%; 19. Ribeirão Preto, Brasil ► 247%; 20. Colonia del Sacramento, Uruguai ► 246%.

Gastos
Os brasileiros gastaram US$ 1,741 bilhão em viagens ao exterior no mês de janeiro, período de férias, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados ontem (23). Esse é o maior valor na série histórica do BC, inciada em 1947. Em janeiro do ano passado, as despesas de brasileiros em outros países somaram US$ 1,217 bilhão.

Os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 595 milhões, contra US$ 566 milhões registrados em janeiro de 2010. Assim a conta de viagens internacionais, que registra os gastos de brasileiros no exterior e as receitas deixadas por estrangeiros em viagem ao Brasil, ficou deficitária em US$ 1,146 bilhão, em janeiro deste ano, contra US$ 651 milhões de saldo negativo de igual período de 2010.

As viagens internacionais estão na conta de serviços, que também registra gastos e receitas com transporte. Essa conta apresentou déficit de US$ 423 milhões em janeiro, contra US$ 289 milhões mo mesmo mês do ano passado. No caso de aluguel de equipamentos, o saldo negativo ficou em US$ 1,062 bilhão, contra US$ 874 milhões de igual período de 2010.

Fonte: Assessoria de Imprensa e SC5

Um dos mais antigos meios de defesa do homem e a sua presença no mundo dos esportes.

A prática do arco e flecha, esporte e também arma de guerra, teve suas primeiras aparições no Egito Antigo por volta de 3500 a.C.. Mantida em segredo, a técnica era transmitida apenas de pai para filho durante ato cerimonial. Ainda na Antiguidade, os assírios, civilização da região mesopotâmica, também tiveram contato com a arte. Eles revolucionaram o formato dos arcos, utilizando madeiras leves e resistentes em formato curvo, o que facilitava o uso quando montado a cavalo. Os hititas, originários da região da atual Turquia, utilizaram o arco e flecha como sua principal arma de combate. Junto das carruagens, as chamadas bigas, tornaram-se quase insuperáveis.

Por meio da expansão territorial, vários outros povos se familiarizaram com a técnica, como os romanos, que só dominaram o uso no fim do auge de suas conquistas; os mongóis, que se tornaram exímios arqueiros; e, por último, os ingleses com seus longbows, ou arcos longos, que conseguiam atingir longas distâncias, sendo sua principal arma em batalha na Idade Média.

Depois de muito tempo, o arco e flecha foi integrado ao esporte, e em 1879 ocorreu o primeiro Torneio da NAA (National Achery Association) na cidade americana de Chicago (um costume da época era a obrigação do uso da vestimenta tradicional). Porém, não foi o primeiro torneio de que se tem notícia. Anos antes (1844), a Inglaterra já fundava o 1° Campeonato Inglês de Arco e Flecha, pois possuía maior tradição no esporte. Já no século 20, mais precisamente em 1908, o arco e flecha tornou-se uma modalidade olímpica. Entretanto, devido a várias discrepâncias nas regras, somente voltou aos Jogos Olímpicos em 1972, na Olimpíada de Monique, formalizando o esporte e suas várias modalidades e competições.

Atualmente, o esporte possui três modalidades básicas: Outdoor, Indoor e Field. A modalidade Outdoor, a mais tradicional, é realizada com disparos a longas distâncias, que variam entre 30, 50, 70 e 90 metros, tanto para a categoria feminina como a masculina. Na Indoor, a competição acontece em ambientes fechados à distância de 18 metros, originada em países de inverno rígido que impedem a prática do esporte ao ar livre. Já a modalidade Field é realizada em campos abertos e condições adversas, levando em conta os mais diferentes relevos, terrenos e vegetações, com distâncias que variam de 5 a 65 metros, conhecidas ou não.

No Brasil, o esporte é divulgado por diversas federações nacionais que formam novos atletas a cada ano, como é o caso da FPAF (Federação Paulista de Arco e Flecha). Fundada em 1973, a Federação desmistifica o esporte, que pode ser praticado por qualquer pessoa, indiferente de sexo ou idade, desde que acompanhado por um responsável, já que se trata de uma arma branca e, por isso, perigosa sem a devida segurança. A Instituição ainda conta com palestras e workshops, nos quais são convidados arqueiros de renome internacional.

A Federação vem lutando para popularizar o esporte no Brasil, porém a manutenção dos equipamentos faz com que a sua prática ainda seja para poucos. Exemplo disso são os custos dos arcos profissionais, que variam de 800 a dois mil reais, fora outros equipamentos, como flechas, etc.

Além do trabalho da FPAF, outras instituições promovem e organizam o esporte: a CBTARCO (Confederação Brasileira de Tiro com Arco) coordena os atletas em suas várias competições, como os Jogos Pan-Americanos e as Olimpíadas em suas quatro edições, desde 1980 em Moscou e 1992 em Barcelona.