Arquivo da categoria ‘Viagens & Passeios’

al-quaraouiyine-mosque-and-university-in-fes-stefan-cristian-cioataSabe qual a universidade mais antiga do mundo? Bolonha na Itália? Salamanca na Espanha? Oxford na Inglaterra? Não, respectivamente foram fundadas em 1088, 1134 e 1096. Em 859 enquanto a Europa se arrastava para fora da Idade das Trevas, em Marrocos era fundava a primeira universidade em pela Era de Ouro do Islã, que ensinava ciência, matemática e filosofia.

A instituição de ensino mais antiga do mundo ainda em atividade e a primeira a conceder diplomas universitários foi a Universidade al Quaraouiyine, localizada entre um labirinto de vielas estreitas na cidade de Fez. Tanto é que foi reconhecida tanto pela Unesco quanto pelo Guinness Book.

Agora, pasme! O que mais me fascinou foi o fato dessa universidade ter sido fundada por uma mulher. Mesmo que tenham sido relegadas pela história a um papel secundário, quando não inexistente, as mulheres sempre tiveram papel preponderante para a evolução da sociedade. Vamos aos fatos.

Fátima al-Fihri, era filha de um importante mercador e pertencia a uma família xiita que emigrou da Tunísia para Fez no século IX. Profundamente devota ao islamismo, a jovem recebeu um alto nível de educação. Quando o pai morreu legou a filha uma enorme fortuna e ao invés de ela sair esbanjando o dinheiro, como qualquer uma faria, mandou construir uma mesquita para a comunidade. E nela instalou-se a primeira madraça, casa de estudos islâmicos, de que se tem notícia.

O local foi ampliando as suas atividades e além do ensino religioso passou a oferecer aulas de linguística e caligrafia árabe, legislação islâmica, política, matemática, química, medicina, astronomia, ciências naturais, música e sufismo e se tornou um conceituado centro educacional e de pesquisa científica. Ao reunir os melhores professores da época, começou a atrair estudantes de várias partes do mundo, inclusive filhos de importantes mercadores e sultões — dando origem a um concorrido sistema de admissão que vigora até hoje.

Outro destaque é que a universidade abriga a biblioteca mais antiga ainda em atividade no mundo e conta com acervo de mais de 4 mil manuscritos – alguns raros, como o Alcorão do século IX, e inúmeras obras gregas e romanas traduzidas e preservadas. Na Europa, por exemplo, as bibliotecas universitárias só iriam surgir, logicamente, com o advento das universidades por volta do século XI. De toda forma, esse foi um acontecimento maravilhoso e um marco para história do livro e da sociedade, pois aumentou a procura por manuscritos e socializou o seu acesso, antes restrito a ordens religiosas e nobre em suas bibliotecas particulares.

Enfim, Fátima foi a percursora e mecenas da educação. Só fiquei desolada pois embora Quaraouiyine tenha sido uma das únicas universidades do mundo estabelecida por uma mulher, só recentemente estudantes do sexo feminino começaram a instruir-se nela em números significativos. Infelizmente em Marrocos, quase uma a cada duas mulheres é analfabeta. Em áreas rurais, onde nove em cada dez mulheres não sabem ler ou escrever, a escola faz pouco sentido econômico.

Young female tourist at St. Peter's squareUma ex-colega de um curso de cinema, Amanda, colocou no face que ao completar 30 anos se daria de presente uma viagem internacional. Sozinha. A grande questão, pelo que entendi, era se deveria ou não embarcar nessa loucura? Achei engraçado, pois há anos viajo só e nunca achei que fosse loucura. Semana passada, voltei de mais um voo solo. Fui para Espanha e Marrocos. Se gostei? Sim, em especial da Espanha. Todos que me conhecem sabem que amo sair por aí, conhecer lugares, culturas, pessoas, comidas e músicas diferentes. Não importa se acompanhada ou sozinha. Acho que quando nasci, ao invés de uma certidão de nascimento, deveria ter ganho um passaporte. O fato é que minha primeira excursão pelo mundo começou aos cinco anos e desde então não parei. Viajar é como respirar. É mais do que sentir o ar entrando pelas narinas e invadindo os pulmões, é crucial para a minha sobrevivência.

Quando falo em viajar a grande maioria pensa em praia ou sítio, poucos imaginam outro Estado e um número menor ainda, outro país. Exceto, é claro, os meus amigos. Ao comentar com a moça que corta o meu cabelo que ia viajar, ela disparou: Vai com quem? Pra onde? Casa de algum conhecido? Vai sempre pra lá? Por quê? As respostas foram monossilábicas: Sozinha. Espanha. Não. Não. Porque gosto. Simples assim. Achei melhor não esticar a conversa porque nada do que dissesse iria mudar a vida dela e muito menos a minha. Ao retornar, outra mocinha, só que esta trabalha no quilo em que almoço quase todos os dias, perguntou-me por que tinha sumido. Sai de férias. Fez o quê? Viajei. Nordeste? Meio sem graça, respondi: Espanha. A garota ficou boquiaberta. Sozinha? Sim. Imagino o que teria acontecido se eu citasse Marrocos. Enfim, ela emendou um: “É. De vez em quando a gente tem que chutar o pau da barraca mesmo”. Peguei o meu pratinho e sai de mansinho.

A primeira grande viagem sozinha foi para Inglaterra, Índia e Nepal. Cai de paraquedas num grupo de esotéricos. Não conhecia ninguém. Foi bizarro. Lembro-me de que foi uma discussão enorme com o meu então namorado, que não se conformava de eu gastar dinheiro daquela forma e não investir na compra de um terreno ou um carro, por exemplo. Até hoje, ouço as pessoas perguntarem a boca miúda por que eu não saio mais, não vou a restaurantes, não compro roupas e sapatos caros, Iphones, Ipad, Ipods, etc. Dou com os ombros e penso: Oras, porque eu posso. Posso escolher. Não preciso ser ou fazer como as outros. É claro que viajar sozinha demanda investimentos maiores, quase o dobro do que se estivesse indo com outra pessoa, mas são escolhas que a gente faz.

Enfim, sigamos. Segundo a Organização Mundial do Turismo, a quantidade pessoas viajando por esse mundão de meu Deus, aumentou 50 milhões entre 2014 e 2015 num total de um bilhão de viajantes anuais. Pra que tantos números? Só para explicar que apesar das viagens serem normais e saudáveis, e não haver nenhum absurdo nisso, há muito preconceito em se viajar sozinho. Se for mulher, então… a coisa complica. Como sozinha? Por que não vai com uma amiga? Não tem marido? Namorado? Quando não te chamam de corajosa, te tacham de coitada. Tá louca? E daí começa um rosário de histórias de terror que vão de assédio, sequestro, estupro a tráfico de escravas. Tudo porque o mundo é um lugar muito perigoso. Oras, viver é um risco. Seja aqui ou do outro lado do mundo. Por conta da violência, do terrorismo, dos políticos, ou de uma simples queda na rua. Sozinha ou acompanhada, acordar todos os dias é um ato revolucionário. Quem sabe não seja exatamente essa a graça da vida?

Praia-na-Malásia

Já fiz inúmeras viagens acompanhada e não nego que foi muito bom, mas também já fiz outras tantas, sozinha, inclusive para países tradicionais e muçulmanos e NUNCA me aconteceu NADA. Allah akbar[i]Cuidado. Cuidado. O alerta ecoa sempre que falo em viajar. Embora eu tenha um quê de Poliana e acredite que o mundo é um lugar bom, é claro que pode acontecer de eu estar no lugar errado na hora errada e as coisas fugirem ao controle. Mesmo consciente disso, não fico paranoica e continuo vivendo. Afinal, Maktub[ii]. Tem uma frase maravilhosa que não sei de quem é, mas me parece bastante apropriada: “Tá com medo? Vai com medo mesmo”. E é o que faço. Tomar cuidado, respeitar os costumes e as pessoas, e não dar chance para o azar sempre estão nos primeiros itens de minha checklist. E até agora tem dado certo. Allhamdulillah[iii]

O gosto pela liberdade devo à minha mãe, que apesar de rígida, incentivou-me a ganhar o mundo, estudar, trabalhar, viajar e acima de tudo, construir e conquistar minha própria independência. É claro que os tempos eram outros. Talvez mais tranquilos. Tudo começou nas férias escolares, devia ter uns 12 ou 14 anos, não sei direito, quando minha mãe não pode me acompanhar, então eu peguei o ônibus sozinha para a sítio de meus avôs. Foram 400 quilômetros, sem sair de São Paulo, da mais completa aventura, afinal eu já podia me considerar uma mocinha. Mô brisa, antes mesmo de existir a gíria. Numa outra vez, quando fui com minha tia ao balneário de Camboriú, quis voltar mais cedo e não tive dúvidas, peguei o ônibus e #partiusampa. Tinha 16. Nas minhas primeiras férias de trabalho, planejei com um namorado para conhecermos o Peru. Ele não pode ir. No problem. Fiz as malas e fui. Perdi o namorado, mas ganhei o mundo.

Descobri que é muito bom fazer as coisas no próprio tempo, comer onde lhe dá na telha, dormir e acordar a hora que achar melhor, decidir se vai sair para uma balada ou ficar moscando no hotel, se se quer ou não fazer um passeio. Sem contar que se conhece pessoas a todo instante. De fato, se você não tem problemas consigo mesmo, e eu não tenho nenhum, vale muito a pena. O chato é passar a viagem inteira tendo que responder por que está só. Olhando pelo lado bom, o tema pode até render uma boa conversa e quiçá uma nova amizade. Mas a pergunta que continua a martelar: Por que causa tanta estranheza mulheres viajarem sozinhas? Uma resposta que me pareceu bem coerente foi de Juliana de Faria, da ONG feminista Olga. Ela diz que essa é uma herança da época em que as mulheres não podiam sair sozinhas sem a companhia de um homem e se o fizessem eram malvistas. As mulheres como seres domésticos não podiam se ocupar dos espaços públicos, somente do lar, da cozinha, dos filhos, do marido. Esse olhar equivocado está presente não só em países árabes, mas aqui no ocidente e até no inconsciente de mulheres jovens, que não sabem nem ir ao cinema sem algum tipo de companhia.

Antes da minha última partida, minha tia, a de Camboriú, me questionou: Filhinha, o que você tanto procura? E ainda mais sozinha? Sinceramente não sei. Para Erico Veríssimo há os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. As palavras de J.R.R. Tolkien resumem o que penso: Nem todos que procuram estão perdidos. Tenho sede de conhecimento, por isso sigo buscando. Se não acompanhada, só. Viajar é muito mais do que turistar. Cada voo solo é acima de tudo uma viagem interior que resulta em autoconhecimento e maturidade. Por esse motivo ao desejar parabéns para Amanda, disse-lhe apenas: Querida, te desejo saúde e muitas viagens. Vá viajar. Sempre. Tente só, mas se não se sentir confortável, vá acompanhada. O importante é ganhar o mundo, o resto são histórias e fotografias.

[i] Em árabe significa “Deus é Grande”.

[ii] Em árabe – “já estava escrito” ou “tinha que acontecer”

[iii] Em árabe – “Graças a Deus”.

 

A importância de imagens e informações coletadas na internet na decisão do destino de viagem
 35AC856AB081A4D347F4EB5B1FCE4A internet se tornou a principal fonte de informações para 1,87 milhão de turistas estrangeiros que vieram ao Brasil no ano passado. Os dados são do estudo da Demanda Turística Internacional 2012, realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na segunda posição, como fonte de informação, estão amigos e parentes, com 1,45 milhão de indicações.“O estudo mostra que as pessoas têm recorrido a novas fontes de informação. Os representantes dos destinos turísticos devem estar atentos à importância da rede na escolha do passeio de férias”, disse o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz.
Na internet, as pessoas são influenciadas não apenas por informações de blogs e sites especializados em viagens, como também por imagens, boa parte delas publicadas em redes sociais. Com o objetivo de ajudar na escolha do destino turístico, o Ministério do Turismo mantem um perfil no Instagram, onde os próprios usuários marcam suas fotos com a inscrição (hashtag #MTur). As imagens ficam disponíveis para todos os interessados. O perfil já tem 4.715 seguidores e mais de 20 mil fotos marcadas, entre elas, imagens de destinos conhecidos, por outros ângulos, e de destinos ainda pouco explorados pelos turistas.
Em uma pesquisa recente feita pelo Facebook, a maioria dos usuários (52%) disseram escolher o destino de viagem influenciados por fotos de amigos. Segundo o diretor de negócios – viagens e turismo do Facebook, João Carlos Pastore, o índice é bastante relevante.
O estudante Pedro Henrique Cunha, de 21 anos, foi conhecer a Chapada dos Veadeiros no feriado de 12 de outubro, inspirado em fotos de amigos que via no Facebook. “Eu via as imagens e minha curiosidade aguçava”, contou. O próximo passeio, também inspirado nas fotografias de amigos das redes sociais, será para a Chapada Diamantina, na Bahia.

Fonte: Maxpressnet

:: Por Edvaldo Tavares ::

O vulcão de Licancabur coberto de gelo

O vulcão Licancabur coberto de gelo

O Deserto do Atacama, altitude que varia de 2.300 a 6.823m, está localizado no norte do Chile, país sul-americano mais estreito do mundo, na costa do oceano Pacífico. No Deserto do Atacama encontram-se os seguintes vulcões: Corona (5.200m de altitude), Lascar (5.592m), Licancabur (5.916m), Ojos del Salado (6.885m, o vulcão mais alto do mundo), Miñiques, Miscanti.

Por ser extremamente árido, Cordilheira dos Andes impede a presença da umidade oriunda tanto do oceano Pacífico e da Floresta Amazônica, a região do deserto é inóspita, impedindo a sobrevivência humana.

Chega-se de avião, oriundo de Santiago, ao aeroporto de Calama, já no deserto, e alcança-se San Pedro de Atacama, povoado mais avançado dentro do deserto, após pouco mais uma hora de rodagem por uma estrada que faz inveja aos brasileiros devido a sua boa qualidade, quase impossível no Brasil.

Pôr-se à prova, é atitude indispensável à consagração das conquistas resultantes da aplicação da ousadia. Todo indivíduo motivado, que esteja voltado para o próprio crescimento pessoal, em quaisquer áreas do desempenho humano, necessita conhecer as suas habilidades e capacidades para empregá-las, principalmente aquelas nas quais é mais forte e passar a dedicar especial atenção para minimizar aquelas cujo domínio é deficiente.

Terreno árido no Deserto de AtacamaO desenvolvimento de uma pessoa deve abranger o indivíduo no emprego de todos os seus recursos humanos. O ser humano não é um ser fragmentado, mas sim um complexo que deve ser caracterizado como um todo. Para que haja emprego dos verdadeiros valores inerentes aos humanos torna-se indispensável o correto emprego da função instintiva, motora, emocional e intelectual. Apenas o uso diligente dessas quatro funções não credencia um indivíduo como pleno no desenvolvimento humano.

Torna-se necessário ter também os talentos diversificados associados a exuberantes habilidades criativas. Todos devidamente exercidos e treinados dentro da máxima possibilidade.

Não deve ser esquecido que o ser humano é dotado de uma essência e da sabedoria natural, relegadas no cotidiano ao desprezo e a descrença. O conhecimento destas e a iniciativas em desenvolvê-las, contribui para que as pessoas se libertem da sua maneira viciosa de pensar e agir que as limitam para a conquista de suas ousadas realizações.

Cabe ao candidato ao desenvolvimento pessoal saber exatamente o que quer e onde pretende chegar. Para que tais finalidades sejam alcançadas torna-se imprescindível a aguçadura do senso de observação, direção e rumo a ser tomado.

Cabe mencionar a importância do planejamento e traçado de estratégias, o papel preponderante da iniciativa, a existência da capacidade de tomada de decisão, saber escolher o momento certo para a ação. É oportuno frisar que detém soberba relevância o autodomínio ou autocontrole e que todo esse desenvolvimento ocorre em uma mente equilibrada e corpo físico bem nutrido e treinado por persistente atividade física.

Este artigo foi desenvolvido como decorrente da minha estada para estudo, aprendizado e coleta de experiência, após árduo percurso e maratona cujo descanso noturno foi em avião e ônibus (mais de 12 horas de viagem noturna), que abrangeu o Deserto do Atacama, norte do país, Santiago do Chile, Valparaíso, Viña del Mar, Puerto Varas e Pucón, estas duas última localidades situadas ao sul do Chile, próximas a Patagônia.

:: Edvaldo Tavares – Médico, Diretor Executivo Instituição Raiz da Vida

:: Por Edvaldo de Azevedo Tavares ::

O Atacama é o mais desfavorável, dentre todos os desertos do planeta, à existência da vida humana por seu terreno extremamente árido, por sua altitude que não permite que as nuvens originárias das correntes marítimas do oceano Pacífico passem para o deserto. O Deserto de Atacama está localizado na região norte do Chile e se prolonga até as fronteiras com o Peru, Bolívia e Argentina. A temperatura varia de 25 graus negativos no período noturno à 40º positivos no diurno. É o lugar do planeta que passou mais tempo sem chuvas, havendo registro de 1400 anos sem chuvas. Este ano que resolvemos  ir visitá-lo foi o que choveu torrencialmente, havendo destruição de caminhos, passagens e estradas, impedidindo a nossa ida a diversos lugares atraentes e turísticos porque as autoridades chilenas não permitiam a ida de ninguém para esses lugares. As fotografias anexadas nos arquivos são uma amostragem da coleção fotográfica referente ao norte do Chile, especificamente o deserto e algumas mostram a localidade de São Pedro de Atacama onde encontramos gente de diversas partes do mundo, muitas esquisitas, motociclistas brasileiros e de uma maneira geral, brasileiros em profusão, aventureiros dos mais variados matizes – nacionais do Brasil e estrangeiros do resto do mundo.

De forma mais objetiva, o nosso turismo não abrangeu apenas esta condição, turística, mas estava estendido para as de aventura. estudo, aprendizado e aquisição de experiência – para o próximo ano está planejado outro turis-aventura para os altiplanos bolivianos (Lago Titicaca e outras regiões).

Estivemos na base do vulcão ativo Vilarrica, 2840m, Parque Nacional Vilarrica – o mais feroz de todos os do Chile – soltava a sua sarcástica e impiedosa fumacinha (fumarola) que atraia as nuvens para encobrir as suas malévolas intenções -, segundo informações colhidas em Pucón (bela e pequena cidade a margem do Lago Vilarrica). Não o subimos por falta de mais tempo para a continuação das aventuras e na verdade, as condições de tempo em que estivemos na base variava a todo instante com sol, nuvens pesadas, chuva e ventos muito frios.

Eu soube das mortes do brasileiro e do mexicano e, do resgate do guia chileno, no dia seguinte a chegada em Brasília foi um triste acontecimento e manifesto o meu pesar pelo triste acontecimento e somo a minha tristeza a dos pais e demais familiares desses jovens, pois também sou pai.

O Brasil e o povo brasileiro, entregues as baratas, são dignos de pena. Não vi: favela, meninos de rua, carros barulhentos com som no último volume, barbeiragens no trânsito, estradas esburacadas e mal sinalizadas (fomos de Santiago para Viña del Mar e Vaparaíso de carro alugado;  rodamos de carro alugado em Puerto Varas e adjacencias e também por Pucón e localidades vizinhas indo até próximo ao vulcão Vilarrica). Não vi também: avacalhação, pichação e registrei somente pouquíssimos casos de mendicância no Chile. Nós brasileiros temos de aprender com o povo chileno, como se administra e coloca um país na direção do progresso.

É isso aí, gente! Foi uma viagem e tanto. Do calor do Deserto abrasador e seco do Atacama ao frio e chuvas do sul do Chile, próximo a Patagônia, passando pela sensação de falta de ar devido a chegada atrasada e quantidade contada do oxigênio aos pulmões a mais de 4.300 metros de altitude na Cordilheira dos Andes, podemos dizer com uma ponta de nostalgia: “Foi uma aventura que já deixa saudade”. Dormimos nos aviões, ônibus e, refeição e ingestão de água, de formas irregulares, quando as condiçoes e circunstâncias permitiam, mas… VALEU A PENA!

Breve mandarei mais notícias sobre as peripécias no Chile e mais fotos.

Abraço e hug para os meus amigos e baiser, kiss, peto, petonet, bajo para as adoráveis amigas.

:: Eadweal (Edvaldo em anglo-saxão, de onde se originou o meu nome) Tavares