Arquivo da categoria ‘Viagens & Passeios’

Young female tourist at St. Peter's squareUma ex-colega de um curso de cinema, Amanda, colocou no face que ao completar 30 anos se daria de presente uma viagem internacional. Sozinha. A grande questão, pelo que entendi, era se deveria ou não embarcar nessa loucura? Achei engraçado, pois há anos viajo só e nunca achei que fosse loucura. Semana passada, voltei de mais um voo solo. Fui para Espanha e Marrocos. Se gostei? Sim, em especial da Espanha. Todos que me conhecem sabem que amo sair por aí, conhecer lugares, culturas, pessoas, comidas e músicas diferentes. Não importa se acompanhada ou sozinha. Acho que quando nasci, ao invés de uma certidão de nascimento, deveria ter ganho um passaporte. O fato é que minha primeira excursão pelo mundo começou aos cinco anos e desde então não parei. Viajar é como respirar. É mais do que sentir o ar entrando pelas narinas e invadindo os pulmões, é crucial para a minha sobrevivência.

Quando falo em viajar a grande maioria pensa em praia ou sítio, poucos imaginam outro Estado e um número menor ainda, outro país. Exceto, é claro, os meus amigos. Ao comentar com a moça que corta o meu cabelo que ia viajar, ela disparou: Vai com quem? Pra onde? Casa de algum conhecido? Vai sempre pra lá? Por quê? As respostas foram monossilábicas: Sozinha. Espanha. Não. Não. Porque gosto. Simples assim. Achei melhor não esticar a conversa porque nada do que dissesse iria mudar a vida dela e muito menos a minha. Ao retornar, outra mocinha, só que esta trabalha no quilo em que almoço quase todos os dias, perguntou-me por que tinha sumido. Sai de férias. Fez o quê? Viajei. Nordeste? Meio sem graça, respondi: Espanha. A garota ficou boquiaberta. Sozinha? Sim. Imagino o que teria acontecido se eu citasse Marrocos. Enfim, ela emendou um: “É. De vez em quando a gente tem que chutar o pau da barraca mesmo”. Peguei o meu pratinho e sai de mansinho.

A primeira grande viagem sozinha foi para Inglaterra, Índia e Nepal. Cai de paraquedas num grupo de esotéricos. Não conhecia ninguém. Foi bizarro. Lembro-me de que foi uma discussão enorme com o meu então namorado, que não se conformava de eu gastar dinheiro daquela forma e não investir na compra de um terreno ou um carro, por exemplo. Até hoje, ouço as pessoas perguntarem a boca miúda por que eu não saio mais, não vou a restaurantes, não compro roupas e sapatos caros, Iphones, Ipad, Ipods, etc. Dou com os ombros e penso: Oras, porque eu posso. Posso escolher. Não preciso ser ou fazer como as outros. É claro que viajar sozinha demanda investimentos maiores, quase o dobro do que se estivesse indo com outra pessoa, mas são escolhas que a gente faz.

Enfim, sigamos. Segundo a Organização Mundial do Turismo, a quantidade pessoas viajando por esse mundão de meu Deus, aumentou 50 milhões entre 2014 e 2015 num total de um bilhão de viajantes anuais. Pra que tantos números? Só para explicar que apesar das viagens serem normais e saudáveis, e não haver nenhum absurdo nisso, há muito preconceito em se viajar sozinho. Se for mulher, então… a coisa complica. Como sozinha? Por que não vai com uma amiga? Não tem marido? Namorado? Quando não te chamam de corajosa, te tacham de coitada. Tá louca? E daí começa um rosário de histórias de terror que vão de assédio, sequestro, estupro a tráfico de escravas. Tudo porque o mundo é um lugar muito perigoso. Oras, viver é um risco. Seja aqui ou do outro lado do mundo. Por conta da violência, do terrorismo, dos políticos, ou de uma simples queda na rua. Sozinha ou acompanhada, acordar todos os dias é um ato revolucionário. Quem sabe não seja exatamente essa a graça da vida?

Praia-na-Malásia

Já fiz inúmeras viagens acompanhada e não nego que foi muito bom, mas também já fiz outras tantas, sozinha, inclusive para países tradicionais e muçulmanos e NUNCA me aconteceu NADA. Allah akbar[i]Cuidado. Cuidado. O alerta ecoa sempre que falo em viajar. Embora eu tenha um quê de Poliana e acredite que o mundo é um lugar bom, é claro que pode acontecer de eu estar no lugar errado na hora errada e as coisas fugirem ao controle. Mesmo consciente disso, não fico paranoica e continuo vivendo. Afinal, Maktub[ii]. Tem uma frase maravilhosa que não sei de quem é, mas me parece bastante apropriada: “Tá com medo? Vai com medo mesmo”. E é o que faço. Tomar cuidado, respeitar os costumes e as pessoas, e não dar chance para o azar sempre estão nos primeiros itens de minha checklist. E até agora tem dado certo. Allhamdulillah[iii]

O gosto pela liberdade devo à minha mãe, que apesar de rígida, incentivou-me a ganhar o mundo, estudar, trabalhar, viajar e acima de tudo, construir e conquistar minha própria independência. É claro que os tempos eram outros. Talvez mais tranquilos. Tudo começou nas férias escolares, devia ter uns 12 ou 14 anos, não sei direito, quando minha mãe não pode me acompanhar, então eu peguei o ônibus sozinha para a sítio de meus avôs. Foram 400 quilômetros, sem sair de São Paulo, da mais completa aventura, afinal eu já podia me considerar uma mocinha. Mô brisa, antes mesmo de existir a gíria. Numa outra vez, quando fui com minha tia ao balneário de Camboriú, quis voltar mais cedo e não tive dúvidas, peguei o ônibus e #partiusampa. Tinha 16. Nas minhas primeiras férias de trabalho, planejei com um namorado para conhecermos o Peru. Ele não pode ir. No problem. Fiz as malas e fui. Perdi o namorado, mas ganhei o mundo.

Descobri que é muito bom fazer as coisas no próprio tempo, comer onde lhe dá na telha, dormir e acordar a hora que achar melhor, decidir se vai sair para uma balada ou ficar moscando no hotel, se se quer ou não fazer um passeio. Sem contar que se conhece pessoas a todo instante. De fato, se você não tem problemas consigo mesmo, e eu não tenho nenhum, vale muito a pena. O chato é passar a viagem inteira tendo que responder por que está só. Olhando pelo lado bom, o tema pode até render uma boa conversa e quiçá uma nova amizade. Mas a pergunta que continua a martelar: Por que causa tanta estranheza mulheres viajarem sozinhas? Uma resposta que me pareceu bem coerente foi de Juliana de Faria, da ONG feminista Olga. Ela diz que essa é uma herança da época em que as mulheres não podiam sair sozinhas sem a companhia de um homem e se o fizessem eram malvistas. As mulheres como seres domésticos não podiam se ocupar dos espaços públicos, somente do lar, da cozinha, dos filhos, do marido. Esse olhar equivocado está presente não só em países árabes, mas aqui no ocidente e até no inconsciente de mulheres jovens, que não sabem nem ir ao cinema sem algum tipo de companhia.

Antes da minha última partida, minha tia, a de Camboriú, me questionou: Filhinha, o que você tanto procura? E ainda mais sozinha? Sinceramente não sei. Para Erico Veríssimo há os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. As palavras de J.R.R. Tolkien resumem o que penso: Nem todos que procuram estão perdidos. Tenho sede de conhecimento, por isso sigo buscando. Se não acompanhada, só. Viajar é muito mais do que turistar. Cada voo solo é acima de tudo uma viagem interior que resulta em autoconhecimento e maturidade. Por esse motivo ao desejar parabéns para Amanda, disse-lhe apenas: Querida, te desejo saúde e muitas viagens. Vá viajar. Sempre. Tente só, mas se não se sentir confortável, vá acompanhada. O importante é ganhar o mundo, o resto são histórias e fotografias.

[i] Em árabe significa “Deus é Grande”.

[ii] Em árabe – “já estava escrito” ou “tinha que acontecer”

[iii] Em árabe – “Graças a Deus”.

 

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A importância de imagens e informações coletadas na internet na decisão do destino de viagem
 35AC856AB081A4D347F4EB5B1FCE4A internet se tornou a principal fonte de informações para 1,87 milhão de turistas estrangeiros que vieram ao Brasil no ano passado. Os dados são do estudo da Demanda Turística Internacional 2012, realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na segunda posição, como fonte de informação, estão amigos e parentes, com 1,45 milhão de indicações.“O estudo mostra que as pessoas têm recorrido a novas fontes de informação. Os representantes dos destinos turísticos devem estar atentos à importância da rede na escolha do passeio de férias”, disse o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz.
Na internet, as pessoas são influenciadas não apenas por informações de blogs e sites especializados em viagens, como também por imagens, boa parte delas publicadas em redes sociais. Com o objetivo de ajudar na escolha do destino turístico, o Ministério do Turismo mantem um perfil no Instagram, onde os próprios usuários marcam suas fotos com a inscrição (hashtag #MTur). As imagens ficam disponíveis para todos os interessados. O perfil já tem 4.715 seguidores e mais de 20 mil fotos marcadas, entre elas, imagens de destinos conhecidos, por outros ângulos, e de destinos ainda pouco explorados pelos turistas.
Em uma pesquisa recente feita pelo Facebook, a maioria dos usuários (52%) disseram escolher o destino de viagem influenciados por fotos de amigos. Segundo o diretor de negócios – viagens e turismo do Facebook, João Carlos Pastore, o índice é bastante relevante.
O estudante Pedro Henrique Cunha, de 21 anos, foi conhecer a Chapada dos Veadeiros no feriado de 12 de outubro, inspirado em fotos de amigos que via no Facebook. “Eu via as imagens e minha curiosidade aguçava”, contou. O próximo passeio, também inspirado nas fotografias de amigos das redes sociais, será para a Chapada Diamantina, na Bahia.

Fonte: Maxpressnet

:: Por Edvaldo Tavares ::

O vulcão de Licancabur coberto de gelo

O vulcão Licancabur coberto de gelo

O Deserto do Atacama, altitude que varia de 2.300 a 6.823m, está localizado no norte do Chile, país sul-americano mais estreito do mundo, na costa do oceano Pacífico. No Deserto do Atacama encontram-se os seguintes vulcões: Corona (5.200m de altitude), Lascar (5.592m), Licancabur (5.916m), Ojos del Salado (6.885m, o vulcão mais alto do mundo), Miñiques, Miscanti.

Por ser extremamente árido, Cordilheira dos Andes impede a presença da umidade oriunda tanto do oceano Pacífico e da Floresta Amazônica, a região do deserto é inóspita, impedindo a sobrevivência humana.

Chega-se de avião, oriundo de Santiago, ao aeroporto de Calama, já no deserto, e alcança-se San Pedro de Atacama, povoado mais avançado dentro do deserto, após pouco mais uma hora de rodagem por uma estrada que faz inveja aos brasileiros devido a sua boa qualidade, quase impossível no Brasil.

Pôr-se à prova, é atitude indispensável à consagração das conquistas resultantes da aplicação da ousadia. Todo indivíduo motivado, que esteja voltado para o próprio crescimento pessoal, em quaisquer áreas do desempenho humano, necessita conhecer as suas habilidades e capacidades para empregá-las, principalmente aquelas nas quais é mais forte e passar a dedicar especial atenção para minimizar aquelas cujo domínio é deficiente.

Terreno árido no Deserto de AtacamaO desenvolvimento de uma pessoa deve abranger o indivíduo no emprego de todos os seus recursos humanos. O ser humano não é um ser fragmentado, mas sim um complexo que deve ser caracterizado como um todo. Para que haja emprego dos verdadeiros valores inerentes aos humanos torna-se indispensável o correto emprego da função instintiva, motora, emocional e intelectual. Apenas o uso diligente dessas quatro funções não credencia um indivíduo como pleno no desenvolvimento humano.

Torna-se necessário ter também os talentos diversificados associados a exuberantes habilidades criativas. Todos devidamente exercidos e treinados dentro da máxima possibilidade.

Não deve ser esquecido que o ser humano é dotado de uma essência e da sabedoria natural, relegadas no cotidiano ao desprezo e a descrença. O conhecimento destas e a iniciativas em desenvolvê-las, contribui para que as pessoas se libertem da sua maneira viciosa de pensar e agir que as limitam para a conquista de suas ousadas realizações.

Cabe ao candidato ao desenvolvimento pessoal saber exatamente o que quer e onde pretende chegar. Para que tais finalidades sejam alcançadas torna-se imprescindível a aguçadura do senso de observação, direção e rumo a ser tomado.

Cabe mencionar a importância do planejamento e traçado de estratégias, o papel preponderante da iniciativa, a existência da capacidade de tomada de decisão, saber escolher o momento certo para a ação. É oportuno frisar que detém soberba relevância o autodomínio ou autocontrole e que todo esse desenvolvimento ocorre em uma mente equilibrada e corpo físico bem nutrido e treinado por persistente atividade física.

Este artigo foi desenvolvido como decorrente da minha estada para estudo, aprendizado e coleta de experiência, após árduo percurso e maratona cujo descanso noturno foi em avião e ônibus (mais de 12 horas de viagem noturna), que abrangeu o Deserto do Atacama, norte do país, Santiago do Chile, Valparaíso, Viña del Mar, Puerto Varas e Pucón, estas duas última localidades situadas ao sul do Chile, próximas a Patagônia.

:: Edvaldo Tavares – Médico, Diretor Executivo Instituição Raiz da Vida

:: Por Edvaldo de Azevedo Tavares ::

O Atacama é o mais desfavorável, dentre todos os desertos do planeta, à existência da vida humana por seu terreno extremamente árido, por sua altitude que não permite que as nuvens originárias das correntes marítimas do oceano Pacífico passem para o deserto. O Deserto de Atacama está localizado na região norte do Chile e se prolonga até as fronteiras com o Peru, Bolívia e Argentina. A temperatura varia de 25 graus negativos no período noturno à 40º positivos no diurno. É o lugar do planeta que passou mais tempo sem chuvas, havendo registro de 1400 anos sem chuvas. Este ano que resolvemos  ir visitá-lo foi o que choveu torrencialmente, havendo destruição de caminhos, passagens e estradas, impedidindo a nossa ida a diversos lugares atraentes e turísticos porque as autoridades chilenas não permitiam a ida de ninguém para esses lugares. As fotografias anexadas nos arquivos são uma amostragem da coleção fotográfica referente ao norte do Chile, especificamente o deserto e algumas mostram a localidade de São Pedro de Atacama onde encontramos gente de diversas partes do mundo, muitas esquisitas, motociclistas brasileiros e de uma maneira geral, brasileiros em profusão, aventureiros dos mais variados matizes – nacionais do Brasil e estrangeiros do resto do mundo.

De forma mais objetiva, o nosso turismo não abrangeu apenas esta condição, turística, mas estava estendido para as de aventura. estudo, aprendizado e aquisição de experiência – para o próximo ano está planejado outro turis-aventura para os altiplanos bolivianos (Lago Titicaca e outras regiões).

Estivemos na base do vulcão ativo Vilarrica, 2840m, Parque Nacional Vilarrica – o mais feroz de todos os do Chile – soltava a sua sarcástica e impiedosa fumacinha (fumarola) que atraia as nuvens para encobrir as suas malévolas intenções -, segundo informações colhidas em Pucón (bela e pequena cidade a margem do Lago Vilarrica). Não o subimos por falta de mais tempo para a continuação das aventuras e na verdade, as condições de tempo em que estivemos na base variava a todo instante com sol, nuvens pesadas, chuva e ventos muito frios.

Eu soube das mortes do brasileiro e do mexicano e, do resgate do guia chileno, no dia seguinte a chegada em Brasília foi um triste acontecimento e manifesto o meu pesar pelo triste acontecimento e somo a minha tristeza a dos pais e demais familiares desses jovens, pois também sou pai.

O Brasil e o povo brasileiro, entregues as baratas, são dignos de pena. Não vi: favela, meninos de rua, carros barulhentos com som no último volume, barbeiragens no trânsito, estradas esburacadas e mal sinalizadas (fomos de Santiago para Viña del Mar e Vaparaíso de carro alugado;  rodamos de carro alugado em Puerto Varas e adjacencias e também por Pucón e localidades vizinhas indo até próximo ao vulcão Vilarrica). Não vi também: avacalhação, pichação e registrei somente pouquíssimos casos de mendicância no Chile. Nós brasileiros temos de aprender com o povo chileno, como se administra e coloca um país na direção do progresso.

É isso aí, gente! Foi uma viagem e tanto. Do calor do Deserto abrasador e seco do Atacama ao frio e chuvas do sul do Chile, próximo a Patagônia, passando pela sensação de falta de ar devido a chegada atrasada e quantidade contada do oxigênio aos pulmões a mais de 4.300 metros de altitude na Cordilheira dos Andes, podemos dizer com uma ponta de nostalgia: “Foi uma aventura que já deixa saudade”. Dormimos nos aviões, ônibus e, refeição e ingestão de água, de formas irregulares, quando as condiçoes e circunstâncias permitiam, mas… VALEU A PENA!

Breve mandarei mais notícias sobre as peripécias no Chile e mais fotos.

Abraço e hug para os meus amigos e baiser, kiss, peto, petonet, bajo para as adoráveis amigas.

:: Eadweal (Edvaldo em anglo-saxão, de onde se originou o meu nome) Tavares

Esse tipo de turismo movimenta milhões de pessoas em todo mundo. Segundo a Analise Regional do Turismo Brasileiro, o turismo religioso, que é um parente próximo do esotérico, foi listado em mais de 50 localidades no Brasil: padrão, ritual e de espetáculo. Comunidades inteiras vivem do turismo esotérico seja oferecendo hospedagem, alimentação, guias, lembrancinhas, etc.

As pessoas que buscam esse tipo de roteiro além dos aspectos místicos, buscam fortalecer suas crenças, “matar” a curiosidade, e ampliar seus horizontes. Várias são as cidades brasileiras que despertam a atenção dos esotéricos e místicos que procuram, além de belezas naturais, o magnetismo e as energias de lugares. O que faz uma cidade virar um centro de turismo místico ou esotérico? No caso das cinco cidades aqui selecionadas, os fatores variam: há a energia emanada por minérios (São Thomé das Letras, Aiuruoca e Alto Paraíso de Goiás), a concentração de pessoas com mediunidade (Vale do Amanhecer) e o uso de um chá em rituais (Céu do Mapiá). Em comum, há o espaço para que as pessoas atinjam um nível diferente de consciência, através de práticas como a meditação, e todas colecionam histórias e lendas muito além da imaginação.

Confirmando a tendência do homem de privilegiar determinados lugares para manter contatos com o sobrenatural, os místicos e esotéricos elegeram o sul de Minas Gerais, especialmente as cidades vizinhas à Serra da Mantiqueira, como o núcleo cósmico do planeta, ou seja, o que abriria as portas para a Nova Era ou a Era de Aquário. Cidades como são Lourenço, além das propriedades medicinais de suas águas, atrai um grande número de turistas por ser conhecida hoje como a capital espiritual do terceiro milênio. Lá está a sede da Sociedade Teosófica Brasileira – atual Sociedade Brasileira de Eubiose – que se dedica ao estudo do ocultismo, do espiritismo e das religiões. Os teósofos ou eubióticos consideram São Lourenço a capital espiritual do mundo e crêem que deverá surgir ali, no ano 2005, o Avatar Maytréia, que sintetizará os sete Avatares precedentes, dos quais Jeshua Bem Pandira (o Jesus bíblico) foi o sétimo. Seria inaugurada, assim, a Idade do Ouro e o Ciclo de Aquário, estabelecendo-se na face da Terra uma nova civilização, livre das misérias materiais e morais.Um destaque nesse Estado é a cidade de São Tomé das Letras, um dos sete pólos energéticos da Terra.

São Thomé

Muitas são as lendas e mistérios que cercam esta localidade mineira na Serra da Mantiqueira. São Thomé das Letras, que fica 1.290 metros acima do nível do mar, converteu-se no local preferido pelos ufólogos, místicos e aventureiros, que passaram a procurar a cidade em busca de energias cósmicas e telúricas, experiências extra-sensoriais e contatos com discos voadores. Para muitos dos moradores ela faz parte do seleto grupo das sete cidades sagradas do mundo (há controvérsias sobre quais seriam as outras seis) e exerce, há séculos, o papel de campo de pouso de naves extraterrestres. Para reforçar os argumentos esotéricos, moradores citam uma colina que “prende” os visitantes num labirinto e uma ladeira que faz os carros subirem quando deviam descer. Há até quem garanta haver uma conexão direta, via uma complexa rede de grutas e cavernas, entre São Thomé das Letras e Macchu Pichu, no Peru.

De concreto mesmo, há rochas, muitas rochas: a cidade foi construída sobre um imenso bloco de quartzito, daí suas construções serem todas em pedra e a região possuir uma energia diferente e muito forte, dizem os esotéricos. Hoje, São Thomé tem várias pousadas (quase todas bem rústicas) e é sede de grupos esotéricos e ufológicos. Mas o desenvolvimento teve seu preço: pedreiras chegaram muito próximas do vilarejo e acabaram até mesmo com uma cachoeira, no Vale das Borboletas.

Chapada dos Veadeiros

O coração magnético do Brasil fica aqui, dizem os esotéricos. Muita gente se mudou para lá para usufruir dessa energia emanada, segundo eles, dos cristais de quartzo que brotam em toda a cidade. Alguns abriram pousadas, outros têm lojas de cristais, outros ainda promovem meditação e experiências transcendentais. Muitos juram ter visto discos voadores. Mas não confunda: as pirâmides e cúpulas metálicas da cidade são terrenas mesmo. Essa arquitetura típica de Alto Paraíso procura guardar as boas energias – e dá um horizonte diferente a esta que é a mais alta cidade do Planalto Central, a 1700m do nível do mar. Nos arredores, a paisagem é belíssima: afinal, Alto Paraíso de Goiás é a porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, repleto de cachoeiras, piscinas naturais, paredões e formações rochosas estranhas. Uma delas, veja só, chama-se Vale da Lua.

Lá estão instalados mais de 40 grupos místicos, filosóficos e religiosos, é reconhecida pelos espiritualistas de todo mundo como uma das regiões do planeta destinadas a receber seres escolhidos pelos planos superiores da vida e que podem ser classificados como os artífices da Era de Aquário. É o santuário da ecologia, do misticismo, das terapias naturais, do espiritualismo e da paz. Desde 1970, sob influência de filosofias alternativas baseadas na iminente chegada da Nova Era ou Era de Aquário, o município vem recebendo pessoas de diversos lugares do mundo, interessadas em criar as bases de uma sociedade mais voltada para a espiritualidade. Ali, pedras e flores compõem um cenário místico, originando fantásticas histórias sobre a aparição de discos voadores e seres extraterrestres na região.

Situada a 1.300 metros de altitude, Alto Paraíso fica no paralelo 14, o mesmo que atravessa a lendária cidade de Machu Picchu, no Peru. Não se trata de mera coincidência. Alto Paraíso é tida pela comunidade esotérica mundial como um dos berços da civilização do Terceiro Milênio. Considerado portão de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o município de Alto Paraíso de Goiás, localizado no distrito de São Jorge, agrega ao redor de si inúmeras cachoeiras, piscinas naturais, minas de cristais de quartzo, recantos e comunidades místicas, constituindo-se uma autêntica Trilha Astral, capaz de deixar bem “zen” o mais estressado dos viajantes. Atualmente, abriga dezenas de grupos místicos, holísticos, filosóficos e religiosos.

Serra do Roncador

A história da Serra do Roncador é marcada por aventuras, lendas e mistérios, e atrai expedições do mundo inteiro. A origem da civilização inca, o paralelo 16, o templo de Ibez, o caminho de Ió, Agartha, Shamballah, o chácra do planeta, o Portal de Aquarius, vulcões extintos, fósseis de dinossauros e discos voadores são atrativos para cientistas, curiosos e místicos de toda parte. A cidade é conhecida mundialmente como santuário místico e metafísico.

Formada por chapadões como um típico planalto, a Serra do Roncador começa na cidade de Barra do Garça, a 500 quilômetros de Cuiabá, e se estende até a Serra do Cachimbo, no Pará. É considerada por estudiosos e místicos como berço do Quinto Império, um período regido por forças etéricas que num futuro próximo marcará uma nova era, onde os conceitos espirituais prevalecerão sobre os materiais. Os sinais de antigas civilizações estão por toda a parte, o que estimula a curiosidade e imaginação das comunidades místicas instaladas na região.

Estudiosos dos mistérios da humanidade advertem que tanto brasileiros como estrangeiros devem começar a olhar o Brasil como ponto central de uma nova civilização na Terra. O nome da serra se deve ao ronco ininterrupto ouvido por toda região, que segundo os esotéricos, seria sinal de atividade intraterrestre de uma antiga civilização formada por remanescentes da Atlântida e do Império Inca. Estes últimos, prevendo a queda de seu império, refugiaram-se em bolsões no interior da Terra, lá se unindo harmoniosamente aos descendentes dos Atlantes ou fundando civilizações em outras partes do centro da Terra. Tais seres teriam uma estrutura atômica diferente da nossa, que lhes permite viver no interior do planeta. Eles formam um povo auto-suficiente, com população numerosa e alto grau de desenvolvimento mental e espiritual.

Vale do Amanhecer
Próximos de um lago, rumo a uma colina enfeitada por uma escultura vertical, centenas de homens e mulheres em roupas coloridas entoam cânticos e orações num ritual que não se vê em nenhum outro lugar do país. Seguidores de uma seita fundada no final dos anos 60 e baseada no espiritismo, eles fizeram do Vale do Amanhecer, a 25km de Brasília, um núcleo de 30 mil habitantes transbordante de fé. Rezam pela cartilha da médium e ex-caminhoneira Tia Neiva (1925-1985), que prega a devoção a espíritos diversos, incluindo os de índios, pretos-velhos e até de seres provenientes de outros planetas. Os trabalhos no templo local acontecem diariamente, a partir das 10h da manhã. Com o propósito de purificar espíritos atormentados, as sessões costumam ser bastante concorridas.

Aiuruoca
Muitos dizem que Aiuruoca, também no sul de Minas, é como a São Thomé das Letras de 20 ou 30 anos atrás: natureza intocada e energia forte emanando das muitas rochas locais. Na comparação, Aiuruoca ganha em belezas naturais – tem muito mais cachoeiras, vales e montanhas – e perde em quantidade e densidade de lendas. A parte esotérica do lugar é defendida por uma comunidade Daime e por várias pousadas que promovem encontros de meditação, vivências e mentalizações. Nada tão sobrenatural, mas a cidade tem a vantagem de oferecer serviços de melhor qualidade e de ter escapado da degradação de São Thomé.

O ponto mais famoso entre os esotéricos em Aiuruoca é o Vale do Matutu, região bem preservada que acolhe a seita Daime, templos e restaurantes vegetarianos. As atrações da cidade são em geral bem distantes entre si e para algumas trilhas e cachoeiras é preciso ter bastante fôlego. Até o Pico do Papagaio, principal cartão-postal da cidade, são quase três horas de caminhada.

Céu do Mapiá
Entre os moradores não nativos de Céu do Mapiá, no meio da Floresta Amazônica, é comum encontrar gente que foi parar no vilarejo apenas para conhecer o local e acabou encontrando uma religião e um sentido para a vida. Os cerca de mil habitantes levam uma vida comunitária (fazem mutirão semanal para grandes obras) e sustentável. Mas o que os une, principalmente, é a doutrina do Santo Daime, na qual o consumo do chá alucinógeno de ayahuasca leva a experiências divinas. A comunidade foi fundada em 1982 pelo Padrinho Sebastião (1920-1990), discípulo direto do Mestre Raimundo Irineu Serra, o criador da doutrina do Santo Daime. Por isso, é considerada a mais tradicional entre os daimistas.

A comunidade de Céu do Mapiá foi fundada pelo Padrinho Sebastião, discípulo direto do criador da doutrina do Santo Daime.

Há muitos outros roteiros a serem explorados no Brasil, mas só destacamos alguns.

O setor de turismo já é responsável pela geração de 7,2 milhões de empregos no Brasil. Desse total, 870 mil estarão na linha de frente na Copa do Mundo de Futebol em 2014, lidando diretamente com os turistas. No mês do Campeonato Mundial, o número de visitantes deverá alcançar a marca de 3,6 milhões, sendo 600 mil estrangeiros. Os dados foram divulgados no dia 29 de março (terça-feira),pelo ministro do Turismo, Pedro Novais.

Novais disse que, atualmente, o setor de turismo já responde por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que a meta é chegar ao final da década com 8% de participação. O ministro esteve no lançamento de um programa do Serviço Social do Comércio (Senac) que vai oferecer 1 milhão de oportunidades para capacitação profissional dos trabalhadores que pretendem atuar no Mundial de 2014.

Serão oferecidos cursos profissionalizantes nas áreas de turismo, gastronomia, idiomas, hotelaria, segurança, saúde e informática.

Fonte: Fator Brasil

Festividades incluem inauguração do Parque Histórico de Carambeí em abril

De 01 a 04 de abril de 2011, a colônia holandesa do país estará literalmente em festa. Mais especificamente na cidade de Carambeí (PR) – um dos seis pólos batávicos no Brasil, a 150 km de Curitiba, onde será celebrado o Centenário da Imigração. As festividades ocorrerão dentro do Parque Histórico de Carambeí (PHC – http://www.parquehistóricodecarambei.com.br), com área de 100 mil m2, que será inaugurado para a ocasião. Estão programados festival de tortas e artesanato, show musical e aéreo, entre outras atrações.

O parque será composto por diversas alas, como parque de exposições e espaços museológicos que contam um pouco da colonização do município. A Casa da Memória, por exemplo, reunirá registros da vida cotidiana dos imigrantes por meio de objetos, roupas e móveis que eles usavam. Já a Vila Histórica representará as casas da primeira vila de Carambeí, assim como a Estação de Trem Carambeí da Brazil Railway Company.

Para homenagear a tecnologia e a arquitetura desenvolvidas pelos holandeses, o parque terá a ‘Engenharia das Águas’, ala que representará as principais soluções aprimoradas por esse povo, como diques e os famosos canais da capital holandesa. O Centro Cultural Amsterdã, por sua vez, reproduzirá um quarteirão com as típicas construções da cidade, incluindo uma réplica de ponte doada pelo governo de Amsterdam.

Outro motivo de celebração é a recente sanção da presidenta Dilma Roussef sobre o projeto de lei que instituiu 2011 como Ano da Holanda no Brasil. Ele foi apresentado em 2010 pelo secretário da Fazenda do Estado, Luiz Carlos Hauly.

A Festa do Centenário
Não há dúvidas de que, durante os dias destinados à festa, Carambeí será opção certa de passeio para moradores dos distritos vizinhos ou até mesmo turistas de outros estados e do exterior. O evento terá início com o Fórum Empresarial na sexta-feira, dia 01.

No segundo dia, o parque abrirá as portas às 9h15. Estão programados desfile temático com Banda Marcial, inauguração da Vila Histórica de Carambeí com show aéreo, apresentações culturais e show de fogos piromusical com balonismo, entre outros.

O domingo começará com a Cavalgada dos Imigrantes, no centro de Carambeí, e término no Parque Histórico onde será celebrado culto ecumênico para toda a população e convidados da festa, além da meia maratona do Centenário da BRF.

No dia 4 de abril, será lançado o segundo livro da Coleção Imigrantes. A publicação esclarecerá detalhes da trajetória da Associação do Parque Histórico de Carambeí, cuja diretoria é formada por Dick Carlos de Geus, Franke Dijkstra e Gaspar João de Geus. Além de descendentes de holandeses, todos possuem forte vínculo com o agronegócio da região.

Para que todos os brasileiros e holandeses possam acompanhar e participar do calendário de eventos programados para 2011, a embaixada da Holanda no Brasil disponibilizou o seguinte endereço eletrônico: http://www.anodaholandanobrasil.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa