Arquivo da categoria ‘Pets & Animais’

gatos-04O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo. Foram encontrados afrescos e pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. Encontrou-se no Egito uma grande variedade de múmias de gatos. Algumas são envolvidas em tiras de pano entrecruzadas formando um desenho bicolor. Discos redondos representam as narinas e os olhos, sendo as orelhas imitadas com folhas de palmeira. Outras são encerradas em sarcófagos de madeira, de bronze ou de barro. Alguns exemplares podem ser vistos no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato-caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois a Europa. Na Índia o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.

Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Portanto, foi somente ao ano de 1400 que o gato-caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos.

Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.

O gato-doméstico, por seu caráter independente, aceita a coabitação do homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso não é considerado propriamente doméstico. Sai à hora que lhe convém, deita-se onde quer, come o que gosta, goza nossa hospitalidade e nossas carícias que lhe agradam, mas recusa-as quando as irritam. Em troca, oferece-nos sua beleza e sua graça. Se caça camundongos é pelo esporte e não para se tornar útil.

gatos-1Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato, é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem significação apenas para os outros gatos.

O gato-caseiro é um animal gracioso, limpo e simpático. de movimentos harmoniosos, tem uma agilidade surpreendente. Seus passos são flexíveis e medidos, e ele se apóia com suavidade sobre as acolchoadas patas. Suas unhas retrateis tornam a marcha perfeitamente silenciosa. Quando perseguido ou assustado, ele pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põe fora de perigo. Mas, em terreno plano e descoberto, sua corrida é bem menos rápida que a do cão. E é por esta razão que ele em geral tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.

Qualquer que seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas, graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele de contorça no ar. Se a queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.

Senta-se como os cães, apoiando-se no solo com a parte posterior do corpo e sustentando-se nas patas anteriores estendidas. Dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adotar, muitas vezes, as posições mais estranhas.

Para se expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversificado cheio de miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca aos outros gatos.

O tato e a visão e a audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível. Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm, igualmente grande sensibilidade tátil. A visão é excelente, tanto de dia como de noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração, segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem, a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de 20.000 c.p.s.

O gato é um animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser renovada todos os dias.

Ao contrário do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e, ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma reputação muito justificada de desobediente.

O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta, antes de partir, que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não poderá alcançá-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se com a maior coragem.

A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.

Reprodução
menagA gata é fecundada geralmente pela primeira vez aos cinco meses. É com essa idade que ela tem o seu primeiro cio e se torna sexualmente adulta. O cio dos gatos não tem período determinados. Nos climas temperados os acasalamentos são mais freqüentes durante a primavera e podem durar de três dias a três semanas. Se a fêmea não é fecundada, ela começa imediatamente um novo período de cio.

Na época da reprodução, a gata emite um grito característico e de grande alcance que alerta todos os machos da vizinhança. O comportamento, nessa época, tanto do macho, como da fêmea, muda completamente. O animal se torna subitamente selvagem, inquieto, e vaga de dia e de noite à procura de seu companheiro (ou de sua companheira). Todos nós já fomos acordados alguma noite por seus gritos que lembram o choro de uma criança. Os machos lançam a combates implacáveis para resolver apenas a questão da precedência, uma vez que, no fim das contas, a fêmea será servida, a curtos intervalos, por todos os machos. A gata pode dar à luz, numa mesma ninhada, a filhotes originados de vários machos, podendo cada um deles ser de um pai diferente.

A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.

Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.

Curiosidades sobre gatos

  • Os gatos adoram cheiros tais como loções ou perfumes. É por isso que se podem ver gatos a cheirar flores;
  • O gato mais estranho de todos nasceu na Alemanha e tinha 5 pernas, 6 patas e 30 dedos;
  • O gato usa a cauda para se equilibrar.
  • Todos os gatos domésticos detestam limões ou qualquer outro citrino;
  • Os cães geralmente têm 42 dentes enquanto os gatos apenas têm 30;
  • Quando os gatos afiam as garras, eles deixam um sinal. Têm glândulas nas patas que segregam uma substância, avisando os outros gatos que eles lá estiveram. Estas glândulas existem não só nas patas, mas também na face, pescoço, ombros e cauda;
  • Após uma refeição, os gatos lavam-se imediatamente. Isto é um instinto que lhes diz para se limparem de modo a que os predadores não sintam o cheiro a comida e os ataquem;
  • Os gatos não vêm muito bem de perto. Qualquer coisa num raio inferior a 15 cm torna-se muito desfocada;
  • Apenas um em cada mil gatos cor-de-laranja é fêmea;
  • Os gatos têm um QI que no reino animal só é ultrapassado pelo dos macacos e dos chimpanzés;
  • A maneira como os gatos comunicam é fascinante. Eles não constróem frases para exprimir o afeto, raiva, fome, solidão, alegria e medo nas freqüências naturais, inaudíveis para o homem, mas sim, em freqüências mais baixas de modo a que os humanos os possam ouvir. Alguns cientistas acreditam que os gatos aprenderam que nós não os conseguimos ouvir nas freqüências naturais , e por isso, adaptaram-se de modo a comunicarem conosco;
  • Os gatos conseguem ouvir as suas presas rodando as orelhas independentemente uma da outra;
  • Há mais gatos em Londres do que pessoas na Noruega;gatos-olhando-a-cidade_942_1024x768
  • Os antigos Egípcios adoravam os gatos como se fossem deuses. Qualquer dono de um gato pode confirmar que eles não se esqueceram disso;
  • A salvação de um animal mais desastrosa de sempre aconteceu em Londres, quando uma senhora idosa chamou os bombeiros para tirarem um gato de cima de uma árvore. Eles retiraram o gato são e salvo, mas atropelaram-no quando se iam embora;
  • O gato usa 32 músculos para controlar as orelhas;
  • Os gatos vêm ter com as pessoas e roçam-se a elas para as marcar como seu território. Eles têm glândulas que segregam uma substância química que os distingue dos outros gatos;
  • A elasticidade dos ossos dos gatos é apenas 1/10 menor do que a da borracha. Se um gato cair de um 10º andar, tem 90% de hipóteses de sobreviver. Se um humano cair da mesma altura, só tem 10% de hipóteses de sobreviver;
  • Os gatos pretos são geralmente mais calmos do que os brancos, que estão sempre muito nervosos;
  • Quando um gato abana a cauda inteira, está zangado. Quando abana a ponta da cauda, está contente.;
  • A maioria doa gatos sentem-se atraídos pelo mentol (pastilhas, pasta de dentes etc…);
  • Os gatos gostam de dormir com as costas encostadas a algo. Eles fazem isto para evitar que apareça alguém por detrás deles;
  • Os gatos sentem-se mais atraídos pelas pessoas que lhes dão menos atenção. Eles sentem-se menos ameaçados quando não há contato visual.

Fontes: Saúde Animal e Animais e Natureza

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Por que camelos têm corcovas?

Publicado: 17/06/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Pets & Animais
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Os camelos são animais ruminantes, oriundos do Centro e do Leste da Ásia, que têm corcovas no dorso, pescoço longo e calosidades nas juntas dos joelhos. Existem duas espécies de camelos: o dromedário (de uma só bossa ou corcova) e o camelo bactriano (de duas bossas) é bem maior que o outro.

Adaptado à vida no deserto, o camelo desafia as areias, o vento, o sol e as altas temperaturas. A suave pelagem que o cobre permite uma certa refrigeração e impede que o Sol ou as areais batidas pelo vento possam ferir a sua pele. As patas largas e chatas suportam o seu peso na areia, impedindo que o animal se enterre, e as longas pestanas protegem os olhos das partículas que as tempestades levantam.

Os camelos domesticados são usados como animais de carga e deles aproveita-se ainda a carne, o leite e a pele. São também usados como uma forma de divertimento, como por exemplo nas tradicionais corridas de camelos que se realizam nos Emirados Árabes Unidos. Existem camelos domesticados na África, Médio Oriente e Ásia central. Apenas na Austrália vivem em estado selvagem.

Eles são herbívoros. A base da sua alimentação são ervas, capim e, onde houver, árvores, folhas e ramos. Ao contrário do que se acredita as corcovas não armazenam água, mas sim gordura, que pode ser usada como reserva de energia e chegam a pesar até 35 kg. Sempre que podem, comem em grandes quantidades, sobretudo alimentos ricos em líquidos como os cactos ou outros vegetais, de forma a criar reservas de gordura. Essa gordura é armazenada nas bossas e utilizada sempre que o animal não pode comer ou beber. Por isso ele é capaz de andar mais de 100 km num só dia sem se alimentar.

Os camelos armazenam a água por todo o corpo, em particular na corrente sanguínea. Podem passar uma semana sem beber e quando o voltam a fazer podem ingerir até 200 litros de água de uma só vez. Um camelo pode perder até 40% do seu peso antes de ficar desidratado. Um dromedário sedento pode tomar até 140 litros de água em apenas 10 minutos.

A altura média varia entre 1,80 e 2,50 metros, o peso entre os 450 e os 700 kgs e podem viver até 40 anos. Eles caminham a uma velocidade de 4 a 6 km/h, e podem carregar até 180 kg de peso (os dromedários) e 250 kg de peso (os camelos).

Fonte: Girafamania, Sotão da Inês e Bicharada

:: Por Eduardo Kato ::

A cada momento, podemos constatar fatos incríveis e fantásticos que falam da capacidade de adaptação de animais e plantas ao ambiente com o objetivo de, simplesmente, continuar a viver. Estas adaptações têm lógica e bom senso e são o resultado da aplicação de princípios matemáticos, de física e de química.

Vejamos algumas:

urso-polarObservando ao animais que vivem nas regiões polares (regiões onde as temperaturas ambiente são constantemente situadas baixo de 0 oC (zero), notamos neles uma série de adaptações que tem o objetivo de promover a manutenção da temperatura corpórea constante e em níveis apropriados para a vida normal. Notamos, por exemplo, a presença de uma espessa camada de tecido adiposo (gorduroso) freqüentemente associada à presença de uma pelagem densa e espessa, a presença de pescoço e apêndices (patas) curtos (redução da área exposta aos ventos frios e á água gelada) e um metabolismo adaptado para gerar maior quantidade de energia para manter a temperatura. Como exemplos temos os ursos polares, as focas, as morças e os pinguins.

girafaNo caso inverso, quando observamos animais que vivem em climas muito quentes (África) percebemos outras formas de adaptação, desta feita adequadas para dissipar mais facilmente o calor do corpo. As girafas tem as pernas e o pescoço enormes que facilitam a dissipação de calor (apresentam maior área para a troca de calor). Os formidáveis elefantes africanos tem suas enormes orelhas percorridas por um sistema de vasos sangüíneos intensamente subdividido fato que ajuda especialmente na tarefa de promover o resfriamento do sangue a cada abanada das orelhas.

Muitas aves de rapina (gaviões, águias) que se alimentam de cobras venenosas, são pernaltas de tal forma que a picada dos répteis, mesmo que atinjam as longas pernas cobertas de escamas (parte situada abaixo das coxas). Estas aves mergulham quase que verticalmente sobre suas vítimas, surpreendendo-as e depois de cravarem suas garras no corpo da presa, rapidamente atingem a cabeça da vítima com bicadas fatais, quase sem correr o risco de serem picadas pelas cobras, tendo o corpo afastado do perigo de picadas venenosas graças as longas pernas “blindadas”.

A maioria das aves que nadam (patos, cisnes) contam com um sistema de impermeabilização natural da superfície das penas que cobrem o corpo. Próximo a região da cauda, na parte superior, existe uma glândula que secreta uma substância gordurosa impermeabilizante que é retirada pelo animal com a ajuda do bico e distribuída homogeneamente sobre a superfície das penas (principalmente da parte inferior do corpo). A impermeabilização da camada superficial externa faz reter uma camada de ar entre as penas, reduzindo a densidade total destas aves, fazendo a ave flutuar. Se um pato tiver lavada a parte inferior do corpo com um forte detergente não conseguirá flutuar sobre a água até que ele mesmo reconstitua a camada natural de impermeabilização.

As plantas naturais dos desertos contam com interessantes adaptações para resistir ao perigo da desidratação pela ação do calor. Normalmente, as folhas das plantas são responsáveis pela perda de água por evaporação – assim, quanto mais folhas, maior a perda d’água.

A perda d’água deve ser minimizada à qualquer custo no deserto, e para isto, os cactos transformaram suas folhas em grandes espinhos que também protegem a planta do ataque de certos animais herbívoros. E vejam só, mais uma adaptação – a fotossíntese nos cactos é realizada pela clorofila presente no caule (caule verde) dos cactos.
Bons observadores notaram que sob as árvores que produzem a manga (mangueiras), pouquíssimas plantas conseguem se estabelecer. Uma substância (hormônio vegetal) eliminada através das folhas da mangueira e lavada pelas chuvas fica acumulada no solo sob a mangueira e inibe a germinação e o desenvolvimento da maioria das outras plantas. Esta situação garante a mangueira a que os nutrientes presentes no solo não sejam consumidos por concorrentes.

::  Eduardo Kato é biólogo e professor de Gestão Ambiental do INPG

Fonte: Curiosidade Animal

O relacionamento entre pessoas e cachorros começou há pelo menos 15 mil anos, fazendo dos cães provavelmente os primeiros animais domesticados. Existe uma variedade impressionante de cães, mas desde o nobre e imenso Dogue Alemão até o pequeno e esperto Chihuahua, são todos uma única espécie, com uma única história.

A história
Os cães são membros da família Canidae. Canídeos são parte de um grupo maior chamado Ordem carnivora, que também inclui ursos, quatis, gatos e focas. Alguns fósseis mostram que a família Canidae derivou-se dos ancestrais comuns da Ordem Carnivora há aproximadamente 40 milhões de anos. A família Canidae foi subdividida em três subgrupos: animais semelhantes às raposas, animais semelhantes aos lobos e canídeos sul-americanos.

Observando a diversidade de cães e canídeos selvagens, cientistas como Charles Darwin acharam que os diferentes tipos de cães deviam ser descendentes de diferentes tipos de canídeos selvagens. Entretanto, a análise do DNA mostra que os cães são descendentes apenas dos lobos. Mas, mesmo estando cientificamente provado que os cães são descendentes dos lobos, não está muito claro quando e como isso aconteceu.

O problema desta teoria é que a mudança das características de lobo para cão só pode ter acontecido muito lentamente. Os lobos são relativamente uniformes em aparência, portanto, as chances de aparecimento de uma mutação aleatória em uma população cativa são pequenas. Levaria milhares ou, até mesmo, milhões de anos para surgir uma grande diversidade. Além do mais, a descoberta de fósseis mostra que não faz muito tempo que os cães apareceram. Testes de DNA indicam que os cães podem ter começado a se separar do lobos há 100 mil anos e esse tempo é considerado relativamente recente em termos evolutivos. Ainda assim, podemos ver nos cães a diversidade física mais radical entre todas as espécies de mamíferos. Há mais variação em tamanho, cor, tipo de pelagem e outros aspectos da aparência entre cães do que entre todas as outras espécies de canídeos.

Publicações recentes, como o polêmico livro “Dogs: A Startling New Understanding of Canine Origin, Behavior, and Evolution,” de Raymond e Lorna Coppinger, apresentam uma teoria alternativa sobre como os cães evoluíram dos lobos. O casal Coppinger sugere que alguns lobos se “auto-domesticaram”. Quando os homens deixaram de ser uma sociedade nômade para viver em aldeias, criaram um novo nicho ecológico para os lobos das redondezas. O nicho tradicional dos lobos é o de caçadores de herbívoros (comedores de plantas), como cervos e alces. Este nicho requer que os lobos sejam grandes, fortes, inventivos e capazes de aprender com exemplos.

Os humanos, vivendo em comunidade, produziam restos de comida e outros resíduos, o que representa uma fonte valiosa de alimentos para os animais. Os lobos, morando perto das pessoas, começaram a tirar vantagem dessa fonte e os mais ousados conseguiam mais comida e sobreviviam melhor.

Historicamente, o temor e a aversão ao contato com humanos era uma boa estratégia para os lobos selvagens, mas devido a esta atitude gastavam muita energia fugindo e não conseguiam alimentos de maneira tão eficaz quanto os mais ousados. Os lobos ousados sobreviviam melhor, reproduziam-se e tinham mais ninhadas. O grupo de lobos que permaneceu mais próximo dos homens seguiu um caminho evolutivo diferente. Esse grupo não precisava ser tão rápido ou criativo quanto seus ancestrais. Na verdade, ser pequeno era melhor porque animais menores precisam de menos comida. A característica principal para sobreviver nesse grupo era ser tolerante com os humanos. Esse processo foi conduzido pela seleção natural.

Curiosidades

  • Os cães suam através das patas e do focinho.
  • Os cães são mais suscetíveis a atacar um estranho correndo, do que um que esteja parado.
  • A maior ninhada ocorreu em 1944 quando uma American Foxhound teve 24 filhotes.
  • Dar chocolates aos cães pode ser fatal para eles. Um ingrediente do chocolate, a teobromina, estimula o sistema nervoso central e o músculo cardíaco. Cerca de 1 kg de chocolate de leite, ou apenas 146 gramas de chocolate de culinária serviam para matar um cão de 22 kg.
  • O olfato dos cães é dos melhores da natureza. Se as membranas situadas no nariz dos cães fossem estendidas, elas seriam maiores do que o próprio cão.
  • Se um cão tiver a cauda erguida, é um sinal de dominância. Significa que é o líder da matilha.
  • Os cães têm cerca de 100 expressões faciais, a maior parte delas é feita com as orelhas.
  • Já não há Huskies Siberianos na Sibéria.
  • Os cães vêem a cores, mas não tão nitidamente como os humanos.
  • Quando os cães têm dores de estômago, comem relva para vomitar.
  • Dois cães sobreviveram ao naufrágio do Titanic. Escaparam nos primeiros botes salva-vidas, que levavam tão pouca gente que ninguém se importou que eles estivessem lá.
  • Os americanos gastam mais dinheiro em comida de cão do que em comida de bebê.
  • Houve um cão que era tão leal ao dono que, quando este morreu, ele nunca saiu de perto da cama. Apenas saía para ir buscar comida e voltava para comer ao pé do dono, como era costume. O cão passou o resto dos seus dias ali. Quando morreu foi enterrado ao lado do dono.
  • O cão de guarda húngaro Kuvasz não é geneticamente um cão branco. O Kuvasz é um cão preto com pelo branco.
  • Geralmente, a boca de um cão tem menos bactérias e germes do que a boca de um humano.
  • Há mais de 52.6 milhões de cachorros nos Estados Unidos.
  • A imagem de salvador de viajantes sustentada pelos cães São Bernardo surgiu na Suíça em meados do século XVIII. Foi em Valais, na Pousada do Grande São Bernardo, que os monges começaram a treinar os cães, inicialmente como auxiliares em trabalhos domésticos. O tempo foi passando e os cães foram também ensinados a guiar os viajantes que passavam pelas redondezas, além de ir buscar vítimas de avalanches que pudessem estar soterradas vivas na fria região da Pousada, o desfiladeiro do Grande São Bernardo. Apesar de serem realmente cães de salvamento, nunca levaram amarrado ao pescoço o barrilzinho com álcool freqüentemente visto em ilustrações e desenhos animados. O mais conhecido desses cães chamava-se Barry, dono da fama de ter salvo mais de 40 pessoas em toda a sua vida. Ele ainda pode ser visto, empalhado, no Museu de História Natural de Berna.
  • Os cães machos urinam com muito mais frequência do que as cadelas. Isso porque a urina também age, em parte, como marcador de seu território.
  • Na hora da refeição, o cão é mais receptível a ensinamentos. Um filhote aprende mais rápido seu nome quando você o chama para se alimentar.
  • A menor raça de cão é o Chihuahua cujo peso reconhecido se encontra entre 90 gramas até 2,75 kg.
  • As raças mais altas de cães são o Grand Danois, o Wolfhound Irlandês, o São Bernardo, o Mastim Inglês, o Borzoi e o Karabash da Anatólia (cão pastor turco). Todas essas raças podem chegar a 90 cm de altura.
  • O Museu da História Natural, na Cidade do México, possui um esqueleto de um Chihuhua que mede apenas 18 cm. Apesar de não estar citado o peso deste cão, apresentado em 1910, calcula-se que não poderia ter pesado mais de meio quilo.
  • Os cães da raça grandes têm um aparelho digestivo muito sensível. O menor stress pode causar amolecimento das fezes ou diarréias.
  • O aparelho digestivo de um cão de raça pequena representa 7% de seu peso total, contra somente 2,7% para um cão de raça grande.
  • O cão somente torna-se maduro ao atingir um ano e 1/2 de vida, ou mais.
  • O Greyhound é uma raça pura usada na caça desde o tempo dos Romanos.
  • Quando adulto um cão de raça pequena atinge 20 vezes o seu peso de nascimento, enquanto o cão de raça grande ou gigante poderá atingir 100 vezes.

Fontes: Animal e Natureza e HSW

Os cinco sentidos dos bichos nem sempre são iguais aos dos seres humanos. Quer ver como? Leia cinco exemplos sobre o curioso mundo dos animais.

Visão de super-herói
A águia enxerga tão bem, que encontra a presa a uma grande distância, como se usasse um binóculo. Mesmo com a visão incrível, há espécies da ave que estão ameaçadas de extinção por problemas como destruição de habitats, caça e poluição. Na foto uma Águia Real.

Orelhudos
As orelhas do elefante não são só para enfeitar a cabeça: ele escuta muito bem. Além disso, o elefante africano as usa para mostrar que está com raiva.

Sem orelhas
Os peixes não têm orelhas, mas sentem as vibrações do som dentro da água. Ao contrário do peixinho Nemo, do filme de animação, eles são bem silenciosos.

owlAtentas
A coruja usa seus misteriosos olhos para enxergar no escuro. Por isso elas dormem de dia e batem suas asas à noite, para caçar.

Antenadas
As antenas das formigas tem múltiplas funções: ajudam a tocar, cheirar, sentir o gosto e até ouvir. Ao tocar a antena de outra companheira elas conseguem até sentir o cheiro do próprio formigueiro.

Informações da “Mini Larousse dos Cinco Sentidos”, do “Meu 1º Larousse de Curiosidades” e “Meu 1º Larousse Enciclopédia”

A vida com os animais de estimação fica mais alegre, mas implica em muitas responsabilidades.

Um filhote geralmente chora muito quando chega na nova casa, faz as necessidades em lugares inadequados, precisa de cuidados extras com saúde, alimentação higiene e educação. Neste período precisa ser supervisionado mais especialmente e durante toda a vida vai precisar de um tempo de atenção, e gastos para garantia da saúde de todos.

Animais já adultos embora nem sempre preferidos podem oferecer a vantagem de já estarem educados, algumas vezes já são até vacinados e pode-se pular algumas etapas de socialização que nem todos os futuros proprietários apreciam. E assim você pode evitar com isso que um animal abandonado seja sacrificado.

No geral animais adultos oferecidos para adoção com boa índole atestada, são muito agradecidos e companheiros.
Cães e gatos quando envelhecem, tais como as pessoas, tendem a dormir mais, a ter mais lentidão, a perder a acuidade visual e auditiva, ficam sujeitos a várias doenças da velhice, como cardiopatias, tumores, obesidade, diabetes, que assim como no homem, também vão se instalando. É muito importante que sejam cuidados e sejam acompanhados pelos donos até o final. É uma fase difícil que precisa de supervisão especial.

Veja abaixo os 9 itens obrigatórios para quem tem ou quer adotar um cão ou gato:

  1. Mantê-lo SEMPRE nos limites domicílio, solto no quintal. NUNCA solto nas ruas ou preso em correntes.
  2. Vaciná-lo anualmente, quando adulto, contra a raiva e as demais doenças. Os filhotes devem ser vacinados com 2, 3 e 4 meses de idade e, os adultos, anualmente, com vacina contra a raiva e doenças próprias da espécie.
  3. Vermifugá-lo, quando filhote, a partir dos 20-30 dias de idade. Quando adulto, semestralmente ou anualmente.
  4. Esterilizá-lo / castrá-lo para impedir que tenha crias indesejadas. – É uma cirurgia que impede o surgimento de crias indesejadas, diminuindo o abandono e os maus tratos dos animais pelas ruas. Deve ser feita tanto nas fêmeas como nos machos. Poderá ser feita a cirurgia a partir de 30 dias de idade
  5. Socializá-lo com outros animais e com toda a família.
  6. Passear diariamente, levando-o com coleira e guia Durante o passeio, utilize sempre coleira e guia. É segurança para o animal e para as pessoas. Se o animal for bravo, utilize também a focinheira e evite agressões.
  7. Manter a limpeza do local (lavar o quintal, recolher dejetos) e a higiene do animal (banhos sempre que necessário)
  8. Levá-lo ao veterinário sempre que necessário.
  9. Dar afeto e carinho.

Outras ações importantes:

  • Registro Geral do Animal (RGA) – O RGA identifica o animal e seu proprietário. Procure o Centro de Controle de Zoonoses ou os estabelecimentos veterinários credenciados para fazer o registro do seu animal.
  • Recolhimento de fezes – Todo proprietário deve recolher as fezes de seu animal nas ruas, calçadas e parques. É uma atitude de cidadania e obrigatório por lei.
  • Abrigo – O cão deve ter abrigo confortável, protegido do sol, da chuva e do vento. Já os gatos preferem dormir em locais altos e aconchegantes.
  • Alimentação – Fornecer rações apropriadas de acordo com a espécie e a idade do animal. Os adultos devem ser alimentados duas vezes ao dia e os filhotes de 4 a 6 vezes ao dia. Mantenha sempre a água limpa e fresca à disposição. IMPORTANTE: Recolher os restos de ração do comedouro de seu animal, evitando assim a proliferação de ratos, baratas e formigas.

Fonte: CCZ e Animal e Natureza

A gente tem que mostrar quem faz alguma coisa…

“Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, apenas o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos que não podem se defender”.
Brigitte Bardot

Se quiser adotar, adote um focinho.