Arquivo da categoria ‘Pets & Animais’

:: Por Gabriela Toledo ::

A toxoplasmose é uma protozoonose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.). Acarreta abortos e nascimento de fetos mal formados.

1) O MITO SOBRE O GATO
Apenas 1% dos gatinhos transmite a toxoplasmose e, para isso, eles precisam estar doentes e, principalmente, na fase de eliminação dos oocistos. O gatinho contrai o toxoplasma quando come carne crua ou mal passada ou, ainda, se ele comer insetos, ratos, lagartixas que contenham cistos do protozoário. É importante saber que adquirir toxoplasmose de gatos é muito raro e o animalzinho não é a principal fonte de transmissão.

Geralmente, o gato que contraiu toxoplasmose, irá eliminar os oocistos (“ovinhos” do toxoplasma) apenas UMA ÚNICA VEZ e por apenas 15 DIAS durante toda a sua vida. Esta eliminação ocorre 10 dias após o gatinho ter sido infectado. Para que VOCÊ se contamine com o toxoplasma, você precisa COMER a forma infectante, que nada mais são que os ovinhos germinados presentes nas fezes do gato contaminado. Ou seja, você precisa que as FEZES DO GATO tenham contato com sua boca. E tem mais, as fezes do gato infectado precisam ter contato com sua boca depois de 48 horas que o gato tenha defecado, caso contrário, os “ovinhos não germinam” e o ciclo não se completa!

Vale lembrar que os gatos são animais extremamente limpos. Eles têm o habito de enterrar seus dejetos e se limpar várias vezes ao dia. Estudos mostram que é IMPOSSÍVEL você contrair toxoplasmose beijando ou acariciando seu gatinho. Portanto, fique tranqüila! Seu gatinho não lhe representa nenhum perigo! Ahhhh, já estava esquecendo, não se contrai toxoplasmose através da lambida, mordida ou arranhões de gato.

2) POMBOS E OUTROS ANIMAIS
Os pombos também já levaram a culpa de transmitir toxoplasmose. Assim como os pombos, outros animais também foram perseguidos! Tanto os pombos como qualquer animal pode transmitir toxoplasmose. Para isso é NECESSÁRIO que você COMA A CARNE CRUA ou MAL PASSADA DESSES ANIMAIS INFECTADOS. Se você não come pombos crus ou mal passados, fique tranqüila, eles não representam nenhum risco de lhe transmitir toxoplasmose.

3) COMO VOCÊ REALMENTE SE INFECTA
Agora sim, a parte que NINGUÉM FALA, mas que é a MAIS IMPORTANTE!
As principais formas de contaminação ocorrem pela ingestão de CARNE CRUA ou MAL PASSADA e pela ingestão de LEGUMES, VERDURAS e FRUTAS MAL LAVADAS. Não é a toa que a maior concentração de pessoas positivas para toxoplasmose do mundo está em Erechim/RS (onde o consumo de carne de porco é enorme). Depois de Erechim, podemos citar Portugal, onde é extremamente comum o consumo de embutidos. É interessante informar que 1/3 da população mundial é soropositiva para toxoplasmose. Isso se deve ao fato de terem tido contato com o toxoplasma. Não quer dizer que essas pessoas estão doentes. Elas apenas possuem anticorpos contra a doença o que lhes garante que não irão se infectar novamente! Olha que legal!!!

4) RESUMINDO
Por aqui já dá para entender que, para uma pessoa ser contaminar através do gato, é necessário que o gato esteja realmente doente, eliminando os oocistos, a caixinha de areia esteja suja e sem limpar por, no mínimo 24horas, e a pessoa mexa nas fezes e depois leve a mão suja à boca, ingerindo assim os oocistos esporulados do toxoplasma. Poxa… isso é um tanto quanto difícil de acontecer com pessoas com o mínimo de higiene, não é mesmo?

Se já sabemos como ocorre a contaminação, fica fácil evitar… Vamos lá:

Cuidados gerais
– Lave as mãos antes de comer ou beber
– Lave as mãos após a manipulação de carne e alimentos
– Não tome leite sem antes fervê-lo
– Não coma carne crua ou mal passada e nem verdura, legumes e frutas mal lavados
– Não coma embutidos não fiscalizados, de procedência duvidosa
– Use luvas ao limpar a caixa sanitária de gatos e/ou quando for mexer com jardinagem
– Se você for vegetariano, já não precisa se preocupar com carnes cruas ou mal passadas, mas tenha muita atenção nas frutas, legumes e verduras bem lavadas.

Cuidados com o gatinho
– Não o alimente com carne crua ou mal passada
– Limpe a caixa sanitária 2x ao dia.
– Desinfete a caixa sanitária e a pá com água fervendo por 5 minutos diariamente (se o gatinho estiver doente)
– Evite que seu gatinho tenha acesso à rua (assim evita que ele cace ratinhos, baratas, lagartixas ou então que ele coma alimentos duvidosos)
– Mantenha seu gatinho vacinado e vermifugado
– Leve seu gatinho frequentemente ao veterinário

Cuidados com outros animais
– Estoque alimentos e ração adequadamente evitando o acesso de insetos (insetos podem “carregar” o oocisto esporulado até a ração. Se o animal ingerir a ração contaminada ele irá se infectar com o toxoplasma)

5) PORTANTO EU REPITO EM ALTO E BOM TOM:
SEJA FELIZ COM SEU GATINHO, ELE DEFINITIVAMENTE NÃO REPRESENTA NENHUM PERIGO PARA VOCÊ, POIS BEIJÁ-LO, ABRAÇÁ-LO, ACARICIÁ-LO, BRINCAR E DORMIR COM ELE NÃO TRANSMITE TOXOPLASMOSE.

:: Dra. Gabriela Toledo, Médica Veterinária – CRMV-SP 28.659, presidente da PEA

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Tratar animais de estimação como filhos é mais frequente no meio urbano. Pelo menos é o que revelou um estudo apresentado no 118.º Encontro da Associação Sociológica Americana. Nas áreas rurais, os animais são avaliados com base na sua utilidade prática.

10 Países com a maior população de cães no mundo:

  • 1º. Estados Unidos: 61 milhões
  • 2º. Brasil: 30 milhões
  • 3º. China: 22 milhões
  • 4º. Japão/Rússia: 9,6 milhões
  • 5º. África do Sul: 9,1 milhões
  • 6º. França: 8,1 milhões
  • 7º. Itália: 7,6 milhões
  • 8º. Polônia: 7,5 milhões
  • 9º. Tailândia: 6,9 milhões
  • 10º. Reino Unido: 6 milhões

Fonte: O Estado de S. Paulo e Superinteressante

Caiu vertiginosamente a população do tigre siberiano(Panthera tigris altaica) ou Tigre de Amur.  Atualmente há apenas 250 animais no mundo. Os motivos apresentados pelos estudiosos são dois: um gargalo gargalo genético que a põe em risco de consangüinidade e uma misteriosa doença que causou a morte quatro adultos e diversos recém-nascidos nos últimos dez meses, que ameaça se espalhar pela população.

Segundo Miquelle Dale, diretor do programa russo Wildlife Conservation Society (WCS), ao Guardia, “Podemos estar testemunhando uma epidemia na população dos tigres siberianos”.

A doença ainda não identificada. Mas, pelo que se observou afeta a capacidade de caçar dos animais, deixando-os enfraquecidos e com fome.

A doença foi observada pela primeira vez em um tigre macho no ano passado. “Estamos extremamente preocupados com a possibilidade de uma epidemia que poderia acabar com todos esses tigres”, disse Miquelle. “Os animais que temos estudado extensivamente, demonstraram uma mudança radical de comportamento, o que é extremamente preocupante.”

Esses felinos já enfrentaram o grande perigo de caçadores, responsáveis por matar cerca de 30-50 tigres por ano. “O aumento de óbitos provocados pela doença nessa população poderia chegar de um ponto de não retorno”, disse Miquelle ao Guardian.

O que é a extinção da Espécie?

Animais ameaçados de extinção.

Extinção em biologia e ecologia é o total desaparecimento de espécies, subespécies ou grupos de espécies. O momento da extinção é geralmente considerado sendo a morte do último indivíduo da espécie.

Em espécies com reprodução sexuada, extinção de uma espécie é geralmente inevitável quando há apenas um indivíduo da espécie restando, ou apenas indivíduos de um mesmo sexo. A extinção não é um evento incomum no tempo geológico – espécies são criadas pela especiação e desaparecem pela extinção.

Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com a extinção de espécies devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem poluição, destruição do habitat, e introdução de novos predadores. Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinção. Extintas na natureza é uma expressão usada para espécies que só existem em cativeiro.

Uma implicação natural do processo de evolução biológica é a extinção de espécies, uma vez que a seleção natural significa a sobrevivência do mais apto, do mais adaptado a cada ambiente. Assim, à medida que ocorrem mudanças ambientais, muitas espécies e até grupos inteiros (famílias) podem ser extintos.

No Brasil

No Brasil conhecemos bem alguns exemplos, como micos-leões, tatus, veados, tamanduás, peixes-boi, preguiças, lobos-guará, onças, jaguatiricas, baleias, antas, papagaios, araras, gaviões, macucos, tartarugas, jacarés. Em outros continentes as listas também são extensas, incluindo por exemplo: ursos-polar, leopardos, orangotangos, gorilas, tigres, pandas, rinocerontes, elefantes indianos, coalas, golfinhos, baleias, ursos, grous, águias, condores, pingüins, gaivotas, tubarões, tartarugas etc.

Todos esses exemplos são apenas de vertebrados, animais maiores e por várias razões mais ligados ao nosso interesse direto, por isso mesmo mais conhecidos. O que dizer então das espécies de invertebrados, de vegetais, de microrganismos? Não podemos esquecer que eles são a maioria das espécies do planeta, tendo os vertebrados apenas cerca de 50 mil espécies atuais.

Fonte: Scientif American Brasil e Portal Educação

cuidado_ferret_12O Ferret (Mustela putorius furo) é um animal de pequeno porte, mede cerca de 40 cm, sem contar a cauda, e pesa aproximadamente 1 quilo. Depois do gato e do cão, é o bichinho de estimação predileto dos americanos.

É um primo doméstico e provável descendente da doninha européia (Mustela putorius). Acredita-se que seja originário do cruzamento da doninha européia com a doninha das estepes siberianas (Mustela evermanni).

O Ferret é um pet do homem há séculos (no mínimo 2000 anos). Existem citações do Ferret como animal doméstico nos escritos de Aristóteles (384 AC – 322 AC), Strobo (63 AC – 24 DC) e Plínio (23 – 79 DC).

Eles ficam adultos aos seis meses e vivem de 8 a 10 anos,  dependendo dos cuidados e da alimentação. Adora se divertir com brinquedos pequenos de látex e de se enfiar em qualquer canto e buraco que encontrar pela frente, pois tem o corpo muito flexível e é muito ágil, daí seu apelido de “Furão”. Eles se dão Black%20Footed%20Ferretbem com as crianças e com a família toda.

No Brasil, ele é conhecido, principalmente pelos personagens de filmes e seriados americanos que sempre tem um desses bichos para exibir. Nas antigas embarcações, era útil para caçar ratos e até hoje ainda é usado para esse fim e na Inglaterra, também para ajudar a desentocar os coelhos nas caçadas.

Na importação dos Ferrets para o Brasil, são retiradas as duas glândulas do animal, que ficam uma de cada lado do reto, e o motivo é o forte cheiro que elas exalam, devido a uma secreção que é mais forte nos machos e nos Ferrets adultos, daí o nome da família: Mustelidae, que significa almiscar.

Será que é uma boa escolha?

Embora eles sejam bonitinhos e cheios de energia, não devem ser comprados num impulso. O custo de manutenção é bem maior do que um cachorro ou gato.  Um ferret não é um animal de gaiola, e requer um mínimo de 3 a 4 horas fora da gaiola diariamente, e eles são animais cheios de energia. Eles precisam de uma gaiola grande com espaçocuidado_ferret_13 para uma bandeja sanitária, comedouro, bebedouro ou garrafa de água, sacos e redes de dormir, etc.

Como todo animalzinho de estimação eles precisam ter alimentação adequada (os poucos fabricantes nacionais de ração para Ferrets não atendem às especificações internacionais já testadas e aprovadas, comprometendo a qualidade de sua oferta), cuidados de um veterinário (poucos tem conhecimento suficiente para tratá-los), vacinação regular. E como todo tudo, ele envelhece e necessita de cuidados especiais.

O IBAMA, órgão que regulamenta a importação de animais para o país, exige que os animais venham castrados e com um micro chip implantado sob a pele para facilitar o controle e identificação. A reprodução destes animais é proibida no Brasil, uma vez que aqui os ferrets não possuem predadores naturais e, caso soltos, causariam grande desequilíbrio ecológico ao meio ambiente. Tome o cuidado de garantir que o seu ferret é um animal legalizado quando for adquiri-lo. Lembre-se que o tráfico de animais não só é como também é crime por lei.

10 mandamentos dos Ferretscuidado_ferret_11

  1. Se eu gostar disto, é meu.
  2. Se ele estiver em minha pata, é meu.
  3. Se eu posso tirar isso de você, é meu.
  4. Se eu tivesse isto a pouco atrás ?, não importa é meu.
  5. Se ele for meu, devia nunca parecer ser seu de qualquer forma.
  6. Se eu estiver fazendo ou roubando algo, todos os pedaços são meus.
  7. Se ele parecer com meu, é meu.
  8. Se eu vi isto primeiro, é meu.
  9. Se você estiver tocando em algo e você derruba, isto se torna automaticamente meu.
  10. Se ele estiver quebrado, é seu. E quando ele for consertado, é meu.
Até 16 de agosto acontece na capital paulista a campanha de vacinação contra raiva. Cães e gatos poderão ser imunizados gratuitamente em mais de 1900 postos em todas as regiões da cidade. Podem ser vacinados animais com mais de três meses de idade, inclusive as fêmeas que estiverem amamentando, prenhas ou no cio. O proprietário recebe um comprovante de vacinação do animal, que é válido por um ano.

A raiva é uma doença transmissível de animal para animal e de animal para o ser humano, caracterizada pelo contágio direto, ou seja, pelas mordidas, arranhões ou lambedura de cães, gatos, morcegos ou outros mamíferos infectados.

A relação dos postos, com locais e datas por região, pode ser consultada no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa, ou na central 156, canal de informações da prefeitura. A vacinação será realizada das 9 às 17 horas.

Um recente estudo britânico, publicado no “Journal of Biogeography”, adverte sobre as conseqüências para as aves migratórias, que com o aquecimento global, deve ampliar as distâncias percorridas entre a África e o norte da Europa.

A distância percorrida por alguns pássaros migratórios em direção ao norte, em busca de alimentos e condições climáticas favoráveis, pode aumentar em até 400 km, destaca o estudo dirigido por Stephen Willis, da Universidade de Durham. Ele cita como exemplo o papa-amoras-comum (Sylvia communis).

O estudo analisou a migração de 17 espécies de garriças comuns na Europa. Com a ajuda de modelos informáticos, os pesquisadores descobriram que as zonas de reprodução das garriças se deslocarão mais para o norte com o aquecimento global, enquanto suas regiões de invernação permanecerão no mesmo local, o que significa rotas de migração mais longas.

passaro2Ao menos 500 milhões de aves migratórias, algumas pesando apenas 9 gramas, percorrem milhares de quilômetros entre a África e a Europa a cada ano. Para suportar essas distâncias, algumas chegam a duplicar seu peso antes da partida, enquanto outras conseguem reduzir seus órgãos internos para consumir menos energia.

“Estas pequenas aves realizam viagens incríveis, chegando ao limite de sua resistência, e qualquer ampliação da distância as colocará em perigo”, destaca um dos autores do estudo, Rhys Green.

Atualmente, algumas espécies de aves, como a toutinegra-de-barrete-negro (Sylvia atricapilla), já estão se adaptando e não migram mais, passando todos os invernos na Inglaterra, mas este comportamento é algo excepcional, destaca o estudo.

Fonte: France Presse

zoonoses_artAnimais de estimação podem contribuir para melhorar a saúde física e mental de seus donos, mas a duração desses efeitos sobre a saúde psíquica das pessoas causa polêmica entre pesquisadores

:: por Scott O. lLlienfeld e Hal Arkowitz ::

Os animais fazem companhia e suprem as carências pessoais.

Em 1857, o escritor britânico George Eliot escreveu: “Os animais são amigos muito agradáveis. Não fazem perguntas nem manifestam desaprovação”. Essa natureza afável de cães, gatos, peixes e outros bichos intriga pesquisadores que buscam descobrir quais seriam os seus poderes terapêuticos ainda inexplorados. Uma das questões a serem esclarecidas é se os benefícios que eles trazem para a saúde – segundo muitos garantem -– são obtidos apenas pela diversão que proporcionam ou se a presença dos bichos pode, de fato, ser considerada terapêutica – a ponto de ser indicada por médicos e psicólogos para auxiliar no tratamento de seus pacientes.

O fato é que cada vez mais os bichinhos têm ocupado lugar de destaque na vida das pessoas – e, não raro, recebem a “responsabilidade” de suprir carências afetivas profundas de seus donos. Basta dizer que, no ano passado, o chamado “pet business” – negócios envolvendo animais de estimação e produtos destinados a eles – movimentou uma cifra recorde no Brasil: cerca de US$ 3,3 bilhões, com um crescimento de 17% em relação ao faturamento de 2006. Nos Estados Unidos, aproximadamente 63% dos lares abrigam mascotes, segundo dados da Associação Americana de Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação. Embora controversos, diversos estudos sugerem que os moradores desses lares tendem a ser mais felizes do que as demais pessoas. Além disso, uma pesquisa coordenada por Erika Friedmann, da Escola de Enfermagem da Universidade de Maryland, em Baltimore, mostra que ter um bicho de estimação eleva as taxas de sobrevida em um ano entre vítimas de enfarte. Embora investigações como essa sejam de difícil interpretação (porque os donos de animais podem ter, eventualmente, menos fatores de risco cardíacos, se alimentem com dietas mais saudáveis e experimentem níveis mais baixos de hostilidade).

Esses trabalhos podem ser mais eficazes se os pesquisadores fizerem experiências em que selecionem ao acaso algumas pessoas para conviver com um animal – em laboratório ou em casa. Estudos feitos pelos psicólogos Karen Allen, da Universidade de Buffalo, e James Blascovich, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, demonstram que a proximidade de um bichinho querido durante uma tarefa estressante – como resolver exercícios difíceis de aritmética, por exemplo – evita que aqueles que executam a atividade tenham picos de pressão arterial. O mesmo, porém, não ocorre na presença de um amigo.

O levantamento feito por Allen mostra também que corretores estressados e hipertensos da bolsa de valores, escolhidos ao acaso para adotar um cachorro ou um gato, registraram índices de pressão arterial mais baixos do que os de voluntários do grupo de controle que não tinham animais. Os resultados sugerem que a presença de bichos pode reduzir os níveis de stress, embora não apontem quais as razões para esse efeito. As conclusões também não informam se seria possível obter resultados similares com outros estímulos, como a presença de amuletos da sorte ou de outro objeto no qual fosse investido afeto, como uma planta ou um boneco de pelúcia, por exemplo.

Poucas pessoas contestariam a afirmação de que os animais de estimação são capazes de nos dar conforto, em especial em épocas de dificuldade ou solidão. Uma questão muito mais controversa diz respeito à eficácia das terapias assistidas por animais (AATs, na sigla em inglês), usadas no tratamento em si ou como complemento para uma psicoterapia. A escolha inclui desde cavalos, cachorros, gatos, coelhos, pássaros, peixes e porquinhos-da-índia até os golfinhos. Os problemas psicológicos para os quais se usa a AAT incluem esquizofrenia, depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de alimentação, transtorno de hiperatividade/déficit de atenção e autismo, além de uma série de deficiências do desenvolvimento.

Scott O. lLlienfeld e Hal Arkowitz Scott é professor de psicologia da Universidade Emory; Hal é professor de psicologia da Universidade do Arizona. Ambos participam do conselho consultivo da Scientific American Mind, nos Estados Unidos.

(veja matéria completa Mente e Cérebro – Edição 190 – Novembro 2008)