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Sempre se imaginou que para fazer um filme, seja de curta ou longa metragem, deveria ter um aparato enorme, várias câmeras. Este pessoal na Espanha mostrou que é preciso ter uma boa idéia, talento e um celular.

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Os relacionamentos humanos, em especial os amorosos, exigem que haja concessões de ambas as partes e sem perceber acabam num labirinto onde um conduz e o outro é conduzido, um manipula e o outro é manipulado. Muitos acabam por tomar as rédeas da relação sem consultar o outro, tomam atitudes de mudar o parceiro e sua rotina, escolhem que rumo o outro vai tomar. Mas, até que ponto abrir mão de algo que é importante para nós é benéfico? Qual é o limite dessa linha tênue que mantém duas pessoas juntas? Como saber quando estamos sufocando ou sendo sufocados pelo outro?

Segundo Bruna Rafaele, mestre em Estudos da Linguagem, em geral, o manipulador se coloca em uma posição de “melhorar” a vida do outro, quando esse tipo de função na foi solicitada pela outra parte. Em conversas geralmente aparecem frases como “se eu fosse você, agiria diferente”. Um coloca no outro suas expectativas sem respeitar a individualidade da outra parte, sem permitir que o outro exprima suas vontades e faça o que tem vontade de fazer. Do lado do conduzido, embora tenha plena consciência de seus sentimentos não há como agradar a outra parte e desrespeitar a sua própria vontade. O manipulado nem sempre percebe que um refém da outra parte e as mensagens do outro de que não o aceita como é, começa a provocar um mal enorme, internalizando sentimento de culpa que não lhe pertence. O relacionamento vai se tornando complicado e começa a ser cansativo estar do lado do manipulador.

Um bom exercício é se perguntar se não estamos sufocando a vontade alheia. Por outro lado, será que a pessoa consegue falar não ao outro e colocar de maneira equilibrada o que está acontecendo e o que o incomoda? Segundo Rafaele, se posicionar na vida é uma tarefa a ser aprendida e faz parte do amadurecimento e é parte do aprendizado de nutrir relacionamentos sadios. “Ninguém precisa viver uma relação engolindo sapos”. Não é preciso aceitar brincadeiras que incomodem, críticas ou opiniões indevidas. Uma situação como esta pode levar a grau incomparável de intoxicação que pode levar a somatização e ao desenvolvimento de doenças como: gastrite, dor de cabeça, alergia crônica, angústia, tristeza e depressão.

E o que fazer para mudar? Nada como uma boa conversa. Colocando em pauta as questões que estão incomodando, sufocando, colocando o outro a par do que está sendo ruim e de como isso está afetando a relação. Rafaele afirma que nada melhor do que acreditar em sua própria capacidade de ser uma pessoa madura e ousada para resolver o que é preciso em seu relacionamento. É necessário chamar a si sua força interior. Tomar consciência de que o manipulado tem sua parcela de culpa nessa relação “doentia” ao deixar o outro conduzir a sua vida. Perceber se é possível conciliar vontades divergentes, se a pessoa pode ser amada como ela realmente é.

Numa relação viciada como essa só há três desfechos possíveis: o manipulador se cansa e acaba desistindo e partindo para outra. O manipulado não tolera mais a pressão e consegue fazer o outro perceber que tem vontades e desejos também. A terceira e última, quando a relação fica tão desgastada que o manipulado só pensa em se livrar do outro e buscar mil maneiras de conseguir realizar seus desejos. Daí, o relacionamento acaba.


Beyond the sea

Publicado: 06/02/2011 por Elisa em Atualidades, Músicas & Vídeos

Uma versão muito interessante…

A Carlos Heitor Cony

Artigo I – Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III – Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV  – Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V – Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI – Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII – Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII – Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX – Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X – Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI – Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama é que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII – Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII –Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final – Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

( Thiago de Mello,Santiago do Chile, abril de 1964)

Um pálido ponto azul

Publicado: 12/01/2011 por Andrew em Astronomia, Atualidades, Músicas & Vídeos

Os homens são mais propensos a mentir e se sentem menos culpados em mentir para mulher. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Museu da Ciência (Science Museum), em Londres, que  analisou depoimentos de três mil britânicos. O estudo indicou que cada homem britânico mente em média três vezes por dia, o que equivale a 1.092 mentiras por ano. Já as mulheres parecem mais honestas: segundo a enquete, as britânicas mentiriam em média duas vezes por dia, ou 728 vezes por ano.

Segundo os depoimentos, a pessoa a quem o britânico tende a contar mais mentiras é sua própria mãe. Um quarto dos homens (25%) admitiu ter mentido para a mãe, em contraste com apenas um quinto (20%) das mulheres. Mentir para o parceiro ou parceira, no entanto, parece menos comum entre os britânicos: apenas 10% admitiram fazer isso.

Segundo eles, a mentira mais comum contada é dizer que não beberam muito. Entre as mulheres, a mentira mais comum é a clássica “está tudo bem”, usada com frequência para esconder seus sentimentos.

As mulheres se revelaram mais propensas a sentir culpa após dizer uma mentira: 82% delas disseram que a mentira pesa em sua consciência, em contraste com 70% dos homens. Para a maioria, 82%, existe sim uma mentira aceitável. Setenta e um por cento dos entrevistados mentira tranquilamente se fosse para proteger alguém. Já, 57% disseram que mentiriam a respeito de um presente de que não gostaram para não ofender quem lhes presenteou. Com relação à qualidade da mentira, 55% dos britânicos entrevistados acham que as mulheres contam mentiras melhores, embora mintam menos.

A pesquisa foi encomendada para marcar a inauguração de uma nova galeria, chamada “Who Am I?” (em tradução livre, “quem sou eu?”), dedicada às ciências do cérebro, genética e comportamento.

Uma das curadoras do Museu da Ciência Katie Maggs, disse que não há consenso sobre possíveis origens genéticas, evolutivas ou culturais da mentira.”Mentir pode parecer uma parte inevitável da natureza humana, mas também tem um papel importante nas interações sociais”, disse Maggs.
Fonte: BBC Brasil