Arquivo da categoria ‘Meio Ambiente’

Há relatos de escuridão em pelo menos oito estados: Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte.

Embora o recente apagão do Nordeste, dia 31 de janeiro, ter sido atribuído ao acionamento do sistema de proteção em uma subestação no município de Jatobá, em Pernambuco, há suspeitas de que possa ter sido provocado por um repentino pulso eletromagnético ocorrido às 23h36 (Hora do Nordeste), provocado por uma tempestade solar. A informação é do Site Apolo11.

Em boletim recebido do SWPC, Centro de Previsão de Tempo Espacial dos EUA, às 02h36 UTC (23h36 no Nordeste e 00h36 em Brasília), magnetômetros instalados em Boulder, no Colorado, registraram um repentino pulso eletromagnético de 8 nanoTeslas(Tesla é a unidade de medição de campos magnéticos). No mesmo instante, quase toda a região Nordeste ficou às escuras. Segundo relatos feitos no site Painel Global, diversos carros e luzes também apresentaram funcionamento errático e intermitente, além de muita interferência nas estações de rádio.

O pulso eletromagnético detectado nos EUA teve origem após uma explosão solar ocorrida no dia 31 de Janeiro, quando uma grande quantidade de massa coronal foi ejetada da estrela. A maior parte dessas partículas seguiu em direção ao espaço, enquanto uma pequena parcela atingiu o campo magnético terrestre e pode ter provocado auroras nas latitudes médias e altas.

Ainda é muito cedo para se afirmar com certeza se de fato o pulso eletromagnético foi o responsável por fazer “cair” o sistema elétrico em diversos Estados, mas os relatos de interferências em estações de rádio associados ao exato momento que o pulso foi detectado contribuem para essa possibilidade.

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A Utilidade Dos Minerais

Publicado: 02/02/2011 por Kakao Braga em Atualidades, Meio Ambiente, Opinião, Saúde

:: Por Pércio de Moraes Branco* ::

O ser humano usa, para sobreviver, muitos produtos de origem animal: ovos, leite, carne, couro, pele, óleo, etc. Da mesma maneira, aproveita inúmeros produtos vegetais: arroz, feijão, trigo, milho, algodão, centeio, cevada, frutas, verduras, legumes, etc. Esses produtos fazem parte da nossa vida e deles nos utilizamos todos os dias, sempre que nos alimentamos.

Mas, embora não tão visíveis e de presença mais difícil, às vezes, de perceber, os produtos extraídos do reino mineral são igualmente importantes e imensamente variados, como veremos a seguir. Eles, porém, têm uma fundamental diferença em relação àqueles de origem animal e vegetal: não são renováveis. Seu processo de formação é tão lento quando comparado com a vida humana que devem ser considerados como recursos finitos, ou seja, que se extrai uma vez só de um determinado lugar. Podem, sim, ser reciclados, como se faz com as latas de alumínio, mas, a produção original não se renova.

Metais
Os minerais nos fornecem os metais, indispensáveis à fabricação tanto de coisas enormes, como aviões, quanto daquelas minúsculas, como alfinetes, clipes  ou percevejos.

O alumínio tem mais de 4.000 aplicações diferentes, sendo usado em navios, automóveis, aviões, utensílios domésticos (como panelas), embalagens, tintas, esquadrias de janelas, abrasivos, cimento, refino do petróleo, tijolos refratários e explosivos. Ele é extraído principalmente da bauxita, um solo argiloso e leve que se forma em regiões tropicais. Mas pode ser obtido também de minerais como criolita, nefelina, alunita e leucita.

O antimônio é usado principalmente na forma de ligas com chumbo, que servem para baterias, tubos de creme dental, soldas, tintas e balas de revólver, por exemplo. Mas, também em fogos de artifício, fósforos, medicamentos, vidros e em cerâmica. O metal é extraído de pelo menos sete minerais, dos quais o principal é a estibinita.

O chumbo é extraído de sete minerais, dos quais o principal é a galena. Ele é usado sobretudo em baterias (40% do consumo), como aditivo na gasolina e como isolante de raios X, em tintas, vidros especiais (os chamados cristais), corantes, inseticidas e em projéteis de armas de fogo.

O cobre, bom condutor de calor e eletricidade, é usado em fios elétricos, na fabricação de bronze e latão, em defensivos agrícolas, tratamento da água e em objetos ornamentais. Pode ser extraído de pelo menos dezessete minerais, dos quais o mais importante é a calcopirita.

O estanho é um metal fornecido principalmente da cassiterita. Ele é útil na fabricação de latas de conserva, na obtenção do bronze (usado em esculturas e nos sinos), também em refrigeradores, condicionadores de ar, radiadores e soldas, por exemplo.

O ferro é o mais comum, o mais barato e o mais importante dos metais.  É extraído principalmente do mineral hematita, mas também de oito outros minerais.  É usado em um enorme número de produtos, principalmente quando transformado em aço.

O manganês é outro metal que tem muitas aplicações e é extraído de pelo menos quinze minerais. É empregado em ligas metálicas, tintas, vidros, cerâmica, aço, automóveis e utensílios domésticos.

O níquel serve principalmente para obtenção de aço inoxidável e outras ligas resistentes à corrosão. É empregado também em moedas, cerâmicas, ímãs, alto-falantes, automóveis, revestimento de outros metais, reatores nucleares, baterias, catalisadores e outros usos. É obtido de treze minerais diferentes.

O ouro, que todos conhecem e apreciam tanto, é usado principalmente em moedas e jóias, mas também em instrumentos científicos e em equipamentos eletrônicos. A principal fonte de obtenção é o ouro nativo (não combinado com outros elementos químicos) e mais alguns poucos minerais.

A platina usa-se na Odontologia, instrumentos de laboratórios, mísseis, fornos elétricos de alta temperatura, catalisadores e muitos outros produtos. É um metal bem mais caro que o ouro, extraído de alguns poucos minerais, como sperrylita e platinirídio.

 A prata, também importante e valiosa (mas menos que o outro e a platina), é usada em jóias, moedas, espelhos, talheres, soldas, Odontologia, explosivos, fotografia, radiografias, produção de chuvas artificiais e catalisadores por exemplo. É extraída de quatorze minerais e é também um subproduto na metalurgia de outros metais.

O zinco é usado na fabricação de latão, em automóveis (nos velocímetros, por exemplo), tintas, borrachas, cosméticos, medicamentos, pesticidas, em teclados, plásticos, sabão, baterias, tecidos, lâmpadas fluorescentes, máquinas de lavar roupa e em pigmentos. Obtém-se principalmente da esfalerita, da franklinita, da smithsonita e DA hemimorfita.

Além desses metais, mais conhecidos, há vários outros que são obtidos de minerais, como berílio, cobalto, cromo, irídio, mercúrio, molibdênio, nióbio, paládio, ródio, rutênio, tântalo, telúrio, titânio, tório, tungstênio, vanádio e zircônio.

Combustíveis nucleares
Os reatores nucleares são abastecidos com tório ou urânio, ambos extraídos de minerais. O tório é usado também em lâmpadas de gás portáteis, ligas com magnésio, eletrônica, lâmpadas elétricas e vidros para lentes. O urânio, o principal combustível nuclear, emprega-se também em explosivos atômicos, produção de raios X, fotografia, vidros e esmaltes.
Outro elemento radioativo, o rádio, não é combustível, mas é usadas como fonte de nêutrons, no tratamento de câncer, tintas luminosas e em radiografias industriais. 
 
Pedras preciosas
As pedras preciosas são importantes na economia de muitos países, inclusive do Brasil que é um dos maiores produtores do mundo.  Nosso país produz cerca de 90 tipos diferentes de pedras preciosas, usadas em jóias e objetos decorativos.  Nem todas as gemas são muito caras, mas algumas, como diamante, esmeralda, rubi, safira, turmalina Paraíba, alexandrita e opala-negra atingem preços altíssimos.
O diamante que não serve para uso em jóias tem muitas aplicações na indústria em ferramentas de corte e perfuração. As granadas e o quartzo são usados como abrasivos.  Rubis e safiras de baixa qualidade são usados como abrasivos e em relógios.

Medicamentos
Um bom número de elementos químicos usados nos medicamentos são extraídos dos minerais. Entre eles devem ser citados, bismuto (usado também em tintas e esmaltes); cálcio; enxofre; flúor; boro (também útil em esmaltes, vidros, cosméticos e detergentes); bromo (usado também em fotografias e inseticidas); iodo; magnésio (empregado igualmente no curtimento de couro, seda artificial, cimento sorel e ligas); mercúrio (também útil na indústria elétrica, herbicidas e produção de cloro e sódio) e o zinco.

Alimentos
Embora pareça estranho ver os minerais como alimento, a verdade é que todos nós comemos diariamente um mineral, o sal de cozinha. Ele é o mineral halita, um cloreto de sódio.

Indiretamente, outros minerais, como a apatita, contribuem para nossa alimentação, fornecendo fertilizantes agrícolas.

Abrasivos
Diversos minerais são usados como abrasivos, entre eles, granadas, coríndon, quartzo, estaurolita.

Asbestos
Asbestos são um grupo de silicatos fibrosos que inclui crocidolita, crisotilo, antofilita, tremolita e amosita. Esses minerais são usados em tecidos à prova de fogo, isolantes térmicos e elétricos, adicionados ao cimento, em lonas e pastilhas de freios, fabricação de papel, plásticos, borracha e material para filtração.

* geólogo, lexicógrafo e autor brasileiro. É autor e co-autor de livros tidos como referência na área de mineralogia[1] e foi diretor do Museu de Geologia por doze anos.

O verão começa oficialmente nesta terça-feira (21), às 21h38min (horário de Brasília). A estação mais esperada do ano, por muitos brasileiros, engloba os 10 dias finais de dezembro e os meses de janeiro, fevereiro e março.

O verão é caracterizado, basicamente, por dias mais longos que as noites. Além disso, uma outra forte característica da estação são as mudanças rápidas nas condições do tempo, como à ocorrência de chuvas de curta duração e forte intensidade, principalmente no período da tarde. Normalmente, estas precipitações acontecem pelo aumento da temperatura do ar sobre o continente, e podem vir acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento.

A nova estação também será marcada pelo fenômeno climático La Niña, que já vem atuando pelo país nos últimos meses. Segundo a SOMAR Meteorologia, o fenômeno favorece a alternância de períodos secos e úmidos, além de dias quentes e frio.

O meteorologista, Celso Oliveira, afirma que o calor tão esperado, não deve ser tão intenso e prolongado como no ano passado, quando havia a influência do El Niño. Isso porque, com a presença de La Ninã pode haver episódios isolados de entrada de massa de ar frio pelo centro e sul do Brasil que se instalam mais facilmente.

Além disso, alguns setores da economia que dependem da persistência do calor podem ser afetados, como a venda de sorvetes, ar condicionado, ventiladores, protetores solar e até vestuários. As mudanças de temperatura e a possibilidade de um verão com grande alternância climática pode influenciar diretamente no consumo da população.

A previsão da SOMAR para a maior parte do Brasil é de um verão com temperaturas próximas da média. Ou seja, o calor estará presente, porém, sempre terá dias mais frios. No centro e norte do país o verão promete ser mais chuvoso. Já a Região Sul pode sofrer alguns períodos de estiagem.

Fonte: Somar Meteorologia

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, instituto propõe a reflexão: “Mudança Climática: e eu com isso?”

Nos dias 23 e 24 de outubro, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), em parceria com Vitae Civilis e Espaço da Cultura de Consumo Responsável, promoverá oficinas e intervenções artísticas na Estação Ciência da USP, dentro do evento que celebra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

As ações fazem parte do projeto “Mudanças climáticas e educação para o consumo”, com o apoio do FEMA da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O objetivo do projeto é contribuir para a promoção da mudança dos padrões de consumo e para a formação de cidadãos conscientes, participativos e críticos, por meio da sensibilização de consumidores e capacitação de multiplicadores, visando à mitigação das mudanças climáticas em curso.

Serviço: Dias: 23/10 e 24/10 – 10h as 12h – Oficina: Mudança Climática: e eu com isso? – Sala 2 da Estação Ciência
Visa promover a sensibilização e reflexão sobre os impactos do consumo que podem contribuir na mudança climática e discutir possíveis práticas individuais e coletivas mais sustentáveis. A oficina trará proposta de construção coletiva de materiais criativos, como cone de jornal para substituir o uso da sacolinha nos lixos.
Local: Estação Ciência da USP – Local: Rua Guaicurus, 1394, Lapa, São Paulo – Gratuito

Quem não sabe o que fazer com uma televisão antiga ou um computador agora pode ficar um pouco mais aliviado. O Instituto Sérgio Motta lançou um site em que o internauta insere o CEP de sua residência ou empresa, escolhe o tipo de material as ser descartado e aguarda o buscador selecionar os pontos mais próximos do enderço sugerido.

O E-lixo maps (www.e-lixo.org) conta com 750 postos cadastrados na capital paulista e grandes cidades do Estado como: Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Guarujá e Santo André. Segundo a diretora da entidade, Renata Motta, o objetivo é cadastrar todos os pontos de coletas do Estado de São Paulo.

Fonte: O Estado de S. Paulo

O Astrofísico britânico, Stephen Hawking, disse ao site bigthink.com, o homem tem que colonizar o espaço nos próximos 200 anos para não desaparecer. Segundo ele o destino do homem é se extingir se não se espalhar pelo espaço. Ele alerta para as muitas ameaças atualmeente: guerras, exploração excessiva dos recursos naturais e para a quantidade exagerada de gente vivendo no planeta.

Outro risco, para Hawking, é “se alienígenas nos visitarem agora, o resultado seria muito parecido com o que aconteceu quando Colombo chegou à América: não foi nada bom para os povos nativos”, afirmou ele.

Ele se mostra otimista ao dizerem que o homem fez muitos progressos nos últimos 100 anos. Para seguir a fronteira final: o espaço, o único problema seria a distância. A estrela mais próximo da Terra é o Sol, está a 8 minutos luz, ou a de cerca de 150 milhões de quilômetros. Exceto o Sol, Alpha Centauri  C é a estrela mais próxima da Terra e está a 4,2 anos luz, as espaçonaves atuais levariam 50 mil anos para chegar lá.

Fonte: O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo

Um órgão consultivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pediu hoje um esforço para que sejam inscritos mais desertos na lista da instituição, que realiza em Brasília a 34ª reunião de seu Comitê de Patrimônio Mundial.

 “Os desertos não são apenas lugares áridos e inóspitos, são lugares únicos e surpreendentemente cheios de vida”, declararam hoje representantes da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), órgão consultivo da Unesco, que assistem à reunião em Brasília.

“Apesar de ocuparem um terço da superfície terrestre”, não têm muita “identificação entre os bens naturais” e, por isso, “é necessário um esforço para a apresentação e preservação de mais desertos no Convênio da Unesco”, declarou Tilman Jaeger, diretor de gestão do Patrimônio da Humanidade da IUCN.

Entre os poucos desertos que aparecem entre os 890 locais incluídos nas listas de patrimônios universais da Unesco, estão, por exemplo, o Vale das Baleias, no Egito; a Paisagem de Richtersveld, na África do Sul; e a cidade de Petra, no deserto jordaniano.

Segundo Jaeger, “8% da população mundial, cerca de 500 milhões de pessoas, vive em desertos ou a seu redor” e “dependem deles para tirar seu sustento”, pois “são fonte de renda por meio do turismo, da agricultura de regadio e do petróleo e do gás”.

A IUCN tem a função de avaliar lugares naturais e mistos candidatos à categoria de Patrimônio Mundial e também controla o estado de conservação dos já inscritos.

Fonte: Agência EFE