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22 de abril: DIA DA TERRA

Publicado: 19/04/2012 por Andrew em Atualidades, História, Meio Ambiente

A preocupação com o planeta Terra tem ganhado cada vez mais espaço no dia a dia da sociedade e em pautas de governos e empresas. O dia da Terra é comemorado no dia 22 dea bril. A data foi criada, na década de 70, nos Estados Unidos por Gaylord Nelson, senador e ativista ambiental, que organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data. Este ano, mais de 500 milhões de pessoas devem comemorar o Dia da Terra em 85 países.

O objetivo da comemoração é abrir discussões em todo mundo sobre a importância da preservação dos recursos naturais do planeta Terra. Além de criar uma consciência mundial sobre os problemas da contaminação, destruição da biodiversidade, uso não sustentável dos recursos naturais, desmatamentos e outros problemas que ameaçam a vida em nosso planeta. Com pequenos gestos pode-se comemorar esse dia e preservar o planeta, como plantar uma muda, convocar os amigos para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos e muito mais pode ser feito. O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.

Curiosidades sobre a Terra:

  • Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
  • Tem 510,3 milhões de km2 de área total
  • Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
  • O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal – China com aproximadamente 8.800 metros
  • A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões

Frases sobre o Dia da Terra:

– Preservar e usar de forma inteligente os recursos naturais é o melhor presente que podemos dar ao nosso planeta no Dia da Terra.

– A Terra é nossa casa, vamos conservá-la e tratá-la com muito amor e carinho.

– Neste Dia da Terra vamos pensar e agir em favor de nosso planeta.

– O desenvolvimento sustentável do planeta Terra é fundamental para a qualidade de vida das futuras gerações.

Fontes: Smartkids, Sua Pesquisa, Natgeo, Wikipédia

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O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Fonte: Sua Pesquisa

Conta-se que um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Examinou tudo para avaliar o estado. Percebeu que havia um furo e o consertou. Terminada a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi. No dia seguinte, o dono do barco procurou o pintor e entregou-lhe uma boa quantia em cheque. Surpreso o pintor disse que já havia sido pago. O dono explicou que não era pelo trabalho de pintura, era por ter consertado o furo do barco. Admirado o pintor disse que foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar e que não seria justo receber aquela quantia tão alta por algo tão insignificante!

O dono do barco contou o que aconteceu: “Esqueci de te falar do furo. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e foram para uma pescaria. Eu não estava em casa, e quando voltei e soube fiquei desespe­rado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinando o barco constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar o seu serviço tão insignificante”.

Não importa para quem, quando ou de que maneira: mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os “vazamentos” que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

Fonte: Site Viva Melhor

Dentre muitos talismãs (enguimonô) existentes no Japão, o Daruma (達磨) é um dos mais antigos e populares. Daruma-san, como é também conhecido, é uma espécie de boneco que representa Bodhidharma, um monge da Índia que fundou o Zen Budismo na China. É muito procurado pelo povo e pelos turistas em virtude dele trazer-lhe paciência de Jó, luta e realização do seu sonho e finalmente sucesso nas atividades profissionais. É um presente popular para encorajamento, que ajuda a alcançar sonhos ao auxiliar a manter o foco no objetivo estabelecido. O Daruma-san é também símbolo da perseverança e esforço constante, seus outros nomes são Huto (‘O velho que nunca cai’) e Okiagari-Koboshi (O pequeno monge que sempre se levanta).

O Daruma-san geralmente é feito de madeira e é representado como uma figura arrendondada, com corpo vermelho (para espantar “o olho gordo”), sem braços e sem pernas. O fundo dele é pesado para que possa levantar-se simultaneamente mesmo estando na posição de queda. O fato de Daruma-san não cair, representa “jamais desistir”, tanto que há um provérbio japonês que se diz: “NANA KOROBI, YA OKI”, que quer dizer “Caia sete vezes mas levante oito vezes”.

Seus olhos não têm pupilas. As pessoas usam os bonecos para fazerem pedidos. Para fazer um desejo: ao segurar o Daruma-san, pinte o olho esquerdo do boneco enquanto você faz um pedido. Pinte o olho direito quando o desejo for realizado. Então leve-o a um templo ou santuário budista como uma oferenda. Tais templos costumam queimar os bonecos no Ano Novo.

Na China Antiga havia um monge budista chamado Bodhidharma que buscava o conhecimento sobre a verdade da vida, após diversas tentativas através da prática ascética nada descobriu. Dessa forma, tomou a decisão de sentar-se em frente à parede de um templo para meditar sobre a vida e chegar a uma conclusão à respeito de sua verdadeira essência. Ele levou 9 anos para alcançar esse despertar, optou por permanecer sentado numa mesma posição durante todo esse período, assim seus braços e pernas atrofiaram, e arrancou as pálpebras de seus olhos para não dormir nesse tempo de meditação. Ele foi o fundador da religião ZEN BUDISMO.

O ZEN BUDISMO foi levado para o Japão no início do século 12.  O nome Daruma foi dado pelos japoneses (vem da pronúncia de Dharma). Na época de Muromachi-Jidai (1333 – 1568) surgiu no Japão o boneco Daruma representado na mesma posição do monge em sua meditação e dos bonecos teimosos provenientes da China, e na época de Edo (1603 – 1868), chegou ao formato em que é apresentado na atualidade. Nesse período já havia no âmago do povo japonês o sentimento de se proteger usando o DARUMA como um talismã para evitar de todos os males existentes na colheita agrícola, caça e pesca… Desde então, o talismã DARUMA é utilizado nas casas comerciais, nos lares e no decorrer do tempo, pelos políticos em campanha eleitoral.

O povo japonês costuma comprar esse boneco que é vendido em barraquinhas localizadas próximo aos templos e santuários , no ano novo, para que se concretize o sonho depositado no ano que se inicia. Ao comprá-lo, vem sem os olhos: quando você quiser que o seu desejo se realize, pinte um dos seus olhos e, se o pedido for atendido, o outro deverá ser pintado em sinal de gratidão.

Diz a lenda que, ao se ganhar um Daruma-san, deve-se:
– Pensar em um objetivo a ser alcançado;
– Pintar um olho do Daruma-san, representando o seu comprometimento com o objetivo;
– Quando o objetivo for traçado, pintar o outro olho.

Curiosidades
O Daruma-san tem um templo próprio, Daruma-dera, localizado em Takasaki, na província de Gunma, no Japão. Nesta mesma cidade acontece o Festival dos Bonecos Daruma (6 e 7 de janeiro), frequentado por cerca de 400.000 pessoas que vão rezar por um bom ano.

Os pêlos no rosto do Daruma simbolizam animais da cultura japonesa representativos da longevidade: o tsuru (grou) e a tartaruga. As sobrancelhas remetem ao tsuru, enquanto que os pêlos nas bochechas lembram os cascos da tartaruga. Diz-se que o Daruma-san foi feito para lembrar o seguinte provérbio: “Tsuru wa sen nen, kame wa man nen” (鶴は千年亀は万年), ou seja, o tsuru vive 1.000 anos, e a tartaruga 10.000 anos, reforçando a ideia de longevidade.

Fonte: Nipocultura, Soono, Nikkeypedia

A ciência e a Estrela de Belém

Publicado: 12/12/2011 por Kakao Braga em Atualidades, História

:: Por Von Bernward Loheide ::

Os Três Reis Magos viram há mais de 2000 anos uma estrela que os guiou até Belém. Ali chegados, encontraram o Menino Jesus na manjedoura de um estábulo, ao lado de um boi e de um jumento. Assim o diz a Bíblia, e é nisso que muitas pessoas acreditam. No entanto, quem ler atentamente o segundo capítulo do Evangelho de São Mateus fica admirado. Não há reis, nem três pessoas, nem estábulo, nem manjedoura, nem boi, nem jumento. Em vez disso, há um indefinido número de «Homens Sábios do Oriente» que vieram à «casa» onde Jesus nasceu.

A maior parte da história foi tecida ao longo dos séculos pegando na narrativa de Natal do Evangelho de São Lucas e enfeitada com motivos de devoção popular. Mas a estrela, essa, vem mesmo mencionada no Evangelho de São Mateus. E não foram poucos os teólogos, além dos inúmeros astrônomos, a interrogar-se: que tipo de estrela foi esta que anunciou o nascimento do Messias? Será que isto pode ser provado cientificamente?

JOHANNES KEPLER (1571-1630) pensava que sim. Em 1604, o astrônomo alemão teve a rara sorte de testemunhar aquilo que se chama uma supernova, ou seja, a explosão de uma estrela quando morre.

Quando uma determinada estrela está mais perto do fim, mais ferro recolhe no seu núcleo. Nessa altura, e numa fração de segundo, o núcleo de ferro sucumbe ao seu próprio peso. A estrela rebenta em pedaços e a sua matéria espalha-se pelo Cosmo numa grandiosa explosão.

Do pó viemos, ao pó voltaremos. Seria a morte de uma estrela o sinal do nascimento do Salvador? Os astrônomos da atualidade perderam a fé nesta crença, porque cada supernova deixa marcas que são visíveis muitos séculos depois (manchas estelares, por exemplo). No entanto, no caso do período histórico em questão, ainda não foram encontrados indícios celestes.

Uma segunda teoria sobre a Estrela do Natal tem uma maior base de sustentação. Também data do tempo de Kepler. De acordo com os seus cálculos, ocorreu uma impressionante conjunção de Júpiter e Saturno no ano 7 a.C. Isso significa que estes dois planetas, vistos da Terra, pareceram quase tocar-se, não apenas uma, mas três vezes, numa questão de meses. Tudo parecia conjugar-se, pois Júpiter (Zeus para os Gregos e Marduk para os babilônios) era visto como a estrela dos reis, e Saturno, como o planeta de Sabbath e dos Judeus. Que outra coisa poderia querer dizer tudo isto senão o nascimento de um rei e deus dos Judeus?

O que Kepler calculou tinham os astrônomos babilônios visto com os seus próprios olhos há alguns 20 séculos, tendo gravado tudo em tábuas nos seus caracteres cuneiformes. Também os astrônomos atuais, como, por exemplo, o austríaco Konradin Ferrari d’Occhieppo, confirmaram esta invulgar conjunção de planetas naquela época. Para o Prof. Hans-Ulrich Keller, do Planetário de Estugarda, este encontro de dois corpos celestes é «a resposta mais coerente à questão da Estrela de Belém».

No entanto, há aqui uma ponta solta. Júpiter e Saturno nunca se fundiram numa única estrela. Mesmo a olho nu, seriam sempre visíveis dois corpos. É pouco provável que São Mateus se tenha esquecido de mencionar isto.

Há ainda uma terceira interpretação: a dos artistas. Em muitas pinturas e retratos da manjedoura, a Estrela de Belém está representada como se fosse um cometa com cauda. Já era assim no caso do fresco Adoração dos Reis Magos, do pintor italiano Giotto di Bondone (1266-1337). Ele vira o famoso cometa de Halley quando este se aproximou da Terra em 1301, com a sua longa cauda a riscar os céus. Ficou tão impressionado com esta visão que a trabalhou no seu fresco na Capela de Arena, em Pádua.

Alguns astrônomos da atualidade estabeleceram que o cometa de Halley também apareceu nos céus no ano 12 a.C.

Tanto pior para a Estrela de Natal, que veio cedo demais, mesmo quando temos conhecimento de que os nossos cálculos do tempo desde o nascimento de Cristo não são rigorosamente exatos. Dionysius Exiguus, um monge que vivia em Roma, falhou um «bocadinho» as contas no século VI, quando fixou o nascimento de Jesus como sendo o princípio do novo cálculo dos anos. Jesus não nasceu no ano 0 (este ano nunca existiu na realidade) nem no ano 1, mas sim entre os anos 4 e 7, antes de começar o nosso calendário. Como é que ele podia ter vindo ao Mundo no reinado do rei Herodes – um acontecimento que a Bíblia certifica várias vezes – se Herodes morreu no ano 4 a.C.?

O COMETA DE HALLEY sai de cena, mas entra outro. Segundo uma velha crônica chinesa, entre os anos 7 e 4 a. C., foi visível na China um cometa na constelação de Capricórnio durante mais de 70 dias. A questão que se coloca aqui é saber por que razão é que apenas os Reis Magos, e não Herodes e os seus astrólogos em Israel, viram este cometa.

Os cépticos desta teoria, como é o caso do astrônomo de Berlim Prof. Dieter B. Herrmann, refugiam-se na astrologia para argumentar contra esta candidata a Estrela de Natal: «Os especialistas em astrologia consideram que os cometas não são propriamente o corpo celestial apropriado para anunciar o jubiloso acontecimento do nascimento de um Redentor. Os cometas têm sido, desde o princípio dos tempos, arautos de notícias terríveis, associadas a mortes, guerras, fome e pragas.»

Não será um argumento muito forte, pensarão alguns, porque os autores bíblicos não consideravam a astrologia pagã uma autoridade convincente. Pelo contrário, o Novo e o Velho Testamento anunciam em muitos sítios a batalha contra a veneração dos poderes celestiais cósmicos em nome de Jeová, deus da Criação. Para os judeus e cristãos, os velhos poderes da Natureza foram reduzidos. As montanhas, os rios, os mares, o Sol e as estrelas já não são deuses. São a criação de Deus, no que diz respeito ao seu poder.

ESSA É A RAZÃO pela qual também São Mateus percebeu a Estrela de Natal como um sinal que está ao serviço da grandeza e do amor de Deus. A estrela conduziu os homens sábios a Belém. Isso significa que o verdadeiro rei de Israel não era Herodes, o rei que reinava em Jerusalém, mas sim o Menino Jesus de Belém que, na realidade, era rei de todo o Mundo. Os próprios céus estavam subordinados a esta criança. Todo o Universo encontrou a sua redenção nele. Este é o significado simbólico da estrela na história de Natal, um significado independente da questão que se coloca, se havia ou não, na realidade, um cometa que podia ver-se naquela altura em Belém.

Mas os teólogos têm mais coisas para dizer. Eles dizem que São Mateus só escreveu o Evangelho meio século depois da morte de Jesus, numa altura em que os Cristãos se afastavam cada vez mais das comunidades judaicas, das quais tinham emergido. Os autores do Novo Testamento estavam sob pressão, pois tinham de explicar duas coisas: por um lado, tinham de mostrar que Jesus era o Messias dos Judeus pressagiado no Velho Testamento e, por outro, que ele também era o Redentor dos Pagãos. Pois o cristianismo apoderou-se, rapidamente e primeiro que tudo, dos «pagãos» que viviam à volta do Mediterrâneo. Nas suas missões de sucesso, o apóstolo Paulo esclareceu os pagãos que não era preciso ser judeu para se tornar cristão.

Que Jesus veio ao Mundo também pelos pagãos foi uma coisa que São Mateus esclareceu na história dos Reis Magos do Oriente. De uma perspectiva judaica, estes sábios orientais eram completamente pagãos. No entanto, reconheceram o seu senhor e rei no bebé Jesus, levando a mensagem de Natal de volta para a sua terra de origem, ou seja, para os confins do mundo conhecido.

A estrela foi um instrumento deste acontecimento. Simbolizou o domínio de Deus e ao mesmo tempo realizou a profecia do Velho Testamento no Livro dos Números (24:17): «De Jacob virá uma Estrela e, em Israel, erguer-se-á um Ceptro.»

No entanto, a questão deverá permanecer em aberto, no caso da história dos Magos, os três reis do Oriente e a estrela que os guiou terem algum fundamento histórico. Na Antiguidade, havia muitas histórias sobre aparições celestiais no nascimento de figuras importantes.

É possível que São Mateus se servisse desta tradição. Contudo, também é possível que ele se baseasse na história oral das primeiras comunidades cristãs. Nesse caso, e ao longo dos anos, poderia ter passado um relato sobre uma peculiaridade astronômica no tempo do nascimento de Jesus.

Fonte: Selecções

A lenda das Amazonas

Publicado: 21/11/2011 por Elisa em Atualidades, Educação, História

As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.

Esse salto evolucionário repentino ocorreu após a chegada e miscigenação de um povo, cuja cultura era a matriarcal, ou seja, a mulher era a classe social dominante que acabou por dominar toda a ilha submetendo os minóicos culturalmente. Em outras palavras, esse povo de sociedade matriarcal migrou muito provavelmente da região norte da Mesopotâmia, dado as imagens arqueológicas contidas nos afrescos das casas, palácios, vasos etc. Essas imagens mostram nitidamente os minóicos com pele escura, sempre em afazeres domésticos e, as mulheres, sempre com o dobro do tamanho, de pele clara, cabelos compridos loiros ou ruivos, com vestimentas brancas, cinto e sempre portando armas. A diferença é nítida, posto que, somente as mulheres aparecem, nesses artefatos e afrescos, nos afazeres esportivos, em guerras, em lutas, em cultos etc. Isso remete diretamente a idéia de que, por um motivo ou outro, um grupo de mulheres arianas, ou caucasianas, migraram para ilha de Creta, provavelmente como sobreviventes de alguma guerra, lá se estabelecendo e elevando culturalmente o povo minóico de uma hora para outra, tal como constam nos achados arqueológicos nessa ilha.

Contudo, isso ainda não dá a origem efetiva das Amazonas e nem a idéia de uma sociedade exclusivamente feminina, pois, uma sociedade matriarcal não quer dizer que homens não façam parte.

Todavia, foi essa ilha que os micênios, povo de sociedade rígida e patriarcal – guerreiros vindos do sul da atual Grécia – invadiram e dominaram os minóicos, absorvendo sua elevada cultura, contribuindo assim ainda mais para a formação do antigo povo grego, junto aos remanescentes dos aqueus, hititas etc. Foi nessa invasão que surge o primeiro relato sobre a origem das Amazonas. Durante a invasão micênia, essas mulheres “cretenses” foram poupadas da execução sumária, comum na época, por conta da honra, determinação e bravura com que lutaram. Os micênios então resolveram embarcá-las e vendê-las como escravas. Mas, no caminho, essas mulheres se rebelaram e os micênios foram todos assassinados de forma cruel e impiedosa.

As embarcações ficaram a deriva pelo Mar Egeu, posto que, essas mulheres não tinham conhecimento algum sobre navegação, muito embora fossem muito avançadas culturalmente. Propõe, segundo os estudos, que chegaram à região dos citas e, lá travaram uma feroz batalha na qual, os citas, só perceberam que era contra mulheres que estavam lutando após olharem os corpos mortos no campo de batalha, tamanha a bravura e destreza na arte da guerra com que lutaram essas mulheres.

Nesse sentido, os citas então propuseram um acordo, dando-lhes liberdade, território e cavalos para serem usados na arte de guerrear. Também se incentivou, inclusive, que os jovens citas fossem visitá-las periodicamente para a iniciação como homem na sociedade e na guerra. Por outro lado, essas mulheres os aceitavam para procriarem e manterem assim, uma sociedade estritamente feminina, devolvendo as proles masculinas, ficando somente com as femininas.

Essa é a tese mais provável, contudo, há muitos mitos e lendas que ilustram essa inicial sociedade matriarcal composta somente por mulheres, tais como: os filhos homens eram assassinados; cortavam ou atrofiavam, na tenra idade, o seio direito para melhor uso da lança, do escudo e do arco; que eram masculinizadas; homossexuais etc. É inúmera a quantidade de mitos e lendas que fazem referência às Amazonas nesse sentido, mas que não trazem azo algum à lógica como um todo uno sobre a origem das Amazonas em si.

Desse ponto histórico, em acordo entre quase todos os estudiosos, essas mulheres migraram para a cordilheira do Cáucaso, próximo ao Mar Negro, região hoje ocupada pela Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Essa região era povoada por aldeias e cidades que viviam na mais extrema barbárie, combatendo uns aos outros por terras, alimento e riqueza; coisa que fez as Amazonas a desenvolverem suas habilidades guerreiras, inventando inclusive, o machado de guerra de dois gumes, símbolo, junto com o cavalo, desse povo feminino.

Lá se esconderam e desenvolveram uma cultura muito mais que matriarcal. Desenvolveram uma sociedade fechada e somente de mulheres; uma sociedade unissexual e igualitária, socialmente dizendo. Ocultadas nessa região inóspita, evoluíram sozinhas, desenvolvendo uma sociedade auto-sustentável, dedicando à uma hierarquia social dividida em apenas duas classes, a saber, a nobreza com uma rainha e as “soldadas”. As últimas, além se dedicarem à arte da guerra, se mantinham em pé de igualdade entre si nos afazeres cotidianos, tais como, o do cultivo de alimentos, caça etc. em plena harmonia. Mantinham-se sempre em dupla em todos os seus afazeres, não como união sexual ou marital, mas sim como uma forma estratégica de se protegerem nas batalhas e diminuírem o fardo do labor.

A cultura foi fundada sob a temática do apatriarquismo e, nesse sentido, se mantiveram fechadas aos homens, bem como escondidas para que não fossem incomodadas. Para manter a sociedade, invadiam aldeias e cidades para pilhagem e captura de bons espécimes masculinas para a reprodução, os mantendo em cativeiro até que esses as engravidassem, os libertando ou, como propõe algumas lendas, os matando. Nesse tempo, as Amazonas eram chamadas pelos citas de Oiorpata (matadoras de homens).

Segundo os relatos arqueológicos, as Amazonas passaram a adorar Ares, o deus da guerra, a ninfa Harmônia, guia da harmonia, Ártemis, deusa da caça, da virgindade e protetora das mulheres, Gaya, a mãe terra, mãe da natureza e a Lua. Coisas que geraram a lenda, na mitologia grega, como as Amazonas sendo filhas de Ares com Harmônia. Isso se dá ao fato de que, no início, no Cáucaso, as Amazonas prezavam pela harmonia entre seus pares como um todo social, a caça e a castidade, salvo os momentos de procriação, e, por último, as artes da guerra para se manterem livres como sociedade.

Essa fama feminista se estendeu por todo o território mesopotâmio e mediterrâneo a tal ponto que, todas as mulheres que não se conformavam com o sistema patriarcal da sociedade da época, procuravam as Amazonas pedindo asilo, sendo aceitas de pronto. Dessa forma, as Amazonas começaram a crescer em número, fama e temor, pois, quando em alguma luta se envolviam, se valiam da mais forte violência em seus ataques, usando todas as artimanhas e meandros e, como uso de força militar máxima, gritos, fúria, destemor, coragem, frieza etc., deixando apenas pouquíssimos sobreviventes para contar a história, elevando, estrategicamente, o medo e o respeito de forma e maneira que estas mulheres pudessem ficar em segurança e em tranqüilidade, ou seja, que não valeria a pena o esforço contra elas, seja qual fosse o motivo levantado.

Assim, as Amazonas passaram a ser uma sociedade estrangeira ao mundo antigo, à solta e em todo o território mesopotâmio e mediterrâneo, fundando e criando cidades “escondidas”, se valendo de sua estrutura social enraizada no conjunto insolúvel de seus componentes, cuja união faziam dessas mulheres um só corpo, vivendo sob o regime da honra e dedicação: “uma por todas e todas por uma”…

Partindo de sua origem de fato, no Cáucaso, após seu pseudo início na ilha de Creta, as Amazonas se espalharam por todo o mundo, sendo encontrados registros dessa comunidade, bem além do mediterrâneo e mesopotâmia, como em alguns locais do Egito, Líbia, China e norte europeu.

Fonte: Ordem das Amazonas

Dia do Idoso

Publicado: 29/09/2011 por Elisa em Atualidades, História

O Dia do Idoso é comemorado no Brasil no dia 1º de Outubro e tem como objetivo a valorização do idoso.

Por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), 1999 foi o Ano Internacional do Idoso, em reconhecimento ao fato de que a população mundial está envelhecendo e de que isto pode significar também uma possibilidade de amadurecimento dos atos e das relações sociais, econômicas, culturais e espirituais da humanidade em geral, o que pode contribuir em muito para paz e o desenvolvimento globais no século XXI.  Com base no tema, “Uma sociedade para todas as Idades”, os países foram chamados a refletir, discutir e tomar ações para que pessoas idosas e também de todas as idades, vivam de maneira digna, com respeito a seus direitos e sempre observando as peculiaridades de cada faixa etária.

No mesmo ano, o Dia Nacional do Idoso foi estabelecido no Brasil pela Comissão de Educação do Senado Federal. Até o ano de 2006, esta data era celebrada no dia 27 de Setembro, porém, em razão da criação do estatuto do idoso em 1º de Outubro, o dia do idoso foi transferido para esta data de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.

A população no mundo está ficando cada vez mais velha. A maioria deles concentrada no continente europeu. São consideradas idosas as pessoas com mais de sessenta e cinco anos de idade, chamados também de grupo da terceira idade.  Em 1995, já eram 578 milhões. E, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. A expectativa de vida nos países desenvolvidos será de 87,5 anos para os homens e 92,5 para as mulheres (contra 70,6 e 78,4 anos em 1998). Já nos países em desenvolvimento, será de 82 anos para homens e 86 para mulheres, ou seja, 21 anos a mais do que hoje, que é de 62,1 e 65,2.

Envelhecimento
À medida que a pessoa vai envelhecendo a sua aparência física se modifica. Vai diminuindo a sua agilidade. Aparecem rugas e manchas na pele, as costas podem ficar encurvadas e aparecem cabelos brancos. A velhice pode vir acompanhada de problemas de saúde, com doenças próprias da idade, como os males de Parkinson e Alzheimer, incontinência urinária, diminuição das funções neurológicas, como a perda da memória e lentidão de raciocínio.

Os idosos devem ser tratados com respeito, pois são pessoas mais velhas e possuem muita experiência de vida. Devem encontrar apoio de suas famílias, receberem atenção, carinho e cuidados necessários para manter sua estabilidade emocional.

Fonte: IBGE, Velhos Amigos, Wikepédia e Mundo Educação