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tao10O Yin-Yang é o símbolo do Taoísmo, uma das mais conhecidas filosofias dharmicas.

Tao 道(pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição. O Tao não é só um caminho físico e espiritual; é identificado com o Absoluto que, por divisão, gerou os opostos/complementares Yin e Yang, a partir dos quais todas as «dez mil coisas» que existem no Universo foram criadas.

Um círculo dividido ao meio por uma linha ondulada; uma metade é negra (yin) e a outra é branca(yang). Representa o macro e microcosmos e as duas energias que regem o mundo, yin e yang; o feminino e o masculino; o bem e o mal; preto e branco; o escuro e o claro; a noite e o dia; a ordem e o caos; – energias opostas que se complementam e são o fundamento da “totalidade”. A força intrínseca do Universo convertendo-se ora em uma, ora em outra. É o limiar entre os opostos, como se um estivesse contido no outro, em eterno movimento, pois as forças opostas são parte da mesma perspectiva divina.

Cada metade tem também um pequeno círculo da cor oposta, ou seja, a metade branca tem um círculo negro e a negra tem um círculo branco. O círculo menor representa a presença de cada um no outro.

Os chineses acreditavam que todas as pessoas, homens ou mulheres, passam por fases yin e yang. A personalidade de cada um não é uma entidade estática, mas um fenômeno dinâmico resultante da interação entre elementos masculinos e femininos. Essa concepção da natureza humana está em contraste flagrante com a da nossa cultura patriarcal, que estabeleceu uma ordem rígida em que se supõe que todos os homens, machos, são masculinos e todas as mulheres, fêmeas, são femininas.

A moderna interpretação ocidental atual está longe de refletir o significado original dos termos chineses. É um símbolo muito presente não só na religião, mas também em toda a cultura do mundo contemporâneo e é conhecido tanto no Ocidente quanto no Oriente. Um exemplo disso é o brasão de armas do renomado físico de Mecânica Quântica Niels Bohr que tem o símbolo chinês do Tao yin-yang e acima deste a frase, em Latim: “Contraria sunt complementa” que significa os opostos ou os contrários são complementares.

Circular, sem começo nem fim, o anel é o símbolo dos ciclos, da eternidade e da união, além de servir como instrumento para designar altos cargos, prestígio e poder. É assim há muitos séculos, desde tempos remotos. A origem do costume dos casais de usarem aliança tem várias versões.

O termo aliança (bérith em hebraico) possui o sentido de compromisso ou de pacto, o anel nupcial. Este significado também é encontrado nas duas palavras gregas: diathéke e synthéke e nas latinas: foedus e testamentum. O anel serve essencialmente para indicar um elo, o signo de uma aliança, de um voto, a ambivalência desse símbolo provém do fato de que o anel une e isola ao mesmo tempo.

Os antigos egípcios, em 2.800 a.C., foram os pioneiros de um dos maiores símbolos do compromisso atual.  Reza a lenda que o acessório circular – e portanto sem ponta, sem fim – foi a maneira encontrada pelos apaixonados egípcios para simbolizar o amor infinito e que deveria ser carregado para a vida toda. As  alianças tinham um significado sobrenatural, pois acreditava-se que uniam o casal com amor eterno. E é desse povo que vem a teoria mais aceita para a origem da aliança como conhecemos hoje. Elas eram provindas do antigo costume egípcio de colocar no dedo da noiva um anel que substituía as moedas em tempos em que elas ainda não eram cunhadas. Com isso demonstrava-se que ela estava sendo adquirida através da riqueza do seu marido.

Entre os romanos e gregos anéis de ouro eram usados por  senadores e imperadores além dos sacerdotes de Júpiter, que usavam os Anéis Pastorais. Para os demais, apenas os de ferro.

Em 800 a.C., o uso da aliança de casamento foi difundido entre os  os gregos, e depois entre os romanos, vindo de um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. O anel imantado era usado no dedo anular da mão esquerda podia atrair o coração, isso pelo fato de se acreditar que neste dedo existia uma veia ligada diretamente ao coração. Na Grécia,  as alianças de noivado e casamento eram usadas como selos e símbolos de posse e fortuna. Alguns deles serviam de chaves para os quartos onde os bens de um homem eram armazenados. No casamento, cópias delas eram dadas para as noivas, criando-se o costume de dar à esposa um anel. Sendo que esse não era dado na cerimônia, mas depois que a mulher fosse erguida sobre a entrada da casa. Presenteá-la com a chave demonstrava confiança e era um amuleto que reforçava que dali em diante eles dividiriam todas as suas posses.

No início a aliança era tida como um certificado de propriedade da noiva, ou de compra da noiva, indicando que ela não estava mais apta a outros pretendentes. A partir do século IX a igreja cristã adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos.

Muitas crenças nasceram então, como o fato de que os escoceses dizem que a mulher que perde a aliança está condenada a perder o marido. Nas lendas irlandesas, o anel serve como meio de reconhecimento, símbolo de uma força ou mesmo de um laço que nada pode romper.

Na Inglaterra os documentos mais antigos falam de alianças nupciais feitas de ferro, aço, prata, cobre, bronze, couro e junco. Em 1217 o bispo de Salisbury, Richard Poore, publicou uma lei proibindo a troca desses anéis sob o argumento de que “nenhum homem deveria se utilizar disso para seduzir jovens virgens, através de celebrações dissimuladas, pois ele pode não estar realmente preparado para o matrimônio”. Se o jovem colocasse o anel na noiva em presença de testemunhas e publicamente declarado que a teria como sua esposa, a lei e a igreja tomariam o casamento como uma união real.

Até o século XIII não havia aliança de noivado ou compromisso. O Papa Inocente III declarou que deveria haver um período de espera que deveria ser observado entre o pedido de casamento e a realização da cerimônia matrimonial. É por isso que hoje existe um anel de noivado e depois a aliança de casamento. O primeiro anel de noivado de que se tem notícia foi aquele dado pelo Rei da Alemanha, Maximiliano I, a Mary de Burgundy em 147, simbolizando união duradoura. Ela recebeu do noivo um anel de diamante e uma aliança de ouro.

Após a guerra civil inglesa os puritanos pregaram contra o uso das alianças, alguns proibindo até seu o uso em casamentos. O anel era obviamente uma jóia e, por isso, um objeto diabólico.

O que temos nas cerimônias atuais, é a perpetuação de todas essas tradições, que tem por fim, trazer bons fluídos aos noivos. Os anéis de casamento são usados pelos noivos na cerimônia de casamento religioso ou civil, por diversas culturas. Costuma-se fazer a troca dos anéis no momento final desta cerimônia. A aliança é nada mais nada menos do que a representação material do pacto do casamento e representa unir, fazer ligação, harmonizar, combinar, agrupar, unir em casamento, ligar-se, confederar-se, casar-se.

Porque usamos no quarto dedo da mão direita?

As alianças iniciais eram de ferro e como ele enferruja, foram com o tempo sendo substituídas por metais mais nobres, como a prata e o ouro. As explicações para o uso na mão esquerda também variam. A teoria mais aceitável é de que a mão direita sempre foi símbolo de poder e decisão, e a esquerda de submissão. Usar um anel na mão esquerda, dado pelo cônjuge, teria a conotação de submissão ao parceiro devido ao compromisso assumido.

Outra teoria é de que pelo anular passava uma veia que ligava esse dedo diretamente ao coração. Acreditava-se que um imã tinha o poder de atrair o coração humano, órgão que representa o amor. Por isso tiveram a idéia de usar anéis após a celebração matrimonial, com a função de atrair o coração do companheiro para sempre. O imã, em formato de anel, era usado no dedo anular da mão esquerda, pois acreditava-se que ali havia uma veia ligada diretamente ao coração. Esse costume passou depois para os romanos e a Igreja manteve a tradição.

No casamento judaico, as alianças são usadas no dedo indicador.

Na Inglaterra medieval, a noiva usava inicialmente a aliança no dedo polegar (moda nessa época) e no casamento o noivo ia mudando a aliança de dedo, enquanto recitava “Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo”. A cada menção, um dedo. Assim, do polegar chegava ao anelar e aí permanecia para sempre.

Outra é a de que o dedo anelar, da mão esquerda é o menos utilizado de todos os dez dedos. Dessa forma, a aliança ali corria menos riscos e estava mais protegida. Assim, também o amor do casal.

Os Chineses têm uma explicação muito bonita: Usamos a aliança no quarto dedo porque é impossível separar uma mão da outra quando estão ligadas pelo quarto dedo. Assim é a união do casal. Eles acreditavam que cada dedo da mão representa um membro da família: Polegar – representa os pais; Indicador – representa os irmãos; Médio – representa você mesmo; Anular – representa seu companheiro; Mínimo – representa os filhos.

Ao se unir os dedos das duas mãos pela ponta dos dedos, exceto os dedos do meio que devem estr dobrados um de frente para o outro, ao tentar separá-los, acontece algo inusitado.

Os polegares podem ser separados, eles indicam seus pais; você não viverá com eles o resto de sua vida.

Os indicadores separam-se facilmente; os irmãos e irmãs um dia também vão se separar de você, pois terão suas próprias famílias. Assim o indicador e o dedo mínimo também podem se separar.

Os dedos mínimos também podem ser separados. Indicam seus filhos que também irão crescer e se casar.

Finalmente, os dedos anelares, não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher devem viver juntos o resto da vida.

Tipos de aliança

Aliança de compromisso – é um anel de prata utilizado por namorados no Brasil para demonstrar fidelidade e seriedade do namoro. Demonstra que o namoro é sério, embora no momento ainda não tenham a intenção de se casar. São são usadas no dedo anelar da mão direita e, na ocasião do noivado, substituídas pelas alianças de noivado.

Aliança de noivado – embora hoje poucos casais fiquem noivos, o anel em ouro é o mesmo do casamento e significa apenas maturidade no relacionamento e algum compromisso e é definido como o anúncio público de que duas pessoas pensam casar-se.  Usa-se no dedo anelar da mão direita significando compromisso. Normalmente, não deve demorar mais que um ano, período importante porque para os noivos se conhecerem melhor e verem se realmente se ajustam. É um teste antes do passo final.

Aliança de Casamento – em ouro. No dia do casamento, o noivo leva as duas alianças com ele (já polidas e com a data do casamento gravada) e estas serão trocadas durante a cerimônia. Após a cerimônia o noivo e a noiva passarão a usar as alianças no dedo anular da mão esquerda.

Bodas e suas alianças

Cada ano vivido pelo casal é chamado de bodas. Seu significado é reavivar o compromisso de amor e de companheirismo efetuado a dois no ato do casamento. Existem três delas que se destacam e que são comemoradas pelo casal e familiares:

  • 25 anos – geralmente se faz uma missa para comemorar e coloca-se um fio de prata ao redor das alianças.
  • 50 anos – duas alianças conjugadas, com diamante.
  • 75 anos – coloca-se diamantes ao redor das alianças ou em uma parte das mesmas, de acordo com a disponibilidade econômica do casal.

Portanto, nada melhor do que uma linda aliança para representar esses laços e sentimentos elevados entre duas pessoas.

Curiosidade: Anel para assumir que se é solteiro!

Alianças e anéis de compromisso ganharam em 2008 um adversário à altura: o singelringen, ou “anel para solteiros”, que indica que o portador integra o time dos descompromissados.

Sucesso em países como Suécia (onde surgiu), Japão, Finlândia e Dinamarca, entre outros, o singelringem sinaliza ao mundo o status de solteirice assumida e tem acumulado adeptos pelo mundo.

O Singelringen é unissex. Formado por um aro externo em acrílico turquesa moldado sobre um anel de prata. Como detalhe especial, possui um recorte no acrílico que permite que o brilho da prata apareça. Este recorte, em forma de meia lua, significa que o usuário está “aberto” a novas amizades e relacionamentos. O curioso é que, quando colocado lado a lado de outro Singelringen, forma-se um círculo completo.

O Singelringen sinaliza que ser avulso ou solteiro é uma vida de possibilidades e não um problema a ser resolvido.

Fonte: Wikipedia, Mega Cubo e WMulher

Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo.

Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

“Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência.”

O médico norte-americano William Collinge define meditação como “uma prática simples e tranquila, que encerra um poder extraordinário para auxiliar na resistência à doença e manter a saúde em geral”. Mas a meditação é muito mais que isso. Ela proporciona ao praticante a volta para dentro de si mesmo, para um ponto só acessado pelo indivíduo, em condições de absoluta serenidade.

Muitas doenças são auxiliadas exatamente por essa sensação da volta para casa, porque a meditação faz o caminho contrário.

Hoje em dia,  a sociedade moderna exige que o homem se afaste de seu eu interior, usando uma ou várias máscaras, a ‘persona’, a forma como nos comportamos em sociedade. Sentimentos como medo, insegurança, desejos, tristezas, não podem ser manifestados, por exemplo, em uma sala de reuniões. Para sobreviver no trabalho, o homem tende a agir de maneira que não é, porque alguns sentimentos não são politicamente corretos de serem expostos. A sociedade considera ‘de mau gosto’ falar de assuntos pessoais ou considerados ‘delicados’. E, geralmente, temas delicados são os temas verdadeiros, que o indivíduo vai adiando até encontrar o estresse. Isso colabora para que o homem se sinta sozinho com seus problemas, fragmentado, distanciado de sua verdadeira natureza.

A meditação é uma técnica que faz com que o indivíduo recupere e mantenha seu eixo, um centro, para onde pode retornar quando quiser. É como a ponta do compasso, que se bem fincada consegue traçar círculos perfeitos, sem que ela (o eixo) saia do lugar. Depois de anos de prática, a pessoa consegue se manter em seu eixo, mesmo estando no convívio social. Isso diminui a tensão e, conseqüentemente, fortalece as defesas imunológicas. É uma reação em cadeia que proporciona, muitas vezes, a cura de uma doença. É assim que a meditação provoca o equilíbrio e a harmonia psíquicos e esta técnica é fundamental no controle da dor, que é a manifestação física de um desconforto antes sentido pela mente, em muitos casos.

Técnicas de meditar

Concentração meditação – Esta centra a atenção na respiração, uma imagem ou um som para trazer a mente para descansar e para permitir uma maior consciência e clareza a surgir. A forma mais simples é sentar-se calmamente e centrar a atenção na respiração. Acredita-se que existe uma relação entre um estado de espírito da pessoa e sua respiração. Se uma pessoa está agitada, assustado ou ansioso, a respiração é rápida e irregular. Quando a mente está calma e composta, a respiração é lenta, profunda e regular.

Yoga Nidra concentração é uma forma de meditação. É um tipo de sono e psíquica que induz completa físico, mental e emocional relaxamento, mas ao mesmo tempo que mantém a consciência no nível mais profundo. Uma das práticas Yoga Nidra deitada e segue as instruções do professor. Um progressivamente relaxa os músculos, correndo atenção, através de diferentes partes do corpo. Isto é seguido pelo despertar de sensações ao pólo oposto, como peso e leveza. Cada parte do corpo é conhecido por ter diferentes controlo centro no cérebro. O movimento de sensibilização, através de diferentes partes do corpo relaxa-los e também apura vias nervosas do cérebro.

Baseadas meditação Zen – O indivíduo se senta quietamente e testemunhas que atravessa a mente sem se envolver com os pensamentos, imagens ou preocupações. Isso ajuda a ganhar uma tranqüilidade e um não-reativo estado de espírito.

Healing meditação sobre corações duplos – Esta é uma técnica avançada meditação. Algumas das principais chakras são as pontes para determinados níveis de consciência. O centro emocional do coração e do centro do coração divino, devem ser ativados para tornar canais de energias espirituais. Por concentração prolongada, pode receber uma iluminação.

Fonte: Boa Saúde, Orion Evolution e Scum Doctor

(do grego: pistia e do latim: Fides) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem fé em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles, é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado,uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica. É, geralmente,associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais[carece de fontes?]. Pode estar direccionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

Ter fé faz bem a saúde

Diversos estudos comprovam a eficácia da fé na recuperação da saúde. Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico

:: Por Dr. Joel Rennó Jr. ::

Muitos autores estudam as possíveis relações entre religião e saúde. Embora haja opiniões e conclusões díspares, o que serve para polemizar ainda mais o tema, observamos uma certa tendência na aceitação de que a fé e a religião melhoram a saúde.

Um estudo realizado por Byrd em 1988, concluiu que pacientes religiosos sob cuidados de uma unidade coronariana tinham uma evolução melhor durante o período de internação. Sicher e colaboradores em 1998, publicaram um estudo com pacientes portadores de AIDS avançada. Eles constataram que no grupo de pacientes religiosos, havia um menor número de doenças oportunísticas, menor severidade da doença, menos hospitalizações e dias de internações. Apesar de ter sido um estudo com apenas 40 pacientes, e portanto, não definitivo, é um importante fator de adição à eficácia da religião.

Pesquisa recente elaborada pela Universidade de Duke (EUA) comprova que pessoas que adotam práticas religiosas apresentam uma chance 40% menor de terem hipertensão arterial, são menos hospitalizadas, tendem a sofrer menos de depressão nas diversas fases do tratamento e recuperação, além de terem um sistema imunológico mais fortalecido.

Em uma grande revisão sistemática, com cerca de 11mil estudos, baseados na relação religião- saúde (300 estudos na saúde física e 800 estudos na saúde mental) , comprovou-se uma correlação positiva entre maior envolvimento religioso, melhor saúde mental e física, e menor utilização de serviços de saúde. Em uma amostra americana de cerca de 20 mil adultos, atribuiu-se ao envolvimento religioso um prolongamento no tempo de vida em torno de sete anos.

A mentalidade dos médicos e algumas condutas profissionais, envolvendo fé, espiritualidade e saúde precisarão ser revistas. Um estudo recente (2004) realizado pela Universidade de Ohio (EUA), com 798 pessoas, constatou que cerca de 85% gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.

Os religiosos geralmente estão mais interessados na imortalidade de suas almas, do que na mortalidade de seus corpos. Alguns acreditam ser a morte um verdadeiro marco, levado ao extremismo em determinados cultos. Isso pode ser um fator de confusão também nos estudos envolvendo mortalidade e religião. Muito mais do que a melhora da saúde física em si, os médicos deveriam estar mais preocupados com a melhora da qualidade de vida. Um estudo realizado por Reyes-Ortiz comprova a melhora da qualidade de vida em idosos religiosos.

A verdade é que algumas pessoas espiritualistas quando ficam doentes, aumentam suas participações em comportamentos que possam melhorar sua saúde, inclusive através de cultos religiosos que ensinam hábitos de vida mais saudáveis, como largar o tabagismo e o álcool, evitando-se, dessa forma, o desenvolvimento de cânceres de pulmão, estômago, cavidade oral, faringe, esôfago, laringe e bexiga. A sensação de pertencer a um grupo social, mantém os pacientes amparados com melhoria significativa da qualidade de vida.

Por que a fé ajuda na recuperação da saúde?Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico, prevenindo dessa forma o estresse. A alteração imunológica do indivíduo poderá levá-lo a maior propensão de apresentar doenças mediadas por fatores de imunidade. Um estudo concluiu que um aumento de interleucina-6 (fator imunológico) está aumentado no sangue de pessoas que não frequentam regularmente cultos religiosos, quando comparadas com pessoas praticantes. A interleucina-6, geralmente se encontra elevada no plasma de indivíduos submetidos ao estresse constante. Dessa forma, pessoas religiosas teriam mais “resistência” ao fatores estressores do dia-a-dia, ou seja, melhor adaptação psicológica.

As crenças ou atividades religiosas também podem produzir um estado de relaxamento do Sistema Nervoso Central (SNC), associado a uma diminuição da atividade do Sistema Nervoso Simpático, aumentando assim a resposta imunológica, e evitando-se dessa forma várias doenças picossomáticas. Por outro lado, estudos de neuroimagem recentes demonstram modificações significativas na produção de neurotransmissores com atuação em locais como o sistema límbico, que rege as emoções.

Benefícios da religião em relação à saúde
A religião pode melhorar a saúde promovendo práticas saúdáveis de vida, melhorando o suporte social, oferecendo conforto em situações de estresse e sofrimento e até alterando substâncias químicas cerebrais que regulam o humor e a ansiedade, levando-nos ao relaxamento psíquico. Portanto, a religião parece ser um fator psicossocial e até biológico benéfico na recuperação das doenças físicas e mentais.

luz2Independente dos possíveis mecanismos, se indivíduos recebem benefícios à saúde através de práticas religiosas, essas devem ser incentivadas, respeitando-se a individualidade de crença, contribuindo dessa forma, preventivamente, contra uma série de doenças e amenizando o sofrimento de vários pacientes.

Não cabe ao médico prescrever uma religião em particular ao paciente, e sim, encorajá-lo em trabalhos espirituais de sua escolha. As nossas crenças religiosas não devem ser prescritas aos pacientes que atendemos. Porém, nunca devemos ignorar o aspecto importante e positivo que a religiosidade apresenta nas saúdes física e mental do ser humano. Quando os profissionais não souberem como lidar com essas questões religiosas, deve haver um encaminhamento para padres, pastores ou rabinos de acordo com a escolha religiosa do paciente.

Concluindo, em função do grande interesse na espiritualidade da população geral, deve-se incentivar pesquisas científicas de qualidade na área, despindo-se sempre de valores individuais e voltando-se sempre ao apoio da escolha religiosa do paciente. Posturas extremistas, por parte de alguns pacientes, devem ser desaconselhadas pelos médicos, porque não adianta em nada substituir um tratamento médico por apenas práticas espirituais. O correto é sempre a perfeita integração e união com a medicina tradicional.

Dr. Joel Rennó Jr – Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP

:: Por Cibelle Gonelli ::

Os padrões comportamentais mudaram com o meio online, fazendo com que as pessoas pudessem encontrar algum auxílio religioso a distância. Apesar de recente no Brasil, o fenômeno da “e-religião” tem ganhado destaque em outros países. Já é possível acender uma vela virtual, pedir oração via chat ou email, fazer uma macumba virtual ou vodu, assistir à pregações via webTV, fazer simpatias e despachos e até fazer leitura de tarot e cartas.

De acordo com uma pesquisa do instituto californiano especializado em assuntos religiosos, o Barna Research, até o final da década, mais de 10% da população norte-americana utilizará a internet como espaço para suas experiências religiosas.

Entre a grande quantidade de crenças existentes no mundo atualmente, cinco se destacam pelo maior número de fieis adquiridos: na ordem são cristianismo, islamismo, hinduísmo, religiões chinesas em geral e o budismo.

“Atualmente, quase todas as religiões já usam a web para atrair pessoas, prometendo graças e oferecendo orações, ajuda ou até acendendo velas em rituais virtuais. O fato de exercer qualquer tipo de fé pela internet não muda. Não é porque a pessoa não está pessoalmente fazendo uma oração que sua fé é menor. A tecnologia chegou para agregar valores”, explica o estudioso da história das religiões Emmanuel Heliades.

Segundo o especialista, o cristianismo é a maior religião do mundo, com mais de 2 bilhões de seguidores, baseando no monoteísmo e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. Aqui se enquadram os católicos, os evangélicos, os adventistas, os anglicanos, os luteranos, entre outros.

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Evangélicos possuem espaços dedicados
Espíritas têm TV online e oração virtual
Simpatia, tarot e despacho dão soluções
Budistas e hindus propagam crenças online
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Fonte: Uol Tecnologia