Arquivo da categoria ‘Espiritualidade & Religião’

Vipassana é um método de meditação originário do Budismo Hinayana e é considerada como uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Vipassana é o termo em pali, antiga língua e foi citada nos discursos de Sidharta Gautama, o Buda e atribui-se a ele a redescoberta há mais de 2500 anos e ensinamento como um remédio universal para males universais.
 
Em sânscrito, na língua indiana, é denominado vipashyana. Na língua tibetana se chama lhatong. A palavra vipashyana vem de “vi”, que quer dizer: especial, específico, superior; e pashyana que significa: visão, olhar. Ver de forma clara, direta, objetiva, cristalina. A palavra lhatong também tem o mesmo sentido em “lha”, especial, e “tong”, ver. Visão clara, visão interior, visão aberta, ou visão das coisas como elas são. Essa antiga prática pode ser utilizada por qualquer pessoa, devido a sua simplicidade técnica.

A Técnica

Toda a prática está voltada para a auto-observação, para o estar consigo, com a atenção no presente. Com os exercícios estuda e pratica a uma maior compreensão e contato interior. É definida como uma experiência do insight (in, dentro – sight, visão, ou experiência de visão interior). Vipassana é uma meditação que, no seu pleno desenvolvimento, vai clareando o espaço interior da mente dos pensamentos e dos movimentos confusos, até que se possa apreciar e relaxar nas coisas como elas são.

Vipassana é uma meditação que desenvolve a claridade panorâmica – a claridade do espaço – em que o contínuo surgimento e desaparecimento de pensamentos e emoções deixam de ser um problema por meio da espacialização da mente. Visa a total erradicação das impurezas mentais e a resultante suprema felicidade da liberação completa. A cura, não a mera cura de doenças, mas a cura essencial do sofrimento humano, é o seu propósito.

 Seu foco é a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.

As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.

Pelo sua qualidade modificadora, a Vipassana tem sido ensinada em prisões da Índia, Israel, Mongolia, New Zealand, Taiwan, Thailand, U.K., and the United States.

Parece filosófico de mais? Não é. É prática pura. Só participando para saber o significado concreto e real desta experiência.

O Curso

Normalmente, a técnica é ensinada em retiros de 10 dias. Não há vínculos religiosos, ou seja, sem ritos, compromissos espirituais ou cerimônias rígidas. A proposta é aproveitarmos a possibilidade da prática e estudo em ambiente adequado, para criar maior familiaridade com a prática, além de se trabalhar os obstáculos e o amadurecimento da meditação.
O retiro é aberto às pessoas que desejam começar a praticar, assim como a antigos praticantes que desejam receber novas fundamentações e aprendem os fundamentos do método e praticam o suficiente para experimentar seus resultados benéficos.

O curso requer trabalho sério e árduo. Há três passos no treinamento. O primeiro passo é abster-se — durante todo o curso — de matar, roubar, manter atividade sexual, mentir e se intoxicar. Esse simples código de conduta moral serve para acalmar a mente que, de outra forma, estaria muito agitada para executar a tarefa de auto-observação.

O próximo passo é desenvolver o domínio da mente aprendendo a fixar a atenção na realidade natural do fluxo da respiração, sempre mutável, enquanto entra e sai das narinas.

Com a mente está mais clara e mais em foco, mais preparada, portanto, para empreender a prática de Vipassana em si: observar as sensações por todo o corpo, compreendendo sua natureza e desenvolvendo a equanimidade, aprendendo a não reagir a elas.

Finalmente, no último dia os participantes aprendem a meditação de amor ou boa vontade frente a todas as coisas, quando a pureza desenvolvida durante o curso é partilhada com todos os seres. A prática inteira é, na verdade, um treinamento mental. Exatamente como usamos exercícios físicos para melhorar a saúde de nosso corpo, Vipassana pode ser utilizado para desenvolver uma mente saudável.

Veja depoimento.

Fonte: Dhamma Org

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:: Por S.N. Goenka ::

Quando há escuridão, a luz é necessária. Hoje, com tanta agonia provocada por conflito violento, guerra e derramamento de sangue, o mundo precisa urgentemente de paz e harmonia. Este é um grande desafio para os líderes religiosos e espirituais. Aceitemos este desafio.

Toda religião possui uma forma ou uma aparência exterior e uma essência ou núcleo interior. A aparência exterior consiste de ritos, rituais, cerimônias, crenças, mitos e doutrinas. Isto varia de uma religião para a outra. Mas existe um núcleo interior comum a todas religiões: os ensinamentos universais de moralidade e de caridade, de uma mente disciplinada e pura cheia de amor, compaixão, boa vontade e tolerância. É este denominador comum que os líderes religiosos devem enfatizar, e que os seguidores religiosos devem praticar. Se for dada a importância adequada à essência de todas as religiões e for mostrada maior tolerância pelo seu aspecto superficial, o conflito poderá ser minimizado.

Todas as pessoas devem ser livres para professar e seguir a sua fé. Ao fazerem isso, contudo, elas devem ter cuidado para não negligenciarem a prática da essência de sua religião, para não perturbarem os outros pela prática de suas próprias religiões e para não condenar nem menosprezar outras fés.

Em razão da diversidade das fés, como superamos as diferenças e atingimos um plano concreto para a paz? O Buda, o Iluminado, era freqüentemente procurado por pessoas de diferentes pontos de vista. Para eles, dizia “Deixemos as nossas diferenças de lado. Demos atenção àquilo onde possamos concordar e coloquemos isso em prática. Por que discutir?” Este sábio conselho ainda é válido hoje em dia.

Eu venho de uma terra antiga que deu origem a muitas e distintas escolas filosóficas e espirituais ao longo dos milênios. Apesar de casos isolados de violência, o meu país tem sido um modelo de co-existência pacífica. Há 2.300 anos era dirigido por Ashoka, o Grande, cujo império se estendia do atual Afeganistão a Bangladesh. Em todo o seu reino, este dirigente cheio de compaixão fez inscrever editos em pedra, proclamando que todas as fés deveriam ser respeitadas e, conseqüentemente, seguidores de todas as tradições espirituais se sentiam seguros sob sua jurisdição. Ele pedia às pessoas para levarem uma vida moral, respeitarem os pais e idosos, e se absterem de matar. As palavras que utilizava para incentivar os seus súditos ainda são relevantes hoje em dia:

Um indivíduo não deveria somente honrar a sua própria religião e condenar outras religiões. Em vez disso, dever-se-ia honrar outras religiões por diversas razões. Ao fazer isso, ajuda-se a sua própria religião a crescer e se presta serviço à religião dos outros. Ao agir diferentemente, cava-se uma cova para sua própria religião e se prejudicam outras religiões igualmente. Alguém que honra a sua própria religião e condena outras religiões pode fazer isso por devoção à sua própria religião, pensando, “Eu glorificarei a minha religião”; mas esta ação prejudica a sua própria religião mais seriamente. A concórdia é boa. Que todos escutem e se disponham a ouvir as doutrinas professadas por outros. (Edito em pedra 12)

O Imperador Ashoka representa uma tradição gloriosa de co-existência tolerante e de síntese pacífica. Aquela tradição sobrevive entre governos e dirigentes hoje em dia. Um exemplo é o do Nobre Monarca de Omã, que doou terra para a construção de igrejas e de templos de outras crenças, enquanto pratica a sua própria religião com toda a devoção e empenho. Eu tenho certeza de que tais líderes e governos compassivos continuarão a aparecer no futuro em muitos lugares em toda a parte do mundo. Como se diz, “Abençoados são os promotores da paz, pois ele serão chamados de filhos de Deus.”

Está mais do que claro que os adeptos da violência primeiramente ferem seus próprios amigos, vizinhos e familiares. Eles podem fazer isso diretamente, por intermédio de sua intolerância ou indiretamente ao provocar uma resposta violenta às suas ações. Por outro lado, diz-se “Abençoados são aqueles cheios de misericórdia pois eles irão obter a misericórdia.” Esta é a lei da natureza. Ela pode ser igualmente chamada de decreto ou caminho de Deus. O Buda disse, “A animosidade pode ser erradicada não pela animosidade, mas somente pelo seu oposto. Este é um eterno Dhamma (lei espiritual).” O que é chamado de Dhamma na Índia nada tem a ver com hinduismo, budismo, jainismo, cristianismo, islamismo, judaísmo, sikhismo ou qualquer outro “ismo”. Esta é a verdade simples: antes de prejudicar outros, você primeiro se prejudica a si mesmo ao gerar negatividade mental; e ao remover a negatividade, você pode encontrar a paz interior e fortalecer a paz no mundo.

Paz na Mente para a Paz no Mundo

Cada religião digna desse nome convoca seus seguidores para levarem um estilo de vida moral e ético, para atingirem o domínio da mente e para cultivarem a pureza do coração. Uma tradição nos diz, “Ame o seu Vizinho”, outra diz, Salaam Malekum – “Que a paz esteja convosco”; ainda outra diz, Bhavatu sabba mangalam ou Sarve bhavantu sukhinah – “Que todos os seres possam ser felizes”. Seja a Bíblia, o Alcorão ou o Gita, as escrituras chamam pela paz e pela amizade. De Mahavira a Jesus, todos os grandes fundadores de religiões foram ideais de tolerância e de paz. No entanto, o nosso mundo é freqüentemente movido a disputas sectárias e religiosas ou até mesmo pela guerra – porque nós damos importância somente para a aparência exterior da religião e negligenciamos a sua essência. O resultado é uma carência de amor e compaixão na mente.

A paz no mundo não pode ser atingida a não ser que haja paz dentro dos próprios indivíduos. Agitação e paz não podem co-existir. Um caminho para se atingir a paz interior é Vipassana ou a Meditação da Introspecção – uma técnica de auto-observação e de experimentação da verdade, não-sectária, científica voltada para resultados. A prática dessa técnica traz a compreensão experimental de como a mente e o corpo interagem. Sempre que a mente gera amor desinteressado, compaixão e boa vontade, o corpo inteiro é invadido por sensações agradáveis. A prática de Vipassana também revela que a ação mental precede cada ação física ou vocal, determinando se aquela ação será saudável ou insalubre. A mente é o que mais importa. É por isso que nós devemos encontrar métodos práticos para tornar a mente pacífica e pura. Tais métodos amplificarão a eficácia da declaração conjunta que emergirá dessa Reunião de Cúpula para a Paz no Mundo.

A Índia Antiga deu duas práticas ao Mundo. Uma é o exercício físico das posturas do ioga (Asanas) e o controle da respiração (Pranayama) a fim de manter o corpo saudável. A outra é o exercício mental de Vipassana a fim de manter a mente saudável. Pessoas de quaisquer credos podem e de fato praticam ambos os métodos. Ao mesmo tempo, elas podem seguir suas próprias religiões em paz e harmonia; não há necessidade de se converter, uma fonte comum de tensão e de conflito.

Para a sociedade ter paz, mais e mais membros da sociedade devem ser pacíficos. Como líderes, nós temos a responsabilidade de dar o exemplo, de ser uma inspiração. Um sábio certa vez disse, “Uma mente equilibrada é necessária para equilibrar a mente desequilibrada dos outros.”

De forma mais ampla, uma sociedade pacífica encontrará uma forma de viver em paz com o seu entorno natural. Nós todos entendemos a necessidade de se proteger o meio ambiente, de parar de polui-lo. O que nos impede de agir com base nesse entendimento é o estoque de poluentes mentais, tais como a ignorância, a crueldade e a ganância. Ao remover tais poluentes promover-se-á a paz entre os seres humanos, assim como uma relação equilibrada e saudável entre a sociedade humana e o seu meio ambiente natural. Esta é a forma pela qual a religião pode garantir a proteção do meio ambiente.

Não-Violência: a Chave para uma Definição de Religião

É inevitável existirem diferenças entre religiões. No entanto, ao virem a esta Reunião de Cúpula para a paz no Mundo, os líderes de todas as maiores fés mostraram que querem trabalhar pela paz. Deixem, então, a paz ser o primeiro princípio da “religião universal”. Declaremos em conjunto que nos iremos abster de matar, que condenamos a violência. Eu também invoco os líderes políticos a se juntarem a nós nesta declaração, dada a importância estratégica de suas ações em prol da paz ou da guerra. Caso se juntem ou não a nós nessa declaração, deixem-nos pelo menos deixar claro aqui e agora: em vez de aceitarmos a violência e o extermínio, deixem-nos declarar que condenamos incondicionalmente tais atos, especialmente a violência perpetrada em nome da religião.

Certos líderes espirituais tiveram a sagacidade e a coragem de condenar a violência cometida em nome de sua própria fé. Pode haver visões filosóficas e teológicas diferentes sobre o ato de se buscar o perdão ou o arrependimento por ações passadas de violência e de extermínio; mas o próprio reconhecimento da violência praticada no passado implica no fato de ter sido equivocada e de que não será aceitável no futuro.

Sob a égide da ONU, deixem-nos tentar formular uma definição de religião e de espiritualidade com destaque para a não-violência, e com rejeição a qualquer apoio à violência e ao extermínio. Não haveria infortúnio maior para a humanidade do que se deixar de definir religião como sinônimo da paz. Esta reunião de cúpula poderia propor um conceito de “religião universal” ou de “espiritualidade não-sectária”, para endosso da ONU.

Estou seguro de que esta reunião de cúpula ajudará a focar a atenção do mundo no propósito verdadeiro da religião.

A religião não nos divide, ela ensina a paz e pureza de coração.

Eu me congratulo com os organizadores desta histórica reunião de cúpula pela sua visão e pelo seu esforço. E eu me congratulo com os líderes religiosos e espirituais que tiveram a maturidade para trabalhar pela reconciliação, dando esperança à humanidade que a religião e a espiritualidade nos levarão a um futuro pacífico.

Que todos os seres possam estar livres da aversão e ser felizes.

Que a paz e a harmonia possam prevalecer.

:: Sr. Goenka é um professor leigo de meditação Vipassana na tradição do falecido Sayagyi U Ba Khin da Birmânia (Mianmar). Discurso proferido na Reunião de Cúpula do Milênio sobre a Paz Mundial na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em 2000 (Há 9 anos, mas tão atual).

047a:: Por Elisa ::

No final do mês de julho fui para um retiro de meditação Vipassana. É incrível como isso mexe com a curiosidade das pessoas. Muitos dos meus amigos e conhecidos vieram me perguntar como foi e, principalmente, se foi difícil passar 10 dias sem falar. Resolvi compartilhar a experiência com todo mundo. Afinal, é algo que vale a pena. Espero que também ache.

Como o retiro se localiza em Miguel Pereira…  as opções para chegar lá eram um pouco complicadas, depois de muito pensar, decidi ir de carro. Peguei o meu GPS e coloquei o pé na estrada. Até um determinado ponto, perfeito. Tudo certinho. Mas, próximo a cidade de Vassouras… percebi que embora eu trafegasse pela estrada, o GPS indicava que eu praticamente estava dentro da mata ou pior, do rio. A voz feminina tão educadinha falava pra entrar a direita, mas não tinha direita para eu entrar… A tecnolo3255684522_8d3713445fgia é magnífica, mas nem sempre perfeita. Tenho certeza de que se houvesse GPS na época de Móises, quando  ele ficou  40 anos perdido no deserto  com seu povo, certamente seria um GPS igual ao meu. Como não podia esperar tanto tempo como Moises para chegar ao meu destino, resolvi usar outros métodos tradicionais: parei num posto de gasolina e perguntei… Liguei para o retiro para ter as indicações. Devia aproveitar, afina ainda podia falar.

Após chegar e me acomodar, iria fazer um lanche e receber as orientações. Durante a permanência no retiro deveríamos observar 5 preceitos: abstenção de matar qualquer ser, de roubar, de toda atividade sexual, de mentir e de todo tipo de intoxicantes. Isso ia ser, como diriam os americanos, “piece of cake”. Todos os alunos devem observar o Nobre Silêncio – o silêncio do corpo, palavra e mente – desde o início do curso até a manhã do último dia. Daquele momento em diante era proibida toda forma de comunicação com os outros alunos, seja por meio de gestos, palavras, notas escritas, etc. Bom, aí, como bons brasileiros comunicativos, seria um pouquinho mais difícil. Mas, tentaria. À noite começou e o nobre silêncio também.

O problema é que minha cabeça estava na n3254855937_d8d9ab9b56obre atividade. Escutava todo tipo de música de Alcione a Cidade Negra. Eita, cabeça que não parava. De repente… “ Lá vem o negão cheio de paixão… te catar, te catar…” Fala sério, será que a minha mente não tinha um repertório melhor? Nada contra essas músicas… Mas, vamos combinar, nada a ver com um retiro de meditação. Até eu conseguir desligar o rádio interno, levou um bom tempinho, mas consegui.

Fui tomar o meu banho, afinal uma mente sã começa por um corpo são e limpo, é claro. Entrei no chuveiro pensando nos voluntários, o pessoal da cozinha, da organização. Ninguém receberia nada por estar lá. “Puxa, que almas abnegadas” E pensando nisso meus olhos percorreram o banheiro e pararam no ralo. “Havia alguém que buscava aquietar a mente e certamente após o banho era uma alma descabelada. santi1Bom, não iria condenar ninguém. Afinal, a queda de cabelos é natural… mas, provavelmente a dona dos ex-cabelos, além de estar descabelada, deveria ter um severo problema de visão. Afinal, como não ver aquela montanha de cabelos? Impossível. Enfim, não pensaria nisso”. Mas, a cena se repetiu todos os dias, durante 10 dias. Ao final do período se tivesse juntado todos os cabelos poderia fazer uma peruca.

Quando na manhã seguinte, o sino tocou às 4 da manhã, percebi que aquilo era bem real e que a meditação começaria às 4h30 e o pior, o café da manhã só seria às 6h30.

A programação diária era sempre a seguinte:

04:00      Chamada
04:30-06:30   Meditação na sala ou no quarto
06:30-08:00   Desjejum e descanso
08:00-09:00   Meditação em grupo na sala
09:00-11:00   Meditação na sala ou no quarto, segundo as instruções do professor
11:00-12:00   Almoço
12:00-13:00   Descanso e perguntas individuais com o professor
13:00-14:30   Meditação na sala ou no quarto
14:30-15:30   Meditação em grupo na sala
15:30-17:00   Meditação na sala ou no quarto, segundo as instruções do professor
17:00-18:00   Lanche e descanso
18:00-19:00   Meditação em grupo na sala
19:00-20:15   Palestra do professor na sala
20:15-21:00   Meditação em grupo na sala
21:00-21:30   Perguntas abertas na sala
21:30   Repouso. Apagam-se as luzes

Quando vi a programação percebi que eram mais de 11 horas de meditação. Questionei sinceramente a minha sanidade. Tudo bem que eu era considerada louquinha por meus amigos, mas 11 horas de meditação era um exagero total. Porém, já que estava ali, iria tentar… No primeiro dia, o sono chegava a toda hora. Senti minha cabeça pesada. Minhas costas doloridas, minhas pernas dormindo antes de mim… Para acordar abria os olhos e observava as outras pessoas meditando ou quase… Algumas cabeças pendiam para frente. Então, percebi que não era só eu que estava com sono.

Sempre achei lindo, as pessoas sentarem em posição de flor de lótus. Tão lindo! Tentei. Nada. As pernas não obedeciam. Tentei meia flor de lótus. Já que uma inteira não dava, meia podia ser… Foi quando ouvi um plect. “Alguém tem um alicate? Ou quem sabe uma chave de fenda? ”, pensei em vão. Não podia falar. Ai, Meu Deus! Depois de muito esforço consegui soltar as pernas. Percebi então que o melhor era ficar, já que eu sou brasileira, na posição de vitória régia mesmo. Mais seguro. Afinal, as vitórias régias são tão lindas também. Virei fã incondicional das Vitórias Régias.

A comida vegetariana nunca satisfez o meu paladar. Gosto de pratos com alho3255680172_67b4e07e0d, sal, ou seja, mais condimentados. Mas, só percebi que, embora não seja fã, a comida fazia uma falta danada. Num dos dias, pensei em tomar banho quando tocasse o sino para o almoço e depois, almoçar. Normalmente, a qualquer hora, levava-se uma eternidade em filas para tomar banho, mas na hora do almoço não. Quando cheguei ao refeitório, qual foi a minha surpresa. Não tinha sobrado nada além de salada. Deu-me uma tristeza tão grande que senti meu corpo todo chorar. Fazer o quê, né? Todos fazemos escolhas o tempo todo, e eu escolhi tomar banho. Azar. Ia ter que esperar até o lanche. Naquele dia, fui meditar com uma sensação de vazio… interno.

Sempre ao final das meditações, era colocada uma gravação do Goenka, o responsável por difundir3255681848_cd788c620c_o a técnica, entoando cânticos. Num dos dias, ouvi uma segunda voz acompanhando o cântico, tão cavernosa quanto o do velho mestre. Abri discretamente um dos olhos para ver de onde vinha tal som… e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que era a minha barriga. Que vergonha! Será que alguém tinha percebido? Mas, o pior estava por vir… Em outra ocasião, no meio da meditação, ouvi um rugido monstruoso, parecia um animal ferido. Não, não era. Era meu estômago de novo, só que agora partira para a carreira solo. Não tive dúvidas, ao voltar para o quarto, tomei um remédio. Será que era isso que eles queriam dizer com intoxicantes? Bom, de toda maneira, meu estômago não voltou a incomodar mais. Ficou quieto. Acho que aderiu ao nobre silêncio por livre e espontânea pressão. A minha.

Fiquei muito impressionada com o fato de não podermos matar nenhum ser vivo. Nunca fui adepta de matar nada. A não ser baratas e pernilongos. Enfim, fui para o quarto meditar, ao me levantar da cama, meu coração parou. Havia sentado numa formiga, que estava com as patinhas para cima. Será que poderia tentar ressuscitá-la? Nunca tinha tentado fazer boca a boca, muito menos numa formiga. Se tentasse massagem cardíaca, se ela não tivesse morrido, certamente morreria. Pensei em pedir socorro. Meu coração disparou. Precisava de um copo de água com açúcar… mascavo (o refinado nem pensar). Mas, como? Não podia falar. Pensei em fazer um funeral. Sei lá. Algo que aliviasse a minha culpa. Naquele dia fui falar com o professor assistente, que me garantiu que não deveria ficar pensando nisso, pois foi sem querer, mas “há que tomar mais cuidado da próxima vez”. Pude enfim, respirar aliviada. Dias depois, vi uma das minhas colegas de meditação matar um pernilongo sem dó nem piedade. Enfim, cada um encara as coisas de modo tão diferente!

075Adorava o cheiro do mingau de manhã, os banhos, olhar a natureza após as refeições, a neblina, as palestras à noite. Mas, reconheço que pensei em fugir duas  vezes. Como havia deixado os objetos importantes sob a guarda da administração: dinheiro, documentos, chave do carro, cartões, estava órfã de pai e mãe. Apesar de estar com um cartão de débito,  desisti da idéia quando lembrei da cidadezinha mais próxima. Não parecia ter caixa eletrônico. E, com eu viajaria sem documentos? Faltavam poucos dias pra terminar. Eu podia agüentar. Afinal, o problema é que quando sentimos ameaçados na nossa zona de conforto é assim mesmo.

Brincadeiras a parte… Nesse processo, posso contar várias coisas, mas a principal delas é que aprendi a me conhecer melhor, a repensar meus dilemas sob a ótica de que tudo é impermanente. Sempre gostei muito da minha própria companhia. Já tinha percebido isso numa outra viagem que fiz e adorei ficar sozinha. Eu não ia morrer ou sofrer se não falasse com ninguém. Aprendi a controlar, ou a não dar atenção, para as dores do corpo, que até foram poucas perto do que eu esperava.  A grande certeza a que cheguei é minha mente era capaz de me distrai3254853421_5c31168becr constantemente. Pela primeira vez em muito tempo, e olha que já fiz dança, natação, aeróbica, bicicleta, percebi que há sensações pelo meu corpo inteiro. Ele pulsa, com lembranças de cada momento, de cada vão sofrimento, com cada prazer. Isso era incrível. Testei também a minha paciência. Aprendi a olhar os outros de outra forma, com mais aceitação, com mais compreensão. Tenho me policiado para não fazer julgamentos nem deixar o preconceito imperar. Aprendi a respeitar mais a vida, inclusive dos pequenos insetos. Aprendi a ser mais tolerante. Percebi que a comida vegetaria, apesar de eu não gostar tanto assim, fez muito bem ao meu organismo (estou até pensando em adotá-la em minha dieta diária). Conheci gente maravilhosa. E, depois de tanto tempo, eu finalmente conheci ou reconheci alguém super importante: eu mesma. E foi uma descoberta incrível. Continuo com a máxima: “Eu me amo. E a recíproca é verdadeira”.  Porque acho que só a gente se amando a gente pode amar os outros e valorizar a vida. Assim que for possível pretendo repetir a dose, ou seja, fazer mais um retiro e também ser voluntária em outro. Por isso, recomendo mesmo. Como li em algum lugar é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa.

Na vida não podemos evitar as mudanças(cambios), não podemos evitar as perdas. A liberdade e a felicidade se fundamentam na facilidade com que enfrentamos as mudanças. (BUDA)
 
Todas as manhãs renascemos. O que fazemos hoje é o que mais importa. (BUDA) 

Com os pensamentos, as palavras e com o coração desejo agradecer a todos que possibilitaram esse experiência maravilhosa e que todos encontrem a felicidade e a paz.

Veja matéria sobre Vipassana.

tao10O Yin-Yang é o símbolo do Taoísmo, uma das mais conhecidas filosofias dharmicas.

Tao 道(pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição. O Tao não é só um caminho físico e espiritual; é identificado com o Absoluto que, por divisão, gerou os opostos/complementares Yin e Yang, a partir dos quais todas as «dez mil coisas» que existem no Universo foram criadas.

Um círculo dividido ao meio por uma linha ondulada; uma metade é negra (yin) e a outra é branca(yang). Representa o macro e microcosmos e as duas energias que regem o mundo, yin e yang; o feminino e o masculino; o bem e o mal; preto e branco; o escuro e o claro; a noite e o dia; a ordem e o caos; – energias opostas que se complementam e são o fundamento da “totalidade”. A força intrínseca do Universo convertendo-se ora em uma, ora em outra. É o limiar entre os opostos, como se um estivesse contido no outro, em eterno movimento, pois as forças opostas são parte da mesma perspectiva divina.

Cada metade tem também um pequeno círculo da cor oposta, ou seja, a metade branca tem um círculo negro e a negra tem um círculo branco. O círculo menor representa a presença de cada um no outro.

Os chineses acreditavam que todas as pessoas, homens ou mulheres, passam por fases yin e yang. A personalidade de cada um não é uma entidade estática, mas um fenômeno dinâmico resultante da interação entre elementos masculinos e femininos. Essa concepção da natureza humana está em contraste flagrante com a da nossa cultura patriarcal, que estabeleceu uma ordem rígida em que se supõe que todos os homens, machos, são masculinos e todas as mulheres, fêmeas, são femininas.

A moderna interpretação ocidental atual está longe de refletir o significado original dos termos chineses. É um símbolo muito presente não só na religião, mas também em toda a cultura do mundo contemporâneo e é conhecido tanto no Ocidente quanto no Oriente. Um exemplo disso é o brasão de armas do renomado físico de Mecânica Quântica Niels Bohr que tem o símbolo chinês do Tao yin-yang e acima deste a frase, em Latim: “Contraria sunt complementa” que significa os opostos ou os contrários são complementares.

Circular, sem começo nem fim, o anel é o símbolo dos ciclos, da eternidade e da união, além de servir como instrumento para designar altos cargos, prestígio e poder. É assim há muitos séculos, desde tempos remotos. A origem do costume dos casais de usarem aliança tem várias versões.

O termo aliança (bérith em hebraico) possui o sentido de compromisso ou de pacto, o anel nupcial. Este significado também é encontrado nas duas palavras gregas: diathéke e synthéke e nas latinas: foedus e testamentum. O anel serve essencialmente para indicar um elo, o signo de uma aliança, de um voto, a ambivalência desse símbolo provém do fato de que o anel une e isola ao mesmo tempo.

Os antigos egípcios, em 2.800 a.C., foram os pioneiros de um dos maiores símbolos do compromisso atual.  Reza a lenda que o acessório circular – e portanto sem ponta, sem fim – foi a maneira encontrada pelos apaixonados egípcios para simbolizar o amor infinito e que deveria ser carregado para a vida toda. As  alianças tinham um significado sobrenatural, pois acreditava-se que uniam o casal com amor eterno. E é desse povo que vem a teoria mais aceita para a origem da aliança como conhecemos hoje. Elas eram provindas do antigo costume egípcio de colocar no dedo da noiva um anel que substituía as moedas em tempos em que elas ainda não eram cunhadas. Com isso demonstrava-se que ela estava sendo adquirida através da riqueza do seu marido.

Entre os romanos e gregos anéis de ouro eram usados por  senadores e imperadores além dos sacerdotes de Júpiter, que usavam os Anéis Pastorais. Para os demais, apenas os de ferro.

Em 800 a.C., o uso da aliança de casamento foi difundido entre os  os gregos, e depois entre os romanos, vindo de um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. O anel imantado era usado no dedo anular da mão esquerda podia atrair o coração, isso pelo fato de se acreditar que neste dedo existia uma veia ligada diretamente ao coração. Na Grécia,  as alianças de noivado e casamento eram usadas como selos e símbolos de posse e fortuna. Alguns deles serviam de chaves para os quartos onde os bens de um homem eram armazenados. No casamento, cópias delas eram dadas para as noivas, criando-se o costume de dar à esposa um anel. Sendo que esse não era dado na cerimônia, mas depois que a mulher fosse erguida sobre a entrada da casa. Presenteá-la com a chave demonstrava confiança e era um amuleto que reforçava que dali em diante eles dividiriam todas as suas posses.

No início a aliança era tida como um certificado de propriedade da noiva, ou de compra da noiva, indicando que ela não estava mais apta a outros pretendentes. A partir do século IX a igreja cristã adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos.

Muitas crenças nasceram então, como o fato de que os escoceses dizem que a mulher que perde a aliança está condenada a perder o marido. Nas lendas irlandesas, o anel serve como meio de reconhecimento, símbolo de uma força ou mesmo de um laço que nada pode romper.

Na Inglaterra os documentos mais antigos falam de alianças nupciais feitas de ferro, aço, prata, cobre, bronze, couro e junco. Em 1217 o bispo de Salisbury, Richard Poore, publicou uma lei proibindo a troca desses anéis sob o argumento de que “nenhum homem deveria se utilizar disso para seduzir jovens virgens, através de celebrações dissimuladas, pois ele pode não estar realmente preparado para o matrimônio”. Se o jovem colocasse o anel na noiva em presença de testemunhas e publicamente declarado que a teria como sua esposa, a lei e a igreja tomariam o casamento como uma união real.

Até o século XIII não havia aliança de noivado ou compromisso. O Papa Inocente III declarou que deveria haver um período de espera que deveria ser observado entre o pedido de casamento e a realização da cerimônia matrimonial. É por isso que hoje existe um anel de noivado e depois a aliança de casamento. O primeiro anel de noivado de que se tem notícia foi aquele dado pelo Rei da Alemanha, Maximiliano I, a Mary de Burgundy em 147, simbolizando união duradoura. Ela recebeu do noivo um anel de diamante e uma aliança de ouro.

Após a guerra civil inglesa os puritanos pregaram contra o uso das alianças, alguns proibindo até seu o uso em casamentos. O anel era obviamente uma jóia e, por isso, um objeto diabólico.

O que temos nas cerimônias atuais, é a perpetuação de todas essas tradições, que tem por fim, trazer bons fluídos aos noivos. Os anéis de casamento são usados pelos noivos na cerimônia de casamento religioso ou civil, por diversas culturas. Costuma-se fazer a troca dos anéis no momento final desta cerimônia. A aliança é nada mais nada menos do que a representação material do pacto do casamento e representa unir, fazer ligação, harmonizar, combinar, agrupar, unir em casamento, ligar-se, confederar-se, casar-se.

Porque usamos no quarto dedo da mão direita?

As alianças iniciais eram de ferro e como ele enferruja, foram com o tempo sendo substituídas por metais mais nobres, como a prata e o ouro. As explicações para o uso na mão esquerda também variam. A teoria mais aceitável é de que a mão direita sempre foi símbolo de poder e decisão, e a esquerda de submissão. Usar um anel na mão esquerda, dado pelo cônjuge, teria a conotação de submissão ao parceiro devido ao compromisso assumido.

Outra teoria é de que pelo anular passava uma veia que ligava esse dedo diretamente ao coração. Acreditava-se que um imã tinha o poder de atrair o coração humano, órgão que representa o amor. Por isso tiveram a idéia de usar anéis após a celebração matrimonial, com a função de atrair o coração do companheiro para sempre. O imã, em formato de anel, era usado no dedo anular da mão esquerda, pois acreditava-se que ali havia uma veia ligada diretamente ao coração. Esse costume passou depois para os romanos e a Igreja manteve a tradição.

No casamento judaico, as alianças são usadas no dedo indicador.

Na Inglaterra medieval, a noiva usava inicialmente a aliança no dedo polegar (moda nessa época) e no casamento o noivo ia mudando a aliança de dedo, enquanto recitava “Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo”. A cada menção, um dedo. Assim, do polegar chegava ao anelar e aí permanecia para sempre.

Outra é a de que o dedo anelar, da mão esquerda é o menos utilizado de todos os dez dedos. Dessa forma, a aliança ali corria menos riscos e estava mais protegida. Assim, também o amor do casal.

Os Chineses têm uma explicação muito bonita: Usamos a aliança no quarto dedo porque é impossível separar uma mão da outra quando estão ligadas pelo quarto dedo. Assim é a união do casal. Eles acreditavam que cada dedo da mão representa um membro da família: Polegar – representa os pais; Indicador – representa os irmãos; Médio – representa você mesmo; Anular – representa seu companheiro; Mínimo – representa os filhos.

Ao se unir os dedos das duas mãos pela ponta dos dedos, exceto os dedos do meio que devem estr dobrados um de frente para o outro, ao tentar separá-los, acontece algo inusitado.

Os polegares podem ser separados, eles indicam seus pais; você não viverá com eles o resto de sua vida.

Os indicadores separam-se facilmente; os irmãos e irmãs um dia também vão se separar de você, pois terão suas próprias famílias. Assim o indicador e o dedo mínimo também podem se separar.

Os dedos mínimos também podem ser separados. Indicam seus filhos que também irão crescer e se casar.

Finalmente, os dedos anelares, não conseguimos separá-los, significando que marido e mulher devem viver juntos o resto da vida.

Tipos de aliança

Aliança de compromisso – é um anel de prata utilizado por namorados no Brasil para demonstrar fidelidade e seriedade do namoro. Demonstra que o namoro é sério, embora no momento ainda não tenham a intenção de se casar. São são usadas no dedo anelar da mão direita e, na ocasião do noivado, substituídas pelas alianças de noivado.

Aliança de noivado – embora hoje poucos casais fiquem noivos, o anel em ouro é o mesmo do casamento e significa apenas maturidade no relacionamento e algum compromisso e é definido como o anúncio público de que duas pessoas pensam casar-se.  Usa-se no dedo anelar da mão direita significando compromisso. Normalmente, não deve demorar mais que um ano, período importante porque para os noivos se conhecerem melhor e verem se realmente se ajustam. É um teste antes do passo final.

Aliança de Casamento – em ouro. No dia do casamento, o noivo leva as duas alianças com ele (já polidas e com a data do casamento gravada) e estas serão trocadas durante a cerimônia. Após a cerimônia o noivo e a noiva passarão a usar as alianças no dedo anular da mão esquerda.

Bodas e suas alianças

Cada ano vivido pelo casal é chamado de bodas. Seu significado é reavivar o compromisso de amor e de companheirismo efetuado a dois no ato do casamento. Existem três delas que se destacam e que são comemoradas pelo casal e familiares:

  • 25 anos – geralmente se faz uma missa para comemorar e coloca-se um fio de prata ao redor das alianças.
  • 50 anos – duas alianças conjugadas, com diamante.
  • 75 anos – coloca-se diamantes ao redor das alianças ou em uma parte das mesmas, de acordo com a disponibilidade econômica do casal.

Portanto, nada melhor do que uma linda aliança para representar esses laços e sentimentos elevados entre duas pessoas.

Curiosidade: Anel para assumir que se é solteiro!

Alianças e anéis de compromisso ganharam em 2008 um adversário à altura: o singelringen, ou “anel para solteiros”, que indica que o portador integra o time dos descompromissados.

Sucesso em países como Suécia (onde surgiu), Japão, Finlândia e Dinamarca, entre outros, o singelringem sinaliza ao mundo o status de solteirice assumida e tem acumulado adeptos pelo mundo.

O Singelringen é unissex. Formado por um aro externo em acrílico turquesa moldado sobre um anel de prata. Como detalhe especial, possui um recorte no acrílico que permite que o brilho da prata apareça. Este recorte, em forma de meia lua, significa que o usuário está “aberto” a novas amizades e relacionamentos. O curioso é que, quando colocado lado a lado de outro Singelringen, forma-se um círculo completo.

O Singelringen sinaliza que ser avulso ou solteiro é uma vida de possibilidades e não um problema a ser resolvido.

Fonte: Wikipedia, Mega Cubo e WMulher

Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo.

Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

“Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência.”

O médico norte-americano William Collinge define meditação como “uma prática simples e tranquila, que encerra um poder extraordinário para auxiliar na resistência à doença e manter a saúde em geral”. Mas a meditação é muito mais que isso. Ela proporciona ao praticante a volta para dentro de si mesmo, para um ponto só acessado pelo indivíduo, em condições de absoluta serenidade.

Muitas doenças são auxiliadas exatamente por essa sensação da volta para casa, porque a meditação faz o caminho contrário.

Hoje em dia,  a sociedade moderna exige que o homem se afaste de seu eu interior, usando uma ou várias máscaras, a ‘persona’, a forma como nos comportamos em sociedade. Sentimentos como medo, insegurança, desejos, tristezas, não podem ser manifestados, por exemplo, em uma sala de reuniões. Para sobreviver no trabalho, o homem tende a agir de maneira que não é, porque alguns sentimentos não são politicamente corretos de serem expostos. A sociedade considera ‘de mau gosto’ falar de assuntos pessoais ou considerados ‘delicados’. E, geralmente, temas delicados são os temas verdadeiros, que o indivíduo vai adiando até encontrar o estresse. Isso colabora para que o homem se sinta sozinho com seus problemas, fragmentado, distanciado de sua verdadeira natureza.

A meditação é uma técnica que faz com que o indivíduo recupere e mantenha seu eixo, um centro, para onde pode retornar quando quiser. É como a ponta do compasso, que se bem fincada consegue traçar círculos perfeitos, sem que ela (o eixo) saia do lugar. Depois de anos de prática, a pessoa consegue se manter em seu eixo, mesmo estando no convívio social. Isso diminui a tensão e, conseqüentemente, fortalece as defesas imunológicas. É uma reação em cadeia que proporciona, muitas vezes, a cura de uma doença. É assim que a meditação provoca o equilíbrio e a harmonia psíquicos e esta técnica é fundamental no controle da dor, que é a manifestação física de um desconforto antes sentido pela mente, em muitos casos.

Técnicas de meditar

Concentração meditação – Esta centra a atenção na respiração, uma imagem ou um som para trazer a mente para descansar e para permitir uma maior consciência e clareza a surgir. A forma mais simples é sentar-se calmamente e centrar a atenção na respiração. Acredita-se que existe uma relação entre um estado de espírito da pessoa e sua respiração. Se uma pessoa está agitada, assustado ou ansioso, a respiração é rápida e irregular. Quando a mente está calma e composta, a respiração é lenta, profunda e regular.

Yoga Nidra concentração é uma forma de meditação. É um tipo de sono e psíquica que induz completa físico, mental e emocional relaxamento, mas ao mesmo tempo que mantém a consciência no nível mais profundo. Uma das práticas Yoga Nidra deitada e segue as instruções do professor. Um progressivamente relaxa os músculos, correndo atenção, através de diferentes partes do corpo. Isto é seguido pelo despertar de sensações ao pólo oposto, como peso e leveza. Cada parte do corpo é conhecido por ter diferentes controlo centro no cérebro. O movimento de sensibilização, através de diferentes partes do corpo relaxa-los e também apura vias nervosas do cérebro.

Baseadas meditação Zen – O indivíduo se senta quietamente e testemunhas que atravessa a mente sem se envolver com os pensamentos, imagens ou preocupações. Isso ajuda a ganhar uma tranqüilidade e um não-reativo estado de espírito.

Healing meditação sobre corações duplos – Esta é uma técnica avançada meditação. Algumas das principais chakras são as pontes para determinados níveis de consciência. O centro emocional do coração e do centro do coração divino, devem ser ativados para tornar canais de energias espirituais. Por concentração prolongada, pode receber uma iluminação.

Fonte: Boa Saúde, Orion Evolution e Scum Doctor

(do grego: pistia e do latim: Fides) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem fé em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles, é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado,uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, uma crença popular, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. A fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica. É, geralmente,associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido, é geralmente associada ao contexto religioso.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais[carece de fontes?]. Pode estar direccionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

Ter fé faz bem a saúde

Diversos estudos comprovam a eficácia da fé na recuperação da saúde. Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico

:: Por Dr. Joel Rennó Jr. ::

Muitos autores estudam as possíveis relações entre religião e saúde. Embora haja opiniões e conclusões díspares, o que serve para polemizar ainda mais o tema, observamos uma certa tendência na aceitação de que a fé e a religião melhoram a saúde.

Um estudo realizado por Byrd em 1988, concluiu que pacientes religiosos sob cuidados de uma unidade coronariana tinham uma evolução melhor durante o período de internação. Sicher e colaboradores em 1998, publicaram um estudo com pacientes portadores de AIDS avançada. Eles constataram que no grupo de pacientes religiosos, havia um menor número de doenças oportunísticas, menor severidade da doença, menos hospitalizações e dias de internações. Apesar de ter sido um estudo com apenas 40 pacientes, e portanto, não definitivo, é um importante fator de adição à eficácia da religião.

Pesquisa recente elaborada pela Universidade de Duke (EUA) comprova que pessoas que adotam práticas religiosas apresentam uma chance 40% menor de terem hipertensão arterial, são menos hospitalizadas, tendem a sofrer menos de depressão nas diversas fases do tratamento e recuperação, além de terem um sistema imunológico mais fortalecido.

Em uma grande revisão sistemática, com cerca de 11mil estudos, baseados na relação religião- saúde (300 estudos na saúde física e 800 estudos na saúde mental) , comprovou-se uma correlação positiva entre maior envolvimento religioso, melhor saúde mental e física, e menor utilização de serviços de saúde. Em uma amostra americana de cerca de 20 mil adultos, atribuiu-se ao envolvimento religioso um prolongamento no tempo de vida em torno de sete anos.

A mentalidade dos médicos e algumas condutas profissionais, envolvendo fé, espiritualidade e saúde precisarão ser revistas. Um estudo recente (2004) realizado pela Universidade de Ohio (EUA), com 798 pessoas, constatou que cerca de 85% gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por parte dos doutores.

Os religiosos geralmente estão mais interessados na imortalidade de suas almas, do que na mortalidade de seus corpos. Alguns acreditam ser a morte um verdadeiro marco, levado ao extremismo em determinados cultos. Isso pode ser um fator de confusão também nos estudos envolvendo mortalidade e religião. Muito mais do que a melhora da saúde física em si, os médicos deveriam estar mais preocupados com a melhora da qualidade de vida. Um estudo realizado por Reyes-Ortiz comprova a melhora da qualidade de vida em idosos religiosos.

A verdade é que algumas pessoas espiritualistas quando ficam doentes, aumentam suas participações em comportamentos que possam melhorar sua saúde, inclusive através de cultos religiosos que ensinam hábitos de vida mais saudáveis, como largar o tabagismo e o álcool, evitando-se, dessa forma, o desenvolvimento de cânceres de pulmão, estômago, cavidade oral, faringe, esôfago, laringe e bexiga. A sensação de pertencer a um grupo social, mantém os pacientes amparados com melhoria significativa da qualidade de vida.

Por que a fé ajuda na recuperação da saúde?Uma das funções das crenças religiosas pode ser a de alterar a atividade do sistema imunológico, prevenindo dessa forma o estresse. A alteração imunológica do indivíduo poderá levá-lo a maior propensão de apresentar doenças mediadas por fatores de imunidade. Um estudo concluiu que um aumento de interleucina-6 (fator imunológico) está aumentado no sangue de pessoas que não frequentam regularmente cultos religiosos, quando comparadas com pessoas praticantes. A interleucina-6, geralmente se encontra elevada no plasma de indivíduos submetidos ao estresse constante. Dessa forma, pessoas religiosas teriam mais “resistência” ao fatores estressores do dia-a-dia, ou seja, melhor adaptação psicológica.

As crenças ou atividades religiosas também podem produzir um estado de relaxamento do Sistema Nervoso Central (SNC), associado a uma diminuição da atividade do Sistema Nervoso Simpático, aumentando assim a resposta imunológica, e evitando-se dessa forma várias doenças picossomáticas. Por outro lado, estudos de neuroimagem recentes demonstram modificações significativas na produção de neurotransmissores com atuação em locais como o sistema límbico, que rege as emoções.

Benefícios da religião em relação à saúde
A religião pode melhorar a saúde promovendo práticas saúdáveis de vida, melhorando o suporte social, oferecendo conforto em situações de estresse e sofrimento e até alterando substâncias químicas cerebrais que regulam o humor e a ansiedade, levando-nos ao relaxamento psíquico. Portanto, a religião parece ser um fator psicossocial e até biológico benéfico na recuperação das doenças físicas e mentais.

luz2Independente dos possíveis mecanismos, se indivíduos recebem benefícios à saúde através de práticas religiosas, essas devem ser incentivadas, respeitando-se a individualidade de crença, contribuindo dessa forma, preventivamente, contra uma série de doenças e amenizando o sofrimento de vários pacientes.

Não cabe ao médico prescrever uma religião em particular ao paciente, e sim, encorajá-lo em trabalhos espirituais de sua escolha. As nossas crenças religiosas não devem ser prescritas aos pacientes que atendemos. Porém, nunca devemos ignorar o aspecto importante e positivo que a religiosidade apresenta nas saúdes física e mental do ser humano. Quando os profissionais não souberem como lidar com essas questões religiosas, deve haver um encaminhamento para padres, pastores ou rabinos de acordo com a escolha religiosa do paciente.

Concluindo, em função do grande interesse na espiritualidade da população geral, deve-se incentivar pesquisas científicas de qualidade na área, despindo-se sempre de valores individuais e voltando-se sempre ao apoio da escolha religiosa do paciente. Posturas extremistas, por parte de alguns pacientes, devem ser desaconselhadas pelos médicos, porque não adianta em nada substituir um tratamento médico por apenas práticas espirituais. O correto é sempre a perfeita integração e união com a medicina tradicional.

Dr. Joel Rennó Jr – Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP