Arquivo da categoria ‘Educação’

:: Por Tânia da Silva Pereira * ::

A adoção no Brasil ainda está cercada de preconceito. A análise pessoal, a fila de espera e as exigências judiciais adiam por anos o direito de crianças que vivem em abrigos de terem um novo lar e convivência familiar, como consta na Constituição. A uniformização dos procedimentos judiciais prometida este ano deve acelerar os processos, mas não resolvem o problema. É preciso sempre considerar o pós-adoção, que se dilui com a nova regra. Atualmente, o juiz que libera a adoção deve acompanhar a evolução do ato jurídico. Se a adoção for interestadual, a cargo de quem fica esta avaliação? Isso ainda não está claro.

A integração plena da equipe técnica – psicólogos e assistentes sociais, juízes e promotores – é fundamental para o bem estar da nova família. A ineficiência e lentidão aumentam o contingente de “abandonados”, crianças que, embora abrigadas, vivem em completo abandono. A atitude assistencialista do governo dificulta o cumprimento do direito da criança e do adolescente de conviverem em um lar, seja ele natural ou substituto. As dúvidas ainda são muitas. Para os brasileiros, sequer está claro o caminho a percorrer para quem quer adotar. Uma pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros mostra que 37% dos consultados procurariam uma criança em maternidades e 28% recorreriam a abrigos.

Apenas 35% das pessoas buscariam no local adequado: as Varas da Infância e da Juventude. Para iniciar o processo, é preciso esgotar todas as possibilidades de guarda com a família biológica. Terminadas as tentativas, a adoção representa a mais nobre iniciativa dos que se propõem a assumir jovens marcados pelo estigma do abandono e maus-tratos com responsabilidade. O processo de adoção é concedido somente mediante procedimento judicial previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) desde 1990.

A participação de advogado ou Defensoria Pública dá rapidez aos trâmites, que costumam durar entre quatro e seis anos. Perfil, idade, sexo e cor da criança são características que pesam na hora da decisão. Recém-nascidos e crianças de até três anos são preferidos por quem entra na fila. Se a pessoa ou o casal não tiver restrição quanto às características físicas, a chance de ser chamado antes do tempo pré-determinado é bem maior. O maior risco para os abrigados é a desistência de quem tenta adotar. Esse é o ponto final no sonho de vida mais feliz para candidatos a pais e crianças, que permanecem abrigadas até 18 anos. Mesma idade que o ECA atinge este ano sem conseguir a garantia de que, no Brasil, nenhuma criança ou adolescente seja objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão e que seja punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais, como diz seu artigo 5°.

* Tânia da Silva Pereira é advogada no Escritório Professor Caio Mário da Silva Pereira e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Especializada em Direito de Família e Cível, é presidente de Comissão de Infância de Adolescência do IBDFam e autora de 4 livros sobre o tema.

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A Carlos Heitor Cony

Artigo I – Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III – Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV  – Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V – Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI – Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII – Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII – Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX – Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X – Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

Artigo XI – Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama é que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII – Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII –Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

Artigo Final – Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

( Thiago de Mello,Santiago do Chile, abril de 1964)

A maior pesquisa já feita sobre alongamento, avaliou 1400 pessoas, entre 13 e 60 anos. Os estudos mostraram que o número de lesões com pessoas que alongam antes de fazer exercícios, e com as que não alongam são estatisticamente iguais.

Realizada por uma organização governamental, os dados apontados surpreenderam tanto a corrente dos que defendiam o alongamento, quanto a dos que não defendiam, já que a revelação considera que o ato não faz bem e nem mal para o corpo.

O pensamento de que os exercícios deixarão os músculos mais alongados também é inexata. “O alongamento serve para manter o comprimento fisiológico [normal] do músculo, não vai deixá-lo mais comprido do que é”, diz o fisioterapeuta Victor Liggieri, autor de “De Olho na Postura” (Ed. Summus).

Para a educadora física e tutora do Portal Educação, Bruna Morais Barbosa, é preciso pesquisar e estudar muito para melhor instruir aos praticantes de atividade física. “Não devemos fazer o alongamento só por fazer, sem a postura adequada, sem fazer corretamente”, diz a tutora.

Ela acrescenta ainda: “é necessário aplicar o alongamento para o grupo muscular que mais vai ser utilizado para tal atividade. E de acordo com a pesquisa não é comprovado que o alongamento provoca lesões e que também não evita, pois isso depende de outros fatores”, esclarece a educadora.

Fonte: Portal Educação

Um em cada cinco brasileiros (20,3%) é analfabeto funcional, ou seja lê e escreve frases simples, mas não consegue interpretar textos. A informação foi coletada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É considerada analfabeto funcional a pessoa com 15 ou mais anos de idade e com menos de quatro anos de estudo completo.

A pesquisa mostra que o problema é maior na região Nordeste, na qual a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Na região Sudeste, onde esse índice é menor, a taxa ainda supera os 15%. No entanto, o número vem caindo desde 2004, quando, segundo o IBGE, o país tinha 24,4% de analfabetos funcionais. Em 2008, o total era de 21%. Em comparação com 2009, a taxa caiu 0,7 pontos percentuais.

A taxa de analfabetismo no Brasil entre pessoas com 15 anos ou mais caiu 0,3 pontos percentuais entre 2008 e o ano passado, de acordo com a Pnad. O índice saiu de 10% há dois anos para 9,7% em 2009. Segundo o órgão, o isso representa 14,1 milhões de analfabetos –em 2008, eram 14,2 milhões.

De acordo com o IBGE, a maioria dos analfabetos (92,6%) está concentrada no grupo com mais de 25 anos de idade. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre a população com 50 anos ou mais chega a 40,1%, enquanto que no Sul, esse número é de 12,2%. Os nordestinos têm as maiores taxas em todas as faixas de idade.

Fonte: Uol Educação

Uma das dúvidas mais freqüentes dos pais sobre educação financeira é se a mesada pode ou deve ser vinculada ao desempenho escolar. Ou seja: boas notas valem o valor integral e até uma premiação? E, em caso de notas ruins, a mesada não deve ser dada ou pelo menos não em sua totalidade? Isso é correto?

O educador financeiro Álvaro Modernell é taxativo: não!  “Isso pode contribuir para o desenvolvimento de uma personalidade mercenária na criança”, afirma o especialista, autor de sete livros dedicados ao público infantil, inclusive o recém-lançado “Quero ser rico – Rico de verdade”.

“Além disso, alguns pais podem confundir as coisas e tentar compensar eventual falta de comprometimento com o ensino dos filhos por meio de estímulo financeiro. Pais e filhos saem perdendo nesta situação”, completa.

Ainda de acordo com Álvaro Modernell, um bom desempenho escolar, ou pelo menos o esforço da criança para que isso aconteça, é uma obrigação e não deve depender de estímulo financeiro. “Os pais devem dar atenção, ajuda, livros, apoio, mas não dinheiro.”

Riscos
Um dos perigos de vincular o pagamento ou o valor da mesada ao desempenho escolar é a possibilidade de a criança manipular as notas.

 “Ela pode deixar cair propositalmente em algum momento para depois negociar com os pais, em troca de dinheiro, a elevação ou a manutenção das notas. E isso pode se repetir muitas vezes. Há crianças que são mestres em manipular os pais. Imagine se forem remuneradas por isso”, diz o educador financeiro.

A mesada é uma iniciativa voluntária dos pais, não uma obrigação. E não deve ser apresentada como remuneração em troca de bons resultados ou comportamento.

“Trata-se de um instrumento de educação financeira que serve para as crianças vivenciarem experiências que lhes serão úteis para a vida toda. E também para que criem um certo grau de independência, inclusive nos aspectos financeiros”, explica Álvaro Modernell.

O especialista comenta também que a mesada não desonera os pais do compromisso de orientarem os filhos sobre questões financeiras e de acompanharem o uso do dinheiro de maneira adequada. “Se ela não estiver sendo bem usada, não culpe apenas seus filhos. Reflita.”

Fonte: RZT Comunicação

Tiradentes permaneceu, após a Independência do Brasil, uma personalidade histórica relativamente obscura, dado o fato de que, durante o Império, os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam à casa de Bragança, sendo, respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, quem havia sentenciado a morte de Tiradentes.

Foi a República – ou, mais precisamente, os ideólogos positivistas que presidiram sua fundação – que buscaram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do Brasil, mitificando a sua biografia. Daí a sua iconografia tradicional, de barba e camisolão, à beira do cadafalso, vagamente assemelhada a Jesus Cristo e, obviamente, desprovida de verossimilhança.

Como militar, o máximo que Tiradentes poder-se-ia permitir era um discreto bigode. Na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, os detentos eram obrigados a raspar barba e cabelo a fim de evitar piolhos. Também, o nome do movimento, “Inconfidência Mineira”, e de seus participantes, os “inconfidentes”, foi cunhado posteriormente, denotando o caráter negativo da sublevação – inconfidente é aquele que trai a confiança.

Tiradentes nunca se casou, mas teve dois filhos: João, com a mulata Eugênia Joaquina da Silva, e Joaquina, com a ruiva Antônia Maria do Espírito Santo, que vivia em Vila Rica. Atualmente, foi concedida à sua tetraneta Lúcia de Oliveira Menezes, por meio da Lei federal 9.255/96, uma pensão especial do INSS no valor de R$ 200,00, o que causou polêmica sobre a natureza jurídica deste subsídio, mas solucionado pelo STF no agravo de instrumento 623.655

Atualmente, onde se encontrava sua prisão foi erguido o Palácio Tiradentes; onde foi enforcado ora se encontra a Praça Tiradentes e onde sua cabeça foi exposta fundou-se outra Praça Tiradentes. Em Ouro Preto, na antiga cadeia, hoje há o Museu da Inconfidência. Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte, 21 de abril, feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, sendo considerado Herói Nacional

Fonte: Wikipédia

Dirigir em cidades grandes, movimentadas e com tráfego intenso faz com que os motoristas utilizem alguns artifícios para relaxar. Um deles é ouvir música. Mas, alguns motoristas extrapolam e transformam os seus carros em verdadeiros carros de som. O volume acima do tolerado, além de não reduzir a ansiedade, resulta em dor de cabeça e prejudica a acuidade do sistema auditivo, o ouvido humano tolera até 85 decibéis.

O Código Nacional de Trânsito define como falta grave, o uso de som acima do estabelecido nas normas. O limite máximo permitido é 104 decibéis. O motorista que ultrapassar esse limite é multado em R$ 127,69 e recebe cinco pontos na carteira de habilitação e o veículo pode ser retido para a regularização do ruído.

Fonte: Expansão São Paulo