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leituraNo mundo moderno, em que existem os mais variados tipos de tecnologia para todos os gostos e bolsos, algumas pessoas deixaram a leitura de lado. As crianças e os jovens, desinteressados pelos livros, estão com um vocabulário cada vez mais limitado e pobre. Mas, o que é um livro afinal? O homem através da leitura abre as portas para a percepção da sua e de outras realidades. Segundo a pesquisadora Solange Gomes, especialista na Linguagem e Mestre na Educação, a leitura acrescenta um poderoso e essencial instrumento libertário para sobrevivência humana e, assim, ampliar nossa visão e nosso horizonte nas expectativas de vida.
O hábito de ler, para a estudiosa, deve ser estruturado desde a infância, a fim de que, o individuo aprenda cedo que ler é algo importante e prazeroso, e tornara um adulto culto, dinâmico e perspicaz. “A importância da leitura esta na formação de cidadãos mais informativos e críticos dentro de uma sociedade.”
Vantagens da leitura:
  • enriquecimento do vocabulário
  • traz mais conhecimento e cultura
  • amplia o raciocínio e a interpretação
  • descoberta de um mundo novo e cheio de coisas desconhecidas.
  • desenvolve a capacidade de interpretação.
  • aumenta o senso crítico
Bienal Internacional do Livro
De 22 a 31 de agosto, acontecerá a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento é um dos maiores acontecimentos do livro na América Latina e reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras do Brasil. Mescla literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura. O horário de funcionamento de segunda a sexta é de 9h às 22h, aos sábados e domingos de 10h às 22h  no pavilhão de Exposições do Anhembi. Nesta edição, o tema é “Diversão, cultura e interatividade: Tudo junto e misturado”. A proposta prevê atividades relacionadas a outras áreas além dos livros, como música, teatro, gastronomia e dança. Além de escritores best sellers, como Kiera Cass (da triologia “A seleção”) e Harlan Coben (nº na lista do “New York Times”), participam nomes como o rapper Emicida e o chef de cozinha Alexa Atala.
Antecedendo ao evento acontecerá também o 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, nos dias 21 e 22 de agosto.  Estão confirmadas as presenças de importantes convidados internacionais, entre eles Jason Markoski, o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon., na palestra de abertura. O tema deste ano é Conteúdo em Convergência, a revolução dos livros digitais e o conteúdo em convergência.
Serviço:
23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
22 a 31 de agosto de 2014
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana
02012-021 São Paulo – SP
5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital
21 e 22 de agosto de 2014
Auditório Elis Regina – Palácio das Convenções do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana
02012-021 São Paulo – SP
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A Lua sempre pode ser vista de dia se estiver em posição favorável. Sua superfície de silicato reflete muito a luz do sol. Ao contrário do que nos acostumamos a pensar, a lua não é o oposto do sol: nada impede que ambos os astros estejam no céu ao mesmo tempo, dependendo do ângulo em que a Terra está virada.

O brilho da Lua é suficientemente forte para ultrapassar o brilho do azul do céu, basta que ela esteja alta no céu e longe das fases cheia (só é visível à noite) e nova (muito próxima do brilho do Sol). Por volta do quarto crescente ela é vista na parte da tarde e no quartro minguante na parte da manhã.

O professor do departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Charles Bonato explica que há períodos do mês em que o sol ilumina, ao mesmo tempo, a Terra e a Lua – do nosso ponto de vista, bem entendido. “Na verdade, o Sol sempre ilumina ambos. Vermos isso depende do ângulo em que o planeta está”, conta. Segundo Bonato, é mais comum ver a Lua de dia quando está nas fases crescente e minguante. No primeiro caso, é possível ver o satélite já a partir do meio-dia. No segundo caso, a lua minguante fica no céu durante a manhã e some próximo à hora do almoço.

Fonte: Terra Educação e Space Blog

A lenda das Amazonas

Publicado: 21/11/2011 por Elisa em Atualidades, Educação, História

As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.

Esse salto evolucionário repentino ocorreu após a chegada e miscigenação de um povo, cuja cultura era a matriarcal, ou seja, a mulher era a classe social dominante que acabou por dominar toda a ilha submetendo os minóicos culturalmente. Em outras palavras, esse povo de sociedade matriarcal migrou muito provavelmente da região norte da Mesopotâmia, dado as imagens arqueológicas contidas nos afrescos das casas, palácios, vasos etc. Essas imagens mostram nitidamente os minóicos com pele escura, sempre em afazeres domésticos e, as mulheres, sempre com o dobro do tamanho, de pele clara, cabelos compridos loiros ou ruivos, com vestimentas brancas, cinto e sempre portando armas. A diferença é nítida, posto que, somente as mulheres aparecem, nesses artefatos e afrescos, nos afazeres esportivos, em guerras, em lutas, em cultos etc. Isso remete diretamente a idéia de que, por um motivo ou outro, um grupo de mulheres arianas, ou caucasianas, migraram para ilha de Creta, provavelmente como sobreviventes de alguma guerra, lá se estabelecendo e elevando culturalmente o povo minóico de uma hora para outra, tal como constam nos achados arqueológicos nessa ilha.

Contudo, isso ainda não dá a origem efetiva das Amazonas e nem a idéia de uma sociedade exclusivamente feminina, pois, uma sociedade matriarcal não quer dizer que homens não façam parte.

Todavia, foi essa ilha que os micênios, povo de sociedade rígida e patriarcal – guerreiros vindos do sul da atual Grécia – invadiram e dominaram os minóicos, absorvendo sua elevada cultura, contribuindo assim ainda mais para a formação do antigo povo grego, junto aos remanescentes dos aqueus, hititas etc. Foi nessa invasão que surge o primeiro relato sobre a origem das Amazonas. Durante a invasão micênia, essas mulheres “cretenses” foram poupadas da execução sumária, comum na época, por conta da honra, determinação e bravura com que lutaram. Os micênios então resolveram embarcá-las e vendê-las como escravas. Mas, no caminho, essas mulheres se rebelaram e os micênios foram todos assassinados de forma cruel e impiedosa.

As embarcações ficaram a deriva pelo Mar Egeu, posto que, essas mulheres não tinham conhecimento algum sobre navegação, muito embora fossem muito avançadas culturalmente. Propõe, segundo os estudos, que chegaram à região dos citas e, lá travaram uma feroz batalha na qual, os citas, só perceberam que era contra mulheres que estavam lutando após olharem os corpos mortos no campo de batalha, tamanha a bravura e destreza na arte da guerra com que lutaram essas mulheres.

Nesse sentido, os citas então propuseram um acordo, dando-lhes liberdade, território e cavalos para serem usados na arte de guerrear. Também se incentivou, inclusive, que os jovens citas fossem visitá-las periodicamente para a iniciação como homem na sociedade e na guerra. Por outro lado, essas mulheres os aceitavam para procriarem e manterem assim, uma sociedade estritamente feminina, devolvendo as proles masculinas, ficando somente com as femininas.

Essa é a tese mais provável, contudo, há muitos mitos e lendas que ilustram essa inicial sociedade matriarcal composta somente por mulheres, tais como: os filhos homens eram assassinados; cortavam ou atrofiavam, na tenra idade, o seio direito para melhor uso da lança, do escudo e do arco; que eram masculinizadas; homossexuais etc. É inúmera a quantidade de mitos e lendas que fazem referência às Amazonas nesse sentido, mas que não trazem azo algum à lógica como um todo uno sobre a origem das Amazonas em si.

Desse ponto histórico, em acordo entre quase todos os estudiosos, essas mulheres migraram para a cordilheira do Cáucaso, próximo ao Mar Negro, região hoje ocupada pela Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Essa região era povoada por aldeias e cidades que viviam na mais extrema barbárie, combatendo uns aos outros por terras, alimento e riqueza; coisa que fez as Amazonas a desenvolverem suas habilidades guerreiras, inventando inclusive, o machado de guerra de dois gumes, símbolo, junto com o cavalo, desse povo feminino.

Lá se esconderam e desenvolveram uma cultura muito mais que matriarcal. Desenvolveram uma sociedade fechada e somente de mulheres; uma sociedade unissexual e igualitária, socialmente dizendo. Ocultadas nessa região inóspita, evoluíram sozinhas, desenvolvendo uma sociedade auto-sustentável, dedicando à uma hierarquia social dividida em apenas duas classes, a saber, a nobreza com uma rainha e as “soldadas”. As últimas, além se dedicarem à arte da guerra, se mantinham em pé de igualdade entre si nos afazeres cotidianos, tais como, o do cultivo de alimentos, caça etc. em plena harmonia. Mantinham-se sempre em dupla em todos os seus afazeres, não como união sexual ou marital, mas sim como uma forma estratégica de se protegerem nas batalhas e diminuírem o fardo do labor.

A cultura foi fundada sob a temática do apatriarquismo e, nesse sentido, se mantiveram fechadas aos homens, bem como escondidas para que não fossem incomodadas. Para manter a sociedade, invadiam aldeias e cidades para pilhagem e captura de bons espécimes masculinas para a reprodução, os mantendo em cativeiro até que esses as engravidassem, os libertando ou, como propõe algumas lendas, os matando. Nesse tempo, as Amazonas eram chamadas pelos citas de Oiorpata (matadoras de homens).

Segundo os relatos arqueológicos, as Amazonas passaram a adorar Ares, o deus da guerra, a ninfa Harmônia, guia da harmonia, Ártemis, deusa da caça, da virgindade e protetora das mulheres, Gaya, a mãe terra, mãe da natureza e a Lua. Coisas que geraram a lenda, na mitologia grega, como as Amazonas sendo filhas de Ares com Harmônia. Isso se dá ao fato de que, no início, no Cáucaso, as Amazonas prezavam pela harmonia entre seus pares como um todo social, a caça e a castidade, salvo os momentos de procriação, e, por último, as artes da guerra para se manterem livres como sociedade.

Essa fama feminista se estendeu por todo o território mesopotâmio e mediterrâneo a tal ponto que, todas as mulheres que não se conformavam com o sistema patriarcal da sociedade da época, procuravam as Amazonas pedindo asilo, sendo aceitas de pronto. Dessa forma, as Amazonas começaram a crescer em número, fama e temor, pois, quando em alguma luta se envolviam, se valiam da mais forte violência em seus ataques, usando todas as artimanhas e meandros e, como uso de força militar máxima, gritos, fúria, destemor, coragem, frieza etc., deixando apenas pouquíssimos sobreviventes para contar a história, elevando, estrategicamente, o medo e o respeito de forma e maneira que estas mulheres pudessem ficar em segurança e em tranqüilidade, ou seja, que não valeria a pena o esforço contra elas, seja qual fosse o motivo levantado.

Assim, as Amazonas passaram a ser uma sociedade estrangeira ao mundo antigo, à solta e em todo o território mesopotâmio e mediterrâneo, fundando e criando cidades “escondidas”, se valendo de sua estrutura social enraizada no conjunto insolúvel de seus componentes, cuja união faziam dessas mulheres um só corpo, vivendo sob o regime da honra e dedicação: “uma por todas e todas por uma”…

Partindo de sua origem de fato, no Cáucaso, após seu pseudo início na ilha de Creta, as Amazonas se espalharam por todo o mundo, sendo encontrados registros dessa comunidade, bem além do mediterrâneo e mesopotâmia, como em alguns locais do Egito, Líbia, China e norte europeu.

Fonte: Ordem das Amazonas

Quase a metade (49%) das vagas de ingresso para novos alunos oferecidas pelas universidades, centros universitários e faculdades do país em 2010 não foi preenchida. Os dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), indicam que as 2.377 instituições de ensino superior disponibilizaram 3.120.192 vagas em seus processos seletivos, mas o número de ingressos registrados foi 1.590.212. Desses, 1.5 milhão era de estabelecimentos particulares, e 36 mil vagas em instituições públicas, especialmente nas municipais.

O secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, avalia que é positivo que haja um grande número de vagas disponíveis. “É bom que o Brasil tenha um grande número de vagas porque ele está preparado para a expansão”, defende. Ele reconhece também que é preciso melhorar o aproveitamento das vagas das instituições que não são federais. “As instituições municipais passam por algumas dificuldades. Estamos elaborando um programa para que a gente possa apoiar as instituições públicas que não são federais e passam por dificuldades de financiamento ou infraestrutura. Com esses problemas, às vezes elas têm dificuldades para atrair o estudante”, explica Costa.

Para a Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), representante do setor privado, a explicação para a grande quantidade de vagas sobrando é que parte das instituições solicita ao MEC autorização para um número maior de vagas do que pretende de fato preencher. Isso ocorre especialmente no caso das faculdades que não têm autonomia para abrir novas vagas e inflam esse número para não ter que solicitar outra autorização ao ministério caso queiram ampliar a oferta.

“Isso é normal. Não é um fato negativo, nem diferenciado. Temos que aprofundar essa análise para saber em que cursos e onde isso está acontecendo. A oferta não é preenchida porque o aluno não aceita essas vagas por diferentes razões”, avalia Gabriel Rodrigues, presidente da entidade. Na avaliação dele, é preciso que o sistema de ensino superior adeque a oferta às necessidades de mão de obra do país e às demandas dos estudantes. “Essa é uma abordagem diferente dos anos anteriores. A realidade está mostrando que esse planejamento [do atendimento] precisa ser feito com mais critério, a oferta não pode ser espontânea se não atender às necessidades reais das diversas regiões”, analisa.

Em termos absolutos, é no Sudeste que sobram mais vagas de ingresso: 886 mil, de 1,6 milhão disponíveis, a maior oferta do país. Mas é no Centro-Oeste que há a maior proporção de vagas não preenchidas, 53%. Já as instituições do Norte têm melhor aproveitamento: 63% das vagas foram ocupadas em 2010. Entre as diferentes áreas de formação, o percentual de vagas ociosas varia de 30%, nos cursos ligados às atividades de agricultura e veterinária, a 60% nos de serviços, que incluem graduações como hotelaria, turismo e gastronomia.

Além da falta de interesse dos estudantes por determinado área de formação ou instituição, muitas vezes o que os afasta dos bancos universitários é o custo elevado das mensalidades. Programas do MEC como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que dão oportunidade aos alunos de baixa renda para estudar em instituições privadas, poderiam melhorar essa ocupação das vagas, que ainda são subutilizados pelo público-alvo.

“Acho que temos um potencial muito maior [de atendimento] no Fies, isso é verdade. Estamos trabalhando muito para que ele possa ser cada vez mais utilizado pelos estudantes e pelas instituições. Com o ProUni e o Fies, temos certeza que vamos conseguir que todo aluno que queira estudar numa instituição privada tenha condições de fazer isso”, diz Luiz Cláudio Costa.

Fonte: Agência Brasil

Semana do Saco Cheio

Publicado: 11/10/2011 por Elisa em Atualidades, Educação

A um mês dos principais vestibulares do país, alunos de colégios e universidades de todo o país estão curtindo a Semana do Saco Cheio, ou Semana da Primavera. Normalmente, a época mais esperada do segundo semestre para os vestibulandos: ocorre na semana entre o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e o dia dos professores (15 de outubro).

Tudo começou em 1982, quando estudantes universitários decidiram emendar as datas para descansar, uma pausa forçada antes de recomeçar a correria dos estudos e os vestibulares propriamente ditos. Outubro é o mês em que os alunos já estão quase finalizando o ano letivo e estão cansados e precisando relaxar.  Para recarregar as baterias a maioria das escolas e colégios promove uma viagem para os alunos nessa época. Alguns usam o período para colocar a matéria em dia ou simplesmente para o laser. Para aqueles que ainda não caíram na real e estão fracos nos estudos, nada melhor do que uma semana sem aula para colocar a cabeça no lugar e começar a se dedicar.

Consta também que em outubro, os vestibulandos entram em crise, achando que não aprenderam o suficiente e que não conseguiram passar no vestibular. Então, nada melhor do que uns dias de folga para repor as energias.

Fonte: Wikepédia, Jornal de Araxá e G1

O fascinante mundo da leitura

Publicado: 10/08/2011 por Kakao Braga em Educação, Psicologia & Comportamento

:: Por Flávia Cunha Lima ::

Apesar de existir há mais de três mil anos, a literatura ainda conquista novas mentes no mundo moderno. Engana-se quem pensa que ler é um hábito cujos dias estão contados: as vendas de livros juvenis aumentaram seis vezes nos últimos cinco anos e os jovens têm consciência da importância que a leitura tem em suas vidas.

O grande desafio dos pais e dos educadores é fazer com que a criança dê os primeiros passos no universo dos livros. A princípio, alternativas de entretenimento passivas, como televisão e videogame, parecem muito mais interessantes. Contudo, se a prática é estimulada desde cedo, a criança pode descobrir que o esforço para a leitura é recompensado com histórias fantásticas e personagens muito mais atraentes do que os do desenho animado.

É importante que as crianças tenham contato com livros desde cedo, mesmo antes de aprenderem a falar. O objeto estimula a curiosidade e, conforme as histórias são contadas, aumenta o interesse em descobrir o que tem ali dentro. Contar histórias é uma atividade que deve ser rotina na vida de quem tem filhos pequenos, pois é um momento importante tanto para o aprendizado quanto para a consolidação da relação entre pai e filho.

Levar os filhos para livrarias e bibliotecas também estimula a curiosidade e ajuda a motivar a leitura. Nesse momento, deixar a criança escolher o livro é essencial. Contudo, devemos ficar atentos para o conteúdo, que deve ser adequado à faixa etária. Se não houver ressalvas, os pais podem levar a obra com tranquilidade e deixar que a criança saboreie a leitura.

A criança que lê tem contato com informações de diversas partes do mundo, conhece novas culturas e aprende melhor a sua própria língua. Nas páginas do livro, ela entra em contato com novas emoções e sentimentos, essenciais para construir sua identidade.

O hábito da leitura não vai morrer. Apesar do entretenimento passivo que a TV oferece parecer muito mais interessante, o prazer de descobrir um universo novo feito de tinta sobre o papel ainda é insuperável. Estimular o hábito, servindo inclusive como modelo de leitor voraz, é essencial para que as crianças quebrem a barreira da preguiça e descubram as maravilhas que a literatura oferece.

:: Flávia Cunha Lima é pedagoga e coordenadora escolar.

:: Por Lidia Natalia Dobrianskyj Weber* e Ana Paula Viezzer ::

Eu não entendo por que as pessoas assustam-se com as novas idéias. Eu fico assustado com as idéias antigas (John Cage).

Uma história contada pela escritora americana Astrid Lindgren ilustra de maneira afetiva a irracionalidade do castigo físico e de como ele é visto pelos olhos de uma criança. Certa vez, uma senhora contou que quando era jovem não acreditava no castigo físico como uma forma adequada de educar uma criança, apesar do pensamento comum da época incentivar o uso de um fino galho de árvore para corrigir a criança. Um dia, o seu filho de 5 anos fez alguma coisa que ela considerou muito errada e, pela primeira vez, sentiu que deveria dar-lhe um castigo físico. Ela disse para ele que fosse até o quintal de sua casa e encontrasse uma varinha de árvore e trouxesse para que ela pudesse aplicar-lhe a punição. O menino ficou um longo tempo fora de casa e quando voltou estava chorando e disse para a mãe: “Mãezinha, eu não consegui achar uma varinha, mas achei uma pedra que você pode jogar em mim”. Imediatamente a mãe entendeu como a situação é sentido do ponto de vista de uma criança: se minha mãe quer bater em mim, não faz diferença como e com o quê; ela pode até fazê-lo com uma pedra. A mãe pegou seu filho no colo e ambos choraram abraçados. Ela colocou aquela pedra em sua cozinha para lembrar sempre: nunca use violência. Por que, afinal, os pais batem em seus filhos?

A punição física é uma prática educativa que sempre foi muito utilizada por pais. Os resultados de pesquisas, realizadas em 2001 pelas autoras, mostraram como a palmada está difundida no meio familiar e como ela chega a se tornar abuso infantil. Uma delas, visando explorar quais técnicas têm sido utilizadas pelos pais para educar seus filhos, indicou que 88% das crianças e adolescentes (de 9 a 14 anos de diferentes níveis econômicos) já apanharam. O que surpreende também, é que 66% dessas crianças e adolescentes concordaram com a idéia de que, quando fazem coisas erradas, as crianças devem apanhar. Isso indica que muitos filhos estão herdando o conceito de que o bater é necessário para a educação, é assim que essa prática educativa vai passando de geração em geração. Uma outra pesquisa, feita no SOS-Criança de Curitiba-PR, mostra que a punição física pode ultrapassar limites e transformar-se em violência. Os resultados desta pesquisa mostram que o agressor alegou que estava educando e corrigindo o comportamento da criança ou adolescente (52%). Entre os 400 registros de denúncia estudados nesta pesquisa, pouco mais da metade foi de pais que agridem seus filhos pensando estar educando.

Esta “maneira de educar” está muito enraizada na sociedade, pois ela foi utilizada ao longo de toda a história da humanidade como sendo uma boa forma de se educar crianças e de mantê-las longe do mal. O castigo físico, como também o infanticídio foram tolerados durante muitos séculos e os métodos pedagógicos em que se utilizavam varas e palmatórias eram justificados com pensamentos que indicavam que o mal precisava ser expulso da criança, como mostrava Santo Agostinho: “Como retificamos a árvore nova com uma estaca que opõe sua força à força contrária da planta, a correção e a bondade humanas são apenas o resultado de uma oposição de forças, isto é, de uma violência”. Somente no século XVIII, é que a criança começou a ser valorizada como um ser humano que necessita de cuidados e atenção especiais. Este período marca uma maior aproximação entre os filhos e seus pais verdadeiros, ou seja, nos séculos anteriores a criança ficava sob cuidados de pessoas alheias à família, mas gradativamente ela passou a ter um contato mais intenso e também afetivo com seus pais (Bandinter, 1985; Roig & Ochotorena, 1993; Ariès, 1978).

A valorização da criança levou muitos estudiosos a pesquisarem e conhecerem melhor todo o processo de desenvolvimento infantil e também as melhores formas para se conseguir uma boa educação. Neste contexto surge o debate sobre o uso da punição física, prática milenar que se perpetua até os dias atuais.

A ciência da análise do comportamento possui um conjunto de princípios e dados que pode objetivar essa questão. Skinner (1976) provou experimentalmente que a punição física não funciona a longo prazo e traz efeitos maléficos. O efeito imediato é suficiente para as pessoas continuarem a utilizar esta prática educativa, mas é ilusório. Depois de um tempo sem a punição o comportamento reaparece. Isso é inevitável, uma vez que nem sempre o agente punidor estará presente quando a criança fizer o que é considerado errado. Muito raramente uma atitude é sempre punida, o que, aliás, provoca uma confusão para a criança, pois ela perde a noção de quando ela pode fazer algo ou não. Skinner ainda traz um aspecto, dentre outros, da punição: os comportamentos incompatíveis (choro, medo, ansiedade, raiva, susto) gerados pela punição não indicam nenhuma mudança na freqüência do comportamento punido, e podem também ser condicionados a aparecerem em outras ocasiões.

Segundo Skinner, além de comportamentos incompatíveis, os comportamentos de esquiva e fuga também podem ser condicionados, pois a criança quer “se ver livre” da estimulação aversiva que é o castigo físico. Portanto a criança poderá continuar com seus comportamentos inadequados, porém escondendo-se de seus pais e até mentindo.

Um aspecto problemático da punição física refere-se ao princípio de qualquer punição: não mostra o que deve ser feito, apenas o que não deve. A punição enfoca o erro e não ensina o certo (Bettner & Lew, 2000), então se aprende que é errado tomar tal atitude, mas não se aprende o porquê e nem o que deve ser feito no lugar do erro. “Quando muito, punição somente o ensina o que não fazer”(Sidman, 1995, p. 60). Além de não ensinar o correto, a punição está inserida num contexto coercitivo. Coerção é uso de punição ou ameaça de punição com o objetivo de que o outro faça o que gostaríamos que fizesse. Um pai que coage seu filho ameaçando-o de punição ou punindo-o por não ter feito o dever de casa, por exemplo, está se utilizando de um poder sobre a criança. Assim, a coerção pressupõe uma hierarquização de poder, envolvendo sempre alguém que manda e alguém que obedece.

Já foi visto que a maioria dos pais educam seus filhos utilizando punições físicas e que muitos argumentos comprovam que não é esta a melhor forma. Mas para mudar as atitudes dos pais é preciso entender o que os leva a baterem em seus filhos. Seria a pura intenção de disciplinar as crianças? As palmadas são geralmente dadas para aliviar aqueles que batem; os pais descontam nos filhos suas irritações presentes ou mesmo passadas (pais que apanharam na infância) e tornam a agressividade um círculo vicioso (Cornet, 1997). Assim, muitos pais cometem o erro de descarregar seu próprio nervosismo na criança, criando muitas vezes situações de grande incoerência. Portanto, os pais podem ser estimulados a ter uma explosão sob forma de violência, apenas por um pequeno comportamento inadequado da criança (Skinner, 1976). Neste caso, a punição física deixa de ter um caráter educativo, para transformar-se realmente em falta de controle dos pais e agressão. Na verdade, o problema encontra-se no limiar entre método disciplinar e agressão infantil. Frias-Armenta (1999) afirma que os pais não têm consciência do limite entre punição física disciplinar e abuso infantil. Em razão disso pode-se concluir que a passagem da punição para o abuso é muito frágil. A punição física aparece, então, como um fator de risco para o abuso e por isso deve ser evitada (Whipple & Richey, 1997; Straus, 2001).

Pode-se dizer que, em muitos casos, a falta de controle dos pais surge pelo fato de eles não saberem como agir em determinadas circunstâncias. Nesse sentido, os pais atuais precisam ter acesso ao conhecimento de outras práticas educativas que sejam eficazes para criar e manter um repertório de comportamentos adequados, desenvolver habilidades sociais e manter uma dinâmica familiar com muito afeto positivo e comprometimento. A maneira mais adequada de educação dos filhos vem sendo muito pesquisada. O estudo dos estilos parentais trata esse assunto de forma objetiva, investigando o conjunto de comportamento dos pais que cria um clima emocional em que se expressam as interações pais-filhos e tendo como base a influência dos pais em aspectos comportamentais, emocionais, intelectuais dos filhos.

A iniciadora desta linha de pesquisa sobre educação pais-filhos foi Baumrind (1966), que propôs o estilo autoritativo como melhor forma de controle dos filhos. Este estilo autoritativo fica melhor compreendido quando os estilos parentais passam a ser estudados por meio de duas dimensões: exigência e responsividade (Baumrind,1971; Maccoby & Martin,1983), as quais combinam-se para classificar quatro tipo de estilos: autoritativo (exigente e responsivo); negligente (pouco exigentes e pouco responsivo); autoritário (exigente e pouco responsivo); permissivo (responsivo e pouco exigente).

Diversas pesquisas se desenvolveram nesta área e o estilo autoritativo sempre se mostrou como aquele que produz melhores efeitos na formação dos filhos como: melhor desempenho escolar (Dornbush et al., 1987), maior facilidade na escolha profissional (Kerka, 2000); menor índice de depressão e delinqüência (Jones, 2000). Nessa direção de explorar es efeitos dos estilos parentais nos filhos, as autoras estão realizando uma pesquisa, visando encontrar relação entre os estilos parentais e o otimismo das crianças. Os resultados encontrados mostram que os filhos de pais autoritativos são os mais otimistas. Os pais autoritativos combinam comportamentos de exigência, em cumprimento de regras e estabelecimento de limites, com comportamentos de responsividade, dando retorno às demandas dos filhos e possibilitando-lhes maior autonomia e auto-afirmação. De um lado há uma posição de controle e poder e de outro uma posição de compreensão e bi-direcionalidade. São dois aspectos que contribuem, cada um à sua maneira, para que as crianças reajam de maneira otimista tanto diante de acontecimentos ruins como bons. As crianças otimistas são aquelas que explicam os acontecimentos bons de forma permanente, difundida e pessoal e explicam os acontecimentos ruins de forma temporária, específica e impessoal (Seligman, 1995). Os filhos de pais exigentes e responsivos são mais ativos, não desistem diante de derrotas e buscam tentar acertar numa nova tentativa, ou seja, pais autoritativos preparam melhor seus filhos para o enfrentamento de problemas.

Então, se o estilo autoritativo é o melhor caminho, como um pai autoritativo deve agir em relação aos comportamentos inadequados dos filhos? Em primeiro lugar: se o estabelecimento de regras for consistente e lógico e houver supervisão constante (dimensão da exigência); se houver respostas dos pais aos comportamentos dos filhos (incluindo o uso de reforçadores) e incentivo à autonomia da criança e fortalecimento de sua auto-estima (dimensão da responsividade); não sobrará muito espaço para a ocorrência de comportamentos inadequados. No entanto, as crianças cometam erros e eventualmente os pais precisam utilizar alguma estratégia para reduzir ou eliminar comportamentos inadequados e/ou transgressões aos limites.

A estratégia mais utilizada pelos pais é a punição física. Mesmo os pais autoritativos fazem uso dela, mas parece não ser coerente um pai ser exigente e responsivo e utilizar essa prática educativa. Bater no filho é uma prática parental que pode estar inserida tanto na dimensão da exigência quanto na de responsividade. Com relação à exigência: quando um pai bate num filho por um comportamento errado, está estabelecendo limites e/ou mantendo o cumprimento de regras. No entanto, isso está ocorrendo pelo lado negativo, o pai está mostrando o que o filho não deve fazer. Se as regras são coerentes e bem esclarecidas, os pais podem ensiná-las recompensando as boas atitudes dos filhos (por meio do carinho, do elogio, ou às vezes de pequenas recompensas materiais). Caso haja transgressão dos limites os pais devem fornecer uma resposta. Aqui entra a dimensão da responsividade: quando um pai bate num filho por um erro deste, está mostrando que toda ação possui uma conseqüência. Mas as crianças não necessitam de agressão física, se os pais devem responder às necessidades dos filhos, isso pode ser feito sem a palmada ou a surra. Outras estratégias apresentam-se como alternativa menos dolorosa e indigna do que a punição física, tais como time out, uso de conseqüências lógicas, adiamento de reforçamento.

Se adotar um estilo parental autoritativo é o mais adequado para uma educação saudável dos filhos, percebe-se a importância de combinar a exigência com a responsividade. Não é suficiente ser apenas exigente ou apenas responsivo. Os pais precisam ser firmes e manter certa autoridade e ao mesmo tempo perceber o que os filhos precisam, entendendo que eles também possuem exigências. Ao mesmo tempo em que os pais precisam ser respeitados em seus papéis, eles também devem respeitar os direitos dos filhos. Assim, se os pais fazem exigências, mas são responsivos, não punem a criança fisicamente em nome desse respeito.

:: Professora do Departamento de Psicologia e do Mestrado em Psicologia da Infância e da Adolescência da UFPR.

Fonte: Jornal Voz do Paraná