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:: Por Paulo Ricardo Mubarack ::

Artigo publicado no “livraria cultura NEWS” – n.º 76 – 1999.

“É uma questão de demanda: se você usa os neurônios, eles são mantidos; se não usa, eles simplesmente se perdem”, constata Gilberto Xavier, pesquisador e professor da USP, que fez doutorado em psicologia no Brasil, pós-doutorado na Inglaterra e na Dinamarca e, há vários anos estuda a relação entre o funcionamento cerebral e os tipos de memória. Ele explica que o cérebro é uma estrutura flexível e dinâmica, composta de bilhões de neurônios. Cada um desses neurônios recebe projeções de outros 10 mil e se projeta para mais 10 mil aproximadamente, o que resulta num número infinito de arranjos possíveis. É nessa rede de interconexões, formada em função da história de vida e dos estímulos recebidos, que se estabelecem as bases da personalidade de cada indivíduo – sua forma de pensar, de sentir e de encarar o mundo.

“Constantemente nascem e morrem células do nosso cérebro”, ele esclarece. “Quando o ser humano é concebido, a quantidade de neurônios cresce brutalmente até cerca de dois anos de idade. A partir daí começa a ocorrer um processo natural de perda celular. O mais importante, no entanto, é que o cérebro continua sendo capaz de criar novas conexões entre suas células no decorrer de toda a vida. E isso ocorre com mais intensidade se o indivíduo se mantiver intelectualmente ativo. O contato com atividades culturais – como leituras, arte, música, cursos e palestras – e a disposição de tentar resolver problemas ajudam a manter a estrutura cerebral em movimento, formando e reformando conexões”.

Estar levemente estressado é bom, pois ativa a circulação e desperta a atenção.

Quem já teve oportunidade de tirar férias por mais de um mês com certeza notou como é difícil retomar as atividades posteriormente. Segundo o psicobiólogo, isso mostra a rapidez com que são formadas e desfeitas as conexões neuronais. Ele observa inclusive que, quando se restringe a estimulação em alguma parte do cérebro por muito tempo, o resultado é uma perda de células naquela região, especialmente se o indivíduo for mais jovem. Ou seja, a interação do sistema nervoso com o ambiente é crucial para a manutenção dos neurônios.

Outra informação importante: a idade não interfere na perda de memória. Gilberto Xavier explica que, quando as pessoas idosas perdem sua capacidade de memória e de atenção, o fato em geral decorre de problemas no sistema circulatório, como arteriosclerose, ou de algum tipo de doença neurológica. “O cérebro absorve 20% de toda a energia que a pessoa consome”, resalta. “Essa energia vem do sangue. Se o sistema circulatório não estiver funcionando adequadamente, o cérebro não receberá a glicose e o oxigênio de que necessita e começará a apresentar deficiências.”

Hábitos saudáveis, como atividades físicas e dieta balanceada, são fundamentais para o bom desempenho dos neurônios. “Corpo são, mente sã”, lembra o professor. “Manter-se fisicamente ativo contribui para o funcionamento do sistema circulatório e a irrigação do cérebro. Além disso, quem pratica exercícios regularmente diminui o nível de ansiedade e adquire maior resistência ao stress, graças à liberação de substâncias como a beta endorfina, que é um neurotransmissor poderoso. É essencial ainda que a pessoa tenha uma alimentação rica em proteínas, vitaminas e carboidratos, elementos indispensáveis à manutenção do sistema nervoso.”

Gilberto Xavier observa, finalmente, que o otimismo constitui um fator básico em todo esse processo cerebral: “Está provado pela neuroimunologia que o próprio desejo de viver e de extrair ao máximo o que a vida pode oferecer, assim como a autoestima e a autoconfiança – a pessoa se ver de uma forma positiva e acreditar em si mesma — fortalecem o sistema imunológico, aumentando a resistência não apenas a doenças fisiológicas, mas também a problemas neurológicos”.

O ócio é algo terrível e liquida empresas, relacionamentos e cérebros. Se não ficarem atentos, vão ficar com a cabeça fraca, destreinada, ociosa, pouco esperta. A ausência de desafios prejudica mentalmente. Não permita que isto aconteça com você . Desafie-se constantemente e não tenha receio de encher-se de trabalho. O cérebro, o caixa e a humanidade agradecem.

:: Paulo Ricardo Mubarack é presidente da Mubarack Consulting & Business School.

Algumas pesquisas sugerem que pensar sobre a morte se configura como algo destrutivo ligados a sentimentos ruins, e ao mal estar. Tais estudos relacionados à teoria da gestão do terror – terror management theory (TMT) – que postula que as pessoas defendem certas crenças culturais para gerir sentimentos de mortalidade raramente explora os benefícios potenciais
da consciência da morte.
Agora, estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos sugere que pensar sobre a própria morte, ou sobre o conceito de morte em geral, pode fazer muito bem para a qualidade de vida. Projeto liderado pelo pesquisador Kenneth Vail, da Universidade do Missouri, afirma que a consciência da mortalidade tem potencial para melhorar não apenas a saúde física, mas também ajudar a reestabelecer prioridades, objetivos e valores.
Mesmo pensamentos não conscientes sobre a morte – como andar nas proximidades de um cemitério – podem disparar alterações positivas e tornar as pessoas mais suscetíveis de ajudar os outros. Esta longa lista de benefícios sobre algo que é quase um tabu ou, pelo menos, considerado assunto de mau gosto, é resultado da revisão de vários estudos científcos recentes, realizada pela equipe de Vail.
Segundo ele, nós mantemos certas crenças culturais para gerenciar nossos sentimentos em relação à morte que acabam impedindo que exploremos os potenciais benefícios da sensibilização em relação ao morrer. Mas esses benefícios estão muito bem documentados em dezenas de estudos científicos, que avaliam desde os benefícios físicos até a disponibilidade para ajudar estranhos na rua.
Fonte: Informe Saúde

Existiu no antigo Japão a lenda de uma árvore mágica que diziam trazer felicidade e realizações á todos que passassem por ela.

A pequena Haru morava numa aldeia com sua família e já ouvira sua avó contar essa lenda,tendo o sonho infantil de encontrar essa árvore.

Sua família vivia em dificuldades.

Certa manhã ela e Anisan,seu irmão,brincavam pelas redondezas quando viram um velhinho sentado numa pedra e dele se aproximaram.

– bom dia!

– bom dia!que linda manhã de sol,não é mesmo?

– sim.o que o senhor faz por aqui?

– estou descansando um pouco,pois vim de muito longe em busca da árvore da felicidade…

Haru e Anisan levantaram as orelhas,curiosos:

– não sabíamos que essa árvore ficava por aqui…

– e não fica. Nesse lugar está o portal que nos leva até ela.

– um portal?

– sim, mas não é facil chegar lá. Precisa-se ter boas pernas para subir aquela montanha e eu já estou meio velho…

As crianças olharam a grande montanha à sua frente e pensaram não ser tão dificil escalá-la. Foi nesse momento que o velho propôs:

– por que vocês não me ajudam a subir? Eu posso mostrar onde fica o portal para vocês..

Os irmãos se entreolharam.o velhinho parecia ser bonzinho e estava tão cansado que concordaram e
começaram a caminhada.

Mesmo tendo um cajado, o velho subiu com dificuldade,e as crianças tiveram que apoiá-lo quase o tempo todo.

Lá de cima, avistava-se toda cidade e eles respiraram fundo quando chegaram.

– e agora?_ perguntaram. Onde está o portal?

– está bem á nossa frente…mas só quem tem o coração puro pode ver…
as duas crianças olharam aquele imenso prado verde e nada conseguiam ver.

– não vemos nada…reclamou Anisan.

– olhem com os olhos da alma…disse o velhinho…está ali,bem à nossa frente. Eu já estou vendo…

Haru fechou os olhos,sentiu a suave brisa da manhã,o calor do sol e pensou no quanto desejava conhecer essa árvore para trazer felicidade e prosperidade para sua família.quando abriu os olhos,a magia aconteceu:ela viu um caminho que antes não estava ali!

– veja Anisan:uma passagem …parece meio invisível…

Anisan esfregou os olhos e também viu.

– estou vendo!vai dar num bosque!

– é isso mesmo!_sorriu o velhinho.

– vamos!

E os três se aventuraram por aquele caminho.

Atravessando o portal,tudo parecia mais bonito:o verde era mais verde,as flores mais coloridas,o céu parecia mais azul. Haviam pássaros e borboletas que eles nunca haviam imaginado!

– como é lindo!_exclamaram as crianças após passarem pela floresta,chegaram a uma clareira onde repousava isolada uma simples árvore frondosa, mas Haru soube na hora que era aquela!

– é aquela!tenho certeza!

As crianças correram na frente, abraçando seu tronco e subindo em seus galhos.

– e agora? Como fazemos para ter felicidade?_ quis saber Anisan.

– basta fazer um pedido do fundo de seu coração!-explicou o velho.

Os irmãozinhos fecharam os olhos e pediram felicidade e prosperidade para sua família. Sentiram-se tão imensamente gratos por estarem ali,que suas almas resplandeceram. Ao abrirem os olhos toda a árvore estava envolvida em uma grande luz,como se atendesse ao desejo dos garotos.

Ambos ficaram deslumbrados!

Haru chamou o velhinho:

– o senhor não vai pedir nada?

Ele apenas sorriu e disse:

– na verdade,já sou muito feliz e vim aqui somente para trazê-los, pois sei que são boas crianças,com pais que merecem ver seu desejo realizado.acham que sabem voltar sozinhos?

– claro!_respondeu Haru …mas não compreendo porque nos trouxe até aqui, subiu com tanta dificuldade e não pediu nada para si…

– porque a verdadeira felicidade está em ver outras pessoas felizes. Sou apenas o guia dessa árvore…adeus,crianças!

E assim dizendo ele desapareceu,como um sôpro.

Anisan e Haru se olharam assombrados, mas não sentiram medo,e sim gratidão pelo que o velhinho fizera.
Voltaram para casa correndo, contando as novidades para sua família que, daquele dia em diante, não mais passou fome,nem teve nenhuma necessidade, prosperando felizes cada dia mais!

A maior pesquisa feita sobre higiene global, International Dettol HABIT Study (Hygiene: Attitudes, Behaviour, Insight and Traits), mostrou que pessoas que lavam as mãos com maior frequência relatam menos episódios de doenças infecciosas. 80% e 70% das pessoas que lavam suas mãos com sabão mais de seis vezes ao dia disseram raramente sofrer com diarreia e resfriados respectivamente, comparados com 60% daqueles que lavam suas mãos com menos frequência. Higiene fraca é um fator que contribuí com a propagação global de infecções transmitidas de pessoa para pessoa. Lavar as mãos com sabão reduz as taxas de diarreia por 42-47% e as taxas de infecções respiratórias em 23%.

O estudo revelou que apenas 28% das pessoas lavam suas mãos com sabão mais de seis vezes ao dia e que estilos de vida atarefados parece ser um fator que contribui para esta porcentagem ser tão baixa. Apenas pouco mais de um quarto (28%) das pessoas admitiu que lavariam mais as mãos se não estivessem ocupados fazendo outras coisas. Uma em cinco (18%) disse que leva muito tempo para lavar as mãos antes de preparar a comida e um quarto (24%) admitiu que se estivesse com fome, não lavaria suas mãos antes de comer.

O Professor de Virologia no Queen Mary College, University of London, John Oxford, comentou: “Há uma clara ligação entre higiene e saúde infecciosa, e o Dettol HABIT Study mostrou que uma grande porção da população ainda negligencia higiene pessoal. Todos são ocupados, mas medidas simples de higiene como lavar suas mãos com sabão após ir ao banheiro e antes de preparar comida podem claramente ajudar a prevenir a propagação de doenças infecciosas. Nós devemos tirar um tempo para proteger a nós e a nossas famílias”.

Apesar do fato que 83% das pessoas percebem que pode haver contaminação em suas mãos após usar o banheiro, e que 69% reconhece que isto pode causar diarreia, apenas 64% das pessoas disse que sempre lava as mãos após usar o banheiro.

Quanto a higiene doméstica, constatou-se que uma em quatro pessoas limpam as superfícies da cozinha antes de preparar comida, enquanto quase um terço (29%) informou fazer isso automaticamente. Pessoas com uma rotina disseram limpar suas superfícies domésticas com maior frequência que aqueles que não têm rotina, e mulheres, particularmente aquelas com filhos, também mostraram melhor higiene doméstica.

Professor Eitan Berezin, chefe de Infectologia Pediátrica, da Santa Casa Hospital Universitário de São Paulo e Presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Sociedade Brasileira de Pediatria, comentou: “a transmissão de infecções feita de pessoa para pessoa ocorre mais frequentemente em casa, ainda que higiene doméstica seja de extrema importância. É importante relembrar que os elementos que nos deixam doentes não podem ser vistos a olho nu, e ainda assim a limpeza regular e desinfecção de superfícies comumente tocadas são essenciais para matar essas bactérias e vírus. Descobrimos que as pessoas que fazem da higiene pessoal e doméstica um hábito ou rotina contraem menos doenças. Trazer a higiene para sua vida diária pode efetivamente ajudar a prevenir que infecções se espalhem”.

Fonte: Maxpress

Pesquisa realizada pelo Ibope para WWF-Brasil revela que 48% da população consome água com pouco controle, 30% demora mais de 10 minutos no banho e 29% dos domicílios no Nordeste enfrentam constante falta d’água.

O brasileiro desperdiça água, afirma conhecer formas de economizar o recurso, mas não as coloca em prática. A pesquisa – que faz parte do “Programa Água para a Vida”, uma parceria entre o WWF-Brasil e o HSBC – mostra que 68% dos entrevistados, em 26 estados do país, reconhecem o desperdício como a principal causa para o problema de abastecimento de água no futuro.

Quase metade (48%) da população admite gastar água em suas casas com pouco controle. Há cinco anos, essa parcela representava 37%. Nos dois períodos, os entrevistados apontaram que diminuir o tempo de banho é a melhor forma de reduzir o consumo. No entanto, 30% informaram demorar mais de 10 minutos embaixo do chuveiro em 2011, enquanto, em 2006, 18% despendiam o mesmo tempo para a atividade. Estima-se que em um banho de 10 minutos sejam gastos 100 litros de água. Fechar a torneira ao escovar dentes, consertar vazamentos e não lavar calçadas com mangueira foram os outros meios destacados pelos quais o desperdício pode ser evitado.

Outra questão revelada pelo estudo é o baixo conhecimento sobre o consumo de água no país. Para 81% da população, residências e indústrias são os grandes usuários e apenas 16% avaliam – corretamente – que a agricultura é a grande consumidora de água no Brasil. A produção agrícola é responsável por 70% do uso do insumo e pelo maior gasto sem controle. Além disso, a indústria é vista como a maior poluidora (77%). Ainda é desconhecido, por exemplo, que a poluição das águas por uso doméstico, muitas vezes, supera a poluição industrial em grandes centros urbanos. “Esses dados demonstram que a percepção do problema se restringe ao ambiente onde vive a maioria da população do país: as grandes cidades. Não há uma visão integrada com a zona rural, onde estão as principais fontes do recurso, e do caminho que esta percorre até chegar às casas e apartamentos. O problema é visto da “torneira para frente” e poucos o reconhecem da “torneira para trás”, explicou Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.

A pesquisa aponta ainda que 67% dos domicílios pesquisados no país enfrentam algum tipo de falta d’água. No Nordeste, já existe escassez constante do recurso em 29% dos domicílios. Apesar disso, o consumo médio de água diário, por habitante no país (185 l), é considerado mediano, próximo do da Comunidade Europeia (200 l), mas muito distante do de regiões secas como o semiárido brasileiro (abaixo de 100 l), e partes da África subsaariana (abaixo de 50 l).

O levantamento mostrou também que 87% das pessoas não conhecem a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão regulador do recurso, criado pelo governo federal em 2000, e o desmatamento foi apontado apenas por 1% dos entrevistados como uma das causas do agravamento do problema da água no país. “O tema de água doce, seus problemas e oportunidades ainda precisam ser melhor compreendidos pelo cidadão brasileiro. A urbanização crescente nas últimas décadas fez com que mais de 80% da população passasse a morar nas cidades. O descompasso entre o reconhecimento do problema e a tomada de atitudes precisa ser compreendida. A visão sobre a água é limitada, assim como a percepção dos seus problemas”, completa Maria Cecília.

A pesquisa, encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, ouviu 2.002 pessoas em novembro de 2011 em 26 estados da federação.

Fonte: Maxpress