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Algumas pesquisas sugerem que pensar sobre a morte se configura como algo destrutivo ligados a sentimentos ruins, e ao mal estar. Tais estudos relacionados à teoria da gestão do terror – terror management theory (TMT) – que postula que as pessoas defendem certas crenças culturais para gerir sentimentos de mortalidade raramente explora os benefícios potenciais
da consciência da morte.
Agora, estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos sugere que pensar sobre a própria morte, ou sobre o conceito de morte em geral, pode fazer muito bem para a qualidade de vida. Projeto liderado pelo pesquisador Kenneth Vail, da Universidade do Missouri, afirma que a consciência da mortalidade tem potencial para melhorar não apenas a saúde física, mas também ajudar a reestabelecer prioridades, objetivos e valores.
Mesmo pensamentos não conscientes sobre a morte – como andar nas proximidades de um cemitério – podem disparar alterações positivas e tornar as pessoas mais suscetíveis de ajudar os outros. Esta longa lista de benefícios sobre algo que é quase um tabu ou, pelo menos, considerado assunto de mau gosto, é resultado da revisão de vários estudos científcos recentes, realizada pela equipe de Vail.
Segundo ele, nós mantemos certas crenças culturais para gerenciar nossos sentimentos em relação à morte que acabam impedindo que exploremos os potenciais benefícios da sensibilização em relação ao morrer. Mas esses benefícios estão muito bem documentados em dezenas de estudos científicos, que avaliam desde os benefícios físicos até a disponibilidade para ajudar estranhos na rua.
Fonte: Informe Saúde

Existiu no antigo Japão a lenda de uma árvore mágica que diziam trazer felicidade e realizações á todos que passassem por ela.

A pequena Haru morava numa aldeia com sua família e já ouvira sua avó contar essa lenda,tendo o sonho infantil de encontrar essa árvore.

Sua família vivia em dificuldades.

Certa manhã ela e Anisan,seu irmão,brincavam pelas redondezas quando viram um velhinho sentado numa pedra e dele se aproximaram.

– bom dia!

– bom dia!que linda manhã de sol,não é mesmo?

– sim.o que o senhor faz por aqui?

– estou descansando um pouco,pois vim de muito longe em busca da árvore da felicidade…

Haru e Anisan levantaram as orelhas,curiosos:

– não sabíamos que essa árvore ficava por aqui…

– e não fica. Nesse lugar está o portal que nos leva até ela.

– um portal?

– sim, mas não é facil chegar lá. Precisa-se ter boas pernas para subir aquela montanha e eu já estou meio velho…

As crianças olharam a grande montanha à sua frente e pensaram não ser tão dificil escalá-la. Foi nesse momento que o velho propôs:

– por que vocês não me ajudam a subir? Eu posso mostrar onde fica o portal para vocês..

Os irmãos se entreolharam.o velhinho parecia ser bonzinho e estava tão cansado que concordaram e
começaram a caminhada.

Mesmo tendo um cajado, o velho subiu com dificuldade,e as crianças tiveram que apoiá-lo quase o tempo todo.

Lá de cima, avistava-se toda cidade e eles respiraram fundo quando chegaram.

– e agora?_ perguntaram. Onde está o portal?

– está bem á nossa frente…mas só quem tem o coração puro pode ver…
as duas crianças olharam aquele imenso prado verde e nada conseguiam ver.

– não vemos nada…reclamou Anisan.

– olhem com os olhos da alma…disse o velhinho…está ali,bem à nossa frente. Eu já estou vendo…

Haru fechou os olhos,sentiu a suave brisa da manhã,o calor do sol e pensou no quanto desejava conhecer essa árvore para trazer felicidade e prosperidade para sua família.quando abriu os olhos,a magia aconteceu:ela viu um caminho que antes não estava ali!

– veja Anisan:uma passagem …parece meio invisível…

Anisan esfregou os olhos e também viu.

– estou vendo!vai dar num bosque!

– é isso mesmo!_sorriu o velhinho.

– vamos!

E os três se aventuraram por aquele caminho.

Atravessando o portal,tudo parecia mais bonito:o verde era mais verde,as flores mais coloridas,o céu parecia mais azul. Haviam pássaros e borboletas que eles nunca haviam imaginado!

– como é lindo!_exclamaram as crianças após passarem pela floresta,chegaram a uma clareira onde repousava isolada uma simples árvore frondosa, mas Haru soube na hora que era aquela!

– é aquela!tenho certeza!

As crianças correram na frente, abraçando seu tronco e subindo em seus galhos.

– e agora? Como fazemos para ter felicidade?_ quis saber Anisan.

– basta fazer um pedido do fundo de seu coração!-explicou o velho.

Os irmãozinhos fecharam os olhos e pediram felicidade e prosperidade para sua família. Sentiram-se tão imensamente gratos por estarem ali,que suas almas resplandeceram. Ao abrirem os olhos toda a árvore estava envolvida em uma grande luz,como se atendesse ao desejo dos garotos.

Ambos ficaram deslumbrados!

Haru chamou o velhinho:

– o senhor não vai pedir nada?

Ele apenas sorriu e disse:

– na verdade,já sou muito feliz e vim aqui somente para trazê-los, pois sei que são boas crianças,com pais que merecem ver seu desejo realizado.acham que sabem voltar sozinhos?

– claro!_respondeu Haru …mas não compreendo porque nos trouxe até aqui, subiu com tanta dificuldade e não pediu nada para si…

– porque a verdadeira felicidade está em ver outras pessoas felizes. Sou apenas o guia dessa árvore…adeus,crianças!

E assim dizendo ele desapareceu,como um sôpro.

Anisan e Haru se olharam assombrados, mas não sentiram medo,e sim gratidão pelo que o velhinho fizera.
Voltaram para casa correndo, contando as novidades para sua família que, daquele dia em diante, não mais passou fome,nem teve nenhuma necessidade, prosperando felizes cada dia mais!

A maior pesquisa feita sobre higiene global, International Dettol HABIT Study (Hygiene: Attitudes, Behaviour, Insight and Traits), mostrou que pessoas que lavam as mãos com maior frequência relatam menos episódios de doenças infecciosas. 80% e 70% das pessoas que lavam suas mãos com sabão mais de seis vezes ao dia disseram raramente sofrer com diarreia e resfriados respectivamente, comparados com 60% daqueles que lavam suas mãos com menos frequência. Higiene fraca é um fator que contribuí com a propagação global de infecções transmitidas de pessoa para pessoa. Lavar as mãos com sabão reduz as taxas de diarreia por 42-47% e as taxas de infecções respiratórias em 23%.

O estudo revelou que apenas 28% das pessoas lavam suas mãos com sabão mais de seis vezes ao dia e que estilos de vida atarefados parece ser um fator que contribui para esta porcentagem ser tão baixa. Apenas pouco mais de um quarto (28%) das pessoas admitiu que lavariam mais as mãos se não estivessem ocupados fazendo outras coisas. Uma em cinco (18%) disse que leva muito tempo para lavar as mãos antes de preparar a comida e um quarto (24%) admitiu que se estivesse com fome, não lavaria suas mãos antes de comer.

O Professor de Virologia no Queen Mary College, University of London, John Oxford, comentou: “Há uma clara ligação entre higiene e saúde infecciosa, e o Dettol HABIT Study mostrou que uma grande porção da população ainda negligencia higiene pessoal. Todos são ocupados, mas medidas simples de higiene como lavar suas mãos com sabão após ir ao banheiro e antes de preparar comida podem claramente ajudar a prevenir a propagação de doenças infecciosas. Nós devemos tirar um tempo para proteger a nós e a nossas famílias”.

Apesar do fato que 83% das pessoas percebem que pode haver contaminação em suas mãos após usar o banheiro, e que 69% reconhece que isto pode causar diarreia, apenas 64% das pessoas disse que sempre lava as mãos após usar o banheiro.

Quanto a higiene doméstica, constatou-se que uma em quatro pessoas limpam as superfícies da cozinha antes de preparar comida, enquanto quase um terço (29%) informou fazer isso automaticamente. Pessoas com uma rotina disseram limpar suas superfícies domésticas com maior frequência que aqueles que não têm rotina, e mulheres, particularmente aquelas com filhos, também mostraram melhor higiene doméstica.

Professor Eitan Berezin, chefe de Infectologia Pediátrica, da Santa Casa Hospital Universitário de São Paulo e Presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Sociedade Brasileira de Pediatria, comentou: “a transmissão de infecções feita de pessoa para pessoa ocorre mais frequentemente em casa, ainda que higiene doméstica seja de extrema importância. É importante relembrar que os elementos que nos deixam doentes não podem ser vistos a olho nu, e ainda assim a limpeza regular e desinfecção de superfícies comumente tocadas são essenciais para matar essas bactérias e vírus. Descobrimos que as pessoas que fazem da higiene pessoal e doméstica um hábito ou rotina contraem menos doenças. Trazer a higiene para sua vida diária pode efetivamente ajudar a prevenir que infecções se espalhem”.

Fonte: Maxpress

Pesquisa realizada pelo Ibope para WWF-Brasil revela que 48% da população consome água com pouco controle, 30% demora mais de 10 minutos no banho e 29% dos domicílios no Nordeste enfrentam constante falta d’água.

O brasileiro desperdiça água, afirma conhecer formas de economizar o recurso, mas não as coloca em prática. A pesquisa – que faz parte do “Programa Água para a Vida”, uma parceria entre o WWF-Brasil e o HSBC – mostra que 68% dos entrevistados, em 26 estados do país, reconhecem o desperdício como a principal causa para o problema de abastecimento de água no futuro.

Quase metade (48%) da população admite gastar água em suas casas com pouco controle. Há cinco anos, essa parcela representava 37%. Nos dois períodos, os entrevistados apontaram que diminuir o tempo de banho é a melhor forma de reduzir o consumo. No entanto, 30% informaram demorar mais de 10 minutos embaixo do chuveiro em 2011, enquanto, em 2006, 18% despendiam o mesmo tempo para a atividade. Estima-se que em um banho de 10 minutos sejam gastos 100 litros de água. Fechar a torneira ao escovar dentes, consertar vazamentos e não lavar calçadas com mangueira foram os outros meios destacados pelos quais o desperdício pode ser evitado.

Outra questão revelada pelo estudo é o baixo conhecimento sobre o consumo de água no país. Para 81% da população, residências e indústrias são os grandes usuários e apenas 16% avaliam – corretamente – que a agricultura é a grande consumidora de água no Brasil. A produção agrícola é responsável por 70% do uso do insumo e pelo maior gasto sem controle. Além disso, a indústria é vista como a maior poluidora (77%). Ainda é desconhecido, por exemplo, que a poluição das águas por uso doméstico, muitas vezes, supera a poluição industrial em grandes centros urbanos. “Esses dados demonstram que a percepção do problema se restringe ao ambiente onde vive a maioria da população do país: as grandes cidades. Não há uma visão integrada com a zona rural, onde estão as principais fontes do recurso, e do caminho que esta percorre até chegar às casas e apartamentos. O problema é visto da “torneira para frente” e poucos o reconhecem da “torneira para trás”, explicou Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.

A pesquisa aponta ainda que 67% dos domicílios pesquisados no país enfrentam algum tipo de falta d’água. No Nordeste, já existe escassez constante do recurso em 29% dos domicílios. Apesar disso, o consumo médio de água diário, por habitante no país (185 l), é considerado mediano, próximo do da Comunidade Europeia (200 l), mas muito distante do de regiões secas como o semiárido brasileiro (abaixo de 100 l), e partes da África subsaariana (abaixo de 50 l).

O levantamento mostrou também que 87% das pessoas não conhecem a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão regulador do recurso, criado pelo governo federal em 2000, e o desmatamento foi apontado apenas por 1% dos entrevistados como uma das causas do agravamento do problema da água no país. “O tema de água doce, seus problemas e oportunidades ainda precisam ser melhor compreendidos pelo cidadão brasileiro. A urbanização crescente nas últimas décadas fez com que mais de 80% da população passasse a morar nas cidades. O descompasso entre o reconhecimento do problema e a tomada de atitudes precisa ser compreendida. A visão sobre a água é limitada, assim como a percepção dos seus problemas”, completa Maria Cecília.

A pesquisa, encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, ouviu 2.002 pessoas em novembro de 2011 em 26 estados da federação.

Fonte: Maxpress
:: Por Suely Buriasco ::

A sensação de estar à beira de um ataque de nervos tem sido um desabafo comum entre mulheres e, o mais preocupante, é que muitas estão mesmo. Ponderemos que não é nada fácil somar tantas atribuições: trabalho, dinheiro, filhos, maridos ou namorados e até a falta deles…

Não querendo generalizar, parece ser fato que nós mulheres, bem ou mal, nos preocupamos mais do que os homens. Além das questões presentes, ainda temos uma forte tendência a anteciparmos inquietações, acabando por nos envolver emocionalmente até mesmo no que nem aconteceu.

Muitas mulheres passam a apresentar também problemas graves de insônia por não conseguir se desvencilhar dos pensamentos fixos. A falta do sono ainda complica mais o nervosismo do dia, as coisas ficam “fervendo” na cabeça feminina, hormônios a mil, produzindo grande ansiedade e desconforto. Se esse ciclo vicioso não for interrompido, será muito difícil não surtar! Muito diferente da maioria dos homens que, normalmente, consegue equilibrar mais suas preocupações e dorme de ressonar; provocando maior irritação na companheira acordada. Não é por menos que muitas mulheres têm fama de estressadas!

Ao identificar-se com esses sintomas é preciso tomar atitudes efetivas no sentido de provocar uma mudança íntima que garanta maior tranquilidade, afinal, ninguém consegue viver bem na eminência de um colapso. Um passo importante é analisar sua autoestima: você acha que merece viver assim? Qual a razão de tanto descontrole? Você não está se cobrando demais?

Analisando-se como ser humano falível e aceitando-se assim, as coisas ficam menos complicadas; a pressão diminui e o reequilíbrio se inicia. Lembre-se que você não precisa acertar sempre; perfeccionismo pode mascarar insegurança e medo de rejeição. Pessoas autoconfiantes não são as que não erram nunca, mas as que superam os próprios enganos. Fazer o que está ao nosso alcance, dando sempre o melhor e aceitando nossas limitações alcançamos tranquilidade e maior disposição na vida.

Pense nisso!

:: Suely Buriasco é Mediadora de Conflitos, autora do livro Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois ( ed. Novo Século)

-www.suelyburiasco.com.br

A água potável fornecida em 16 capitais brasileiras, onde vivem aproximadamente 40 milhões de pessoas, apresenta contaminação por substâncias ainda não legisladas, mas que podem ser potencialmente nocivas à saúde humana. A constatação é de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Analíticas Avançadas (INCTAA), que está sediado no Instituto de Química (IQ) da Unicamp, em colaboração com outras instituições.

Os pesquisadores identificaram, por exemplo, a presença de cafeína em todas as 49 amostras coletadas no cavalete (cano de entrada) de residências espalhadas pelas cinco regiões do país. “Esse dado é relevante, pois a cafeína funciona como uma espécie de traçador da eficiência das estações de tratamento de água. Ou seja, onde a cafeína está presente, há grande probabilidade da presença de outros contaminantes”, explica o professor Wilson de Figueiredo Jardim, coordenador do estudo e do Laboratório de Química Ambiental (LQA) do IQ.

Além de cafeína, os cientistas também encontraram nas amostras analisadas concentrações variadas de atrazina (herbicida), fenolftaleína (laxante) e triclosan (substância presente em produtos de higiene pessoal). No caso da cafeína, as duas capitais que apresentaram maiores níveis de contaminação pela substância foram, respectivamente, Porto Alegre e São Paulo. “A liderança de Porto Alegre nesse ranking foi uma surpresa.

Há uma hipótese para explicar a situação, mas ela evidentemente depende de confirmação. Segundo essa conjectura, a contaminação estaria ocorrendo porque os gaúchos são grandes consumidores de erva mate, que, por sua vez, tem grande concentração de cafeína. Independentemente da origem, a presença da cafeína na água fornecida aos porto-alegrenses e aos demais moradores das capitais consideradas no estudo demonstra que os mananciais estão contaminados por esgoto e que as estações de tratamento não estão dando conta de remover este e outros compostos do produto que chega às torneiras das residências. Ou seja, é a prova inequívoca de que estamos praticando o reúso de água há muito tempo”, explica o docente da Unicamp.

De acordo com Wilson Jardim, por não serem legislados, esses contaminantes emergentes – são emergentes não porque são novos, mas porque estão cada vez mais presentes no ambiente – não são monitorados com frequência. Ademais, a ciência ainda não sabe ao certo qual o limite de proteção ao ser humano e nem que efeitos deletérios eles podem causar ao organismo do homem.

“Entretanto, já dispomos de estudos científicos que apontam que esses compostos têm causado sérios danos aos organismos aquáticos. Está comprovado, por exemplo, que eles podem provocar a feminização de peixes, alteração de desenvolvimento de moluscos e anfíbios e decréscimo de fertilidade de aves”, elenca o professor da Unicamp.

Quanto aos humanos, prossegue Wilson Jardim, há indícios de que os contaminantes não legislados, especialmente hormônios naturais e sintéticos, como o estrógeno, podem provocar mudanças no sistema endócrino de homens e mulheres. Uma hipótese, que carece de maiores estudos, considera que esse tipo de contaminação poderia estar contribuindo para que a menarca (primeira menstruação) ocorra cada vez mais cedo entre as meninas.

“Estabelecer esse nexo causal é difícil. Entretanto, temos que estar atentos para problemas dessa ordem. Acredito que, com o tempo, os contaminantes emergentes também terão que ser legislados. O trabalho que estamos realizando tem por objetivo exatamente fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas que possam assegurar à população o fornecimento de uma água potável de maior qualidade”, diz.

Na opinião do especialista, o melhor caminho a seguir, num primeiro momento, é dar continuidade às pesquisas com vistas ao estabelecimento de normas que concorram para preservar o ambiente. “Esse tema será discutido em congresso científico que será realizado brevemente. A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental [ABES] tem refletido sobre essa questão e deverá formular uma proposta de limiares de proteção da vida aquática. O passo seguinte, acredito, deverá estender esses parâmetros em relação ao ser humano”, prevê o docente.

Conforme Wilson Jardim, o trabalho de análise da água potável fornecida nas 16 capitais contou com a participação de 25 pesquisadores das seguintes instituições, além da Unicamp: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Depois de coletarem as amostras de água nos cavaletes das residências, seguindo procedimentos previamente estabelecidos, os pesquisadores as enviaram à Unicamp, onde as análises químicas foram realizadas. Os métodos analíticos empregados atualmente, destaca Wilson Jardim, são bastante precisos. Tanto é assim que determinados contaminantes foram identificados em concentrações equivalentes a nanogramas por litro.

Um dado interessante proporcionado pelo estudo, segundo o professor da Unicamp, é que as capitais costeiras, como Florianópolis, Vitória e Rio de Janeiro, apresentaram níveis de contaminação inferiores às demais. A explicação para isso, cogita o especialista, é o fato de esses municípios lançarem parte do esgoto diretamente no mar. “Desse modo, os rios de onde a água é captada para posterior fornecimento à população apresentam concentrações inferiores de poluentes”, argumenta.

No caso do Brasil, insiste o docente, a alternativa de curto prazo para enfrentar esse tipo de problemática é estabelecer novos valores de referência para a potabilidade da água. Wilson Jardim lembra que já existem tecnologias disponíveis capazes de remover os contaminantes não legislados. A própria lei brasileira, segundo ele, estabelece que as concessionárias de água devem adotar métodos de polimento mais sofisticados contra substâncias potencialmente nocivas, mesmo que elas não estejam legisladas.

“É claro que um investimento desse tipo pode encarecer o custo de produção da água potável. Entretanto, temos que considerar que determinados compostos acarretam custos sociais ainda maiores, visto que podem trazer sérias sequelas não apenas ao ser humano exposto, com também aos seus descendentes”, pondera.

Wilson Jardim assinala que, se olharmos o cenário mundial, perceberemos que até mesmo os países que tratam 100% do seu esgoto enfrentam problemas de contaminação da água potável. Isso decorre de uma série de fatores, entre os quais o crescimento e adensamento populacional e a chegada ao mercado de novas substâncias.

“Estudos indicam que 1.500 substâncias são lançadas anualmente no mundo. São moléculas novas, às quais não estamos tendo tempo de estudar. Além disso, o padrão de consumo da sociedade tem crescido freneticamente. Antes, uma pessoa usava, em média, três produtos de higiene pessoal antes de sair de casa. Hoje, usa dez. Há alguns anos, as pessoas passavam filtro solar apenas para ir à praia e à piscina. Agora, muita gente passa diariamente para ir trabalhar, inclusive por recomendação médica”, exemplifica

Fonte: Portal Aprendiz

Morar em uma cidade grande tem suas vantagens: variedade de lojas, hospitais, colégios e universidades, cinema e teatro. Mas, a saúde da população muitas vezes está comprometida pela poluição do ar, congestionamentos, stress, entre outros. Como manter-se o mais saudável possível num ambiente tão adverso? Cada vez mais, especialistas defendem uma melhor qualidade de vida através da medicina integrativa, que une a medicina tradicional com a medicina de outras culturas e outros países, além de outros tipos de ciências e técnicas saudáveis em diferentes áreas e campos profissionais para atuarem e interagirem juntas, em sinergia. O objetivo é a abordagem integral e completa do homem, buscando o processo não só de cura, mas de prevenção do paciente de doenças.

Para discutir os novos caminhos da Medicina Alternativa, acontece nos próximos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho de 2012, o II Seminário Nacional Medicina Integrativa e o Futuro da Saúde Mundial. O evento irá reunir especialistas renomados para debaterem sobre essa prática terapêutica que envolve a cura e a prevenção de doenças, integrando mente, corpo e espírito.

Segundo Claudio Duarte presidente de honra e Doutor em Yóga – IN, a medicina integrativa vê o paciente como um todo, inter-relacionando sintomas, qualidade de vida e alimentação. “O objetivo não é apenas curar, mas tornar o paciente ativo em sua recuperação e transformar seus hábitos para melhor”.

A prática se baseia em três aspectos profundos e estruturais que ajuda a resgatar a saúde. São eles: Alimentação saudável; Vida somatológica saudável, através da manutenção do equilíbrio emocional, o nervoso e o psicológico; e Vida respiratória saudável pelas narinas. “As pessoas precisam ter consciência de que são o que comem, o que pensam e o que respiram. E isto, os afeta diretamente”, explica Duarte.

Entre os temas a serem abordados estão: A Saúde e a Doença Vistas por Um Outro Ângulo (Paulo H. N. Saldiva ), A Medicina Integrativa e os Novos Rumos da Saúde (Nelson Filice de Barros), e Saúde e Meio Ambiente, o Desafio das Grandes Metrópoles (Evangelina Vormittag).

Sob organização da Pacy – Pan American for Yoga e realização da DaMulticom, com apoio oficial da Unesco, os participantes de todo o Brasil irão irão tomar parte também dos eventos paralelos: “Fórum Internacional Ciência, Consciência e Espiritualidade” e o “VII Congresso Brasileiro de Yóga”. Ao todo serão 14 conferencistas. Cada participante além do certificado receberá ainda Ecobag utilitária com kit do congressista com edição do livro Yóga Laboral, de autoria de Claudio Duarte, e DVD Didático e Metodológico de Hatha Yóga.

Duarte alerta que os três eventos são complementares e abrangem aspectos importantes da vida do homem contemporâneo. “É uma excelente oportunidade para se conhecer os trabalhos de especialistas renomados, que vão debater e manifestarem suas idéias com um investimento único”, conclui.

Sobre a Medicina Integrativa

Embora a Medicina Integrativa seja recente, surgiu em meados dos anos 90, ela conta com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criado apenas em 2006, para atender uma demanda já existente. Em 2009, o governo investiu R$ 2,9 milhões no custeio de consultas integrativas – 326,3 mil em homeopatia e 221,8 procedimentos de acupuntura. Números do Ministério da Saúde, referentes a 2008, mostram que 285 cidades ofereciam algum tipo de assistência em homeopatia. Outros 350 ofereciam fitoterapia, 203 possuíam acupuntura e 184 já dispunham de ações relativas à medicina chinesa.

Atualmente centros de estudos, institutos e universidades européias, americanas, canadenses, indianas, chinesas e africanas possuem cursos e centros de pesquisas sobre medicina integrativa. Muitas pesquisas são publicadas sobre o assunto em revistas acadêmicas internacionais ou não, como a Nature, centros de pesquisas, institutos, universidades, faculdades, escolas e hospitais têm um departamento de medicinas complementares que acolhe os pacientes.

Nos Estados Unidos são mais de 3800 cursos na área e fazem parte do Consortium of Academic Health Centers for Integrative Medicine: Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University, Columbia University, Duke University, Georgetown University, George Washington University, Harvard Medical School, Johns Hopkins University, Mayo Clinic, McMaster University, Oregon Health and Science University, Stanford University, Thomas Jefferson University, Yale University, University of Arizona, University of California, Los Angeles, University of California, San Francisco, University of Connecticut, University of Michigan, University of Washington entre outros.

Serviço:
Fórum Internacional Ciência, Consciência e Espiritualidade
II Seminário Nacional Medicina Integrativa e o Futuro da Saúde Mundial
VII Congresso Brasileiro de Yóga

Dias 29 e 30 de junho e 1º de julho de 2012
Horário: sexta-feira das 19 às 21h30 / sábado e domingo das 9 às 18 horas
Auditório Montessori Hall – Av. Jurucê, 402 – Moema – São Paulo – SP
Investimento: R$ 598,00 (três eventos)
Informações e inscrições: 3288-8860 / 5181-3849
site: www.infocc.com.br/curso_seminario_medicina_integrativa.php
ou
por e-mail:
mi@damulticom.com.br .

Fonte: Atelier de Ideia