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gula (1)A vontade de comer algo que não se sabe, mesmo depois de uma refeição pode não ser gula e sim a síndrome da fome oculta, um alerta do seu corpo sobre um déficit nutricional. Ela é chamada de oculta porque sinaliza a fome do organismo por nutrientes e o organismo dá sinais da falta de elementos importantes para o seu bom funcionamento. “Pequenas quantidades de certas vitaminas e minerais, também conhecidos como micronutrientes, são componente essenciais de uma boa saúde. A fome oculta é uma crônica falta destes nutrientes, que pode levar a defeitos de nascimento, deficiência física e mental e impedir o crescimento. Mesmo quando as pessoas comem calorias suficientes, as vitaminas e minerais essenciais na dieta podem estar faltando”, explica o Dr. Eric Cohen, representante no Brasil do GAIN para o projeto Ultra Rice –PATH, onde colidera esforços para tornar o arroz fortificado amplamente acessível no Brasil por meio de parcerias público-privadas
A fome oculta afeta o crescimento físico e cognitivo da criança, assim como o seu sistema imunológico durante os primeiros anos de formação. Anemia e carência de vitamina A afetam milhões de brasileiros, quase a metade da população de crianças e mulheres grávidas. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, no mundo, ela afeta uma em cada quatro pessoas.
Gula pode ser um sinal do corpo alertando para a falta de nutrientes.Até mesmo uma dieta adequada em calorias, proteínas e carboidratos pode ter sérias deficiências de vitaminas e minerais. Países desenvolvidos têm combatido a fome oculta desde a década de 40, erradicando com sucesso muitas doenças na América do Norte e na Europa.
Embora o Brasil registre melhorias nos índices sociais, a fome oculta ainda afeta 40% das crianças brasileiras. As deficiências em minerais e vitaminas essenciais possuem efeitos desastrosos na saúde e economia do Brasil e de outras nações ao redor do mundo.
Segundo a nutricionista Alessandra Rocha Lopes, em entrevista ao CyberDiet, entre os fatores causadores da Síndrome da Fome Oculta, soma-se à alimentação deficiente em nutrientes o estresse diário e o consumo de álcool, cigarro e outras drogas. Quem sofre de doenças crônicas, está com a saúde debilitada ou passou por tratamento cirúrgico acaba por não absorver devidamente os sais minerais e vitaminas dos quais precisa e termina desenvolvendo a síndrome.
Outros sintomas como dores musculares, cãibras, cansaço intenso, fraqueza, palpitações e irritabilidade também podem indicar a presença da Síndrome da Fome Oculta, sendo que a falta de vitaminas pode provocar sangramento vaginal, pele opaca, ressecamento das mucosas, queda de cabelo, flacidez, unhas manchadas e quebradiças, entre outros sinais. “A fome oculta também pode ser diagnosticada através de exames clínicos e de sangue, pois permitem a detecção de deficiências específicas de micronutrientes essenciais como a vitamina A, B e ferro”, segundo Eric Cohen.
Fonte: Paula Furlan – Consumidor Moderno
:: Por Rosan Faria de Freitas ::
Enquanto o pessimista tende a ver e vivenciar o negativo, o otimista pode vislumbrar tudo cor-de-rosa e não perceber alguns riscos; o importante é encontrar o equilíbrio
É fato, no senso comum, que há pessoas otimistas e pessimistas, avaliadas assim a partir do comportamento que apresentam. No primeiro caso, eles são mais positivos e esperançosos; no segundo, negativos e pautados pelo desânimo.
No âmbito da psicologia, tais características têm relação com a capacidade de lidar com os instintos de vida e de morte presentes na psique humana, explica Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), certificada em coaching pela ASTD, nos Estados Unidos.
Segundo a teoria psicanalítica, o homem carrega, dentro de sua estrutura emocional, estas duas forças pulsões ou instintos, havendo uma ambivalência nas dobradinhas alegria e tristeza, amor e ódio, afeto e agressividade.
“Então, na perspectiva clínica, o otimista teria maior predominância de instintos de vida e o pessimista de instintos de morte. Ambos ficam fora do campo da consciência em um primeiro momento, e são estimulados de acordo com as questões culturais, sociais e familiares.?
Além dos pulsões de vida e de morte, há que se considerar outros fatores, como os fisiológicos: os níveis de hormônios que regulam o humor, por exemplo. A cultura também conta: nas muito rígidas, como as japonesas, a vida é encarada com seriedade e rigor, o que leva a um alto índice de suicídios e nos mostra a pressão psíquica que gera comportamentos autodestrutivos.
A questão ambiental igualmente tem sua parcela de responsabilidade, como as relações no meio familiar, principalmente as primeiras, com pai e mãe, salienta Cristiane Pertusi.
Não há como negar: o otimista vê o horizonte com mais leveza e, na maioria das vezes, tem mais coragem para enfrentar as dificuldades, criando e percebendo possibilidades para melhorar sua vida. ?Eles acreditam mais, aprendem com os problemas e experiências ruins, tendem a levar uma vida mais saudável e, logo, ficam menos doentes, acredita Regiane Machado, psicóloga clínica formada pela Universidade Católica de Santos.
Cérebro produz boas mensagens
Mas será que o otimismo, e o seu oposto, perduram pela vida afora? De uma maneira geral, sim. Indivíduos com comportamentos “para cima” acumulam experiências positivas desde a infância, assim como maior autoestima. Muito provavelmente tiveram, no contato com pais e cuidadores, estímulos para uma postura feliz. Internamente, sua psique e seu processo cerebral estão mais habituados a produzir mensagens positivas?, observa Cristiane Pertusi.
E não é só isso: o otimista saudável apresenta mais condições de perceber o mundo e suas relações de maneira inteira e realista, sem distorcer o horizonte, assim como dispõe de um suporte maior para lidar com as vicissitudes sem se sentir derrotado.
O pessimismo, por outro lado, dependendo da dimensão, pode trazer prejuízos até físicos, causando depressão e doenças psicossomáticas ou autoimunes.
É possível que provoque alterações bioquímicas nas células corporais. Além da baixa autoestima, a pessoa não se respeita, tem uma autoimagem distorcida, dificuldades de relacionamento e, consequentemente, uma vida social limitada e que não a satisfaz?, analisa Regiane Machado, enfatizando a necessidade de cautela em ambos os perfis se os mesmos forem extremados.
Enquanto o pessimista tende a ver e vivenciar o negativo, o otimista pode vislumbrar tudo cor-de-rosa e não perceber alguns riscos no dia-a-dia.? Veja, a seguir, conselhos para ser um otimista equilibrado.
Fonte: UOL Saúde

Uma solitária jornada

Publicado: 18/09/2012 por Kakao Braga em Atualidades, História, Psicologia & Comportamento

Conta uma antiga lenda que em certo reino, há muito, muito tempo, quando um jovem completava 13 anos era preciso fazer uma solitária jornada , depois da qual , se alcançasse sucesso era admitido entre os guerreiros de seu povo.

A jornada era realizada apenas em determinada época do ano, escolhida pelo mago da tribo.Trinta dias antes da partida, os jovens candidatos ficavam reclusos em uma cabana coletiva. Lá preparavam-se para a jornada que empreenderiam.

No dia marcado, o mago reunia os jovens postulantes , entregava-lhes uma pequena faca e revelava-lhes a prova: deveriam atravessar o continente , pois o reino ficava no coração da Europa; cada um por si, deveria encontrar o mar e retornar em segurança.

Era uma jornada dificílima.O jovem precisava enfrentar o frio, a fome, as feras famintas, a solidão e seu próprio temor. Poucos conseguiam.Muitos voltavam do meio do caminho. Outros chegavam bem perto, vislumbravam o mar ao longe e voltavam daí.

Ao retornarem à sua aldeia, os jovens , um a um , eram recebidos pelo mago.Este, contemplava-os em silêncio e , passado certo tempo, dizia se o jovem tinha ou não cumprido sua jornada. Os que a haviam concluído eram , então, admitidos na tenda dos guerreiros. Eram acolhidos como irmãos, iguais.

Os demais precisavam esperar por todo um ano para fazer mais uma vez a jornada.

Certa ocasião, um ancião que havia tempos observava o mago perguntou:- me explique uma coisa. Por que muitos jovens retornam dando detalhadas informações sobre o mar e você após fitá-los por uns instantes diz: – Você não viu o mar. Poderá voltar no próximo ano.

Outros , entretanto, nada precisam dizer.Você os olha , abraça-os e os manda para a tenda dos guerreiros onde seus irmãos os aguardam. Por quê?

O mago, sorrindo mansa e serenamente respondeu: – Os que viram de fato o mar , não precisam falar dele.Têm o mar no olhar.

Alimentos in natura são mais saudáveis?

Publicado: 06/09/2012 por Elisa em Atualidades, Saúde

Alimentos naturais são instintivamente a primeira escolha de quem busca uma dieta saudável, mas na prática eles podem não ser tão seguros e balanceados. A demonização dos produtos alimentícios industrializados contribui para que essa idéia se propague, mas o programa Minha Escolha, que reúne diversos fabricantes de alimentos com níveis seguros de sódio, gordura trans, gordura saturada e açúcares, procura desvelar o mito de que todos os produtos industrializados são nocivos à saúde.

De acordo com a coordenadora de nutrição do Instituto Minha Escolha, Carolina Godoy, é equivocado pensar que todos os alimentos naturais ou receitas feitas em casa são saudáveis e podem ser consumidos à vontade. “Atualmente, a indústria tem várias iniciativas voltadas para a saudabilidade e incluir equilíbrio na dieta é a chave para a saúde do corpo”.

O selo Minha Escolha é a vertente brasileira da Choices International Foundation, foi fundado em 2008 pelas empresas Unilever, Perdigão e Nutrimental. É gerenciada pelo Instituto Minha Escolha, criado em julho de 2009, que define os critérios de seleção para que as marcas recebam ou não o selo “Minha Escolha”.

O objetivo do programa é facilitar a introdução global do selo nas indústrias, distribuidoras e prestadoras de serviços alimentícios. O Instituto conta com uma equipe própria para coordenar o Programa e a sua implementação no Brasil junto a todas as frentes: empresas, governos, consumidores, profissionais de saúde e varejo.

A indústria alimentícia tem tomado mais cuidado com os malefícios causados pela alimentação, especialmente após a resolução da ANVISA, RDC n° 24 (29/06/10), que obriga a indústria e comércio de alimentos que oferecem risco à saúde, como açúcares, gordura saturada, gordura trans, sódio e bebidas com baixo teor nutricional, a informarem esses dados em ações de oferta, como propaganda, publicidade, cardápios e embalagens.

Além disso, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam que quase metade da população adulta brasileira, com 20 anos ou mais, está acima do peso, aproximadamente 24% da população brasileira foi diagnosticada com hipertensão arterial e 5,8% afirmaram sofrer de diabetes.

No entanto, a nutricionista Roberta Stella, do portal Dieta & Saúde, alerta que é inadequado estimular a substituição dos alimentos naturais. “A adição de fibras, ácido graxo ômega 3, cálcio e vitaminas nos alimentos melhoram a qualidade nutricional do produtos entretanto, não é pertinente a comparação. Substituir um peixe rico em ômega 3 por uma maionese com esse nutriente? Uma fruta por um iogurte com fibras? Primeiro, porque são grupos alimentares diferentes com características particulares e, segundo, que a quantidade desses nutrientes em um alimento in natura, normalmente, é maior”, diz a nutricionista.

A especialista também ressalta que apesar de muitos alimentos industrializados terem funções benéficas ou diminuição de ingredientes que prejudicam a saúde, outros elementos podem ser nocivos, como corantes e conservantes, especialmente para quem sofre com alergias.

Fonte: Consumidor Moderno

De acordo com o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado pela Universidade Federal de São Paulo, o Brasil é o maior mercado de crack do mundo e representa 20% do consumo global da droga. A pesquisa, feita com 4.607 pessoas de 149 municípios brasileiros, aponta que só no último ano, 2,8 milhões de pessoas usaram cocaína e crack no país, ou seja, um em cada 100 adultos fumou crack, o que representa um milhão de pessoas.

Setenta e oito por cento dos consumidores consideram fácil adquirir a droga, desses 10% afirmaram vender algumas partes da droga que possuem. Cerca de 4% da população adulta, 6 milhões de pessoas, já experimentaram cocaína alguma vez na vida. Já entre os adolescentes, 442 mil, que representa 3% da população jovem, também já tiveram experiência com a droga.

O levantamento aponta ainda que o primeiro uso de cocaína ocorreu antes dos 18 anos para quase metade (45%) dos usuários que consumiram ou ainda consomem a droga. No total, 48% desenvolveram dependência química, sendo que 27% relataram usar a droga todos os dias ou mais de duas vezes por semana.

A pesquisa mostra que o uso da cocaína e do crack em áreas urbanas é três vezes maior do que nas rurais. A região Sudeste aparece como a de maior concentração de usuários dessas drogas no último ano, abrigando 1,4 milhão de usuários, ou seja, 46% dos consumidores. A região Nordeste vem na sequência e é considera a segunda região com o maior número de usuários da droga, 27%. O Centro-Oeste e o Norte aparecem empatados abrigando 10% dos consumidores. E o Sul é a região com menor quantidade de usuários das drogas com 7%.
Maconha
O estudo indica ainda que aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha diariamente. Os dados apontam que mais de 3 milhões de adultos já usaram a droga no último ano e 8 milhões experimentaram maconha uma vez na vida.

Os resultados mostram que 600 mil adolescentes já usaram maconha e que ao menos 470 mil consumiram a droga no último ano. Mais de 60% dos usuários experimentaram pela primeira vez antes dos 18 anos de idade. Os dados do levantamento indicam que o consumo da droga no País está bem longe do consumo de outros países. Aqui, 3% das pessoas afirmam consumir a erva frequentemente. No Canadá, que lidera o ranking de consumo, 44% das pessoas usam maconha quase diariamente. Nova Zelândia segue logo atrás, com os Estados Unidos em terceiro lugar.

Apesar dos debates sobre a legalização do uso da maconha, a maioria (75%) dos entrevistados não concorda com a legalização, 11% das pessoas não concordam e 14% das pessoas não têm opinião formada sobre o assunto. O relatório traz dados curiosos: um em cada dez homens já experimentou maconha, mais de 1% da população masculina brasileira é dependente da erva, mais de 60% dos usuários experimentaram maconha antes dos 18 anos e um em cada dez adolescentes que usam maconha é dependente.
Desde a Antiguidade

O uso de drogas é um fenômeno bastante antigo na história da humanidade e constitui um grave problema de saúde pública, com sérias conseqüências pessoais e sociais no futuro dos jovens e de toda a sociedade.

A adolescência é um momento especial na vida do indivíduo. Nessa etapa, o jovem não aceita orientações, pois está testando a possibilidade de ser adulto, de ter poder e controle sobre si mesmo. É um momento de diferenciação em que “naturalmente” afasta-se da família e adere ao seu grupo de iguais. Se esse grupo estiver experimentalmente usando drogas, o pressiona a usar também. Ao entrar em contato com drogas nesse período de maior vulnerabilidade, expõe-se também a muitos riscos. O encontro do adolescente com a droga é um fenômeno muito mais freqüente do que se pensa e, por sua complexidade, difícil de ser abordado.

Fonte: UOL Saúde, O Estado de S. Paulo e Revista Brasileira de Psiquiatria