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A empresa Virgin Galactic, do bilionário inglês Richard Branson, contratou o primeiro astronauta comercial do mundo. O ex-piloto de testes da Força Aérea dos Estados Unidos Keith Colmer foi o escolhido após uma seleção com mais de 500 candidatos. Colmer deverá iniciar em breve os testes e treinamentos com as naves espaciais da empresa.

Formado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, ele tem 12 anos de experiência em testes operacionais, experimentais e de desenvolvimento com aeronaves e 10 anos de experiência em operações e voo com naves espaciais na Força Aérea dos Estados Unidos. O piloto se diz “muito orgulhoso em poder quebrar barreiras participando de uma empreitada revolucionária”.

A Virgin Galactic está realizando um agressivo programa de recrutamento – de pilotos espaciais a inspetores de qualidade – para conseguir cumprir os prazos estipulados. A expectativa é que em 2013 sejam realizados os primeiros vôos para o espaço. O custo de uma viagem espacial gira em torno de US$ 200 mil. A Virgin Galactic é uma das 330 empresas do grupo Virgin.

Fonte: UOL Economia

A Nasa divulgou semana passada imagens da nebulosa Messier 78, também conhecida como NGC 2068, localizada na constelação de Orion. As fotos produzidas com o telescópio Spitzer mostra com profundidade a nebulosa, que tem cavidades formadas por nuvens de poeira estelar. A parte vermelha da imagem mostra estrelas recém-nascidas.

A Messier 78 ou M78 foi descoberta por Pierre Méchain em 1780 e incluída por Charles Messier no seu catálogo de objetos esse mesmo ano. É a nebulosa difusa de reflexão mais brilhante de um grupo de nebulosas que inclui NGC 2064, NGC 2067 e NGC 2071. É facilmente visível em pequenos telescópios como uma mancha difusa e inclui duas estrelas de magnitude 10.

Fonte: Nasa, Tribuna Hoje

Os efeitos da poluição luminosa

Publicado: 14/09/2011 por Kakao Braga em Astronomia, Atualidades

:: Por Ariel Prudêncio de Souza ::

Fascinamo-nos quando nos afastamos dos centros urbanos e, ao olhar para o céu, podemos contemplar um espetáculo de tamanha beleza e ordem.  Muitas curiosidades surgem em nossa mente. O céu é uma grande obra de arte, uma imensa tela onde civilizações antigas escreveram suas crenças, mitos e ensinamentos para as gerações futuras.

Hoje, o estudo da astronomia, astrofísica e astrobiologia trata entre outros temas, das origens de tudo que existe em caráter científico, novas tecnologias e, até mesmo, da sobrevivência da raça humana num futuro não tão distante. Na apuração dos ganhos, percebemos que estamos perdendo gradativamente.  Não é apenas um delírio româtico-poético. É um direito fundamental de um ambiente ecologicamente saudável e equilibrado previsto em lei no artigo 225, caput, da Constituição Federal.

O meio “astronômico” faz parte desse todo e pertence a todos nós. Através dele podemos preservar a dignidade humana, incentivar a formação do caráter, cultura e proporcionar uma melhor percepção da nossa sociedade, da ética, da vida. Infelizmente, nos centros urbanos, está cada vez mais difícil. Devido ao desenvolvimento, há algumas interferências, conhecidas como Poluição Luminosa, que prejudicam a nossa percepção, mas nada que um pouco de educação, cidadania e conhecimento não possam amenizar.

A poluição luminosa é qualquer efeito adverso e prejudicial causado ao meio ambiente pelo excesso ou má utilização de luz artificial. É considerado um efeito colateral da industrialização. Há luminárias internas e externas de residências, estabelecimentos comerciais, anúncios publicitários, iluminação viária, sinalização aérea e marítima, bem como toda outra fonte artificial de luz. A poluição luminosa é mais intensa em áreas densamente povoadas e em centros urbanos.

Não prejudica somente a observação do céu, mas causa também danos ambientais e à saúde das pessoas, além de gastos econômicos,  sendo também, por esses motivos, desejável combatê-la.

Quanto ao ecossistema, a escuridão da noite proporciona condições ideais para o repouso, reparação, navegação celestial, predação ou recarga dos sistemas.  A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influência vários aspectos do comportamento animal. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal, alterar interacções de competição, alterar relações entre presas predadores e afetar a fisiologia do animal. O impacto ocorre em várias espécies animais como aves, tartarugas marinhas, peixes.

A iluminação inadequada está relacionada a diversos problemas de saúde humana. A iluminação noturna pode alterar os ritmos circadianos[1], causando problemas de sono.  Além disso, a ruptura dos ciclos circadianos também pode estar associada a problemas como depressão e câncer. O efeito atrativo que a luz exerce sobre os insetos também tem consequências sanitárias, atraindo insetos transmissores de doenças, como malária, leishmaniose e mal de Chagas, que são atraídos por luzes e se aproximam de populações humanas. A própria iluminação aumenta a atividade das pessoas em locais externos durante a noite, aumentando sua exposição a esses insetos.

Economicamente falando, esse fenômeno provoca desperdício da luz emitida pelas luminárias, pois iluminam para cima e para baixo, o que ocasiona desperdício de energia e por sua vez, desperdício do dinheiro público e privado. Estima-se hoje que cerca de 30% a 80% da iluminação seja desperdiçada nesse efeito, imagine então a representatividade numa conta de R$100,00. A solução para isso não é diminuir o nível de iluminação, mas sim um uso mais eficiente. Consiste apenas no corte da luz que não é utilizada, a luz que está direcionada para cima ou por meio de espalhamento sendo emitida verticalmente.

É preciso mostrar a todos que as soluções para esse transtorno não significam uma redução do nível da iluminação útil. Elas consistem apenas no corte daquela luz que não está sendo utilizada, por partir na direção errada. O redirecionamento correto do fluxo faz aumentar a iluminação da área a tal ponto que as lâmpadas originais podem agora ser substituídas por lâmpadas mais fracas, produzindo o mesmo efeito de um modo mais econômico.

Melhorar a iluminação dos espaços públicos traria uma significativa melhora tanto no aspecto ambiental quando econômico, o desperdício de luz (energia) poderia refletir em impostos menos onerosos, algo não muito interessante para certos setores.

Ao conversar com empresários, percebe-se desinteresse ao aspecto ambiental no qual ele próprio e sua família estão inseridos, mas quando se usa a linguagem adequada, a financeira, passam a entendem perfeitamente.  Por exemplo, usando luminárias adequadas que iluminam o chão de maneira eficiente podemos usar lâmpadas menos potentes que irão iluminar MELHOR e ainda economizar tanta energia que o custo é pago em menos de 3 anos. Depois disso a economia continua e o céu permanece limpo. A cidade de San Diego, nos EUA,  economiza atualmente,  TRÊS MILHÕES de dólares por ano e muitos outros estados e países estão adotando medidas de economia. No Brasil, as luminárias desperdiçam de 30% a 60% da luz emitida.

É interessante termos um ambiente sadio não apenas no espaço de nossa casa,temos de ir além disso. Atualmente há um pensamento incutido que, para ter momentos lazer, é necessário haver consumo, ”gastar dinheiro” e isso não é verdade. Sair com familiares ou amigos, caminhar nas ruas são hábitos que nos aproximam bastante e por que não
fazermos isso com uma bela noite estrelada.

Ainda é possível se vislumbrar vários objetos e inclusive os braços da nossa galáxia a olho nu.

Mas até quando?

[1] Designa o período de aproximadamente um dia (24 horas) sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano e de qualquer outro ser vivo, influenciado pela luz solar.

:: Ariel Prudêncio de Souza é consultor de TI e de Segurança da Informação, astrônomo amador e membro do grupo de observações avançadas do Clube de Astronomia de São Paulo.

O Primeiro de Abril agora tem concorrência. Desde 2003, a história se repete: em Agosto começam a circular emails que começam mais ou menos assim:

“O Planetario Internacional de Vancouver, da British Columbia – Canadá, calculou a precisão em que Marte estará orbitando perto da Terra. Será no dia 27 de Agosto de …”

Afinal, o que aconteceu no dia 27 de Agosto? O que vai acontecer este ano?

Na época de sua aproximação máxima da Terra, Marte costuma ficar a 70 milhões de km do nosso planeta. Porém, em 2003, aconteceu a maior aproximação em um intervalo de 59 mil anos. Nessa ocasião, o fatídico 27 de Agosto de 2003, Marte chegou a “apenas” 55,76 milhões de km de nós. E nem assim ficou do tamanho da Lua.

É uma questão de matemática elementar: o tamanho angular de um objeto é dado pela razão do seu diâmetro e sua distância. Portanto, para que Marte (diâmetro de 6792 km) parecesse ter o mesmo tamanho angular da Lua (diâmetro de 3475 km e distância de 385000km), teria que se aproximar até cerca de 735 mil km da Terra, ou seja, um pouco menos de 2 vezes a distância daqui à Lua. Mesmo se isso fosse possível, as pertubações gravitacionais decorrentes dessa aproximação provocariam um caos no Sistema Solar interno.

A figura abaixo mostra uma comparação do tamanho aparente da Lua e Marte, na ocasião da máxima aproximação. O diâmetro aparente da Lua é cerca de 75 vezes maior que o de Marte. RESUMINDO: MARTE NÃO VAI FICAR DO TAMANHO DA LUA!!!

Os emails anunciando a máxima aproximação do planeta vermelho continuam a circular todo mês de Agosto, ano após ano. Há uma maneira muito simples de demonstrar a incoerência dessas mensagens: basta verificar que no dia 27 de Agosto de 2009, a Lua não estará cheia, e sim na fase crescente. Ademais, Marte atualmente está bastante distante da Terra, a cerca de 245 milhões de km, e visível somente antes do amanhecer

A próxima oposição de Marte acontecerá em 3 de março de 2012. A próxima grande aproximação será em 31 de Julho de 2018, quando Marte chegará a 57 milhões de km daqui. E provavelmente, os emails de Marte do tamanho da Lua continuarão a entupir as caixas postais em Agosto .

Fonte: Grupo de Astronomia da UFSCar

Cai uma chuvinha rápida e rala, típica de um final de tarde de verão, com o Sol quase se pondo. Embora não se possa ver o Sol, em alguns casos pode-se ver um Arco-íris. Espetáculo gratuito.  Também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha, o arco-íris não existe realmente como em um local do céu, mas é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador.

É um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. É um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou indigo) e violeta. Ver também o artigo sobre as cores para informações sobre o espectro de cores do arco-íris. Para isso acontecer o Sol deve estar às nossas costas (não mais que 42 graus acima do horizonte), e na frente ter uma “cortina” de gotículas de água na atmosfera, que farão o papel de elementos dispersores para formar os diversos arcos concêntricos nas cores que vão do vermelho ao violeta.

Simbologia
Cristianismo, islamismo e judaísmo dizem que o arco-íris foi intitulado por Deus “arco-da-aliança”, pois logo após o Dilúvio quando a Arca de Noé pousou sobre o Monte Ararat Deus prometeu que nunca mais iria inundar a Terra e depois de cada chuva seu arco apareceria nas nuvens e este seria o símbolo da aliança estabelecida entre Deus e toda carne vivente de toda espécie que está sobre a terra e por todas as gerações futuras.

Arco-íris noturno

Embora muitos acreditem que o fenômeno do arco-íris só aconteça com o luz do Sol, na verdade também pode acontecer à noite.  A natureza é cheia de surpresas belas e agradáveis e a prova disso é a matéria a seguir sobre arco-íris lunar ou moonbow, em inglês. Os arco-íris noturnos são formados tendo a lua como fonte de luz. No arco-íris noturno a Lua deve estar às suas costas, fazendo o papel de fonte de luz. Para a formação do arco-íris noturno é necessária a combinação de céu bastante escuro, Lua a menos de 42 graus em relação ao horizonte e chuva caindo em frente ao satélite natural da Terra. O resto é igual. Em alguns casos pode acontecer um arco secundário, fruto de mais de uma reflexão dentro da gota d’água.

Como a  luz da Lua é bem mais fraca que a luz direta do Sol, um arco-íris noturno pode parecer para os nossos olhos apenas como um arco de tênue luz branca no céu. Neste caso, há tão pouca luz que os nossos olhos não conseguem perceber detalhes das diferentes cores. Mas uma foto de longa exposição consegue capturar as diferentes cores separadas por refração nas gotículas de água revelando-nos o arco-íris noturno.

São em poucos lugares do mundo que o arco-íris lunar se materializa. Os melhores lugares são nas Cataratas Vitória que fica entre a Zâmbia e Zimbabwe, Cataratas Cumberland em Kentucky, Cataratas Yosemite na Califórnia, e em Waimea no Havaí.

Fonte: Física na Veia, Hype Science e Wikipédia