A lenda das Amazonas

Publicado: 21/11/2011 por Elisa em Atualidades, Educação, História

As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.

Esse salto evolucionário repentino ocorreu após a chegada e miscigenação de um povo, cuja cultura era a matriarcal, ou seja, a mulher era a classe social dominante que acabou por dominar toda a ilha submetendo os minóicos culturalmente. Em outras palavras, esse povo de sociedade matriarcal migrou muito provavelmente da região norte da Mesopotâmia, dado as imagens arqueológicas contidas nos afrescos das casas, palácios, vasos etc. Essas imagens mostram nitidamente os minóicos com pele escura, sempre em afazeres domésticos e, as mulheres, sempre com o dobro do tamanho, de pele clara, cabelos compridos loiros ou ruivos, com vestimentas brancas, cinto e sempre portando armas. A diferença é nítida, posto que, somente as mulheres aparecem, nesses artefatos e afrescos, nos afazeres esportivos, em guerras, em lutas, em cultos etc. Isso remete diretamente a idéia de que, por um motivo ou outro, um grupo de mulheres arianas, ou caucasianas, migraram para ilha de Creta, provavelmente como sobreviventes de alguma guerra, lá se estabelecendo e elevando culturalmente o povo minóico de uma hora para outra, tal como constam nos achados arqueológicos nessa ilha.

Contudo, isso ainda não dá a origem efetiva das Amazonas e nem a idéia de uma sociedade exclusivamente feminina, pois, uma sociedade matriarcal não quer dizer que homens não façam parte.

Todavia, foi essa ilha que os micênios, povo de sociedade rígida e patriarcal – guerreiros vindos do sul da atual Grécia – invadiram e dominaram os minóicos, absorvendo sua elevada cultura, contribuindo assim ainda mais para a formação do antigo povo grego, junto aos remanescentes dos aqueus, hititas etc. Foi nessa invasão que surge o primeiro relato sobre a origem das Amazonas. Durante a invasão micênia, essas mulheres “cretenses” foram poupadas da execução sumária, comum na época, por conta da honra, determinação e bravura com que lutaram. Os micênios então resolveram embarcá-las e vendê-las como escravas. Mas, no caminho, essas mulheres se rebelaram e os micênios foram todos assassinados de forma cruel e impiedosa.

As embarcações ficaram a deriva pelo Mar Egeu, posto que, essas mulheres não tinham conhecimento algum sobre navegação, muito embora fossem muito avançadas culturalmente. Propõe, segundo os estudos, que chegaram à região dos citas e, lá travaram uma feroz batalha na qual, os citas, só perceberam que era contra mulheres que estavam lutando após olharem os corpos mortos no campo de batalha, tamanha a bravura e destreza na arte da guerra com que lutaram essas mulheres.

Nesse sentido, os citas então propuseram um acordo, dando-lhes liberdade, território e cavalos para serem usados na arte de guerrear. Também se incentivou, inclusive, que os jovens citas fossem visitá-las periodicamente para a iniciação como homem na sociedade e na guerra. Por outro lado, essas mulheres os aceitavam para procriarem e manterem assim, uma sociedade estritamente feminina, devolvendo as proles masculinas, ficando somente com as femininas.

Essa é a tese mais provável, contudo, há muitos mitos e lendas que ilustram essa inicial sociedade matriarcal composta somente por mulheres, tais como: os filhos homens eram assassinados; cortavam ou atrofiavam, na tenra idade, o seio direito para melhor uso da lança, do escudo e do arco; que eram masculinizadas; homossexuais etc. É inúmera a quantidade de mitos e lendas que fazem referência às Amazonas nesse sentido, mas que não trazem azo algum à lógica como um todo uno sobre a origem das Amazonas em si.

Desse ponto histórico, em acordo entre quase todos os estudiosos, essas mulheres migraram para a cordilheira do Cáucaso, próximo ao Mar Negro, região hoje ocupada pela Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Essa região era povoada por aldeias e cidades que viviam na mais extrema barbárie, combatendo uns aos outros por terras, alimento e riqueza; coisa que fez as Amazonas a desenvolverem suas habilidades guerreiras, inventando inclusive, o machado de guerra de dois gumes, símbolo, junto com o cavalo, desse povo feminino.

Lá se esconderam e desenvolveram uma cultura muito mais que matriarcal. Desenvolveram uma sociedade fechada e somente de mulheres; uma sociedade unissexual e igualitária, socialmente dizendo. Ocultadas nessa região inóspita, evoluíram sozinhas, desenvolvendo uma sociedade auto-sustentável, dedicando à uma hierarquia social dividida em apenas duas classes, a saber, a nobreza com uma rainha e as “soldadas”. As últimas, além se dedicarem à arte da guerra, se mantinham em pé de igualdade entre si nos afazeres cotidianos, tais como, o do cultivo de alimentos, caça etc. em plena harmonia. Mantinham-se sempre em dupla em todos os seus afazeres, não como união sexual ou marital, mas sim como uma forma estratégica de se protegerem nas batalhas e diminuírem o fardo do labor.

A cultura foi fundada sob a temática do apatriarquismo e, nesse sentido, se mantiveram fechadas aos homens, bem como escondidas para que não fossem incomodadas. Para manter a sociedade, invadiam aldeias e cidades para pilhagem e captura de bons espécimes masculinas para a reprodução, os mantendo em cativeiro até que esses as engravidassem, os libertando ou, como propõe algumas lendas, os matando. Nesse tempo, as Amazonas eram chamadas pelos citas de Oiorpata (matadoras de homens).

Segundo os relatos arqueológicos, as Amazonas passaram a adorar Ares, o deus da guerra, a ninfa Harmônia, guia da harmonia, Ártemis, deusa da caça, da virgindade e protetora das mulheres, Gaya, a mãe terra, mãe da natureza e a Lua. Coisas que geraram a lenda, na mitologia grega, como as Amazonas sendo filhas de Ares com Harmônia. Isso se dá ao fato de que, no início, no Cáucaso, as Amazonas prezavam pela harmonia entre seus pares como um todo social, a caça e a castidade, salvo os momentos de procriação, e, por último, as artes da guerra para se manterem livres como sociedade.

Essa fama feminista se estendeu por todo o território mesopotâmio e mediterrâneo a tal ponto que, todas as mulheres que não se conformavam com o sistema patriarcal da sociedade da época, procuravam as Amazonas pedindo asilo, sendo aceitas de pronto. Dessa forma, as Amazonas começaram a crescer em número, fama e temor, pois, quando em alguma luta se envolviam, se valiam da mais forte violência em seus ataques, usando todas as artimanhas e meandros e, como uso de força militar máxima, gritos, fúria, destemor, coragem, frieza etc., deixando apenas pouquíssimos sobreviventes para contar a história, elevando, estrategicamente, o medo e o respeito de forma e maneira que estas mulheres pudessem ficar em segurança e em tranqüilidade, ou seja, que não valeria a pena o esforço contra elas, seja qual fosse o motivo levantado.

Assim, as Amazonas passaram a ser uma sociedade estrangeira ao mundo antigo, à solta e em todo o território mesopotâmio e mediterrâneo, fundando e criando cidades “escondidas”, se valendo de sua estrutura social enraizada no conjunto insolúvel de seus componentes, cuja união faziam dessas mulheres um só corpo, vivendo sob o regime da honra e dedicação: “uma por todas e todas por uma”…

Partindo de sua origem de fato, no Cáucaso, após seu pseudo início na ilha de Creta, as Amazonas se espalharam por todo o mundo, sendo encontrados registros dessa comunidade, bem além do mediterrâneo e mesopotâmia, como em alguns locais do Egito, Líbia, China e norte europeu.

Fonte: Ordem das Amazonas

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