Tratamento inédito faz paraplégico voltar a andar

Publicado: 31/10/2011 por Kakao Braga em Atualidades, Saúde

O major da Polícia Militar Maurício Borges Ribeiro está andando novamente. Após ficar nove anos sem sensibilidade e movimentos das duas pernas, devido a um trauma raquimedular – lesão que causa comprometimento da função da medula espinhal.  Ribeiro foi o primeiro homem a participar de um tratamento experimental, desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz-BA), com o apoio dos hospitais Espanhol e São Rafael e de universidades baianas. O tratamento consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea da bacia dos próprios pacientes, diretamente na região onde ocorreu o trauma.

Durante uma viagem em família, Ribeiro sofreu um violento acidente, que o deixou paraplégico. Atualmente, ele ainda precisa ser amparado por um andador e por uma órtese no tornozelo, por causa da atrofia muscular sofrida em suas pernas em nove anos de imobilidade. Mas as perspectivas são boas. “Estamos fazendo um trabalho de fortalecimento muscular, para que o paciente possa, futuramente, se sustentar em pé e andar sem a ajuda de aparelhos”, afirma Claudia Bahia, a fisioterapeuta e pesquisadora da Clínica de Atenção à Saúde (Casa), do Centro Universitário Estácio da Bahia (Estácio-FIB) – onde o policial realiza as sessões de fisioterapia uma vez por dia. “Há pouco tempo, ninguém acreditava que seria possível que um paciente paraplégico com lesão completa pudesse voltar a andar. É uma conquista imensurável”.

O procedimento ao qual ele se submeteu começou a ser estudado em 2005 e foi testado inicialmente em animais domésticos, a partir de 2007, com melhorias em graus diferentes em todos os casos. O objetivo do tratamento é  melhorar a qualidade de vida de pacientes que, como ele, tiveram ruptura total da medula espinhal por causa de traumas – e, com isso, perderam completamente a sensibilidade, o controle e os movimentos de quadris e pernas.

Depois de Ribeiro, mais cinco pacientes foram submetidos ao tratamento – e outros 15 devem passar pelos mesmos procedimentos até o fim do primeiro semestre do ano que vem. “Até agora, todos os pacientes tiveram algum nível de melhora e não houve nenhuma intercorrência médica”, comemora um dos coordenadores da pesquisa, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça. “Em alguns, por enquanto, há apenas melhoras de sensibilidade, em outros, há avanços na parte motora. Um dos objetivos desta pesquisa é saber por que um paciente responde melhor que outro”, disse.

Mendonça afirma que, depois que os 20 primeiros pacientes passarem pelo procedimento, serão colhidos os dados relativos aos testes para que sejam realizados mais estudos sobre o tratamento. “O período estimado de pesquisas é de cinco a dez anos”, explicou. Para o policial militar, porém, o tratamento já pode ser visto como bem-sucedido. “Depois de nove anos, você perceber que pode se sustentar sobre as próprias pernas é uma sensação muito boa”, afirma. “Já estou muito feliz, mais ainda porque meu progresso traz esperança para outras pessoas que passam pelo mesmo problema”, acrescentou.

Fonte: Agência Estado

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comentários
  1. Também tenho problemas nas cordenasao motora devido a esquistossomose e se alogou na minha medular espinhau com atrofia na perna direita me locovomovo com dificuldade e tenho perca de censibilidade e acho q com esse a vanso da medicina pode me ajudar n só a me mais todo q precisa parabéns os médicos q tiverao a idea de nos ajudar a setir

  2. Útil novamente obrigado por nos trazer esta pequena esperança q e de grande a juda

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