Esmaltes podem ser prejudiciais a saúde?

Publicado: 28/09/2011 por Elisa em Atualidades, Saúde

Um hábito quase religioso das mulheres brasileiras de qualquer classe social e de praticamente todas as idades é fazer as unhas.  Atualmente, o Brasil é o segundo maior consumidor de esmaltes, atrás apenas do mercado norte-americano. A Proteste, associação de consumidores, realizou diversos testes e constatou que vários componentes que compõe os esmaltes podem ser prejudiciais à saúde.

As análises encontraram altas concentrações de substâncias como: foramdibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos), com seus nomes apresentados da mesma forma que no rótulo dos esmaltes. No caso do dibutyl phtalate e do nitrotolueno, não existem referências na legislação brasileira. Já tolueno e furfural não possuem limites para uso em nossa legislação. Analisando pelas normas européias, a quantidade máxima permitida de toluene é de 25% (250.000 mg/kg) e a de furfural, 360 mg/kg.

Produtos

Dos produtos testados, os únicos produtos brasileiros que poderiam ser comercializados nos países europeus são os da Colorama e os hipoalergênicos da Risqué. Os produtos da Impala (inclusive os da linha hipoalergênica) contêm dibutylphtalate e toluene em concentrações muito altas e os produtos tradicionais da Risqué apresentam nitrotoluene e tolueno em grandes quantidades. A DermaNail, empresa brasileira de dermocosméticos, desenvolve produtos que não utilizam substâncias tóxicas em sua formulação. Das marcas importadas, Revlon, OPI, Sally Hansen e Zoya estão livres dos produtos tóxicos.

O Dr. Paulo Henrique Lucas, especialista em saúde das unhas, explica que estes componentes também podem prejudicar a saúde das unhas e da pele, causando ressecamento e enfraquecimento.

Mitos e verdades

Acetona também pode prejudicar as unhas e enfraquecê-las. A acetona é uma substância muito agressiva que, em contato com a unha, a deixa cada vez mais fraca e esbranquiçada. O correto é usar removedores sem acetona que não agridem e/ou ressecam as unhas.

Muita gente diz que esmaltes hipoalergênico tem menor tempo de duração, mas nem sempre isso é verdade. Mas podem, sim, levar mais tempo para secar nas unhas, já que substâncias como a acetona fazem com que a secagem aconteça de forma mais rápida.

As duas maiores dicas para prevenir o enfraquecimento de unhas é abolir de vez o uso de acetona e esmaltes convencionais.

“Os esmaltes convencionais possuem formaldeido, tolueno e benzeno, logo, também agridem as unhas. Além disso o formaldeído é uma substância cancerígena. O ideal é comprar esmaltes livres dessas substâncias, os mais indicados são esmaltes testados dermatologicamente que sejam livres de tolueno, formaldeído e benzeno. Recomendamos sempre produtos testados dermatologicamente , pois esses produtos passaram por uma série de testes que garantem ao consumidor segurança do uso e eficácia, portanto são produtos aprovados por dermatologistas”, explica.

“Agora se você faz questão de usar os esmaltes convencionais, mesmo ciente da toxicidade e malefício deles as unhas, então recomendamos que por baixo da esmaltação você use uma base fortalecedora livre destes componentes”, conclui o especialista.

Fonte: Consumidor Moderno

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