Trabalho flexível deixa de ser exceção para ser norma vigente

Publicado: 21/03/2011 por Kakao Braga em Atualidades, Psicologia & Comportamento

89% das empresas brasileiras oferecem flexibilidade no trabalho

A cada dez empresas no Brasil, nove dentre dez empresas no Brasil oferecem condições flexíveis de trabalho aos seus funcionários. E uma grande parte dessas empresas está descobrindo que o trabalho flexível traz muitos benefícios, como maior produtividade do pessoal, redução dos custos indiretos e melhor equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. No Brasil, 63% das 479 empresas que responderam à pesquisa acreditam que o trabalho flexível acarreta menos custos do que em escritórios com endereço fixo. Esses são alguns dos principais aspectos revelados pelo novo relatório da pesquisa global realizada pela Regus com 17 mil empresas em 80 países.

“O trabalho flexível virou a regra vigente no mercado e essa é uma excelente notícia para todos. Do empregado ao empregador, das famílias desses funcionários até a sua comunidade, e até mesmo para o meio ambiente, todos se beneficiam com essa tendência. Pela primeira vez, um relatório global com 17 mil entrevistados oferece evidências estatísticas conclusivas a respeito da disponibilidade do trabalho flexível e o valor derivado dos benefícios associados”, explica Janaina Nascimento, diretora de vendas da Regus no Brasil.

Metade das empresas que oferecem condições flexíveis de trabalho relatou que suas equipes têm um equilíbrio mais saudável entre vida particular e trabalho, o que as deixa mais satisfeitas e motivadas. Essa parcela das empresas também acredita que as condições flexíveis aumentam a produtividade das equipes e mais de um quinto delas acredita que isso colabora para que os funcionários se adaptem rapidamente ao crescimento acelerado dos negócios. Um quinto das empresas com condições flexíveis de trabalho acredita ainda que a política adotada pela organização colabora para ter acesso a um grupo mais abrangente de talentos, resultando em um maior número de contratações em locais remotos.

Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que a confiança ainda é um grande obstáculo para muitas das empresas que lidam com condições flexíveis de trabalho: 61% das empresas brasileiras oferecem esse privilégio somente ao pessoal sênior. “Ao adotar a hierarquia como critério para o direito a condições flexíveis de trabalho, algumas empresas estão perdendo enormes oportunidades e podem até mesmo inibir novos talentos com grande potencial que poderiam atrair não fosse o benefício exclusivo aos funcionários em nível sênior”, comenta Janaina. “Os estudos mostram que há aumento da produtividade quando os funcionários trabalham com certo grau de flexibilidade, é frustrante constatar que algumas empresas ainda esbarram no problema da falta de confiança para oferecer condições flexíveis de trabalho a todos os seus funcionários. Entretanto, como boa parte dessas empresas também consegue enxergar uma série de van tagens na adoção dessa política de trabalho, ainda que elas ainda não operem dessa fo rma, podemos contar com grande crescimento no trabalho flexível ao longo da década”.

Metodologia
Profissionais de mais de 17 mil empresas do banco de dados global da Regus foram entrevistados em fevereiro de 2011. O banco de dados mundial da Regus, com mais de 1 milhão de empresas, é bastante representativo em matéria de gerentes sênior e proprietários de organizações de todo o mundo. Os entrevistados responderam perguntas sobre a sua opinião a respeito de práticas flexíveis de trabalho e o cenário econômico. A pesquisa foi administrada e gerenciada pela MarketingUK, uma organização independente.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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