Os sentimentos que matam

Publicado: 16/02/2011 por Elisa em Atualidades, Psicologia & Comportamento

:: Por Edvaldo Tavares e Elizabethe Milwaard ::

No mundo de hoje o que é mais almejado, podemos falar sem qualquer medo de errar, é que seja melhor e mais humano. Porém, as pessoas cultivam, a despeito dos seus desejos, os sentimentos que aceleram o envelhecimento das suas células e que os matam com a maior rapidez.

A todos nós é oportuna a seguinte pergunta: “O que nos falta?” Ou, de uma forma mais direta, popularmente entendível: “O que queremos?”

Queremos todos, com raríssimas exceções: saúde e educação de boa qualidade; país sem corrupção; governantes coerentes – responsáveis e comprometidos com o povo. Entretanto, isso só será possível se erradicarmos de uma vez por todas os sentimentos que causam degradação moral e social, como por exemplo: a ganância e vaidade desenfreadas, inveja, avidez, intolerância, arrogância, teimosia crônica, falsidade, competitividade, prepotência, rancor, egoísmo, apego ou avareza, insensatez, insegurança, mesquinhez, ódio, orgulho, voluntarismo, corrupção, fatalismo, voluptuosidade, inferioridade, autopiedade, preconceito e sentimento de superioridade em relação aos outros. Quase todos esses sentimentos, assim entendidos, de uma maneira geral são considerados de alta-tensão ou de alto-impacto, por serem detentores de alto poder de destruição.

Os sentimentos descritos são muito fortes e agem de maneira sagaz oprimindo os órgãos responsáveis pela produção de substâncias essenciais ao organismo sadio. Afastam completamente a possibilidade de: absorção normal dos alimentos promovendo a raiva e o estresse crônico; desintegram as células nervosas; esgotam a energia vital do cérebro; e, colaboram para o aparecimento de problemas que levam ao óbito de maneira súbita que, quando não matam, causam doenças que deixam sequelas irreversíveis, como por exemplo: infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) entre outros.

Os sentimentos que matam podem ser classificados em dois grupos: os de alto-impacto e os de baixa intensidade. A importância dispensada aos de alto-impacto é devida por matarem mais rápido; enquanto, os de baixa intensidade matam lentamente. Por outro lado, os de alto-impacto são responsáveis pela deterioração do nível intelectual, espiritual e da energia vital – itens de suma importância na manutenção da estrutura física, psíquica e social.

O cérebro e o físico esgotados, debilitados, sem energia vital para interagir com as outras pessoas e enfrentar a vida cotidiana, permitem que surjam automaticamente sentimentos de baixa intensidade ou sintomas que imprimem perdas. Sem dúvida são os primeiros indícios de uma estabilidade orgânica em perigo e um corpo vulnerável a qualquer tipo de problema, como um simples resfriado ou, até mesmo, as doenças degenerativas, como diabetes, Mal de Alzheimer, câncer e outros.

Os sintomas mais comuns de um cérebro desmineralizado e um físico em perigo são: irritabilidade constante, insônia, preguiça de pensar e tomar atitudes, alteração do apetite, mau-humor, dificuldade para se concentrar e de lembrar coisas importantes. Se esses sintomas não forem identificados e vistos como algo grave e tratados com urgência podem desencadear outros mais acentuados, como por ex.: ansiedade prolongada, angústia, insegurança, mágoa, culpa, excesso de preocupação, impotência diante das adversidades, baixa auto-estima, isolamento, medo, síndrome do pânico e, por fim, depressão que é apontada, pelos inóspitos de plantão, como sendo a doença do século. Na realidade, a depressão não é o fim, mas pode ser o início de vários outros problemas sérios. Quem sofre desse mal com freqüência pode estar precisando de uma grande reforma tanto na parte externa como no interior, principalmente nos hábitos alimentares negativos e afetivos. Precisamos entender que os sentimentos (alto-impacto e baixa intensidade) que matam, provêem do Ego inferior ou Ego inflamado, mas só os de alto-impacto, aqueles que matam mais rápido, são hereditários, herdados dos nossos pais, mas tanto um como outro, se não forem identificados, tratados e eliminados, podem passar de geração a geração.

Os alimentos vivos e antioxidantes de alta potência são a matéria-prima, estrutura e alicerce de um corpo sadio, enquanto, a sociabilidade, os princípios morais e éticos, são a matéria-prima e o aquecedor da alma. Geralmente, quem cultiva os sentimentos que matam está completamente ausente da sua essência, poder pessoal e força espiritual, atributos de suma importância à manutenção de uma estrutura humana forte, saudável e cheia de vitalidade. 

:: Edvaldo Tavares – Médico e Diretor Executivo. Elizabethe Milwaard – Professora de Consciência, Nutricional e Ortomolecular.

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