Os raios UVA causam danos irreversíveis à pele

Publicado: 27/08/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Saúde
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Diariamente, mesmo quando não há sol, estamos expostos à radiação ultravioleta (UV), invisíveis aos olhos e que ultrapassam a camada de ozônio. A maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida pela atmosfera terrestre.  Noventa e nove por cento dos raios ultravioletas que efetivamente chegam a superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e sua parcela que chega à Terra é responsavel por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera.

Segundo a dermatologista Luci Marito Gerhard, os raios UV-A atingem a pele quase da mesma forma durante o inverno e o verão e é intenso pela maior parte do dia (95%). Sua intensidade aumenta um pouco entre às dez da manhã e às quatro da tarde. Também estão presentes, em doses mais altas do que as de um dia de sol, nas câmaras de bronzeamento artificial. A radiação UVA, responsável pelo bronzeamento, penetra profundamente na pele e agem de forma gradual, contínua e discreta, causando destruição das fibras elásticas e do colágeno, contribuindo para o envelhecimento e favorecendo o aparecimento de rugas.  Danos que se tornam visíveis após os 30 anos de idade.

Já o médico Adilson Costa explica que os raios UVB penetram superficialmente na pele. A incidência desses raios na atmosfera aumenta durante o verão. Como acontece com os raios UVA, os UVB aumentam sua intensidade entre às dez da manhã e às quatro da tarde. Essa radiação tenha grande importância na produção de vitamina D, vitamina atua no fortalecimento dos ossos, e segundo o Laboratório de Luz Ultravioleta da PUC Minas, há vários indícios não comprovados de que ela atuaria também contra o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, esclerose múltipla, artrite, hipertensão, resistência à insulina e doenças  periodontais.  Mas, a exposição da pele a essa radiação sem a proteção adequada pode provocar queimaduras solares e alterações celulares, que levam ao aparecimento de vermelhidão, bolhas, manchas, inchaços e ao longo do prazo, câncer de pele.

Mesmo em dias nublados ou de pouco luminosidade, o raio ultravioleta pode refletir em qualquer superfície como concreto, areia e água. As lâmpadas fluorescentes são fontes de radiação UV em pequena quantidade, e estima-se que a exposição durante 8 horas, corresponde a 1,2 minutos de exposição solar em um dia claro de verão.

Como se proteger de verdade

Deve-se usar:

  • roupas apropriadas, como por exemplo: as de tecidos leves, que cubram a maior parte do corpo
  • chapéu com aba larga, que proteja não apenas a cabeça, mas o pescoço e as orelhas
  • óculos de sol
  • protetor solar com fator de proteção, no mínimo, 15 (FPS 15)
  • protetor labial

O que é Protetor Solar e como usar?  

São produtos de uso externo que contêm substâncias químicas e/ou físicas que atuam como BARREIRAS PROTETORAS da pele contra as radiações solares. Eles são classificados conforme o FPS – FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR. O FPS identifica a proteção oferecida pelo produto contra os raios UV, de acordo com o tipo de pele. Quanto maior o número do FPS, maior a proteção.  Deve ser aplicado também nas partes mais vulneráveis como: orelhas, pescoço, nariz, pés e mãos. Todas as pessoas, independentemente da raça ou etnia, sofrem com a exposição excessiva ao sol. Confira no quadro abaixo:

FOTOTIPOS
DE PELE
OUTRAS
CARACTERÍSTICAS
CONSEQÜÊNCIAS
DA EXPOSIÇÃO SOLAR
Clara
sardentas e com
olhos azuis
sempre se queimam e, nunca,
se bronzeiam
cabelos loiros ou ruivos,
com olhos azuis, verdes
ou castanhos claros
sempre se queimam e,
às vezes, se bronzeiam
média das pessoas branca
queimam-se moderadamente,
bronzeiam-se gradual e uniformemente
Clara ou Morena Clara
cabelos castanho escuro e
com olhos escuros
queimam-se muito pouco,
bronzeiam-se bastante
Morena
 
raramente se queimam,
bronzeiam-se muito
Negra
profundamente pigmentados
nunca se queimam

O uso deve ser feito sobre a pele no mínimo 30 minutos antes da exposição ao sol. Todos os protetores solares, mesmo os resistentes à água, devem ser reaplicados após:

  • duas horas de exposição contínua ao sol
  • nadar ou mergulhar
  • secar-se com toalhas
  • praticar exercícios físicos
  • suar excessivamente

Fontes: Cartilha Anvisa, Laboratórios Stiefel, Natura

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