Gripe Suína ou Influenza tipo A se propaga e aumenta o número de suspeitas de contágio

Publicado: 28/04/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Psicologia & Comportamento, Saúde
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Os números são alarmantes desde meados de março, a gripe suína já fez várias vítimas.  A Organização Mundial de Saúde disse nesta segunda-feira, 4 de maio, que já foram confirmados 1.025 casos de gripe suína em 20 países e 26 mortes. A OMS ressaltou que os governos mundiais não devem baixar a guarda em resposta ao surto.

“Se a situação permanecer como está, a OMS não pretende elevar o alerta para o nível 6”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O nível 6, último da escala, significa que o mundo já atravessa uma pandemia.

A chefe da OMS, Margaret Chan, disse que “não há indicação de que atravessamos uma situação similar à 1918”, referindo-se à gripe espanhola, responsabilizada pela morte de dezenas de milhões de pessoas.

O México, país onde surgiram os primeiros casos da doença e o mais afetado, confirmou 26 mortes causadas pelo vírus e 701 pessoas foram infectadas. Portugal confirmou, nesta segunda-feira, seu primeiro caso da doença, mas ainda não entrou na lista dos países infectados da OMS. A Suíça decidiu isolar 250 recrutas de um acampamento do Exército após dois deles se tornarem suspeitos de ter contraído a doença. Até o momento, o país confirmou nenhum caso da gripe suína.

Os Estados Unidos, segundo país mais atingido, confirmou que 286 pessoas foram infectadas, a grande maioria considerada casos leves. Já foram registrados casos em mais da metade (36) dos 50 Estados do país.

O Brasil é um dos vários países que monitora casos suspeitos, mas até agora não teve casos confirmados. O Ministério da Saúde disse que suspeita que 15 pacientes podem ter contraído a gripe, 44 pessoas estão sendo monitoradas e outros 43 casos foram examinados e descartados.

O que é gripe suína ou tipo A?

A gripe suína ou nova gripe é uma doença causada por uma variante do vírus influenza A H1N1. O vírus pode ser transmitido através de contato com animais e objetos contaminados, mas não pelo fato de ser consumida, tanto que muitas pessoas em uma forma errada de se evitar a gripe, pararam de comer carne de porco. Uma nova variante do vírus pode ser transmitida entre humanos e é considerada epidêmica no México. O governo mexicano anunciou 150 mortes confirmadas causadas pelo H1N1 e 1600 casos suspeitos.

A gripe suína é uma doença respiratória de porcos causada por um vírus influenza tipo A que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o caso de uma série de casos ocorridas em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.

Como todos os vírus de gripe, os suínos também mudam constantemente. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. Quando todos contaminam o mesmo porco, pode haver mistura genética e novos vírus que são uma mistura de suíno, humano e aviário podem aparecer. No momento, há quatro classes principais de vírus de gripe suína do tipo A são H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1. A que está causando mortes é uma versão nova do H1N1.

Sintomas

São o aparecimento repentino de febre, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos, fluxo nasal, cansaço, fadiga, e ainda sintomas característicos como diarreia ou vómitos.

Assim como qualquer tipo de gripe, pode matar, em especial pessoas com sistema imune (de defesa do organismo) enfraquecido. A gripe suína parece ser capaz de afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, e seu mecanismo de ação ainda precisa ser estudado em detalhes. No entanto, o principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar a problemas nos rins e no coração, e mesmo, mais raramente, meningites e outros problemas no sistema nervoso central. Em todos esses casos, pode ocorrer a morte. 

Contaminação

A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói o vírus da gripe suína. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.

Tratamento

De acordo com a OMS, o medicamento antiviral oseltamivir, em testes iniciais mostrou-se efetivo contra o vírus H1N1.

Como prevenir

O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença.

  • Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
  • Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
  • Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
  • Evite contato próximo com pessoas doentes.
  • Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.

(*) Estádios de transmissão

O termo “pandemia” se refere a uma epidemia de proporções globais, no qual há surtos de uma dada doença de forma “sustentável” (ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão no horizonte) em vários países e em mais de um continente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) usa uma escala de seis fases para caracterizar a transmissão dos vírus influenza (da gripe) pelo planeta.

  • Na fase 1, a transmissão só ocorre entre animais.
  • A fase 2 se caracteriza pelos primeiros relatos de transmissão do vírus de animais para seres humanos.
  • Pequenos grupos de casos entre humanos definem a fase 3. Nela, no entanto, a transmissão de pessoa para pessoa ainda não é eficiente no grau necessário para que a comunidade inteira onde vivem os infectados esteja em risco. 
  • Agora estamos na fase 4, na qual a dinâmica da infecção é sustentável o suficiente para causar surtos afetando comunidades inteiras. O risco de pandemia é grande, mas não 100% certo.
  • A fase 5 corresponde à transmissão de pessoa para pessoa em mais de um país, indicando uma pandemia iminente.
  • Finalmente, na fase 6, a pandemia está caracterizada.

Fontes: BBC Brasil, G1, Wikipédia e jornais

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