Terromoto na Itália mata 207 pessoas

Publicado: 07/04/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Meio Ambiente
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Após um dia do terremoto que atingiu a Itália. O Governo contabiliza 207 mortes, 1.500 feridos e 50 mil pessoas estejam desabrigadas. Prosseguem as buscas nos escombros por vítimas soterradas. Equipes de resgate usam escavadeiras e as próprias mãos em na busca por sobreviventes. A imprensa estima entre 10 mil e 15 mil o número de edifícios atingidos pelo terremoto, entre eles prédios novos e contruções do século 15. A cidade de Áquila é considerada um dos maiores tesouros arquitetônicos da Itália. Grande parte do centro de Áquila foi reconstruída após um terremoto em 1703.

O epicentro do tremor, que ocorreu às 3h32 desta segunda (horário local), 22h32 de domingo (horário de Brasília), foi localizado a 10 quilômetro de L’Aquila, 68 quilômetros a oeste da cidade de Pescara e 95 km ao nordeste de Roma. O Instituto de Geofísica dos EUA afirma que a magnitude do tremor foi de 6,3 graus, no entanto, o Instituto Nacional de Geofísica da Itália diz que foi de 5,8 graus. Os moradores de L’Aquila contam que os tremores começaram por volta das 22h30 locais de ontem (17h30 pelo horário de Brasília), embora a maioria tenha permanecido em suas casas até o abalo mais forte, registrado em torno das 3h30 de hoje (22h30 de ontem de Brasília).

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, declarou que “a situação organizativa é satisfatória” e que as autoridades estão “fazendo todo o possível para resgatar as pessoas sob os escombros”.  Além disso, o primeiro-ministro assegurou que 30 milhões de euros serão destinados de forma imediata aos desabrigados e que, por enquanto, não se faz necessária a ajuda de pessoal qualificado do exterior, lembrando que 35 países ofereceram “solidariedade e apoio” à Itália.

Apesar do mau tempo, os serviços de emergência prosseguem com seus trabalhos. Segundo afirmou à Agência Efe um dos funcionários da Defesa Civil na região, Arturo Vernillo, quanto mais tempo passar, mais difícil será encontrar desaparecidos com vida.

Como acontecem os terremotos?
Um terremoto é um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos. Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha (as placas tectônicas). O tremor de terra ocasionado por esses movimentos é também chamado de “abalo sísmico”.

Essas placas se movimentam lenta e continuamente sobre uma camada de rocha parcialmente derretida, ocasionando um contínuo processo de pressão e deformação nas grandes massas de rocha. Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco. Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).

Como medir?
Os sismógrafos são instrumentos utilizados para registrar a hora, a duração e a amplitude de vibrações dentro da Terra e do solo. São formados por um corpo pesado pendente a uma mola, que é presa a um braço de um suporte preso num leito de rocha. Se a crosta terrestre é abalada por um terremoto, o cilindro se move e o pêndulo, pela inércia, se mantém imóvel e registra em um papel fotográfico as vibrações do solo.

Os terremotos são classificados principalmente pela escala de Richter, fórmula matemática que determina a largura das ondas. A escala de Richter não tem limite máximo. De forma geral, terremotos com magnitudes de 3.5 ou menos são raramente percebidos; de 3.5 a 6.0 são sentidos e causam poucos danos; entre 6.1 e 6.9, podem ser destrutivos e causar danos em um raio de cem quilômetros do epicentro; entre 7.0 e 7.9, causam danos sérios em áreas maiores; e de 8 em diante são destrutivos por um raio de centenas de quilômetros.

No Brasil
O Brasil fica em cima de uma grande e única placa tectônica, ao contrário de outros países como os Estados Unidos e Japão. Nesses locais, existe o encontro de duas ou mais placas. As falhas entre elas são, normalmente, os locais onde acontecem os terremotos maiores. No Brasil, as falhas são apenas pequenas rachaduras causadas pelo desgaste na placa tectônica, que levam a pequenos tremores, como os que aconteceram em Brasília (DF), em 2000, em Porto dos Gaúchos (MT), o mais recente, em 1998, e em João Câmara (RN), em 1986 e em 1989. Além disso, em alguns Estados brasileiros são registrados tremores de terra. Os abalos são reflexos de terremotos com epicentro em outros países da América Latina.

Embora esteja localizado sobre o centro de uma placa tectônica, o Brasil não é imune a terremotos de grande magnitude, de acordo com o Observatório de Simologia da Universidade de Brasília (Obsis).

Os maiores terremotos ocorridos em solo brasileiro (na escala Richter):

São Paulo – ——————> 1922 ———> 5.1 pontos
Espírito Santo ————-> 1955———–> 6.3 pontos
Mato Grosso —————> 1955 ———-> 6.6 pontos
Ceará ————————> 1980 ———-> 5.2 pontos
Amazonas ——————> 1983 ———–>5.5 pontos
Rio Grande do Norte —–> 1986 ———–> 5.1 pontos
Minas Gerais —————> 2007 ———-> 4.9 pontos

Fonte: Folha Ciência e Saúde e Leoune

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comentários
  1. andre disse:

    pra começo no brasil não tem terremoto é abalo sismico

  2. Andrew disse:

    André, você sabe o que são terremotos? São grandes abalos sismicos. Então…. Os abalos sísmicos no Brasil têm características diferentes dos terremotos que ocorrem, por exemplo, no Japão e nos Estados Unidos. Embora a sismicidade ou atividade sísmica brasileira seja menos freqüente e bem menos intensa, não deixa de ser significativa e nem deve ser desprezada, pois em nosso país já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5,0 na Escala Richter, indicando que o risco sísmico não pode ser simplesmente ignorado.

    O Nordeste é a região que mais sofre com abalos sísmicos. O segundo ponto de maior índice de abalos sísmicos no Brasil é o Acre. No entanto, mesmo quem mora em outras regiões não deve se sentir imune a esse fenômeno natural.

    Embora grande parte dos sismos brasileiros seja de pequena magnitude (4,5 graus na Escala Richter), a história tem mostrado que, mesmo em “regiões tranqüilas” podem acontecer grandes terremotos. Apesar de não ser alarmante, o nível de sismicidade brasileira precisa ser considerado em determinados projetos de engenharia, como centrais nucleares, grandes barragens e outras construções de grande porte, principalmente nas construções situadas nas áreas de maior risco.

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