Graffiteiros se reúnem no Graffiti Fine Art no MuBE

Publicado: 12/03/2009 por Kakao Braga em Arte & Cultura, Atualidades
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Graffiti de Graphis.

Graffiti de Graphis.

A partir de 19 de março e até 26 de abril, o Museu Brasileiro da Escultura recebe o Graffiti Fine Art. O evento contará com três exposições e nove artistas, que irão apresentar ao público o melhor da arte urbana: graffiti.  A primeira de 19 a 29 de março, traz obras dos artistas Binho Ribeiro, Does e Dalata. A segunda acontece de 2 a 12 de abril, com Anjo, Graphis e o americano Cern. A última, de 16 a 26 de abril, mostra obras de Chivitz, Nove e Presto.

Binho Ribeiro, curador e também expositor, explica que a idéia do evento é mostrar as obras sendo feitas exatamente como acontecem nas ruas, independente do fato de estarem dentro de um museu e promover a discussão sobre o espaço da arte contemporânea. “É uma oportunidade – explica ele – de dar mais visibilidade à arte de rua. É uma conquista poder realizar eventos como este, pois a cada dia o grafito vem sendo mais reconhecido como uma arte de verdade e ganhando respeito“.

Graffiti de Binho.

Graffiti do americano Cern.

Os artistas farão um painel coletivo em que o trabalho de cada um se integrará formando um painel de 2,80m x 15m, no Espaço Burle Marx, e o público poderá ver a técnica e o talento nas obras desses artistas renomados do graffiti que mostrarão seus conceitos, idéias e a expressão da sociedade nessa cultura tão rica e independente. Toda estrutura do evento irá consumir 500 latas de spray para grafito, três latas de 18 litros de látex, rolos, pigmentos e acessórios.

Sobre o Graffiti

O termo do Graffiti vem do latim “graphium” ou do italiano “graffito”, cujo plural é graffiti, que, em tradução livre significa “rabiscos a carvão”. A própria palavra latina deriva do grego “graphéin”, com o significado de “escrever”. Inicialmente, foi usado para denominar as inscrições gravadas nas cavernas pré-históricas, durante muito tempo foi visto como sinônimo de vandalismo, transgressão, clandestinidade e desafio. Essa cultura surgiu nos guetos de Nova Iorque, mas só na década de 70, o termo começou a ser utilizado com o significado que possui hoje, de intervenção artística urbana feita em muros e paredes com tinta e spray.

Murro graffitado pelo americano Cern no Chile.

Muro graffitado pelo americano Cern no Chile.

No Brasil, teve início por volta dos anos 80 e vem conquistando admiradores em diversos seguimentos sociais. Por conta de políticas públicas em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, foram abertos espaços para essa arte. Avenidas como: Paulista e 23 de Maio tiveram muros grafitados e receberam ampla aprovação da população. O impacto visual exerceu em zonas mais deterioradas uma função revitalizadora e deu identidade a alguns logradouros das cidades. Essa atividade considerada underground é fruto de planejamento coletivo, força expressiva e harmoniosa resulta na coesão de imagens.

Serviço: Graffiti Fine ArtDe 19 de março a 26 de abril | MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Burle Marx |  1ª Exposição: de 19 a 29 de março – Binho Ribeiro, Does e Dalata | 2ª Exposição: de 2 a 12 de abril – Anjo, Graphis e o americano Cern | 3ª Exposição: de 16 a 26 de abril – Chivitz, Nove e Presto | De terça a domingo, das 10 às 19h | Avenida Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo | Informações: 11 2594-2601 | Entrada Gratuita

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comentários
  1. Hugo Henrique disse:

    Ai galera gostei dos graffits,muito bom trabalho.
    deem uma olhada depois no meu site valeu…

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