Astrônomos identificam dois buracos negros em uma mesma galáxia

Publicado: 05/03/2009 por Andrew em Atualidades, Ciência & Tecnologia
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Concepção artística

Concepção artística site Howstuffwork.

Astrônomos do observatório NOAO (National Optical Astronomy Observatory), em Tucson, no Arizona (EUA), descobriram o que parece dois buracos negros supermaciços, um na órbita do outro, no centro de uma galáxia.
 
Concepção artística mostra um sistema com dois buracos negros supermaciços que orbitam um ao redor do outro

Os cientistas sabiam que era possível haver buracos negros gêmeos, mas foi preciso uma busca sistemática para encontrar um fenômeno tão raro. A descoberta, publicada na edição desta semana da Nature, vai ajudar os astrônomos na compreensão de como os buracos negros supermaciços se formam.

O sistema binário foi descoberto após os cientistas, coordenados por Todd Boroson e Tod Lauer, do NOAO, analisarem cerca de 17,5 mil quasares, estruturas que ficam a bilhões de anos-luz da Via Láctea e são os objetos de mais alto teor de energia no universo.

O buraco negro

É o que resta quando uma grande estrela morre. Geralmente, uma grande estrela tem o centro pelo menos três vezes mais que a massa do Sol. As estrelas são gigantescas, incríveis reatores à fusão. Por serem tão grandes e feitas de gás, campos gravitacionais intensos estão sempre tentando esmagar as estrelas. As reações de fusão que ocorrem no centro são como uma bomba gigante de fusão tentando explodir a estrela. O equilíbrio entre as forças gravitacionais e as explosivas é o que define o tamanho da estrela.

Quando a estrela morre, as reações de fusão nuclear cessam, pois o combustível para essas reações acaba. Ao mesmo tempo, a gravidade da estrela puxa matérias para dentro e comprime o centro. Quando o centro se comprime, aquece e cria, conseqüentemente, uma  explosão de supernova, pela qual a matéria e a radiação explodem no espaço. O que permanece é o centro bastante comprimido e extremamente massivo.

Esse objeto se tornou um buraco negro. Ele literalmente desaparece da vista. Como a gravidade do centro é muito forte, ele penetra na estrutura do espaço-tempo, criando um buraco. O que era o centro da estrela original torna-se agora a parte central do buraco negro, chamada de singularidade. A abertura do buraco é chamada de horizonte de eventos.

Você pode considerar o horizonte de eventos como a boca do buraco negro. Quando algo passa pelo horizonte de eventos, vai embora para sempre. Quando estiver dentro do horizonte de eventos, todos os eventos (pontos no espaço-tempo) param, e nada, nem mesmo a luz, consegue escapar.

Tipos de buracos negros

  1. o buraco negro de Schwarzschild é o mais simples, cujo centro não gira. Esse tipo de buraco negro possui somente uma singularidade e um horizonte de eventos;
  2. o buraco negro de Kerr, que é provavelmente o mais comum da natureza, gira porque a estrela pela qual foi formado era giratória. Quando a estrela giratória morre, o centro continua girando, e isso repercute no buraco negro.

O buraco negro de Kerr possui as seguintes partes:

  • singularidade: o centro implodido;
  • horizonte de eventos: a abertura do buraco;
  • ergosfera: região em formato de ovo, de espaço distorcido ao redor do horizonte de eventos (causada pelo giro do buraco negro, que “arrasta” o espaço ao seu redor);
  • limite estático: fronteira entre a ergosfera e o espaço normal.

Os buracos negros não consomem tudo ao seu redor. Se um objeto entrar na ergosfera, pode ser expulso do buraco negro ao obter energia da rotação do buraco. Porém, se um objeto cruzar o horizonte de eventos, será sugado para o buraco negro e nunca escapará. Não se sabe o que acontece dentro do buraco negro.

Fontes: howstuffworks.com e Ciência e Saúde UOL

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