Brasil não está preparado para catástrofes naturais

Publicado: 09/01/2009 por Kakao Braga em Atualidades, Meio Ambiente
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Dionatan Daniel Giusti-04.jan.2009

Foto: Dionatan Daniel Giusti-04.jan.2009

Desde o final de 2008, as chuvas castigam diversos Estados do Brasil. Embora a Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Naciona, não tenha um número de mortes exato sobre as provocadas pelas chuvas no país, um levantamento feito pela Folha Online junto às Defesas Civis estaduais aponta que ao menos 158 pessoas morreram desde setembro último.

Desse total, 135 ocorreram em Santa Catarina –onde a Defesa Civil ainda procura por seis desaparecidos–, e 23 em Minas. O número pode ser bem maior uma vez que alguns municípios não tem uma Defesa Civil municipal. Até o último dia de 2008, dos 5.563 municípios brasileiros, aproximadamente 1.360 não contavam com uma Defesa Civil municipal.

Dados do Sedec revelam que o Brasil é o país com o maior número de pessoas afetadas pelas chuvas e enchentes no Hemisfério Sul, não só em 2008, mas anualmente. No ano passado, as chuvas afetaram 1,5 milhão de pessoas em Santa Catarina e 1,5 milhão de pessoas no Nordeste. Apesar dos números serem alarmantes são um relato de como não há ações preventivas eficazes para lidar com as catástrofes naturias, apesar dos esforços implementados.

Segundo Sérgio José Bezerra, coordenador geral do departamento de Minimização de Desastres da Sedec, um dos motivos é a falta de “percepção de riscos” dos brasileiros. “Porque não fomos educados para reconhecer os riscos. Muitos não têm nem noção da gravidade, e se arriscam a morar em morros e em áreas que já estão condenadas a cair desde o início”, diz.

Tanto em Santa Catarina, quanto em Minas, estima-se que a maioria das pessoas morreu soterradas em suas casas. Bezerra declara que a ocupação de áreas de risco no Brasil é um problema “crônico”, e não afeta somente a população de baixa renda, mas também a classe média e alta. “Isso foi um processo de omissão do Estado, das instituições que tinham por responsabilidade reprimir a ocupação, em alguns casos, foi até  incentivada em áreas que se tornaram de riscos depois. Inúmeros desastres poderiam ter sido evitados se tivéssemos educados essas pessoas para não ocupar essas áreas de riscos”, afirma.

Outro fator que prejudica a população é a picuinhas políticas entre algumas prefeituras e os Estados.  Hoje para se evitar tais situações, em situações extremas, o prefeito deve comunicar-se diretamente ao Sedec para pedir ajuda.
 
Mudanças climáticas
Enquanto alguns Estados são afetados pelas chuvas, outros sofrem com a seca, como é o caso do Rio Grande do Sul, onde 46 cidades estão em situação de emergência devido à falta de água –segundo informações divulgadas na última terça-feira (6). Segundo a Defesa Civil do Estado, não chove no noroeste e na região do Planalto há cerca de três meses e 85 mil pessoas já foram afetadas.  De acordo com Bezerra, o fenômeno da estiagem no Estado se intensificou a partir de 2004, e pode ser justificada pelas mudanças climáticas registradas no planeta. Para sustentar seu argumento, o coordenador do departamento de Minimização de Desastres da Sedec chama a atenção para o número de fenômenos naturais ocorridos no período.

Fonte e matéria completa: Folha Online

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comentários
  1. Eli disse:

    A mensagem sempre instruindo o ser humano quem tem olho….. que tem ouvido….. assim vamos caminhando cada um com sua teoria

  2. Kakao disse:

    Eli é verdade. Mas, nem tudo é teoria. Precisamos nos instruir cada vez mais, termos senso crítico, colocarmos em prática e agirmos para conseguir uma sociedade melhor. Sem esquecer, é claro, de cobrar das autoridades as providências necessárias. Um grande abraço e obrigada pela participação.

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