Polarização Pessoal

Publicado: 08/12/2008 por Kakao Braga em História
Tags:, , , , , , , , , ,

Entre os dois momentos de felicidade (quando temos um sonho e quando o realizamos) há muita incerteza.

Entre os dois momentos de felicidade (quando temos um sonho e quando o realizamos) há muita incerteza.

O Dr. Jean-Louis Etienne, explorador do Pólo Norte, explica o que essas incursões nos gelos e neves lhe proporcionaram:

“Há dois grandes momentos de felicidade: quando temos um sonho e quando conseguimos concretizá-lo. Entre esse dois momentos, há uma grande dose de incerteza, uma grande vontade de desistir. Mas, temos que perseguir os sonhos até o fim. Há bicicletas abandonadas em todas as garagens porque os donos ficaram demasiado doloridos nas primeiras vezes em que a usaram. Eles não entenderam que a dor faz parte do aprendizado. Estive 1000 vezes preste a desistir, antes de atingir aquele momento de felicidade em que me esqueci do frio. Consegue-se isso na pintura ou na música, desde que se admita que, antes de podermos tocar uma sonata de Bach, temos de aprender primeiro as escalas. Só com perseverança poderemos descobrir-nos a nós próprios. Cabe a cada um de nós encontrar seu próprio Pólo.” L’Express, Paris
O relato completo sobre a aventura do Dr. Etienne está no livro: “Transantártida – A Travessia do Último Continente”, da Editora José Olympio. É um dos melhores livros sobre uma aventura na Antártica. Escrito logo após o final de uma expedição que durou seis meses, do verão de 1989 à primavera de 1990, e que percorreu 6.300 km de gelo desértico e isolamento voluntário. Jean-Louis Étienne é um dos grandes nomes da exploração moderna francesa. Médico e especialista em nutrição e biologia do esporte, participou de expedições ao Himalaia, à Groenlândia e à Patagônia. Seu maior feito foi ter se tornado, em 1986, o primeiro homem a atingir o Pólo Norte Geográfico, sozinho, sem a companhia de cães ou apoio externo.
O dr. Etiénne no Pólo Norte.O dr. Etienne no Pólo Norte.

O objetivo da expedição Transantártida foi o de alertar ao mundo sobre a riqueza da Antártica e a urgência de se proteger um dos ambientes mais puros e intocados que existe. Jean-Louis questiona o lado negativo das nações que lutam por um pedaço de terra (leia-se gelo) no único continente realmente descoberto pelo homem, em 1820, e reflete sobre a importância de se chegar a acordos diplomáticos sobre a preservação de uma área de 14 milhões de km quadrados de água doce, petróleo, gás natural e ouro.  Lembrando que todos os grandes projetos polares foram conduzidos por expedições privadas, as únicas que se dão direito a correr riscos, a Transantártida chegou onde intencionava: a travessia integral de um continente gigantesco, uma das últimas aventuras inéditas possíveis no final do século XX.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s