:: Por Edvaldo Tavares::

É mencionado que os maias nos legaram 7 profecias, sendo que dentre as quais, uma diz que nossa era de ódio, medo e materialismo terminará em 21 de dezembro de 2012. Isto significa, para tantos crédulos, que o mundo acabará naquela data. Para aqueles que sabem que o ser humano tem esses sentimentos profundamente enraizados nos seus vários eus, interpretam, portanto, como o final dos tempos, ou, em visão explícita, do mundo.

Mas, de forma mais concreta, científica, especificamente, astronômica, seria bom dar uma olhada nas informações sobre o Apophis (O Destruidor) – aterrador inimigo de Rá, Deus do Sol do Antigo Egito, uma serpente que se esconde nas escuridões eternas do Duat – asteróide de 350 metros de diâmetro que tem um encontro marcado com o planeta Terra para o domingo de 13 de abril de 2036.

É claro, caso atinja o nosso planeta, será uma catástrofe inimaginável. Vamos aos fatos.

Apophis – O DESTRUIDOR

Esse asteróide (350 metros de diâmetro) que tem o nome grego Apophis, o inimigo de Rá (deus do Sol do Antigo Egito), foi descoberto em 2004 e tem o aterrador nome de O Destruidor ou Descriador – tradução do antigo deus egípcio Apep (uma serpente que se esconde nas escuridões eternas do Duat – meio da Terra – que tenta engolir Rá durante sua passagem noturna e Seth, deus do Caos, a mantém distante).

Asteróides são corpos celestes feitos de rocha que gravitam ao redor do Sol em órbitas geralmente situadas entre as dos planetas Marte e Júpiter. Para perigo do planeta em que vivemos alguns asteróides escapam das suas órbitas e a uma velocidade de mais de 60 mil Km/h, dependendo do seu volume, numa colisão com a Terra pode matar milhões ou até mesmo acabar com a vida terrestre. A nave em que viajamos pelo espaço – planeta Terra – transita por regiões perigosas do sistema solar. Veja a superfície do nosso satélite, lua, toda cheia de crateras. Apophis, nome do Destruidor/ Descriador não é a única ameaça ao nosso planeta – 6 mil asteróides foram identificados entre Marte e Júpiter. Estudos demonstram que na escala de Turim o risco de impacto devastador de magnitude igual a 65.000 bombas de Hiroshima com o planeta Terra é de 1 para 45.000. Está prevista essa visita incômoda para domingo, 13 de abril de 2036, quando, sem cerimônias, passará pela nossa vizinhança.

K-T Killer na Península de Yucantan destruindo os dinossauros.

Outra ameaça resulta da possibilidade de nosso planeta ser colidido por um cometa. Para exercício de imaginação, o que aconteceria a Terra se fragmentos de cometa de 400 e 800 metros de diâmetro se chocassem contra ela como ocorreu com Júpiter em 18 de julho de 1994? Os cometas podem surgir de surpresa com uma velocidade três (180.000 Km/h) a quatro (240.000 Km/h) vezes maior do que a dos asteróides. O cometa Hyakutake, em 1996, surpreendeu os observadores, somente sendo notado alguns meses antes de cruzar a órbita da Terra. Esse cometa com alguns quilômetros de diâmetro assemelhava-se ao K-T Killer que extinguiu os dinossauros há 65 milhões de anos, na Península de Yucatan, México. Essas ameaças que podem vir do espaço são levadas tão a sério que na ilha Mauí, Havaí, no local mais alto (seis mil metros), funciona um ponto de observação do programa de busca de asteróides.

Não existe um consenso na comunidade científica sobre o que deve ser feito em caso de uma possível colisão com a Terra. O fator tempo é importante e os cientistas sabem que a detecção da ameaça com cinco anos de antecedência é um tempo muito curto diante das distâncias e velocidades envolvidas. Mesmo com dez anos as chances são poucas. O ideal seria 100 anos, tempo suficiente para o desenvolvimento de uma solução salvadora. Os observadores devem conhecer as ameaças que rodeiam o nosso planeta e estar preparados para evitar a sua destruição, caso seja preciso e possível.

:: EDVALDO TAVARES – Médico e Diretor Executivo (IRV)

Conta-se que um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Examinou tudo para avaliar o estado. Percebeu que havia um furo e o consertou. Terminada a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi. No dia seguinte, o dono do barco procurou o pintor e entregou-lhe uma boa quantia em cheque. Surpreso o pintor disse que já havia sido pago. O dono explicou que não era pelo trabalho de pintura, era por ter consertado o furo do barco. Admirado o pintor disse que foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar e que não seria justo receber aquela quantia tão alta por algo tão insignificante!

O dono do barco contou o que aconteceu: “Esqueci de te falar do furo. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e foram para uma pescaria. Eu não estava em casa, e quando voltei e soube fiquei desespe­rado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinando o barco constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar o seu serviço tão insignificante”.

Não importa para quem, quando ou de que maneira: mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os “vazamentos” que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

Fonte: Site Viva Melhor

Dentre muitos talismãs (enguimonô) existentes no Japão, o Daruma (達磨) é um dos mais antigos e populares. Daruma-san, como é também conhecido, é uma espécie de boneco que representa Bodhidharma, um monge da Índia que fundou o Zen Budismo na China. É muito procurado pelo povo e pelos turistas em virtude dele trazer-lhe paciência de Jó, luta e realização do seu sonho e finalmente sucesso nas atividades profissionais. É um presente popular para encorajamento, que ajuda a alcançar sonhos ao auxiliar a manter o foco no objetivo estabelecido. O Daruma-san é também símbolo da perseverança e esforço constante, seus outros nomes são Huto (‘O velho que nunca cai’) e Okiagari-Koboshi (O pequeno monge que sempre se levanta).

O Daruma-san geralmente é feito de madeira e é representado como uma figura arrendondada, com corpo vermelho (para espantar “o olho gordo”), sem braços e sem pernas. O fundo dele é pesado para que possa levantar-se simultaneamente mesmo estando na posição de queda. O fato de Daruma-san não cair, representa “jamais desistir”, tanto que há um provérbio japonês que se diz: “NANA KOROBI, YA OKI”, que quer dizer “Caia sete vezes mas levante oito vezes”.

Seus olhos não têm pupilas. As pessoas usam os bonecos para fazerem pedidos. Para fazer um desejo: ao segurar o Daruma-san, pinte o olho esquerdo do boneco enquanto você faz um pedido. Pinte o olho direito quando o desejo for realizado. Então leve-o a um templo ou santuário budista como uma oferenda. Tais templos costumam queimar os bonecos no Ano Novo.

Na China Antiga havia um monge budista chamado Bodhidharma que buscava o conhecimento sobre a verdade da vida, após diversas tentativas através da prática ascética nada descobriu. Dessa forma, tomou a decisão de sentar-se em frente à parede de um templo para meditar sobre a vida e chegar a uma conclusão à respeito de sua verdadeira essência. Ele levou 9 anos para alcançar esse despertar, optou por permanecer sentado numa mesma posição durante todo esse período, assim seus braços e pernas atrofiaram, e arrancou as pálpebras de seus olhos para não dormir nesse tempo de meditação. Ele foi o fundador da religião ZEN BUDISMO.

O ZEN BUDISMO foi levado para o Japão no início do século 12.  O nome Daruma foi dado pelos japoneses (vem da pronúncia de Dharma). Na época de Muromachi-Jidai (1333 – 1568) surgiu no Japão o boneco Daruma representado na mesma posição do monge em sua meditação e dos bonecos teimosos provenientes da China, e na época de Edo (1603 – 1868), chegou ao formato em que é apresentado na atualidade. Nesse período já havia no âmago do povo japonês o sentimento de se proteger usando o DARUMA como um talismã para evitar de todos os males existentes na colheita agrícola, caça e pesca… Desde então, o talismã DARUMA é utilizado nas casas comerciais, nos lares e no decorrer do tempo, pelos políticos em campanha eleitoral.

O povo japonês costuma comprar esse boneco que é vendido em barraquinhas localizadas próximo aos templos e santuários , no ano novo, para que se concretize o sonho depositado no ano que se inicia. Ao comprá-lo, vem sem os olhos: quando você quiser que o seu desejo se realize, pinte um dos seus olhos e, se o pedido for atendido, o outro deverá ser pintado em sinal de gratidão.

Diz a lenda que, ao se ganhar um Daruma-san, deve-se:
- Pensar em um objetivo a ser alcançado;
- Pintar um olho do Daruma-san, representando o seu comprometimento com o objetivo;
- Quando o objetivo for traçado, pintar o outro olho.

Curiosidades
O Daruma-san tem um templo próprio, Daruma-dera, localizado em Takasaki, na província de Gunma, no Japão. Nesta mesma cidade acontece o Festival dos Bonecos Daruma (6 e 7 de janeiro), frequentado por cerca de 400.000 pessoas que vão rezar por um bom ano.

Os pêlos no rosto do Daruma simbolizam animais da cultura japonesa representativos da longevidade: o tsuru (grou) e a tartaruga. As sobrancelhas remetem ao tsuru, enquanto que os pêlos nas bochechas lembram os cascos da tartaruga. Diz-se que o Daruma-san foi feito para lembrar o seguinte provérbio: “Tsuru wa sen nen, kame wa man nen” (鶴は千年亀は万年), ou seja, o tsuru vive 1.000 anos, e a tartaruga 10.000 anos, reforçando a ideia de longevidade.

Fonte: Nipocultura, Soono, Nikkeypedia

A ciência e a Estrela de Belém

Publicado: 12/12/2011 por Kakao em Atualidades, História

:: Por Von Bernward Loheide ::

Os Três Reis Magos viram há mais de 2000 anos uma estrela que os guiou até Belém. Ali chegados, encontraram o Menino Jesus na manjedoura de um estábulo, ao lado de um boi e de um jumento. Assim o diz a Bíblia, e é nisso que muitas pessoas acreditam. No entanto, quem ler atentamente o segundo capítulo do Evangelho de São Mateus fica admirado. Não há reis, nem três pessoas, nem estábulo, nem manjedoura, nem boi, nem jumento. Em vez disso, há um indefinido número de «Homens Sábios do Oriente» que vieram à «casa» onde Jesus nasceu.

A maior parte da história foi tecida ao longo dos séculos pegando na narrativa de Natal do Evangelho de São Lucas e enfeitada com motivos de devoção popular. Mas a estrela, essa, vem mesmo mencionada no Evangelho de São Mateus. E não foram poucos os teólogos, além dos inúmeros astrônomos, a interrogar-se: que tipo de estrela foi esta que anunciou o nascimento do Messias? Será que isto pode ser provado cientificamente?

JOHANNES KEPLER (1571-1630) pensava que sim. Em 1604, o astrônomo alemão teve a rara sorte de testemunhar aquilo que se chama uma supernova, ou seja, a explosão de uma estrela quando morre.

Quando uma determinada estrela está mais perto do fim, mais ferro recolhe no seu núcleo. Nessa altura, e numa fração de segundo, o núcleo de ferro sucumbe ao seu próprio peso. A estrela rebenta em pedaços e a sua matéria espalha-se pelo Cosmo numa grandiosa explosão.

Do pó viemos, ao pó voltaremos. Seria a morte de uma estrela o sinal do nascimento do Salvador? Os astrônomos da atualidade perderam a fé nesta crença, porque cada supernova deixa marcas que são visíveis muitos séculos depois (manchas estelares, por exemplo). No entanto, no caso do período histórico em questão, ainda não foram encontrados indícios celestes.

Uma segunda teoria sobre a Estrela do Natal tem uma maior base de sustentação. Também data do tempo de Kepler. De acordo com os seus cálculos, ocorreu uma impressionante conjunção de Júpiter e Saturno no ano 7 a.C. Isso significa que estes dois planetas, vistos da Terra, pareceram quase tocar-se, não apenas uma, mas três vezes, numa questão de meses. Tudo parecia conjugar-se, pois Júpiter (Zeus para os Gregos e Marduk para os babilônios) era visto como a estrela dos reis, e Saturno, como o planeta de Sabbath e dos Judeus. Que outra coisa poderia querer dizer tudo isto senão o nascimento de um rei e deus dos Judeus?

O que Kepler calculou tinham os astrônomos babilônios visto com os seus próprios olhos há alguns 20 séculos, tendo gravado tudo em tábuas nos seus caracteres cuneiformes. Também os astrônomos atuais, como, por exemplo, o austríaco Konradin Ferrari d’Occhieppo, confirmaram esta invulgar conjunção de planetas naquela época. Para o Prof. Hans-Ulrich Keller, do Planetário de Estugarda, este encontro de dois corpos celestes é «a resposta mais coerente à questão da Estrela de Belém».

No entanto, há aqui uma ponta solta. Júpiter e Saturno nunca se fundiram numa única estrela. Mesmo a olho nu, seriam sempre visíveis dois corpos. É pouco provável que São Mateus se tenha esquecido de mencionar isto.

Há ainda uma terceira interpretação: a dos artistas. Em muitas pinturas e retratos da manjedoura, a Estrela de Belém está representada como se fosse um cometa com cauda. Já era assim no caso do fresco Adoração dos Reis Magos, do pintor italiano Giotto di Bondone (1266-1337). Ele vira o famoso cometa de Halley quando este se aproximou da Terra em 1301, com a sua longa cauda a riscar os céus. Ficou tão impressionado com esta visão que a trabalhou no seu fresco na Capela de Arena, em Pádua.

Alguns astrônomos da atualidade estabeleceram que o cometa de Halley também apareceu nos céus no ano 12 a.C.

Tanto pior para a Estrela de Natal, que veio cedo demais, mesmo quando temos conhecimento de que os nossos cálculos do tempo desde o nascimento de Cristo não são rigorosamente exatos. Dionysius Exiguus, um monge que vivia em Roma, falhou um «bocadinho» as contas no século VI, quando fixou o nascimento de Jesus como sendo o princípio do novo cálculo dos anos. Jesus não nasceu no ano 0 (este ano nunca existiu na realidade) nem no ano 1, mas sim entre os anos 4 e 7, antes de começar o nosso calendário. Como é que ele podia ter vindo ao Mundo no reinado do rei Herodes – um acontecimento que a Bíblia certifica várias vezes – se Herodes morreu no ano 4 a.C.?

O COMETA DE HALLEY sai de cena, mas entra outro. Segundo uma velha crônica chinesa, entre os anos 7 e 4 a. C., foi visível na China um cometa na constelação de Capricórnio durante mais de 70 dias. A questão que se coloca aqui é saber por que razão é que apenas os Reis Magos, e não Herodes e os seus astrólogos em Israel, viram este cometa.

Os cépticos desta teoria, como é o caso do astrônomo de Berlim Prof. Dieter B. Herrmann, refugiam-se na astrologia para argumentar contra esta candidata a Estrela de Natal: «Os especialistas em astrologia consideram que os cometas não são propriamente o corpo celestial apropriado para anunciar o jubiloso acontecimento do nascimento de um Redentor. Os cometas têm sido, desde o princípio dos tempos, arautos de notícias terríveis, associadas a mortes, guerras, fome e pragas.»

Não será um argumento muito forte, pensarão alguns, porque os autores bíblicos não consideravam a astrologia pagã uma autoridade convincente. Pelo contrário, o Novo e o Velho Testamento anunciam em muitos sítios a batalha contra a veneração dos poderes celestiais cósmicos em nome de Jeová, deus da Criação. Para os judeus e cristãos, os velhos poderes da Natureza foram reduzidos. As montanhas, os rios, os mares, o Sol e as estrelas já não são deuses. São a criação de Deus, no que diz respeito ao seu poder.

ESSA É A RAZÃO pela qual também São Mateus percebeu a Estrela de Natal como um sinal que está ao serviço da grandeza e do amor de Deus. A estrela conduziu os homens sábios a Belém. Isso significa que o verdadeiro rei de Israel não era Herodes, o rei que reinava em Jerusalém, mas sim o Menino Jesus de Belém que, na realidade, era rei de todo o Mundo. Os próprios céus estavam subordinados a esta criança. Todo o Universo encontrou a sua redenção nele. Este é o significado simbólico da estrela na história de Natal, um significado independente da questão que se coloca, se havia ou não, na realidade, um cometa que podia ver-se naquela altura em Belém.

Mas os teólogos têm mais coisas para dizer. Eles dizem que São Mateus só escreveu o Evangelho meio século depois da morte de Jesus, numa altura em que os Cristãos se afastavam cada vez mais das comunidades judaicas, das quais tinham emergido. Os autores do Novo Testamento estavam sob pressão, pois tinham de explicar duas coisas: por um lado, tinham de mostrar que Jesus era o Messias dos Judeus pressagiado no Velho Testamento e, por outro, que ele também era o Redentor dos Pagãos. Pois o cristianismo apoderou-se, rapidamente e primeiro que tudo, dos «pagãos» que viviam à volta do Mediterrâneo. Nas suas missões de sucesso, o apóstolo Paulo esclareceu os pagãos que não era preciso ser judeu para se tornar cristão.

Que Jesus veio ao Mundo também pelos pagãos foi uma coisa que São Mateus esclareceu na história dos Reis Magos do Oriente. De uma perspectiva judaica, estes sábios orientais eram completamente pagãos. No entanto, reconheceram o seu senhor e rei no bebé Jesus, levando a mensagem de Natal de volta para a sua terra de origem, ou seja, para os confins do mundo conhecido.

A estrela foi um instrumento deste acontecimento. Simbolizou o domínio de Deus e ao mesmo tempo realizou a profecia do Velho Testamento no Livro dos Números (24:17): «De Jacob virá uma Estrela e, em Israel, erguer-se-á um Ceptro.»

No entanto, a questão deverá permanecer em aberto, no caso da história dos Magos, os três reis do Oriente e a estrela que os guiou terem algum fundamento histórico. Na Antiguidade, havia muitas histórias sobre aparições celestiais no nascimento de figuras importantes.

É possível que São Mateus se servisse desta tradição. Contudo, também é possível que ele se baseasse na história oral das primeiras comunidades cristãs. Nesse caso, e ao longo dos anos, poderia ter passado um relato sobre uma peculiaridade astronômica no tempo do nascimento de Jesus.

Fonte: Selecções

:: Por Gabriela Toledo ::

A toxoplasmose é uma protozoonose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.). Acarreta abortos e nascimento de fetos mal formados.

1) O MITO SOBRE O GATO
Apenas 1% dos gatinhos transmite a toxoplasmose e, para isso, eles precisam estar doentes e, principalmente, na fase de eliminação dos oocistos. O gatinho contrai o toxoplasma quando come carne crua ou mal passada ou, ainda, se ele comer insetos, ratos, lagartixas que contenham cistos do protozoário. É importante saber que adquirir toxoplasmose de gatos é muito raro e o animalzinho não é a principal fonte de transmissão.

Geralmente, o gato que contraiu toxoplasmose, irá eliminar os oocistos (“ovinhos” do toxoplasma) apenas UMA ÚNICA VEZ e por apenas 15 DIAS durante toda a sua vida. Esta eliminação ocorre 10 dias após o gatinho ter sido infectado. Para que VOCÊ se contamine com o toxoplasma, você precisa COMER a forma infectante, que nada mais são que os ovinhos germinados presentes nas fezes do gato contaminado. Ou seja, você precisa que as FEZES DO GATO tenham contato com sua boca. E tem mais, as fezes do gato infectado precisam ter contato com sua boca depois de 48 horas que o gato tenha defecado, caso contrário, os “ovinhos não germinam” e o ciclo não se completa!

Vale lembrar que os gatos são animais extremamente limpos. Eles têm o habito de enterrar seus dejetos e se limpar várias vezes ao dia. Estudos mostram que é IMPOSSÍVEL você contrair toxoplasmose beijando ou acariciando seu gatinho. Portanto, fique tranqüila! Seu gatinho não lhe representa nenhum perigo! Ahhhh, já estava esquecendo, não se contrai toxoplasmose através da lambida, mordida ou arranhões de gato.

2) POMBOS E OUTROS ANIMAIS
Os pombos também já levaram a culpa de transmitir toxoplasmose. Assim como os pombos, outros animais também foram perseguidos! Tanto os pombos como qualquer animal pode transmitir toxoplasmose. Para isso é NECESSÁRIO que você COMA A CARNE CRUA ou MAL PASSADA DESSES ANIMAIS INFECTADOS. Se você não come pombos crus ou mal passados, fique tranqüila, eles não representam nenhum risco de lhe transmitir toxoplasmose.

3) COMO VOCÊ REALMENTE SE INFECTA
Agora sim, a parte que NINGUÉM FALA, mas que é a MAIS IMPORTANTE!
As principais formas de contaminação ocorrem pela ingestão de CARNE CRUA ou MAL PASSADA e pela ingestão de LEGUMES, VERDURAS e FRUTAS MAL LAVADAS. Não é a toa que a maior concentração de pessoas positivas para toxoplasmose do mundo está em Erechim/RS (onde o consumo de carne de porco é enorme). Depois de Erechim, podemos citar Portugal, onde é extremamente comum o consumo de embutidos. É interessante informar que 1/3 da população mundial é soropositiva para toxoplasmose. Isso se deve ao fato de terem tido contato com o toxoplasma. Não quer dizer que essas pessoas estão doentes. Elas apenas possuem anticorpos contra a doença o que lhes garante que não irão se infectar novamente! Olha que legal!!!

4) RESUMINDO
Por aqui já dá para entender que, para uma pessoa ser contaminar através do gato, é necessário que o gato esteja realmente doente, eliminando os oocistos, a caixinha de areia esteja suja e sem limpar por, no mínimo 24horas, e a pessoa mexa nas fezes e depois leve a mão suja à boca, ingerindo assim os oocistos esporulados do toxoplasma. Poxa… isso é um tanto quanto difícil de acontecer com pessoas com o mínimo de higiene, não é mesmo?

Se já sabemos como ocorre a contaminação, fica fácil evitar… Vamos lá:

Cuidados gerais
- Lave as mãos antes de comer ou beber
- Lave as mãos após a manipulação de carne e alimentos
- Não tome leite sem antes fervê-lo
- Não coma carne crua ou mal passada e nem verdura, legumes e frutas mal lavados
- Não coma embutidos não fiscalizados, de procedência duvidosa
- Use luvas ao limpar a caixa sanitária de gatos e/ou quando for mexer com jardinagem
- Se você for vegetariano, já não precisa se preocupar com carnes cruas ou mal passadas, mas tenha muita atenção nas frutas, legumes e verduras bem lavadas.

Cuidados com o gatinho
- Não o alimente com carne crua ou mal passada
- Limpe a caixa sanitária 2x ao dia.
- Desinfete a caixa sanitária e a pá com água fervendo por 5 minutos diariamente (se o gatinho estiver doente)
- Evite que seu gatinho tenha acesso à rua (assim evita que ele cace ratinhos, baratas, lagartixas ou então que ele coma alimentos duvidosos)
- Mantenha seu gatinho vacinado e vermifugado
- Leve seu gatinho frequentemente ao veterinário

Cuidados com outros animais
- Estoque alimentos e ração adequadamente evitando o acesso de insetos (insetos podem “carregar” o oocisto esporulado até a ração. Se o animal ingerir a ração contaminada ele irá se infectar com o toxoplasma)

5) PORTANTO EU REPITO EM ALTO E BOM TOM:
SEJA FELIZ COM SEU GATINHO, ELE DEFINITIVAMENTE NÃO REPRESENTA NENHUM PERIGO PARA VOCÊ, POIS BEIJÁ-LO, ABRAÇÁ-LO, ACARICIÁ-LO, BRINCAR E DORMIR COM ELE NÃO TRANSMITE TOXOPLASMOSE.

:: Dra. Gabriela Toledo, Médica Veterinária – CRMV-SP 28.659, presidente da PEA

Sempre se imaginou que para fazer um filme, seja de curta ou longa metragem, deveria ter um aparato enorme, várias câmeras. Este pessoal na Espanha mostrou que é preciso ter uma boa idéia, talento e um celular.

Achado Planeta similar à Terra

Publicado: 07/12/2011 por Andrew em Astronomia, Atualidades

Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Crédito: Ames / JPL-Caltech / Nasa)

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol.

O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas “Terras” pelo espaço.

Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos.

Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma “zona habitável” (em inglês também é comum o termo “goldilocks”).

O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista “The Astrophysical Journal”, uma das principais publicações científicas sobre astronomia.

Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta.

O astro possui um raio 2,4 vezes maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.

Fonte: G1

A Lua sempre pode ser vista de dia se estiver em posição favorável. Sua superfície de silicato reflete muito a luz do sol. Ao contrário do que nos acostumamos a pensar, a lua não é o oposto do sol: nada impede que ambos os astros estejam no céu ao mesmo tempo, dependendo do ângulo em que a Terra está virada.

O brilho da Lua é suficientemente forte para ultrapassar o brilho do azul do céu, basta que ela esteja alta no céu e longe das fases cheia (só é visível à noite) e nova (muito próxima do brilho do Sol). Por volta do quarto crescente ela é vista na parte da tarde e no quartro minguante na parte da manhã.

O professor do departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Charles Bonato explica que há períodos do mês em que o sol ilumina, ao mesmo tempo, a Terra e a Lua – do nosso ponto de vista, bem entendido. “Na verdade, o Sol sempre ilumina ambos. Vermos isso depende do ângulo em que o planeta está”, conta. Segundo Bonato, é mais comum ver a Lua de dia quando está nas fases crescente e minguante. No primeiro caso, é possível ver o satélite já a partir do meio-dia. No segundo caso, a lua minguante fica no céu durante a manhã e some próximo à hora do almoço.

Fonte: Terra Educação e Space Blog

Gripe: O que é, quais os sintomas

Publicado: 22/11/2011 por Kakao em Atualidades, Saúde

A gripe, também conhecida por influenza, é uma infecção do sistema respiratório causada por um vírus. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38 ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. É frequentemente confundida com outras viroses respiratórias, por isso o seu diagnóstico correto só é feito mediante exame laboratorial específico!

Os sintomas respiratórios como tosse e outros tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Geralmente, entre a infecção inicial e o fim da doença, a gripe pode estender-se por períodos que vão de uma a duas semanas. A melhor maneira de prevenir a gripe é através da vacinação contra a gripe.

Qualquer pessoa pode contrair a gripe, mesmo as pessoas sadias. A gripe pode ser transmitida 1 dia antes do início dos sintomas e até 5 dias após. Algumas pessoas estão sob risco aumentado de desenvolver complicações caso sejam infectadas pela gripe, como por exemplo: idosos, crianças pequenas, portadores de diabetes ou asma, cardiopatas, pneumopatas ou portadores de doenças renais.

Pessoas que têm gripe muitas vezes sentem alguns ou todos os sintomas abaixo:

. Febre ou sensação de febre/arrepios
. Tosse
. Garganta inflamada
. Nariz escorrendo
. Dores musculares
. Dores de cabeça
. Fadiga (cansaço)
. Algumas pessoas podem ter vômitos e diarréia, embora esta seja mais comum em crianças do que em adultos.

O vírus da gripe propaga-se principalmente por gotículas quando as pessoas com gripe espirram, tossem ou falam. Essas gotículas podem atingir a boca ou o nariz de pessoas que estão próximas, contaminando-as. Também, pode-se contrair a gripe ao tocar em uma superfície ou objeto que tenha o vírus da gripe.

As complicações da gripe podem incluir a pneumonia bacteriana, otite, sinusite, desidratação e agravamento de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes.

A maior circulação dos vírus da gripe ocorre anualmente no outono e inverno em regiões temperadas. Em alguns países tropicais. Os vírus da gripe circulam por todo o ano com um ou dois picos durante a estação chuvosa.

    Gripe Resfriado comum
Agente causador Vírus influenza Vários vírus, por ex.: adenovírus
Início dos sintomas Súbito Progressivo
Sintomas Calafrios, queda do estado geral, mialgias (doresmusculares), dor de garganta e tosse Ausente ou baixa
Febre Normalmente alta Ausente ou baixa
Grau de Exaustão Importante alta Leve/moderado
Evolução 1 a 2 semanas: comumente evolui com tosse, no 4º-5º dia, que perdura até 2 semanas Rápida recuperação
Complicações Severas (ex.:pneumonia) 2,3 Leves moderadas
Ocorrência Sazonal (outono/inverno) Todo o ano

A lenda das Amazonas

Publicado: 21/11/2011 por Elisa em Atualidades, Educação, História

As Amazonas são comentadas desde o início da Idade Antiga. Sua origem histórica tem seus primeiros registros na ilha de Creta, no Mar Egeu, junto à civilização Minóica por volta de 5.000 ou 4.500 a.C. Os indícios arqueológicos mostram esse povo, em seu tempo inicial, como uma sociedade atrasada, benm como a de todos os povos da época, salvo o Egito e as grandes cidades-estados da região da Mesopotâmia. Nessa época, percebe-se, nitidamente, um salto cultural que trazem os minóicos, de imediato, a condição de uma sociedade civilizada com padrões tecnológicos mais que avançados para a época, tais como, o domínio do bronze, a construção de palácios suntuosos, casas de pedra com portas e janelas, crescimento ordenado e planejado das cidades, templos megalíticos para cultos religiosos etc.

Esse salto evolucionário repentino ocorreu após a chegada e miscigenação de um povo, cuja cultura era a matriarcal, ou seja, a mulher era a classe social dominante que acabou por dominar toda a ilha submetendo os minóicos culturalmente. Em outras palavras, esse povo de sociedade matriarcal migrou muito provavelmente da região norte da Mesopotâmia, dado as imagens arqueológicas contidas nos afrescos das casas, palácios, vasos etc. Essas imagens mostram nitidamente os minóicos com pele escura, sempre em afazeres domésticos e, as mulheres, sempre com o dobro do tamanho, de pele clara, cabelos compridos loiros ou ruivos, com vestimentas brancas, cinto e sempre portando armas. A diferença é nítida, posto que, somente as mulheres aparecem, nesses artefatos e afrescos, nos afazeres esportivos, em guerras, em lutas, em cultos etc. Isso remete diretamente a idéia de que, por um motivo ou outro, um grupo de mulheres arianas, ou caucasianas, migraram para ilha de Creta, provavelmente como sobreviventes de alguma guerra, lá se estabelecendo e elevando culturalmente o povo minóico de uma hora para outra, tal como constam nos achados arqueológicos nessa ilha.

Contudo, isso ainda não dá a origem efetiva das Amazonas e nem a idéia de uma sociedade exclusivamente feminina, pois, uma sociedade matriarcal não quer dizer que homens não façam parte.

Todavia, foi essa ilha que os micênios, povo de sociedade rígida e patriarcal – guerreiros vindos do sul da atual Grécia – invadiram e dominaram os minóicos, absorvendo sua elevada cultura, contribuindo assim ainda mais para a formação do antigo povo grego, junto aos remanescentes dos aqueus, hititas etc. Foi nessa invasão que surge o primeiro relato sobre a origem das Amazonas. Durante a invasão micênia, essas mulheres “cretenses” foram poupadas da execução sumária, comum na época, por conta da honra, determinação e bravura com que lutaram. Os micênios então resolveram embarcá-las e vendê-las como escravas. Mas, no caminho, essas mulheres se rebelaram e os micênios foram todos assassinados de forma cruel e impiedosa.

As embarcações ficaram a deriva pelo Mar Egeu, posto que, essas mulheres não tinham conhecimento algum sobre navegação, muito embora fossem muito avançadas culturalmente. Propõe, segundo os estudos, que chegaram à região dos citas e, lá travaram uma feroz batalha na qual, os citas, só perceberam que era contra mulheres que estavam lutando após olharem os corpos mortos no campo de batalha, tamanha a bravura e destreza na arte da guerra com que lutaram essas mulheres.

Nesse sentido, os citas então propuseram um acordo, dando-lhes liberdade, território e cavalos para serem usados na arte de guerrear. Também se incentivou, inclusive, que os jovens citas fossem visitá-las periodicamente para a iniciação como homem na sociedade e na guerra. Por outro lado, essas mulheres os aceitavam para procriarem e manterem assim, uma sociedade estritamente feminina, devolvendo as proles masculinas, ficando somente com as femininas.

Essa é a tese mais provável, contudo, há muitos mitos e lendas que ilustram essa inicial sociedade matriarcal composta somente por mulheres, tais como: os filhos homens eram assassinados; cortavam ou atrofiavam, na tenra idade, o seio direito para melhor uso da lança, do escudo e do arco; que eram masculinizadas; homossexuais etc. É inúmera a quantidade de mitos e lendas que fazem referência às Amazonas nesse sentido, mas que não trazem azo algum à lógica como um todo uno sobre a origem das Amazonas em si.

Desse ponto histórico, em acordo entre quase todos os estudiosos, essas mulheres migraram para a cordilheira do Cáucaso, próximo ao Mar Negro, região hoje ocupada pela Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Rússia. Essa região era povoada por aldeias e cidades que viviam na mais extrema barbárie, combatendo uns aos outros por terras, alimento e riqueza; coisa que fez as Amazonas a desenvolverem suas habilidades guerreiras, inventando inclusive, o machado de guerra de dois gumes, símbolo, junto com o cavalo, desse povo feminino.

Lá se esconderam e desenvolveram uma cultura muito mais que matriarcal. Desenvolveram uma sociedade fechada e somente de mulheres; uma sociedade unissexual e igualitária, socialmente dizendo. Ocultadas nessa região inóspita, evoluíram sozinhas, desenvolvendo uma sociedade auto-sustentável, dedicando à uma hierarquia social dividida em apenas duas classes, a saber, a nobreza com uma rainha e as “soldadas”. As últimas, além se dedicarem à arte da guerra, se mantinham em pé de igualdade entre si nos afazeres cotidianos, tais como, o do cultivo de alimentos, caça etc. em plena harmonia. Mantinham-se sempre em dupla em todos os seus afazeres, não como união sexual ou marital, mas sim como uma forma estratégica de se protegerem nas batalhas e diminuírem o fardo do labor.

A cultura foi fundada sob a temática do apatriarquismo e, nesse sentido, se mantiveram fechadas aos homens, bem como escondidas para que não fossem incomodadas. Para manter a sociedade, invadiam aldeias e cidades para pilhagem e captura de bons espécimes masculinas para a reprodução, os mantendo em cativeiro até que esses as engravidassem, os libertando ou, como propõe algumas lendas, os matando. Nesse tempo, as Amazonas eram chamadas pelos citas de Oiorpata (matadoras de homens).

Segundo os relatos arqueológicos, as Amazonas passaram a adorar Ares, o deus da guerra, a ninfa Harmônia, guia da harmonia, Ártemis, deusa da caça, da virgindade e protetora das mulheres, Gaya, a mãe terra, mãe da natureza e a Lua. Coisas que geraram a lenda, na mitologia grega, como as Amazonas sendo filhas de Ares com Harmônia. Isso se dá ao fato de que, no início, no Cáucaso, as Amazonas prezavam pela harmonia entre seus pares como um todo social, a caça e a castidade, salvo os momentos de procriação, e, por último, as artes da guerra para se manterem livres como sociedade.

Essa fama feminista se estendeu por todo o território mesopotâmio e mediterrâneo a tal ponto que, todas as mulheres que não se conformavam com o sistema patriarcal da sociedade da época, procuravam as Amazonas pedindo asilo, sendo aceitas de pronto. Dessa forma, as Amazonas começaram a crescer em número, fama e temor, pois, quando em alguma luta se envolviam, se valiam da mais forte violência em seus ataques, usando todas as artimanhas e meandros e, como uso de força militar máxima, gritos, fúria, destemor, coragem, frieza etc., deixando apenas pouquíssimos sobreviventes para contar a história, elevando, estrategicamente, o medo e o respeito de forma e maneira que estas mulheres pudessem ficar em segurança e em tranqüilidade, ou seja, que não valeria a pena o esforço contra elas, seja qual fosse o motivo levantado.

Assim, as Amazonas passaram a ser uma sociedade estrangeira ao mundo antigo, à solta e em todo o território mesopotâmio e mediterrâneo, fundando e criando cidades “escondidas”, se valendo de sua estrutura social enraizada no conjunto insolúvel de seus componentes, cuja união faziam dessas mulheres um só corpo, vivendo sob o regime da honra e dedicação: “uma por todas e todas por uma”…

Partindo de sua origem de fato, no Cáucaso, após seu pseudo início na ilha de Creta, as Amazonas se espalharam por todo o mundo, sendo encontrados registros dessa comunidade, bem além do mediterrâneo e mesopotâmia, como em alguns locais do Egito, Líbia, China e norte europeu.

Fonte: Ordem das Amazonas